Neste dia, em 632, faleceu o mercador e profeta islâmico Maomé.
Segundo a religião islâmica, Maomé é o mais recente e último profeta do Deus de Abraão. Para os muçulmanos, Maomé foi precedido em seu papel de profeta por Jesus, Moisés, David, Jacob, Isaac, Ismael e Abraão. Como figura política, ele unificou várias tribos árabes, o que permitiu as conquistas árabes daquilo que viria a ser um império islâmico que se estendeu da Pérsia até à Península Ibérica.
Não é considerado pelos muçulmanos como um ser divino, mas sim, um ser humano; contudo, entre os fiéis, ele é visto como um dos mais perfeitos seres humanos.
Maomé não rejeitou completamente o judaísmo e o cristianismo, duas religiões monoteístas já conhecidas pelos árabes. Em vez disso, informou que tinha sido enviado por Deus para restaurar os ensinamentos originais destas religiões, que tinham sido corrompidos e esquecidos.
. . . OS SINAIS DO NOSSO TEMPO, NUM REGISTO DESPRETENSIOSO, BEM HUMORADO POR VEZES E SEMPRE CRÍTICO. . .
8.6.11
7.6.11
FRASE DO DIA
"Grávidas temem sobrecarga da Maternidade Alfredo da Costa."
Título de PÚBLICO - 7/6/2011
***
Pois!... Uma sobrecarga nunca vem só!...
PENSAMENTO DO DIA
A toda poderosa Alemanha não é capaz de descobrir donde vem a epidemia aparentada com o tifo. E se fosse um castigo sobrenatural serôdio, uma vez que o tifo foi a doença mais comum nos campos de concentração?
CRÓNICA DA SEMANA - I
UM RAIO DE LUZ
A vitória da direita nas eleições deste fim-de-semana é um raio de esperança. Mas não mais do que isso. Não é porque a direita ganhou que a situação do país se altera no imediato. Por isso, ficou bem ao líder do PSD afirmar que não sentia nenhum triunfalismo na vitória alcançada. Porque a situação do país é hoje tão difícil como era na sexta-feira passada. De algum modo, o que aconteceu foi que, numa casa de janelas todas fechadas, se abriu uma pequena frincha por onde entra um ténue raio de luz.
Obviamente, isso não chega para nada. É um bom ponto de partida, mas não chega. Para que essa frincha se alargue e para que tenhamos, progressivamente mais luz, é necessário muito mais. É necessário que os novos líderes nos falem sempre a verdade. De mentiras estamos fartos. Ou os políticos nos falam sempre a verdade ou não os queremos. É necessário que os novos líderes afastem para longe das áreas de decisão e da vida nacional todos os oportunistas que, após todas as eleições, se colam aos vencedores para encontrarem modo de beneficiarem pessoalmente das novas situações criadas. O povo não quer mais oportunistas perto de quem governa. É necessário que os sacrifícios que vamos ter de fazer nos sejam muito bem explicados e, sobretudo, que sejam muito bem repartidos, sendo maiores para quem mais pode. É necessário que aqueles que trabalham produzam o dobro para que, assim, se criem lugares para os que têm a infelicidade de não poder trabalhar. Assim como é necessário dizer aos preguiçosos, àqueles que não trabalham porque não querem, que não há mais lugar para preguiçosos em Portugal. É necessário criar um governo de competentes e não de vaidosos. Resumindo, é necessário que a sociedade portuguesa, a começar pelos governantes, se torne mais séria, mais responsável, mais trabalhadora.
Se os novos líderes tiverem a capacidade de introduzir paulatinamente estes princípios na vida portuguesa, então podemos legitimamente esperar que a tal frincha de luz se vá abrindo lentamente, até que tenhamos luz outra vez. Se falharem nesses objectivos, regressaremos de novo à escuridão, com a agravante de que, cada vez que mergulhamos de novo na escuridão, mais difícil se torna encontrar de novo uma réstea de esperança.
