. . . OS SINAIS DO NOSSO TEMPO, NUM REGISTO DESPRETENSIOSO, BEM HUMORADO POR VEZES E SEMPRE CRÍTICO. . .
24.2.08
FIGURA DO DIA
Paulo Costa. Árbitro. Com decisiva influência em mais uma vitória do F. C. Porto. Deve ser do Apito...
FRASE DO DIA
PENSAMENTO DO DIA (I)
23.2.08
EFEMÉRIDE DO DIA
PENSAMENTO DO DIA
FRASE DO DIA
FIGURA DO DIA
OS HERÓIS E O MEDO - 183º. fascículo
(continuação)XXIII
Chão de Papel. Esventrado pelas granadas de morteiro que caíam em bátega. Gritando estertores de agonia a cada explosão. Felizmente, chão de papel, frágil hímen rasgado pela ponta acerada dos projécteis. Cópula profunda, a estourar nas entranhas macias da lama meia seca que o sol de fogo não conseguira endurecer entre as duas marés. Há muito tempo que os soldados ali estavam, imobilizados pelo vigor da emboscada. Ternamente abraçados ao chão, único e pouco eficaz abrigo dos estilhaços. Os quais, como vespas enlouquecidas, voavam cegamente em todas as direcções, mordendo raivosamente o tronco dos mangueiros. Estes assistiam, impávidos, à cena infernal. Silenciosamente. Espectadores surpreendidos pelo arraial em redor. Mário sentia o hálito quente da terra agredida lamber-lhe o rosto. Mesmo em frente do seu nariz, uma legião de formigas gigantes - a baga-baga - continuava o seu labor milenário de arrecadar o sustento para o inverno.
(continua)
Magalhães Pinto
22.2.08
PENSAMENTO DO DIA
FRASE DO DIA
FIGURA DO DIA
MEMÓRIA
...O Senhor Ministro da Economia anunciou que o pagamento especial por conta de coisa nenhuma vai conhecer ajustamentos. Não sei que credibilidade poderemos atribuir a esta afirmação. Só porque ele nem pode falar em nome do Governo, nem os impostos estão sob sua tutela. É urgente que seja o Senhor Primeiro Ministro a dizê-lo ou a Senhora Ministra das Finanças. E, mais urgente que dizê-lo, é fazê-lo. Quem produz neste país precisa de tranquilidade. Não há produtividade que resista tendo no coração o sentimento de que se está a ser roubado indecentemente por um Estado que se afirma falido.
...
Excerto da crónica LUZES E SOMBRAS - Magalhães Pinto - "VIDA ECONÓMICA" - 27/1/2003
OS HERÓIS E O MEDO - 182º. fascículo
(continuação)O entusiasmo desaparecera. Subitamente e, mais ou menos, subconscientemente, todos oerceberam que, em qualquer jogo assente na sorte, nunca se pode ter a vitória por certa. Uma carta perdida no meio das outras, anódina, quase inofensiva, podia atingir alguém num ponto vital. Tal e qual como as balas. Matos foi ao bolso da camisa, pela carteira, abriu o escaninho mais recôndito. E tirou de lá seis contos, de dentro de um envelope. Ciosamente guardados para pagar a viagem aérea para umas férias na Metrópole, logo chegasse a sua vez. Fica para mais tarde, murmurou entre dentes. Mas já ninguém tinha vontade de prosseguir o jogo. Nem mesmo ele. Decidiram repartir em seis partes iguais os quase treze contos que estavam em cima da mesa. Uma parte para cada um. E foram-se deitar.
(continua)
Magalhães Pinto
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