21.11.09

JEAN LOUIS GRIG - XIII

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1876, faleceu João Carlos Gregório Domingos Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun, 1.º conde, 1.º marquês e 1.º duque de Saldanha.

Foi um marechal do exército português, para além de homem de Estado do tempo da Monarquia constitucional, influenciou de forma substancial o rumo dos acontecimentos do país ao longo de meio século. Neto do Marquês de Pombal por via materna, foi também ele inúmeras vezes ministro, assumindo designadamente as pastas da Guerra e dos Negócios da Fazenda. Para além disso, foi também, por quatro vezes, primeiro ministro de Portugal (em 1835, entre 1846 - 1849 e 1851 - 1856 e em 1870).


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Num país endividado, o Orçamento não dá para mais...

20.11.09

IMPORTANTE LER ISTO...





...para se ganharem certezas aonde têm existido somente dúvidas...


http://leixao.blogspot.com/2009/11/1478.html

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...



"Pacheco (Pereira) isolado com ideia de comissão sobre a corrupção."

In PÚBLICO - 20/11/2009

FRASE DO DIA

"Se há coisa que o Estado não controla é a receita."

Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças - PÚBLICO - 20/11/2009

***

Deve ser a única coisa que, com este Governo, o Estado não controla...

JEAN LOUIS GRIG - XII

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1512, deu-se o naufrágio da nau Flor de la Mar, que seguia, de Malaca para Goa, levando a bordo Afonso de Albuquerque e o riquíssimo espólio da conquista de Malaca.

Frol de la Mar ou Flor de la Mar (Flor do Mar) foi uma nau portuguesa de 400 toneladas, que ao longo de nove anos participou em vários acontecimentos marcantes no oceano Índico até ao seu naufrágio em 1512. Nela viajava Afonso de Albuquerque de regresso da conquista de Malaca, com um imenso espólio e tesouros para o rei que se perderam ao largo de Sumatra, tornando-a um dos mais míticos tesouros perdidos. Uma réplica da Flor de la Mar abriga o Museu Marítimo de Malaca.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Há esquecimentos desastrosos...

19.11.09

FRASE DO DIA

"Nunca pedi dinheiro a ninguém. Nunca recebi dinheiro de ninguém."

Armando Vara - JORNAL DE NEGÓCIOS - 19/11/2009

***

Das duas uma: ou estamos diante de um pobrezinho ou, então, deram-lho sem ele o pedir...

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...

"Mário de Sousa Pinho, chefe de Finanças indiciado por trabalhar em favor de Manuel José Godinho (o das sucatas), foi promovido por três directores-gerais em dez anos. Apesar de quatro condenações e vários avisos."

In PÚBLICO - 19/11/2009

CRÓNICA DA SEMANA - II

A COELHEIRA

Tudo começou com uma reflexão doméstica e familiar. Algo em vias de extinção, não porque se extinga a Reflexão, mas porque a Família tem os dias contados. Estamos em crise profunda e, para grandes males, grandes remédios. Fiz apelo às minhas reminiscências académicas e perorei, diante do olhar atento dos circunstantes que, na ocasião, eram os que cabiam na mesa de jantar.

- Meus queridos. A sociedade de consumo é uma coisa linda. Mas, para nela bem se viver é necessário ter aquilo com que se compram os melões…

Foi a primeira interrupção, da João, com oito anos, ainda cansado do treino que havia tido na escola de jogadores de futebol:

- Em que clube é que joga o Melão, pai?...

Deitei-lhe um olhar severo, ainda que em pensamento admirasse as virtudes da escolinha de jogadores, que já lhe havia ensinado ter havido um jogador com esse nome, no Benfica, lá pelos anos cinquenta do século passado. A disciplina de História deveria estar bem entregue, lá na escola. E continuei, sem responder à questão.

- Assim, temos que reduzir as compras ao mínimo. E regressar a uma economia de subsistência…

Desta vez, foi a Mariana, a irmã mais velha do João, que estava mesmo ao meu lado.

