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7.3.11

PENSAMENTO DO DIA




Os tunisinos estão perdidos. Vamos enviar para lá uma legião de "democratas" nossos para os ensinar a viver em democracia.

RECORDAR É VIVER

Tonicha. Menina.

ÁFRICA NOSSA - IV



(vide I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1274, faleceu o filósofo cristão Tomás de Aquino, que viria a ser declarado Santo mais tarde.

Seu maior mérito foi a síntese do cristianismo com a visão aristotélica do mundo, introduzindo o aristotelismo, sendo redescoberto na Idade Média, na Escolástica anterior, compaginou um e outro, de forma a obter uma sólida base filosófica para a teologia e rectificando o materialismo de Aristóteles. Em suas duas summae, sistematizou o conhecimento teológico e filosófico de sua época: a Summa theologiae e a Summa contra gentiles.

A partir dele, a Igreja tem uma Teologia (fundada na revelação) e uma Filosofia (baseada no exercício da razão humana) que se fundem numa síntese definitiva: fé e razão, unidas em sua orientação comum rumo a Deus. Sustentou que a filosofia não pode ser substituída pela teologia e que ambas não se opõem. Afirmou que não pode haver contradição entre fé e razão. Explica que toda a criação é boa, tudo o que existe é bom, por participar do ser de Deus, o mal é a ausência de uma perfeição devida e a essência do mal é a privação ou ausência do bem. Além da sua Teologia e da Filosofia, desenvolveu também uma teoria do conhecimento e uma Antropologia, deixou também escrito conselhos políticos: Do governo do Príncipe, ao rei de Chipre, que se contrapõe, do ponto de vista da ética, ao O Príncipe, de Nicolau Maquiavel.

Com o uso da razão é possível demonstrar a existência de Deus, para isto propõe as 5 vias de demonstração:

Primeira via
Primeiro motor imóvel: tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois do contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido.

Segunda via
Causa primeira: decorre da relação "causa-e-efeito" que se observa nas coisas criadas. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita.

Terceira via
Ser necessário: existem seres que podem ser ou não ser (contingentes), mas nem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria, logo é preciso que haja um ser que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser.

Quarta via
Ser perfeito: verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, qualquer graduação pressupõe um parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a causa da perfeição dos demais seres.

Quinta via
Inteligência ordenadora: existe uma ordem no universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Não conhecia esta geometria!...

6.3.11

OS PORTUGUESES - XXIX


"De Pedro Álvares Cabral sabe-se que era moço fidalgo (oriundo de uma família tradicional da Beira) na Corte de D. João II, de quem começou a receber uma tença anual por serviços prestados, ao que parece na guerra de África. Fidalgo do Conselho Real, e envergando o hábito de Cristo, tratar-se-ia de um homem bem considerado junto de D. Manuel e, sobretudo, com experiência militar reconhecida. Não terá sido por acaso que obteve do rei o comando supremo da segunda frota enviada à Índia: dadas as dificuldades e perigos passados pela primeira, tornou-se necessário adequar a nova expedição - en número de homens e navios - à necessidade de marcar no Índico, pelas armas se necessário fosse, uma posição de força, que cedo se compreendeu constituir o único meio de estabelecer laços comerciais na região. Deste modo, a armada de 1500 era composta por treze navios: dez poderosas naus... e três caravelas. Aos 150 homens(no máximo) da empresa de Vasco da Gama, a viagem de Cabral contrapunha uma tripulação que se situava entre os 1.200 e os 1.500."

A armada partiu de Lisboa a 9 de Março de 1500. Fazendo por longe a "volta" para chegar ao Cabo da Boa Esperança, acabou por encontrar sinais de terra. E fundeou em Porto Seguro, por acharam ser um bom ancoradouro para a frota. O futuro Brasil estava descoberto.

FRASE(s) DO DIA

"Grupo de trabalho custou 209 mil euros e reuniu-se uma vez em 14 meses."

Título de PÚBLICO - 6/3/2011

"Jacques Chirac em tribunal por contratação de funcionários fantasmas."

Título de PÚBLICO - 6-3-2011

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...E assim não morrem as minhas esperanças de ver, um dia, em tribunal, certos governantes portugueses, com José Sócrates à frente...

PENSAMENTO DO DIA




Em Portugal, nem chegamos a sentir verdadeiramente o Carnaval. Porque ele dura todo o ano.

RECORDAR É VIVER

Elton John. Nikita.

ÁFRICA NOSSA - III



(vide I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1619, nasceu o poeta e militar francês Cyrano de Bergerac.

A sua vida inspirou o poeta francês Edmond Rostand para escrever uma peça teatral - que leva o seu nome - que ficou como obra-prima da literatura mundial.