Magalhães Pinto, em RÁDIO CLUBE DE MATOSINHOS, em 7/6/2011
A vitória da direita nas eleições deste fim-de-semana é um raio de esperança. Mas não mais do que isso. Não é porque a direita ganhou que a situação do país se altera no imediato. Por isso, ficou bem ao líder do PSD afirmar que não sentia nenhum triunfalismo na vitória alcançada. Porque a situação do país é hoje tão difícil como era na sexta-feira passada. De algum modo, o que aconteceu foi que, numa casa de janelas todas fechadas, se abriu uma pequena frincha por onde entra um ténue raio de luz.
Obviamente, isso não chega para nada. É um bom ponto de partida, mas não chega. Para que essa frincha se alargue e para que tenhamos, progressivamente mais luz, é necessário muito mais. É necessário que os novos líderes nos falem sempre a verdade. De mentiras estamos fartos. Ou os políticos nos falam sempre a verdade ou não os queremos. É necessário que os novos líderes afastem para longe das áreas de decisão e da vida nacional todos os oportunistas que, após todas as eleições, se colam aos vencedores para encontrarem modo de beneficiarem pessoalmente das novas situações criadas. O povo não quer mais oportunistas perto de quem governa. É necessário que os sacrifícios que vamos ter de fazer nos sejam muito bem explicados e, sobretudo, que sejam muito bem repartidos, sendo maiores para quem mais pode. É necessário que aqueles que trabalham produzam o dobro para que, assim, se criem lugares para os que têm a infelicidade de não poder trabalhar. Assim como é necessário dizer aos preguiçosos, àqueles que não trabalham porque não querem, que não há mais lugar para preguiçosos em Portugal. É necessário criar um governo de competentes e não de vaidosos. Resumindo, é necessário que a sociedade portuguesa, a começar pelos governantes, se torne mais séria, mais responsável, mais trabalhadora.
Se os novos líderes tiverem a capacidade de introduzir paulatinamente estes princípios na vida portuguesa, então podemos legitimamente esperar que a tal frincha de luz se vá abrindo lentamente, até que tenhamos luz outra vez. Se falharem nesses objectivos, regressaremos de novo à escuridão, com a agravante de que, cada vez que mergulhamos de novo na escuridão, mais difícil se torna encontrar de novo uma réstea de esperança.
Magalhães Pinto, em RÁDIO CLUBE DE MATOSINHOS, em 7/6/2011
RECORDAR É VIVER
Tino Rossi. Tango de Marilou.
(Volta e meia, tenho de regressar a este trecho musical, que meu pai cantava incessantemente, como recordação da sua juventude, quando eu era menino...)
(Volta e meia, tenho de regressar a este trecho musical, que meu pai cantava incessantemente, como recordação da sua juventude, quando eu era menino...)
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1494, foi assinado na cidade espanhola de Tordesilhas, um tratado entre Portugal e Espanha, regulando a posse dos territórios descobertos pelos navegadores ao serviço dos dois países, que ficou na História como o Tratado de Tordesilhas.
O tratado definia como linha de demarcação o meridiano 370 léguas a oeste da ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde. Esta linha estava situada a meio-caminho entre estas ilhas (então portuguesas) e as ilhas das Caraíbas descobertas por Colombo, no tratado referidas como "Cipango" e Antília. Os territórios a leste deste meridiano pertenceriam a Portugal e os territórios a oeste, à Espanha. O tratado foi ratificado pela Espanha a 2 de Julho e por Portugal a 5 de Setembro de 1494.
Algumas décadas mais tarde, na sequência da chamada "questão das Molucas", o outro lado da Terra seria dividido, assumindo como linha de demarcação, a leste, o antimeridiano correspondente ao meridiano de Tordesilhas, pelo Tratado de Saragoça, a 22 de Abril de 1529.
No contexto das Relações Internacionais, a sua assinatura ocorreu num momento de transição entre a hegemonia do Papado, poder até então universalista, e a afirmação do poder singular e secular dos monarcas nacionais - uma das muitas facetas da transição da Idade Média para a Idade Moderna.