- Ó pai! Por mim não há problema. Eu subsisto com pouco. Neste momento só estou a precisar de uns sapatos de ténis da Nike…

Pensei duas vezes se lhes explicava, como actividade prévia, o que era a economia de subsistência ou não. Decidi-me pelo não, já que o desenrolar da peroração lhes ia mostrar o que era.

- Então, eu pensei que podíamos aproveitar a varanda que temos ali nas traseiras…

Outra interrupção. Desta vez a mulher. Eu já estava admirado por ela estar tão calada.

- Lá vens tu com as tuas ideias! Da outra vez foram as galinhas, que tivemos que matar todas quando a vizinha de baixo se queixou que o galo não a deixava dormir. Quero ver o que vais inventar agora…

Pensei duas vezes antes de responder. No meu espírito, a ideia de substituir as galinhas por coelhos. Com tripla vantagem. Não fazem barulho. Reproduzem-se à velocidade da luz. E engordam rapidamente. Especialmente, engordam. E não pense o meu Leitor, com a sua maldade, que eu me estou a referir ao da Mota. O que tentou emprestar uns milhões ao Governo, mas que viu recusada a sua generosidade. Hoje não estou para falar de política, mas sim de economia familiar. Assim, para evitar discussões nas quais nós, homens, sempre levamos a pior, anunciei.

- Uma coelheira!... Compramos dois. Um, macho e, outro, fêmea. Passados dois meses já são para aí dezasseis. À borla. Nós aproveitamos o resto das alfaces e das couves-galegas e eles fazem o resto do trabalho…

- Então compramos quatro, pai! – gritou o João, sempre com a mania das goleadas.

Ainda acaba no Benfica, o rapaz. Tinha conquistado a minha gente. E a coelheira avançou. Com uns restos de sucata comprada, ali para os lados de Aveiro, a preço da chuva e sem IVA, fizemos a gaiola. A compra dos coelhos e das coelhas também avançou. Pardos, todos, que dizem ser os mais prolíficos. E lá ficámos todos à espera do momento de começar a comer coelho à caçadora todos os domingos. À cuca. A ver quando é que os coelhos tombavam para o lado, deixando as coelhas a ruminar de satisfação. E os dias foram passando. Até que o desastre económico começou a desenhar-se.

Como avessos às modernices, que somos, nós tínhamos dividido a gaiola ao meio, metade para cada casal. E começamos a notar que, quer eles quer elas, em lugar de cumprirem com as suas obrigações conjugais, passavam o tempo junto à rede que dividia a gaiola em metades. Eles, para um lado. Elas para outro lado. E ali ficavam, horas sem conta, calados e caladas. Como único sinal de vida, de vez em quando, o rabo a abanar. E a perplexidade a tomar conta de nós. Com evidentes consequências económicas. Continuávamos a comprar tripas enfarinhadas para comer no lugar de rechonchudas coxas de coelho. Para mim, era a síndrome da solidão. Se calhar, os coelhos eram mais modernos do que nós e queriam o convívio entre os casais. Pois seja, acordámos eu e a mulher. E retirámos a divisória.

Foi notória a alegria dos quatro. Juntaram-se logo. Mas não da maneira que esperávamos. Agora estavam nos cantos. Eles, num. Elas, noutro. Tudo bem. Estariam provavelmente a contar anedotas, com algum recato. Ficámos à espera. O melhor era deixar funcionar a natureza e não perturbar os bichos com a nossa indiscrição. Podiam ser envergonhados e recusar chegar aos finalmente na presença de testemunhas.

Passou um mês. Passaram dois. Passaram três. E nada. Por este andar, coelhinhos só se fossem os da Páscoa. Mas esta ainda vinha longe. Começaram a ser a minha obsessão. Eu já nem dormia em condições. È que a poupança que eu tinha pensado realizar com a cultura dos coelhos estava a ir, visivelmente, por água abaixo. A pressão era já tanta que, para tentar adormecer, eu já não contava carneirinhos, contava coelhinhos.