Há especulações atuais de que Cyrano era homosexual[2] [3]. Acredita-se que, por volta de 1640, ele começou um romance com Charles Coypeau d'Assoucy, um escritor e músico, relacionamento que parece ter se estendido até por volta de 1653, quando eles iniciaram uma amarga rivalidade. Bergerac começou a enviar ameças de morte a d’Assoucy, levando-o a deixar Paris. A questão se estendeu a uma série de textos satíricos escritos por ambos. Bergerac escreveu Contre Soucidas (um anagrama com nome de seu inimigo), e Contre un ingrat, enquanto d’Assoucy contra-atacou com Le Combat de Cyrano de Bergerac avec le singe de Brioché au bout du Pont-Neuf (“A Batalha de Cyrano de Bergerac com o Macaco de Brioché sobre a Ponte Nove”).

A personagem Roxane, que a peça de Rostand apresenta, era uma prima de Bergerac, que viveu com sua tia, Catherine de Cyrano, em um Convento das “Daughter of the Cross”, onde Bergerac foi atendido após ter sido atingido por uma viga de construção. Na peça, Bergerac luta no cerco de Arras (1640), uma batalha dos 30 anos de guerra entre França e forças espanholas. Um dos companheiros de batalha foi o Barão de Neuvillette, que casou com a prima de Cyrano. Contudo, a história da peça envolvendo Roxane e Christian é ficcional.

Adoeceu, em 1654, após ser ferido na cabeça por uma viga que caiu acidentalmente de uma construção sob a qual passava, e nunca mais se recuperou completamente. Doente e pobre, ficou sob a protecção do duque de Arpajon, e posteriormente ficou abrigado pela prima, a baronesa de Neuvillette, morrendo em Sannois, na casa de seu primo Pierre de Cyrano, em 1655.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Ainda dizem que somos um povo sem imaginação!...



(Gentileza de JR)

5.3.11

OS PORTUGUESES - XXVIII


A armada, composta por três naus - São Gabriel, São Rafael e Bérrio, e ainda uma barca de apoio com mantimentos, parte do Restelo em 8 de Julho de 1497, comandada por Vasco da Gama, possivelmente uma escolha já feita ao tempo de D. João II. À saída, a frota incluía ainda uma caravela comandada por Bartolomeu Dias, tendo por destino a Mina, que das demais se viria a separar em Cabo Verde. Segue para sul por uma rota diferente da de Bartolomeu Dias, quando este foi até ao Cabo das Tormentas. Uma rota bem mais ao largo do continente africano, só possível graças ao domínio já perfeito da navegação astronómica detido pelos portugueses. Depois de arpoar, para descanso e reabastecimentos na baía de Santa Helena, Angra de S. Braz, Terra do Natal, Inharrime e Rio dos Bons Sinais (Zambeze), a armada segue para Norte, tocando ainda a Ilha de Moçambique e Mombaça (actual Quénia), onde encontram um ambiente hostil, escapando de uma cilada que os aniquilaria quase por acaso. Chegam finalmente a Melinde, onde Vasco da Gama consegue que o rei local lhe ceda um piloto que ajude a armada portuguesa a fazer a travessia do oceano Índico, desde Melinde a Calecute, chegando a esta última cidade indiana a 20 de Maio de 1498. Quase um ano para uma odisseia que ficaria gravada a letras e ouro na história da Humanidade. Estava descoberto um caminho marítimo da Europa até à Índia.

As negociações do capitão da armada com o Samorim foram difíceis. E tudo que Vasco da Gama conseguiu foi trazer um primeiro carregamento de especiarias. A viagem de regresso é penosa, morrendo grande parte da tripulação. A nau comandante - S. Gabriel - chegou ao estuário do Tejo provavelmente a 9 de Setembro de 1499.

(Fonte: História de Portugal, coordenada por Rui Ramos)

FRASE DO DIA

"Nenhum rapaz queria uma rapariga em segunda mão."

Título de PÚBLICO (sobre o namoro antigamente) - 5/3/2011

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Não admira! Era um tempo em que as peças sobressalentes escasseavam...

PENSAMENTO DO DIA



A situação política portuguesa assemelha-se a um casamento estragado: quando mais tarde chegar o divórcio maiores serão os males irreparáveis.

RECORDAR É VIVER

Dire Straits. Sultans of Swing.

ÁFRICA NOSSA - II



(vide I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1985, nasceu o jogador de futebol português Cristiano Ronaldo.

Ronaldo começou a sua carreira nas categorias de base do Andorinha. Em 1995 foi para o Nacional e o seu sucesso com a equipa o levou a assinar com o Sporting duas temporadas depois. O talento precoce de Ronaldo chamou a atenção de Sir Alex Ferguson, técnico e dirigente do Manchester United, em 2003, quando tinha apenas dezoito anos de idade, Cristiano Ronaldo assinou um contrato com o clube inglês, que pagou cerca de 12,24 milhões de libras esterlinas (ou apenas 17,5 milhões de euros) ao Sporting. Já na temporada seguinte, Ronaldo ganhou o seu primeiro título com o Manchester United, a Taça de Inglaterra, e chegou à final do Campeonato Europeu de Futebol de 2004 com Portugal.