O tratado definia como linha de demarcação o meridiano 370 léguas a oeste da ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde. Esta linha estava situada a meio-caminho entre estas ilhas (então portuguesas) e as ilhas das Caraíbas descobertas por Colombo, no tratado referidas como "Cipango" e Antília. Os territórios a leste deste meridiano pertenceriam a Portugal e os territórios a oeste, à Espanha. O tratado foi ratificado pela Espanha a 2 de Julho e por Portugal a 5 de Setembro de 1494.
Algumas décadas mais tarde, na sequência da chamada "questão das Molucas", o outro lado da Terra seria dividido, assumindo como linha de demarcação, a leste, o antimeridiano correspondente ao meridiano de Tordesilhas, pelo Tratado de Saragoça, a 22 de Abril de 1529.
No contexto das Relações Internacionais, a sua assinatura ocorreu num momento de transição entre a hegemonia do Papado, poder até então universalista, e a afirmação do poder singular e secular dos monarcas nacionais - uma das muitas facetas da transição da Idade Média para a Idade Moderna.
FRASE DO DIA
"Em Cabril houve abelhas em vez de eleitores."
Título de PÚBLICO - 6/6/2011
***
Ora aí está um método que dá resultados seguramente! Nós o que queremos é ser tratados com doçura!...
Título de PÚBLICO - 6/6/2011
***
Ora aí está um método que dá resultados seguramente! Nós o que queremos é ser tratados com doçura!...
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1599, nasceu o pintor espanhol Diego Velázquez.
Era um artista individualista do período barroco contemporâneo, importante como um retratista. Além de inúmeras interpretações de cenas de significado histórico e cultural, pintou inúmeros retratos da família real espanhola, outras notáveis figuras europeias e plebeus, culminando na produção de sua obra-prima, Las Meninas (1656).
Desde o primeiro quarto do século XIX, a obra de Velázquez foi um modelo para os pintores realistas e impressionistas, em especial Édouard Manet que chegou a afirmar que Velázquez era o "pintor dos pintores"[28]. Desde essa época, os artistas mais modernos, incluindo os espanhóis Pablo Picasso e Salvador Dalí, bem como o pintor anglo-irlandês Francis Bacon, que homenageou Velázquez recriando várias de suas obras mais famosas.
Era um artista individualista do período barroco contemporâneo, importante como um retratista. Além de inúmeras interpretações de cenas de significado histórico e cultural, pintou inúmeros retratos da família real espanhola, outras notáveis figuras europeias e plebeus, culminando na produção de sua obra-prima, Las Meninas (1656).
Desde o primeiro quarto do século XIX, a obra de Velázquez foi um modelo para os pintores realistas e impressionistas, em especial Édouard Manet que chegou a afirmar que Velázquez era o "pintor dos pintores"[28]. Desde essa época, os artistas mais modernos, incluindo os espanhóis Pablo Picasso e Salvador Dalí, bem como o pintor anglo-irlandês Francis Bacon, que homenageou Velázquez recriando várias de suas obras mais famosas.
6.6.11
5.6.11
FRASE DO DIA
"Portugal já só depende de si para chegar ao Euro."
Título de PÚBLICO - 5/6/2011
***
...abençoadas eleições!...
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1818, nasceu o filósofo político Karl Marx.
Marx foi herdeiro da filosofia alemã, considerado ao lado de Kant e Hegel um de seus grandes representantes. Foi um dos maiores (para muitos, o maior) pensadores de todos os tempos, tendo uma produção teórica com a extensão e densidade de um Aristóteles, de quem era um admirador. Como filósofo, se posiciona muito mais numa supra-filosofia, em que "realizar" a filosofia é antes "aboli-la", ou ao realizá-la, ela e a realidade se transformam na práxis, a união entre teoria e prática.[carece de fontes]
A teoria marxista é, substancialmente, uma crítica radical das sociedades capitalistas. Mas é uma crítica que não se limita a teoria em si. Marx, aliás, se posiciona contra qualquer separação drástica entre teoria e prática, entre pensamento e realidade, porque essas dimensões são abstracções mentais (categorias analíticas) que, no plano concreto, real, integram uma mesma totalidade complexa.