Um dia, isto é, uma noite, não conseguindo dormir, levantei-me e fui, pé ante pé, dar uma espreitadela à coelheira. Fiquei varado. Alto aí, meu Caro Leitor! Lá está a sua maldade outra vez! Não é piada, é mesmo simples expressão popular. Se fosse piada, isso queria dizer que eu estava mais rico. O que não era o caso. Era precisamente o contrário. Sentia-me cada vez mais pobre. Fiquei varado. Isto é, siderado. Depois de, por um breve momento, eu ter julgado que os deveres estavam a ser cumpridos, notei que os acasalamentos a que estava a assistir era dele com ele e dela com ela. Só me faltava esta! Tinha comprado dois pares de coelhos homosexuais. Isto é, doentes. Estavam no seu pleno direito. Toda a gente tem direito a ser doente. Quem era eu para julgar aberrante tal comportamento? Mas estavam a lixar-me os cálculos económicos.

Fui chamar a mulher, para ela ver comigo. Ela veio, encolheu os ombros e refilou:

- Foi para isto que me despertaste?... É bem feita! Tu mais os coelhos!... Valia-te mais teres escolhido uma vara de porcos. Pelo menos, esses ainda sabem distinguir quem é macho e quem é fêmea.

E regressou ao leito. E eu fiquei para ali, especado, a pensar nas consequências. Ainda cheguei a admitir arranjar, para aqueles dois casais, filhos adoptivos, uns pares de coelhos recém-nascidos, que lhes fizessem despertar os sentimentos paternais. Quem sabe? Podia ser que fosse remédio. Mas depois reflecti. Não tinha jeito nenhum que quem não era capaz de fazer filhos quisesse filhos feitos por aqueles que os podiam fazer! A não ser que isso passasse a ter valor económico. Afinal, estava aqui um bom negócio em perspectiva. Não sei é se conseguiria convencer a família com a facilidade tida na ideia da coelheira. Mas vender coelhos adoptivos a coelhos homosexuais era capaz de vir a ser um bom negócio. A não ser que, por contágio ou educação, os filhos adoptivos também dessem no mesmo. Aí, ia ser o fim. A certa altura já não haveria mais coelhos bebé para vender a quem não podia fazer coelhos bebé. Nah! O melhor era comê-los antes que se estragassem.

Foram comidos nos domingos seguintes. Uma receita especial, com muito piri-piri, que inventei. O que deu aso a que a família congeminasse um nome para a receita. Chegaram a pensar em “coelho à economista”. Rejeitaram. Soava mal. Acabaram por chamar-lhe “coelho à engenheiro”.

Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 19/11/2009

CORAGEM É...

...isto!



(Gentileza de F. Santos)

JEAN LOUIS GRIG - XI

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1917, nasceu a indiana Indira Gandhi.

Brilhante política, estrategista e pensadora, possuía grande ambição política. Como mulher e ocupando a mais alta posição do governo numa sociedade, na época, ainda bastante patriarcal, esperava-se que Indira fosse uma líder de pouca relevância, mas as suas acções provaram o contrário.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Varanda ultraleve...

18.11.09

FRASE DO DIA


"Desemprego atinge máximo histórico das últimas décadas: 548.000 - 9,8%."

Título de PÚBLICO - 18/11/2009

***

O raio da recuperação económica nacional, anunciada há poucos dias por várias entidades e que tanto orgulho provocou no Governo, nunca mais acaba. Por este andar e se continuarmos a recuperar ao mesmo ritmo, teremos em breve um milhão de desempregados...

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...

"Armando Vara, vice-presidente do BCP, vai hoje ser interrogado no Tribunal de Aveiro no âmbito do processo Face Oculta. O gestor suspendeu as suas funções no banco, mas continua na receber um salário de 30 mil euros brutos mensais."

In PÚBLICO - 18/11/2009


***

E, enquanto isso, os pequenos subscritores enganados na subscrição de capital do início da década continuam a penar sem encontrar modo de fazer acordo com o Banco...

JEAN LOUIS GRIG - X

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1724, faleceu o sacerdote Bartolomeu (Lourenço) de Gusmão, pioneiro da aviação, com a invenção do planador "passarola".