Em 2008, Cristiano Ronaldo conquistou a sua primeira Liga dos Campeões com o Manchester United. Além de ter sido nomeado o melhor jogador do mundo pela FIFPro[3] e o melhor jogador do mundo pela FIFA,[4] além de tornar-se o primeiro jogador do Manchester United a ganhar a Ballon d'Or[5] em quarenta anos, após George Best.[carece de fontes?] Foi o primeiro jogador a ganhar o recente Prémio FIFA Ferenc Puskás em 2009, atribuído ao melhor golo do ano. Johan Cruijff, três vezes ganhador da Ballon d'Or, disse em uma entrevista, "Ronaldo é melhor do que George Best e Denis Law, que foram dois grandes e brilhantes jogadores na história do United."


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

O primeiro telemóvel...

4.3.11

OS PORTUGUESES - XXVII


Em 1487, pouco depois da morte de Diogo Cão, a Coroa enviaria uma nova missão exploratória ao Sul de África, chefiada por Bartolomeu Dias. Esta viria, em Janeiro de 1488, a dobrar o cabo das Tormentas (assim chamado devido às violentas tempestades que por aquela região se faziam sentir), estabelecendo assim uma via de passagem entre os oceanos Atlântico e Índico. Bartolomeu Dias regressaria ao reino trazendo consigo emissários do chamado rei do Congo. Dada a evidência de estar resolvido o principal problema da descoberta de um caminho marítimo para a Índia, o rei mandou mudar a designação do cabo para Cabo da Boa Esperança, nome que ainda se mantém hoje.

(Fonte: História de Portugal, coordenada por Rui Ramos)

FRASE DO DIA

"Casa da Música só admite cortes de verbas temporárias."

Título de PÚBLICO - 4/3/2011

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Muito bem dito! Tecnicamente, isto é uma PAUSA com DÓ de SI!...

PENSAMENTO DO DIA

Acho uma boa ideia o Parlamento pôr fim à reorganização do Ensino básico. Aliás, creio ter uma ainda melhor. A de os Portugueses começarem a estudar logo pelo Ensino Superior. Poupávamos uma data de anos a cada um e começarima a ganhar o subsídio de inserção no mercado do trabalho bastante mais cedo, deixando de ser pesados para os pais!...

RECORDAR É VIVER

Bob Dylan. Blowing in the Wind.

ÁFRICA NOSSA - I


África é um património da Humanidade. Um continente tão belo como aquele só pode ser pertença de todos nós. Não o património material, claro, mas o património moral, sobretudo a sua magnificente beleza. Única.

Inicio hoje uma série de fotografias, realizada por cem fotógrafos de renome, que capturaram algumas das imagnes mais velas que temos visto.

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EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1869, nasceu o poeta português Eugénio de Castro.

A obra de Eugénio de Castro pode ser dividida em duas fases: na primeira, a fase simbolista, que corresponde a sua produção poética até o fim do século XIX, Eugénio de Castro apresenta algumas características da Escola Simbolista, como o uso de rimas novas e raras, novas métricas, sinestesias, aliterações e vocabulário mais rico e musical.

Na segunda fase ou neoclássica, que corresponde aos poemas escritos já no século XX, vemos um poeta voltado à Antiguidade Clássica e ao passado português, revelando um certo saudosismo, característico das primeiras décadas do século XX em Portugal.

Um soneto seu:

DEPOIS DA CEIFA

Em que emprego o meu tempo? Vou e venho,
Sem dar conta de mim nem dos pastores,
Que deixam de cantar os seus amores,
Quando passo e lhes mostro a dor que tenho.

É de tristezas o torrão que amanho,
Amasso o negro pão com dissabores,
Em ribeiros de pranto pesco dores,
E guardo de saudades um rebanho.

Meu coração à doce paz resiste,
E, embora fiqueis crendo que motejo,
Alegre vivo por viver tão triste!

Amor se mostra nesta dor que abrigo:
Quero triste viver, pois vos não vejo,
Nem sequer muito ao longe vos lobrigo.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Porque há tantas pneumonias...

3.3.11

OS PORTUGUESES - XXVI


"Ao subir ao trono, D. Manuel herda um poder fortalecido pela política de abatimento da grande nobresa levada a cabo por D. João II... D. Manuel veio a beneficiar de uma situação económica que lhe permitiu consolidar o absolutismo régio implementado pelo seu antecessor: as novas fontes de riqueza alcançadas graças ao processo expansionista garantem ao monarca uma independência perante as decisões das Cortes relativamente aos aumentos de impostos e ao mesmo tempo permitem-lhe a criação de tenças com que fixa a nobreza à Corte ou às funções no Império que esta lhe distribui.