O marxismo constitui-se como a concepção materialista da História, longe de qualquer tipo de determinismo, mas compreendendo a predominância da materialidade sobre a ideia, sendo esta possível somente com o desenvolvimento daquela, e a compreensão das coisas em seu movimento, em sua interdeterminação, que é a dialéctica. Portanto, não é possível entender os conceitos marxistas como forças produtivas, capital, entre outros, sem levar em conta o processo histórico, pois não são conceitos abstractos e sim uma abstracção do real, tendo como pressuposto que o real é movimento.
Marx foi herdeiro da filosofia alemã, considerado ao lado de Kant e Hegel um de seus grandes representantes. Foi um dos maiores (para muitos, o maior) pensadores de todos os tempos, tendo uma produção teórica com a extensão e densidade de um Aristóteles, de quem era um admirador. Como filósofo, se posiciona muito mais numa supra-filosofia, em que "realizar" a filosofia é antes "aboli-la", ou ao realizá-la, ela e a realidade se transformam na práxis, a união entre teoria e prática.[carece de fontes]
A teoria marxista é, substancialmente, uma crítica radical das sociedades capitalistas. Mas é uma crítica que não se limita a teoria em si. Marx, aliás, se posiciona contra qualquer separação drástica entre teoria e prática, entre pensamento e realidade, porque essas dimensões são abstracções mentais (categorias analíticas) que, no plano concreto, real, integram uma mesma totalidade complexa.
O marxismo constitui-se como a concepção materialista da História, longe de qualquer tipo de determinismo, mas compreendendo a predominância da materialidade sobre a ideia, sendo esta possível somente com o desenvolvimento daquela, e a compreensão das coisas em seu movimento, em sua interdeterminação, que é a dialéctica. Portanto, não é possível entender os conceitos marxistas como forças produtivas, capital, entre outros, sem levar em conta o processo histórico, pois não são conceitos abstractos e sim uma abstracção do real, tendo como pressuposto que o real é movimento.
4.6.11
POEMA DO MÊS
A ROSA
Plantei uma rosa
em terreno lavrado
por mãos que não eram as minhas!...
E, com todo o cuidado,
Deixei pousar aí as andorinhas!...
Plantei uma rosa
num campo deserto
de Vida, nem que fosse um só grão...
E fiquei à espera
que, depressa, chegasse o Verão!...
Plantei uma rosa
com todo o Amor...
Como se fosse o plantio dum filho...
E dei-lhe o calor
duma brasa que ardia, sem brilho!
Plantei uma rosa
com tanta esperança
que a rosa crescesse e abrisse a corola...
Como uma criança
que se prepara para ir à escola!
O sol aqueceu!
A planta cresceu!
Podei-a, de sorte
que ficasse bem forte!
Com todo o carinho,
reguei-a, mansinho!
Vigiei, cuidadoso,
o seu caule formoso!
Em cada madrugada,
tive-a sempre cuidada!
Querendo um nome para ela,
Chamei-lhe Estrela….
E à espera fiquei,
quanto tempo não sei,
que a rosa se abrisse
e para mim sorrisse!...
E abriu-se a flor
com todo o vigor...
E aí,
sucedeu algo estranho!...
A rosa que esperava,
a rosa que amava
a rosa tão cuidada,
a rosa tanto amada,
a rosa tão forte,
a rosa da sorte
a rosa singela,
a rosa tão bela,
a rosa do meu querer,
não era uma rosa...
Era um Amor de Mulher!...
Magalhães Pinto
FRASE DO DIA
"Portugal joga hoje com a Noruega."
SIC NOTÍCIAS - 4/6/2011
***
A vingança serve-se fria. Estes são aqueles que não nos queriam ajudar. Vamos lá rapazes! Vinguem todo um Povo!
SIC NOTÍCIAS - 4/6/2011
***
A vingança serve-se fria. Estes são aqueles que não nos queriam ajudar. Vamos lá rapazes! Vinguem todo um Povo!
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 2006, faleceu o pintor06 Junho 2006 e cantor angolano Raul Indipwo, que com outro cantor, Milo MacMahon, constituiu o inesquecível Dua Ouro Negro.