Em Agosto de 1723, finalmente, Bartolomeu Lourenço fez perante a corte portuguesa cinco experiências com balões de pequenas dimensões construídos por ele: na primeira, realizada no dia 3 na Casa do Forte (Palácio Real), o protótipo utilizado pegou fogo antes de subir; na segunda, feita no dia 5 noutra dependência do palácio, a Casa Real, o aeróstato, provido no fundo duma tigela com álcool em combustão, se elevou a 4 metros, quando começou a arder ainda no ar, sendo imediatamente derrubado por dois serviçais armados de paus, receosos dum incêndio aos cortinados do recinto; na terceira, feita no dia 6 novamente na Casa do Forte, o balão, contendo no interior uma vela acesa, logrou fazer um vôo curto, mas se queimou no pouso; na quarta, feita no dia 7 no Terreiro do Paço (hoje Praça do Comércio), o balonete elevou-se a grande altura, pousando lentamente minutos depois; na quinta, feita no dia 8 na Sala das Audiências, no interior do Palácio Real, o globo subiu até o teto do aposento, aí se demorando, quando enfim desceu com suavidade.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Malandrecos...

17.11.09

FRASE DO DIA

"Tribunal trava obras do túnel do Marão."

Título de PÚBLICO - 17/11/2009

***

Travagem de tribunal?.. Hmmmm!... Outro caso Face Oculta!...

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...

Roubo estará na origem de incêndio que vitimou dois idosos

Os Bombeiros Voluntários de Amarante alertaram a GNR para a possibilidade de o incêndio que hoje, terça-feira, matou dois idosos na freguesia de Fregim ter resultado de uma tentativa de roubo.

In JORNAL DE NOTÍCIAS - 17/11/2009

CRÓNICA DA SEMANA (I)

BOA NOTÍCIA

Finalmente, tivemos direito a uma boa notícia. A economia portuguesa está a crescer, há três trimestres consecutivos, acima da média da União Europeia. Não significa isso que temos as portas do paraíso escancaradas, aí à nossa frente, mas sempre é melhor estar a crescer do que estar a contrair. Penso mesmo que há que encarar esta notícia com alguma prudência, não só porque é inteiramente devida ao crescimento das exportações, especialmente para a Alemanha – que está a crescer economicamente mais rápido do que nós – mas também porque são conhecidas as causas que estão na origem desse crescimento e elas podem modificar-se já aí no futuro próximo.

Tentando explicar isto o mais simplesmente possível, podemos imaginar Portugal como uma fábrica que, para sobreviver, tem que produzir o suficiente para pagar as matérias primas, a electricidade, a água, as máquinas e os salários. Enquanto chegam encomendas que ocupam completamente a produção da fábrica, todos vão vivendo tranquilos. Mas, se as encomendas começam a falhar, a certa altura a fábrica já não produz o suficiente para pagar aquilo tudo. E os primeiros sacrificados são os trabalhadores que ou vêem o pagamento dos seus salários atrasado ou chegam mesmo a ficar sem o emprego. Com Portugal, foi isso que se passou. Deixou de haver encomendas. Os salários em atraso e o desemprego foram a consequência.

Para não deixar que se chegue ao ponto em que a fábrica fecha, o que faz o patrão da fábrica da nossa história? Vai ao banco e pede dinheiro que injecta na fábrica, para aguentar a situação de crise. O mesmo fez Portugal (e os outros países atingidos pela crise): meteu dinheiro na grande fábrica que o país é. E por causa disso, a produção cresceu, os salários começaram a deixar de estar atrasados e o desemprego parou de crescer.

Mas há um grande ponto de interrogação nisto tudo. É que quando se vai pedir ao banco, fica-se endividado e, depois, é preciso pagar. Ora bem. Por força do esforço feito para combater a crise, Portugal está muito endividado. Será que o crescimento económico vem a tempo e em medida suficiente para permitir que o país se volte a equilibrar? É uma incógnita. Esperemos que sim. E, enquanto esperamos, pensemos como o meu falecido pai, que sempre dizia: enquanto o pau vai e vem, folgam as costas. Folguemos, pois, com a boa notícia do último fim-de-semana.

Magalhães Pinto, em MATOSINHOS HOJE, em 17/11/2009

JEAN LOUIS GRIG - IX

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1869, foi inaugurado oficialmente o Canal do Suez.