Este novo lugar para a nobreza, subordinando-a aos interesses do Estado identificado com a pessoa do Rei, contribui para a consagração da imagem do monarca como pai dos súbditos, tal comoa s Ordenações Manuelinas viriam a consagrar no Prólogo:

"Assim deve fazer o bom príncipe pois que por Deus foi dado principalmente não para si nem seu particular proveito, mas para bem governar seu povo e aproveitar a seus súbditos como a próprios filhos".

(Fonte: História de Portugal, dirigida por João Medina)

FRASE DO DIA

"Rui Pedro Soares recebe mais de 400 mil euros de indemnização do semanário Sol."

Título de PÚBLICO - 3/3/2011

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Bem feito! Admite-se lá que um facínora como o semanário SOL coloque a boca no trombone contra uma pessoa tão séria e honesta?...

PENSAMENTO DO DIA


Eis algo que os políticos nunca poderão dizer: "NUNCA DISSE QUE NUNCA DISSE!"...

POEMA DO MÊS


QUE IMPORTA?...

Que importam pedaços de luz
entre nuvens espessas?...
Que importa o som, que seduz,
de vagas promessas?...
De que valem descansos infindos
que acabam jamais?...
De que valem os sonhos tão lindos
que estão sempre a mais?...
De que valem segredos guardados
em gavetas vazias?...
De que valem todos estes bocados
que preenchem os dias?..
Que importa a lembrança ferida
de sentimentos profundos?...
De que vale a ferida esquecida
de viver em dois mundos?...
De que vale a esperança,
do que tarda em chegar,
que me traz a emoção
do meu cirandar?

Se eu pudesse apenas saber!...
Será que posso saber?...

Que seriam meus dias,
sem essa emoção?...
Quantas agonias
na palma da mão?...
Que passos trocados
à procura de nada?...
Quantos sonhos deixados
na minha almofada?...
E desta alegria,
bordada a tristeza,
que, em cada dia,
me canta a beleza
dum sonho de amor
inda mal começado,
não restaria a dor
dum vazio pecado?...
E a ternura que tenho
a borbulhar no meu peito?...
E o Amor, que é tamanho,
despeço-o sem jeito?...

Não!... Mil vezes não!...
Não!... Mil vezes não!...

Antes esta tortura
que a alma me entorta,
que perder a doçura
sem a qual era morta!...

Magalhães Pinto

CRÓNICA DA SEMANA

OS BRINQUEDOS

A Wikileaks deu a conhecer um telegrama do embaixador americano em Lisboa no qual, textualmente, se afirma que “Portugal compra brinquedos caros e inúteis”. Assim disse o “Expresso”. O jornal acrescentou ainda que “o Ministro da Defesa condena a divulgação pelo Expresso dos documentos confidenciais fundamentais para que os países assegurem a liberdade e a segurança”.

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O programa de televisão “Plano Inclinado”, onde pontificavam os dois hiper-críticos da governação do país Mário Crespo, transmitido ao sábado à noite pelo canal SIC, foi suspenso sem explicações plausíveis.

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Recordemos que o Jornal da Sexta, da TVI, conduzido por Manuela Moura Guedes, também muito crítico da governação e com papel de relevo na divulgação do caso FREEPORT – curioso! Onde pára este caso? – também foi suspenso, na circunstância com grande ruído público e sem que ficasse bem esclarecido o eventual papel nessa circunstância.

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O director do diário “Público” José Manuel Fernandes também foi afastado na sequência de uma campanha noticiosa desfavorável para o Governo e para o Primeiro-Ministro, tendo ficado no ar a ideia de que tinha sido vítima de uma cilada informativa.

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Ao longo do “reinado” de José Sócrates, foram surgindo notícias de dinheiros públicos gastos na contratação de agentes para intervenções nos media, tendo em vista melhorar a imagem dos governantes, notícias essas que também ficaram por esclarecer completamente.

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Destes factos, apenas os mais salientes de uma história que, bem esmiuçada, nos levaria mais longe, retira-se uma conclusão. A Censura não desapareceu de Portugal com a Revolução dos Cravos. Apenas deixou de ser antecipada. Passou a ser postcipada. Os detentores do Poder entendem que só eles podem brincar. Por exemplo, a comprar submarinos, tanques, aviões e comboios. A contarem-nos anedotas todos os dias. A criarem modos de desbaratar o dinheiro dos nossos impostos. A fazerem contratos a fingir. A inventarem parcerias. A jogarem às escondidas com a real situação do país. A jogarem à cabra-cega connosco, num jogo em que quem tem os olhos vendados é sempre o Zé. A investir mais cegamente do que um touro de Salvaterra.