"Raul Indipwo, de seu nome verdadeiro Raul José Aires Corte Peres Cruz, foi um homem cuja sensibilidade musical, plástica e poética foram motivo de grande respeito e admiração, não só por ele próprio, mas também pela sua Angola natal e pela sua mãe África, que ele nunca renegou. Raul Indipwo morreu, mas a sua arte ficou." (http://amateriadotempo.blogspot.com)
"Raul Indipwo, de seu nome verdadeiro Raul José Aires Corte Peres Cruz, foi um homem cuja sensibilidade musical, plástica e poética foram motivo de grande respeito e admiração, não só por ele próprio, mas também pela sua Angola natal e pela sua mãe África, que ele nunca renegou. Raul Indipwo morreu, mas a sua arte ficou." (http://amateriadotempo.blogspot.com)
3.6.11
FRASE DO DIA
"Quando estiverem lá, não se esqueçam do Norte e cortem um bocadinho aos que levam tudo."
Título de PÚBLICO - 3/6/2011
***
Santa ingenuidade! Ó Senhora, a primeira coisa que eles perdem quando estiverem lá, é o Norte!...
Título de PÚBLICO - 3/6/2011
***
Santa ingenuidade! Ó Senhora, a primeira coisa que eles perdem quando estiverem lá, é o Norte!...
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1922, nasceu o político e militar português Vasco Gonçalves.
Ao tempo coronel, surgiu no Movimento dos Capitães em Dezembro de 1973, numa reunião alargada da sua comissão coordenadora efectuada na Costa da Caparica. Coronel de engenharia, viria a integrar a Comissão de Redacção do Programa do Movimento das Forças Armadas. Passou a ser o elemento de ligação com Costa Gomes.
Membro da Comissão Coordenadora do MFA, foi, mais tarde, primeiro-ministro de sucessivos governos provisórios (II a V). Tido geralmente como pertencente ao grupo dos militares próximos do PCP, perdeu toda a sua influência na sequência dos acontecimentos do 25 de Novembro de 1975.
Como primeiro-ministro, foi o mentor da reforma agrária, das nacionalizações dos principais meios de produção privados (bancos, seguros, transportes públicos, Siderurgia, etc.), do salário mínimo para os funcionários públicos, do subsídio de férias (13º mês) e subsídio de Natal.
O seu protagonismo durante os acontecimentos do Verão Quente de 1975 levou os apoiantes do gonçalvismo, na pessoa de Carlos Alberto Moniz, a inclusive comporem uma cantiga em que figurava o seu nome: «Força, força, companheiro Vasco, nós seremos a muralha de aço!».
Ao tempo coronel, surgiu no Movimento dos Capitães em Dezembro de 1973, numa reunião alargada da sua comissão coordenadora efectuada na Costa da Caparica. Coronel de engenharia, viria a integrar a Comissão de Redacção do Programa do Movimento das Forças Armadas. Passou a ser o elemento de ligação com Costa Gomes.
Membro da Comissão Coordenadora do MFA, foi, mais tarde, primeiro-ministro de sucessivos governos provisórios (II a V). Tido geralmente como pertencente ao grupo dos militares próximos do PCP, perdeu toda a sua influência na sequência dos acontecimentos do 25 de Novembro de 1975.
Como primeiro-ministro, foi o mentor da reforma agrária, das nacionalizações dos principais meios de produção privados (bancos, seguros, transportes públicos, Siderurgia, etc.), do salário mínimo para os funcionários públicos, do subsídio de férias (13º mês) e subsídio de Natal.
O seu protagonismo durante os acontecimentos do Verão Quente de 1975 levou os apoiantes do gonçalvismo, na pessoa de Carlos Alberto Moniz, a inclusive comporem uma cantiga em que figurava o seu nome: «Força, força, companheiro Vasco, nós seremos a muralha de aço!».
2.6.11
FRASE DO DIA
"Os enfermeiros querem poderes para receitar medicamentos e exames."
Título de PÚBLICO - 2/6/2011
***
Que falta de ambição! Também deviam exigir poderes para fazer intervenções cirúrgicas...
Título de PÚBLICO - 2/6/2011
***
Que falta de ambição! Também deviam exigir poderes para fazer intervenções cirúrgicas...