A companhia Suez de Ferdinand de Lesseps construiu o canal entre 1859 e 1869. No final dos trabalhos, o Egito e a França eram os proprietários do canal. Estima-se que 1,5 milhão de egípcios tenham participado da construção do canal e que 125 000 morreram, principalmente de cólera.

Em 17 de fevereiro de 1867, o primeiro navio atravessou o canal, mas a inauguração oficial foi em 17 de novembro de 1869. O imperador Napoleão III estava presente, e a ópera Aida havia sido encomendada ao compositor italiano Verdi para ser apresentada na inauguração, mas a ópera só ficou pronta dois anos depois. Também presente como jornalista convidado, o escritor português Eça de Queiroz escreveu uma reportagem para o Diário de Notícias de Lisboa.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Que diferença, carago!



16.11.09

FRASE DO DIA

"Empresas públicas pagaram homenagem a Ana Paula Vitorino (Secretária de Estado dos Transportes do anterior Governo."

Título de PÚBLICO - 16/11/2009

***

O despudor com que as gentes indicadas por José Sócrates e comparsas para dirigir o país já é tanto que a gente até tem a vergonha que eles deviam ter.

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...

"Poupar para a reforma é uma emergência

O diagnóstico sobre a evolução das pensões de reforma no futuro há muito que está feito. Quem inicia hoje a vida activa terá que trabalhar mais anos. E quando chegar à reforma terá um corte substancial na remuneração. A diferença entre o último salário que auferiu e a primeira pensão poderá oscilar entre 40% e 60%, afirmaram na sexta-feira os oradores da conferência "Preparar a Reforma", realizada no âmbito do Fórum Poupança."

In NEGÓCIOS ONLINE - 16/11/2009

JEAN LOUIS GRIG - VIII



(ver créditos em I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1922, nasceu o escritor português e Prémio Nobel da Literatura de 1998, José Saramago.

Obra publicada:

Romances:

Terra do Pecado, 1947
Manual de Pintura e Caligrafia, 1977
Levantado do Chão, 1980
Memorial do Convento, 1982
O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984
A Jangada de Pedra, 1986
História do Cerco de Lisboa, 1989
O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1991
Ensaio Sobre a Cegueira, 1995
Todos os Nomes, 1997
A Caverna, 2000
O Homem Duplicado, 2002
Ensaio Sobre a Lucidez, 2004
As Intermitências da Morte, 2005
A Viagem do Elefante, 2008
Caim, 2009

Peças teatrais:

A Noite
Que Farei com Este Livro?
A Segunda Vida de Francisco de Assis
In Nomine Dei
Don Giovanni ou O dissoluto absolvido

Contos:

Objecto Quase, 1978
Poética dos Cinco Sentidos - O Ouvido, 1979
O Conto da Ilha Desconhecida, 1997

Poemas:

Os Poemas Possíveis, 1966
Provavelmente Alegria, 1970
O Ano de 1993, 1975

Crónicas:

Deste Mundo e do Outro, 1971
A Bagagem do Viajante, 1973
As Opiniões que o DL Teve, 1974
Os Apontamentos, 1977

Diario e Memorias:

Cadernos de Lanzarote (I-V, 1994
As Pequenas Memórias, 2006

Viagens:

Viagem a Portugal, 1981


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Boa publicidade...

15.11.09

MEMÓRIA

CUSTOS OCULTOS

"A Justiça é importante para toda a sociedade, mas que funcione mal é especialmente prejudicial para as empresas, porque lhes impõe custos muito gravosos. Está comprovado que os investimentos num país diminuem quando há insegurança jurídica. Em Espanha temos alguns problemas com a Justiça. É lenta, cara, pouco eficaz e com graves ineficiências. E isso afecta a todos os cidadãos e as empresas de um modo particular."

Prof. Santos Pastor
Catedrático de Economia Aplicada da Universidade
Complutense de Madrid, Presidente do Colégio do Instituto
de Empresa e Centro de Investigações em Direito e Economia.