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Que os governos sejam censores, tanto em ditadura como em “democracia”, não me espanta muito. Ser governante é ser administrador de uma empresa gigantesca, vendedora de um produto – a governação – com clientela assegurada. Para governar, os mercados não funcionam. Porque os administradores têm o poder de obrigar o cliente a comprar. Poder-se-á dizer que o mercado actua numa fase anterior, através de um processo chamado “eleição”. Mas há duas realidades que influenciam este processo, de modo determinante. Por um lado, o que se escolhe são os agentes de venda do produto. Não o produto propriamente, como seria curial quando a compra é obrigatória. Por outro lado, o processo é levado a cabo pelos accionistas da empresa, que somos todos nós, os chamados eleitores. E aqui vai-se verificar a perversão que conduz à existência da censura. É que o universo dos clientes da empresa é, simultaneamente, o dos seus accionistas. Numa empresa de direito comercial, os accionistas costumam estar-se nas tintas para a satisfação dos clientes, pelo menos até ao ponto em que isso afecta as vendas. E a administração da empresa pode facilmente enganar os accionistas, manipulando convenientemente os seus relatórios de gestão. Nesta empresa gigantesca chamada Estado, sendo os accionistas também clientes, apercebem-se facilmente do grau de satisfação destes últimos. Donde, a técnica de elaboração dos relatórios de gestão ter de ser substancialmente diferente. Enganar o cliente implica enganar o accionista e vice-versa, estando uns e outros, clientes e accionistas, pela confusão entre eles, de se aperceberem mais facilmente do engano. É por isso que ser político, isto é, administrador da tal empresa gigantesca, é muito difícil. E requer aptidões especiais.

Não obstante as dificuldades, surgem como administradores da empresa indivíduos que conseguem, durante algum tempo, enganar os dois universos, o dos clientes e o dos accionistas, não obstante estes dois universos teóricos serem apenas um na prática. Claro que não conseguem enganar todos ao mesmo tempo nem durante o tempo todo. E alguns, accionistas ou clientes, que conseguem vislumbrar a mentira, vêm por vezes gritar a mentira para a praça pública. É o momento para a censura actuar. Por isso não me admira que a censura nunca desapareça, seja em ditadura ou em “democracia”

O que já me espanta é que sejam clientes/accionistas – a que chamamos, por oposição, “privados” – a facilitar a existência da censura. A mesma censura que, mais tarde ou mais cedo, acabará por liquidá-los também. Suposto sendo que o não fazem por espírito de masoquismo, fica a imensa dúvida de saber porque é que o fazem. Confesso que busquei explicações. Não sendo parte directamente interessada, nem devendo – nem fazendo – tal ser em nome de superiores ideais, só encontrei uma. É o interesse pessoal que os move. Aliás, nas empresas comerciais, é sempre o interesse particular que as move. Mas se é assim, e se as atitudes de subserviência que adoptam em relação à grande empresa estatal é determinada pelo interesse, então a explicação só pode ser uma. É que a dita empresa também é cliente. Não já dos serviços ou produtos por ela própria fornecidos, mas pelos serviços ou produtos fornecidos pelas empresas “privadas”. E que cliente! Gigantesco, à medida do seu gigantismo. E, então, tudo fica explicado.

Mas daqui se extraem duas consequências de vulto. A primeira é a de que as brincadeiras dos governos só são possíveis com a colaboração de algumas potenciais vítimas de tais brincadeiras. De algum modo, é como se tais vítimas fossem os brinquedos de estimação da empresa gigante. E, por isso, por ela manipulados e brincados à vontade. E a segunda é que esta confusão entre accionistas e clientes, em conjunto com as regras que a administração, ela própria, ditou, não serve. É imperioso inventar outras regras. Talvez deixando de nos preocuparmos tanto com a administração e mais com o administrador. Fazendo com que cada grupo de clientes possa conhecer muito bem o administrador que, enquanto accionista, elege. O que exige a rápida existência da regionalização e dos círculos uninominais. Talvez assim, através de um diálogo directo entre clientes, accionistas e administrador se consiga que a mentira possa campear, exorcizando, por sua vez, esse monstro da vida colectiva que é a existência de censura. Antecipada ou postcipada, é igual.

Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 3/3/2011

RECORDAR É VIVER

António Silva. A telefonia.

A MULHER E O ARTISTA - XLVIII



(vide I)


F I M

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1971, faleceu o actor português António Silva.

Teve a sua formação teatral em grupos amadores da capital, estreando-se profissionalmente em 1910, no palco do Teatro da Rua dos Condes, em O Novo Cristo de Tolstoi. Contratado pela companhia Alves da Silva, aí participa em peças como O Conde de Monte Cristo ou O Rei Maldito. Vai para o Brasil em 1913, onde permanece até 1921, em digressão com a companhia teatral de António de Sousa. Casa-se com Josefina Silva em 1920. De volta a Portugal, trabalha vários anos consecutivos na Companhia de Teatro Santanella-Amarante, em peças de teatro ligeiro e de revista. Integra ainda as companhias de Lopo Lauer, António de Macedo, Comediantes de Lisboa e Vasco Morgado. É A Canção de Lisboa, de Cottinelli Telmo (1933) que o projecta no cinema e firma a sua popularidade e engenho como actor. Assegura personagens cómicas e dramáticas em mais de trinta películas — As Pupilas do Senhor Reitor (1935), O Pátio das Cantigas (1942), O Costa do Castelo (1943), Amor de Perdição (1943), Camões (1946), O Leão da Estrela (1947), Fado (1948), entre outras.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Onde está o atrevido, onde?...