CRÓNICA DA SEMANA - II
OS SOFISMAS
Os nossos políticos são culpados de muita coisa. Nem vale a pena enunciar, de tão faladas que estão as culpas. E de algo eles não são culpados: do povo que têm. Mas já são culpados quando procuram explorar a impreparação de uma parte desse povo e do seu desconhecimento das coisas técnicas, mesmo da sua ileteracia. Se a política é sofismar, é dizer coisas que os políticos sabem que, tal como as dizem, não são verdadeiras, então o melhor é acabar com a política. A política não pode ser apenas um jogo de palavras, em que tende a sair vencedor não o mais preparado mas sim o mais bem-falante. A verdade não pode ser escamoteada. Os factos não podem ser ditos de tal jeito que o entendimento que deles faz o português médio é falso.
Vem isto a propósito dos numerosos sofismas que estão presentes na vida política portuguesa desde há três meses para cá. Dos quais retive aqueles sobre os quais a seguir me pronuncio.
***
I – A ESTABILIDADE POLÍTICA
Foi apresentada em termos que se aparentam com a chantagem. A estabilidade política não é um valor absoluto em Democracia. Se o fosse, então nunca haveria governos derrubados, por maiores que fossem as atrocidades governativas que praticassem. E, sendo isto verdade para qualquer momento, foi particularmente verdade no momento que atravessámos. Há três meses atrás, o país estava a afundar-se em problemas financeiros sem solução. A prova estava nos juros exponencialmente crescentes que tínhamos de pagar, para conseguir que nos emprestassem dinheiro, e no anúncio todos os dias feito de que estávamos na margem da bancarrota, como agora se sabe mais perfeitamente do que naquela altura. E tal havia acontecido com um Governo que nos dizia, também todos os dias, que tudo ia pelo melhor. A estabilidade política, nesses termos, era uma barca feita de madeira apodrecida, preparada para naufragar ao primeiro embate. Acabar com ela, provocar a instabilidade que nos trouxe até estas eleições, foi um gesto de caridade para com Portugal.
II – O PEC IV
Sabemos hoje, pelas medidas que nos foram impostas, que o famigerado PEC IV, arma utilizada por um indivíduo sem escrúpulos que, ao anunciá-lo, estava apenas a pensar nas eleições que ia provocar, desde que do outro lado, na Oposição, houvesse gente responsável e capaz de ver que estávamos a ser conduzidos para o abismo. Se o PEC IV fosse a nossa salvação, então quase nada se tinha passado desde então até ao acordo com o FMI e as medidas que nos foram impostas não deveriam afastar-se muito do conteúdo daquele programa. É verdade que, da Europa, vinham vozes a dizer que seria bom que Portugal aprovasse aquele Programa. Mas também sabemos, porque não somos cegos de inteligência, que a Europa estava apenas empenhada em estabilizar o Euro, nada mais.
O PEC IV foi apenas uma arma de quem não poderia continuar a governar o país nos mesmos moldes sem o afundar e que concebeu uma estratégia (Brilhante? Negra!) para fazer crer que a culpa era dos outros, convencido de que, em política, o que parece é. Mas olhe que não! Nem sempre nem todos acreditam!
***
III – O DINHEIRO EMPRESTADO PELO FMI E CEE AOS BANCOS
É um dos sofismas mais absurdos. Dito mais ou menos desta maneira: “dos 78 mil milhões, muitos mil milhões são entregues à banca, mas quem vai ter de os pagar sois vós”. Não é só uma asneira, isto. É uma violação da inteligência e um aproveitamento do desconhecimento dos mais humildes. Claro que quem vai pagar o dinheiro emprestado à banca é a banca. Não teremos nós, os cidadãos, que o fazer. A não ser que os bancos vão à falência. E se tal acontecesse, era o país todo que estaria todo falido. O empréstimo aos bancos destina-se, precisamente, a reduzir a possibilidade de tal falência acontecer.