A citação acima, que colhi de um periódico do país vizinho, traz a autoridade de quem se dedica a estes estudos com seriedade, numa das mais prestigiadas universidades europeias. Ao fazer uma afirmação tal, o Professor Santos Pastor apenas diz algo que sentimos todos os dias, mas a que não parecemos dar o devido relevo. E veja-se que a afirmação feita diz respeito ao país vizinho, no qual, apesar de tudo, a Justiça parece funcionar bastante melhor do que no nosso país. Imagine-se, pois, a importância dos custos ocultos do funcionamento da nossa economia, exclusivamente devidos ao mau funcionamento da Justiça.

Nos últimos tempos, a Justiça portuguesa tem estado sob a lupa dos cidadãos. Infelizmente, pelos piores motivos. E eu não sou excepção. De repente, dou por mim a pensar no país que seríamos se os nossos políticos, há tanto tempo perdidos nas suas tricas cujo objectivo único parece ser a conquista e usufruto do Poder, tivessem aproveitado o tempo assim perdido na reforma das nossas instituições. De que a Justiça é um dos pilares básicos. Além dos inconvenientes anotados pelo Professor Santos Pastor para a Justiça vizinha, a nossa ainda enferma de uma insuportável lentidão e de uma complexidade absolutamente incompreensível, que nos tornam, em quase todos os casos, numa patética imitação de país desenvolvido.

Além dos custos insuportáveis que o mau funcionamento das instituições provoca, os quais afastam do nosso país, inexoravelmente, os projectos de investimento internacional realmente sérios, tal situação tem o condão de chamar ao nosso país os investimentos pouco sérios, os quais sempre procuram as economias onde possam usar das suas artimanhas e apenas enquanto possam usá-las. Por isso mesmo é que não pode causar grande admiração a grande rotação de projectos no nosso país. Vêm, instalam-se, exploram as condições precárioas existentes e vão-se. Num quadro de grande insegurança e desorganização, nenhum projecto vem para ficar. A não ser que lhes sejam oferecidas grandes vantagens, normalmente no plano fiscal ou de incentivo financeiro. O que acaba por consituir-se como mais custos ocultos de extrema gravidade para o nosso desenvolvimento. Não apenas pelo que pagamos pela instalação dos projectos internacionais, mas também pelas condições de concorrência desleal que tal acaba por significar para as empresas portuguesas. As quais, naturalmente, não beneficiam das mesmas condições vantajosas.

Se realmente nos interessamos pelo futuro da nossa sociedade, facilmente chegaremos à conclusão de que isto não pode continuar assim. Uma frase que quase todos os dias nos sai da boca, mas que é mais um desabafo de impotência do que um propósito de emenda. É necessário que transformemos o desabafo em atitude consistente. Temos que perceber que, em última instância, é a todos nós que cabe a responsabilidade pelo estado a que chegamos. Porque vimos curto, porque falamos em lugar de agir, porque abandonamos os políticos à sua boa-vontade, a qual, porventura, não passa disso. É só boa-vontade. Temos que encontrar forças para modificar este estado das coisas.

...

Excerto de crónica de Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 8/2/2004

PENSAMENTO


Num folhetim policial onde nada é esclarecido, estamos todos autorizados a suspeitar de quem é o bandido.

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...

Partidos têm cada vez mais dinheiro e menos fiscalização."

In PÚBLICO - 15/11/2009

JEAN LOUIS GRIG - VII



(ver créditos em I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1630, faleceu Johannes Kepler, matemático e astrónomo alemão.

Kepler, usando dados coligidos por Tycho Brahe (as oposições de Marte entre 1580 e 1600), mostrou que os planetas não se moviam em órbitas circulares, mas sim elípticas. Esse detalhe, somente perceptível por acuradas medições, deu a Isaac Newton elementos para formular a teoria da gravitação universal, 50 anos mais tarde. Newton viria a declarar: "Se enxerguei longe, foi porque me apoiei nos ombros de gigantes". Não declara exatamente quem seriam esses gigantes, mas Kepler certamente era um deles.


SORRISO DO DIA

Bom gosto...

FOTO DO DIA

PORTO

Uma homenagem a uma linda cidade. RUI VELOSO. PORTO SENTIDO.