2.3.11

OS PORTUGUESES - XXV


"Ainda em 1487, D. João II destacou dois enviados, Afonso de Paiva e Pêro da Covilhã, para, através do Mediterrâneo e depois por terra, alcançarem a Etiópia. Não é claro se pretendiam saber novas de chamado Preste João, suposto rei cristão, ou reunir informação sobre o comércio da Índia. Certo é que, tendo Afonso Paiva desaparecido, pêro da Covilhã viajou pela Índia, pela Pérsia e pela África Oriental, enviando para o rei, a partir do Cairo, uma relação detalhada do que vira e ouvira. Não se sabe até que ponto foi lida e produziu algum impacto. De resto, fixou-se na Etiópia, onde se casou, nunca mais regressando ao reino. Em todo o caso, parece certo que por trás do envio destes viajantes-espiões estava já um crescente interesse nas especiarias da Ásia, cuja comercialização na Europa era então controlada pelos venezianos, através do Mediterrâneo e do Mar Vermelho."

(Fonte: História de Portugal, coordenada por Rui Ramos)

FRASE DO DIA

"À procura de um líder no caos..."

Título de PÚBLICO (sobre a Líbia) - 2/3/2011

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Também nós!... Também nós!...

PENSAMENTO DO DIA


Quando o devedor não paga, não tem outro remédio senão ir a casa do credor explicar-se, dar uma boa desculpa, do género "tive de hospitalizar os miúdos que estavam uma diarreia, coitaditos" e prometer pagar no mês seguinte, sabendo que o não vai poder fazer!...

MEMÓRIA

OS HERÓIS E O MEDO

Eu sei que quando Durão Barroso, Primeiro Ministro de Portugal por vontade dos Portugueses, fala, faz História. Junto ao que ele diz, as minha notas semanais, aqui, não passam de balelas, logo esquecidas no momento em que o jornal se junta às coisas velhas. Por isso, é que, quando fala, o Primeiro Ministro deste país que ainda somos deve ter muito cuidado. Muito mais do que eu. Particularmente, quando fala investido no papel de representação de todos nós. Eu falo em meu nome. Humildemente. Sabendo que aquilo que disser só a mim responsabiliza. Em certas circunstâncias - como ainda agora aconteceu em Angola - o Primeiro Ministro fala em nome dos Portugueses. Responsabiliza-nos, a todos nós. O que nos impõe dizer alguma coisa quando aquilo que diz não corresponde ao nosso sentimento. E temos obrigação de falar, em tais circunstâncias. Para que não fique para a História qualquer coisa dita pelo Primeiro Ministro que nos ofenda. Pelo menos, sem um vigoroso protesto nosso. Não adiantará muito, o protesto. Mas, pelo menos, ficará recolhido na imperecível palavra escrita disponível para os futuros historiadores deste tempo tão conturbado.

Vem isto a propósito da homenagem feita pelo Primeiro Ministro, no Parlamento angolano, "a todos os que lutaram pela independência de Angola". Particularmente aos guerrilheiros que defrontaram o exército português. Porventura, algo imposto pelas necessidades diplomáticas, o que Durão Barroso disse. Mas que feriu toda uma geração que passou pela guerra colonial. Porque nunca tal veemência lhe foi ouvida a propósito dos heróis portugueses. E teria sido tão fácil ao Primeiro Ministro, nessa precisa circunstância, exaltar a dignidade dos militares portugueses também, que não a dignidade da guerra. Face ao dito pelo Primeiro Ministro, recordei a homenagem - essa sim, homenagem - que recebi de um negro, empregado de restaurante em Maputo, quando, sete anos depois do fim da guerra, me perguntou e aos que me acompanhavam: "desculpem, vocês são portugueses ou estrangeiros?". É para deixar o contraponto que, julgo, a atitude do Primeiro Ministro merece que lhe peço desculpa, meu Caro Leitor, para abandonar por momento as economias e falar dos heróis portugueses da guerra colonial e do medo que sentiram.

Em 1513, um imortal autor italiano, Nicolau Maquiavel, publicou uma obra - "O Príncipe" - na qual dava preciosas indicações sobre como dominar as terras conquistadas. Andavam os Portugueses,nessa altura, nas suas caravelas e naus, a descobrir e a dominar novas terras por esse mundo fora, apenas mal intuídas pelos europeus. Mas de pouco lhes valeu a obra do italiano. Quase cinco séculos mais tarde, envolver-se-ão aí, em duras guerras, durante quase década e meia. Não tinha chegado meio milénio para conquistar a alma das gentes encontradas pelas Descobertas. Nessas guerras, sacrificou-se uma geração inteira, em nome de um conceito de Pátria que, por mais defeituoso fosse, continha os ingredientes essenciais de qualquer conceito de Pátria: amor ao território, amor às gentes, amor à língua, amor às tradições, veneração dos antepassados e da sua obra.

Para o esforço desse mais de um milhão de Portugueses passado por África nas guerras coloniais, não importa se o tempo, neste canto da Europa, era de ditadura ou democracia. O que verdadeiramente deve estar em perspectiva é o seu denodado sacrifício. Levado a cabo do jeito sempre usado pelos Portugueses. Com benevolência, com compreensão. Ainda nessas guerras esteve presente o espírito produtor da miscigenação. Os soldados portugueses demandantes de África na segunda metade do Século XX tiveram, com as populações nativas, de um modo geral, sublinho, um comportamento nada condizente com um ambiente de guerra. Houve mortos, feridos, estropiados, é verdade. De parte a parte. Houve, aqui e além, uma atrocidade, é verdade. De parte a parte. Mas, escoados os primeiros momentos de terror e pânico - quando as atrocidades foram mais visíveis - não foi esse o tom geral da guerra. Esteve sempre presente, pelo menos entre os soldados – hoje ditos de ocupação e, então, de defesa – e as populações civis, um clima de fraternidade. Sem prejuízo de uma ou outra excepção - isso mesmo, excepção - apenas os guerrilheiros capturados eram tratados com alguma impiedade, sobretudo durante interrogatórios de guerra. Mas, mesmo assim, sempre procuraram os militares portugueses “recuperar” os prisioneiros. Muitos deles, depois de se terem batido no mato contra os brancos – o racismo, quando existia, tinha dois sentidos – perderam posteriormente a sua vida ou a sua integridade física nas milícias que, ao lado daqueles, combatiam os guerrilheiros da independência.

As notas que hoje aqui deixo, correspondem a uma profunda necessidade espiritual. Surgida particularmente após a revolução de Abril, ponto final das referidas guerras. Foi doloroso – não tanto pelo autor ele próprio, que viveu a guerra mais como observador do que como participante – assistir ao vilipêndio caído sobre os seus antigos camaradas de armas. De repente, pareciam eles ter sido traidores da Pátria, enquanto os heróis chegavam de Argel, de Londres ou de Paris. Estes, os arautos duma justa liberdade cívica, alguns deles heróis também, mas de uma outra guerra, decidiram estender, sobre uma geração inteira, um manto de vergonha totalmente injustificado face ao seu comportamento. Não reparando que, com isso, estavam a insultar impiedosamente não apenas os militares expedicionários, mas também as suas famílias, as suas mães, os seus pais, as suas mulheres e, sobretudo, os seus filhos. Com um aflitivo impudor, os fugitivos da guerra colonial não pestanejaram, sequer, ao sepultar de novo, na tumba do esquecimento, os cerca de dez mil mortos portugueses provocados pela guerra colonial. Mortos aos quais, quer os novos arautos queiram ou não queiram, a Pátria deve o sacrifício supremo, esforçado, generoso, das suas vidas.

Mas há mais. Aos homens que fizeram a Guerra Colonial foram pedidos sacrifícios incontáveis. Mal preparados, mal equipados, mal alimentados, mal alojados, com uma logística militar apenas sofrível, esses homens disponibilizaram – para utilizar uma frase feita de bélico sabor – sangue, suor e lágrimas sem conta. Sofreram na pele as dores da metralha e no espírito o pavor do medo. Um medo que sempre sobrelevaram. Que dominaram. Para dele partirem para tantos actos de heroísmo, de fraternidade, de solidariedade. De uma solidariedade não esgotada no companheiro de armas e que, muitas vezes, tinha as populações locais por objecto. Fizeram-no sem esperar agradecimentos. Mas também não esperavam a ignomínia do labéu, a ofensa do esquecimento. Se foi possível, a Portugal, voltar a África e aos territórios libertados, escassa meia dúzia de anos depois do fim da guerra, a esses homens e ao seu comportamento se fica a dever. Muito mais do que ao labor dos políticos, os quais, de um modo geral, nada mais fizeram do que abandonar à sua sorte as populações que, apesar de tudo, os heróis portugueses defendiam.

Por tudo isso, para que os filhos e netos dos soldados que fizeram a Guerra Colonial saibam que os seus pais e avós foram heróis autênticos, amantes da Pátria, homens bons preocupados com os seus compatriotas, geralmente sem um átomo de racismo a toldar-lhes o espírito, aqui fica este protesto. Que fiquem a saber que eles, os seus pais e avós, tal como tantos outros feitores das mais belas páginas da nossa História, fazem jus à seguinte expressão, sem qualquer pudor, nesta circunstância, roubada aos lugares comuns da ditadura:

“Ditosa Pátria que tais filhos tem”.

Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 4.11.2003

RECORDAR É VIVER

Placido Domingo. Malagueña.

A MULHER E O ARTISTA - XLVII



(vide I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1924, nasceu o advogado e escritor português Fernando Augusto de Freitas Mota Luso Soares.

Enquanto advogado defendeu, juntamente com Manuel João da Palma Carlos e Francisco Salgado Zenha alguns réus que foram perseguidos pela PIDE durante o regime salazarista. Foi também bastante famoso o seu processo em defesa da Infanta Maria Pia de Saxe-Coburgo e Bragança de Laredo, que reivindicava a legitimidade enquanto Duquesa de Bragança e reclamou a chefia da Casa Real de Portugal.

A sua obra, enquanto autor:

* Crime a 3 Incógnitas (1953).
* Notas para a Criação da Novela Policial em Fernando Pessoa (1953).
* Crimes e Criminosos na Divina Comédia de Dante (1954).
* O Crime de um Fantasma (1954).
* O Mais Inteligente dos Estúpidos (1956).
* Tentação Escarlate com Eficácia em Cor de Burro quando Foge (1960).
* O Parque dos Camaleões (1962).
* Os Cavalos Marinhos (1963).
* O Banqueiro Anarquista e Outros Contos do Raciocínio de Pessoa (1964).
* Vontade de ser Ministro (1965).
* Cadáver Adiado que Procria (1967).
* Quando Menos se Espera (1967).
* Grandezas e Misérias num Sonho de Maiorais de Gado (1967).
* A Outra Morte de Inês (1968).
* António Vieira (1973).
* Teatro Vanguarda Revolução e Segurança Burguesa (1973).
* António vieira (1973).
* A Novela Dedutiva em Fernando Pessoa (1976).
* Teoria Geral do Direito Civi (1977).
* O Direito Processual Civil (1980).
* Maria Pia, Duquesa de Bragança contra D. Duarte Pio, o senhor de Santar (1983).
* A Decisão Judicial e o Raciocínio Tópico-Abdutivo do Juiz (1983).
* Vontade de Ser Ministro (1999).
* O Poeta era um Fingidor (1999).
* O Agravo e o Seu Regime de Subida.
* PIDE/DGS – Um Estado dentro do Estado.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Titanic, primeira versão...

1.3.11

OS PORTUGUESES - XXIV


"Com cerca de seis décadas depois da saída para Ceuta, mais do que um mero conhecimento geográfico, as navegações e a exploração da costa africana tinham aberto um rumo para que o reino viesse a viver o período mais próspero de uma História que contava então três séculos e meio. Muito mais do que mergulhar as suas raízes num qualquer ciclo longo de crescimento do Ocidente europeu, a expansão ultramarina filiou-se antes na conjuntura de crise dos séculos XIV e XV, nas dificuldades estruturais do reino e no seu impasse ibérico. Tirando vantagem da posição periférica, onde a terra terminava mas não acabava o orbe, Portugal situou-se, de facto, na intersecção do mundo conhecido e do mundo desconhecido."

Pelos caminhos da História haviam ficado nomes como João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo (Madeira), Diogo de Silves e Diogo de Teive (Açores), Gil Eanes (Cabo Bojador) e Diogo Cão (Angola).

(Fontes: História de Portugal, coordenada por Rui Ramos, e História de Portugal, dirigida por João Medina)

FRASE DO DIA

"Quanto tempo resistirá Muammar Khadafi?"

Título de PÚBLICO - 1/3/2011

***

A avaliar pelo que se passa cá, os líderes políticos podem resistir muito, demasiado tempo!...

PENSAMENTO DO DIA

O número de presumíveis desempregados que perderam o subsídio de desemprego em 2010 (cerca de 12.000) mostra a quantidade de pessoas que, em Portugal não querem trabalhar. O que já se suspeitava. Só que demorou muito, demasiado tempo, a descobrir oficialmente. E quando ao (ainda popularmente) chamado Rendimento Mínimo?

RECORDAR É VIVER

Cliff Richard. The Young Ones.

A MULHER E O ARTISTA - XLVI



(vide I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1928, nasceu o Professor Doutor Daniel Serrão, uma das mais distintas personalidades do universo médico português vivo.

Em 1959 Doutorou-se com 19 valores, e em 1961 concorre a professor extraordinário de Anatomia Patológica, neste concurso é aprovado por unanimidade.

Em 1971 concorre a Professor Catedrático, sendo aprovado, mais uma vez, por unanimidade, assumindo a direcção do Serviço Académico e Hospitalar de Anatomia Patológica. Devido a um Saneamento selvagem foi demitido de suas funções em 1975. Em 1976 por decisão do conselho de guerra retomou as suas funções hospitalares e académicas, e foram-lhe pagos os vencimentos dos 12 meses que esteve impedido de praticar as funções.

Montou e dirigiu um Laboratório privado de Anatomia Patológica que, de Julho de 1975 até Dezembro de 2002, realizou um milhão e seiscentos mil exames histológicos e citológicos para hospitais públicos e para clientes privados.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

- Para onde estás a olhar, papá?...