***
IV - O ESTADO SOCIAL
A Esquerda Portuguesa tem utilizado praticamente apenas um argumento contra a Direita. O de que esta pretende acabar com o Estado Social. O que é, obviamente, um sofisma. A Direita está apenas a exprimir a consequência de um facto: o Estado, isto é, todos nós, não podemos arcar com o sustento de todas os benefícios sociais, sem sacrifícios incomportáveis nos impostos. A dimensão da Saúde tendenciamente gratuita para todos, do Ensino tendenciamente gratuito para todos, dos subsídios a quem não trabalha superiores ao que ganharia esse quem se trabalhasse, dos rendimentos mínimos, das pensóes atribuídas aos 55 anos, do emprego improdutivo de milhares de funcionários públicos, a que se junta uma administração local e central que não cuida bem do património do Estado, tanto o imobiliário como o mobiliário, não são comportáveis pelo nível de impostos aceitável para o rendimento que tiramos do nosso trabalho. Esta é que é a verdade. E não adianta argumentar sobre isto. Os de fora não nos sustentam e temos de produzir para o nosso consumo ou, visto ao invés, só podemos consumir o que produzimos. Seja quem seja o Partido governante. Não há por onde sair: ou impostos a achegarem-se ao confisco e a provocar uma revolução dos cidadãos ou redução do Estado Social.
***
V – AS LEIS DO EMPREGO
A liberalização acentuada do mercado de trabalho é uma das medidas que nos são impostas. E o clamor, vindo da Esquerda é enorme. “Temos de defender, com unhas e dentes, as leis do trabalho, porque, senão, será uma hecatombe de empregos!”. Um sofisma acabado. Desde logo, pela confusão propositadamente feita entre “trabalho” e “emprego”. Não tem nada que ver uma coisa com a outra, nos termos em que o dizem. Quando muito, haverá mais empregos se houver mais trabalho. Mas o que arruina é haver empregos sem trabalho. Se quiséssemos uma prova, ela está aí, dramaticamente, à frente dos nossos olhos. As leis do trabalho que temos não conseguiram evitar que tenhamos mais de 700.000 desempregados, o maior número da nossa história. Forçar o emprego de alguém quando não há trabalho é a ruína que afecta, para além dos excedentários, os próprios trabalhadores necessários ao trabalho disponível.
***
AS SONDAGENS
As sondagens a que assistimos, quando nos aproximamos de umas eleições, destinam-se apenas a sustentar a ânsia que cada ser humano tem de conhecer antecipadamente o futuro incerto. E, em termos dos resultados que apresentam, são apenas uma indicação de tendência que uns quatro ou cinco por cento de diferença de votos, no dia das urnas, desfaz com facilidade. Os políticos sabem isso. E tanto assim é que aqueles para quem as sondagens são favoráveis as esgrimem triunfalmente; e aqueles para quem elas são desfavoráveis, afirmam que a verdadeira sondagem é a do dia das eleições. Mais certos estes do que aqueles. O que não quer dizer que as afirmações não se invertam se as sondagens, elas próprias, se inverterem. O que demonstra a tremenda inutilidade das sondagens. Com a agravante de que constituem elas, também e muitas vezes, um modo de explorar a impreparação popular e a falta de sentido crítico em muitos de nós.
***
Sofismas, sofismas e mais sofismas. Enquanto não mudarem o seu comportamento, os políticos são apenas bufões de uma peça de feira para a qual já há pouca assistência. Mas, ainda assim, assistência capaz de influenciar o fim da peça. Temos o rigoroso dever de dizer, alto e bom som, onde está o truque dos actores. Foi o que, hoje, aqui tentei fazer.
Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 2/6/2011
Os nossos políticos são culpados de muita coisa. Nem vale a pena enunciar, de tão faladas que estão as culpas. E de algo eles não são culpados: do povo que têm. Mas já são culpados quando procuram explorar a impreparação de uma parte desse povo e do seu desconhecimento das coisas técnicas, mesmo da sua ileteracia. Se a política é sofismar, é dizer coisas que os políticos sabem que, tal como as dizem, não são verdadeiras, então o melhor é acabar com a política. A política não pode ser apenas um jogo de palavras, em que tende a sair vencedor não o mais preparado mas sim o mais bem-falante. A verdade não pode ser escamoteada. Os factos não podem ser ditos de tal jeito que o entendimento que deles faz o português médio é falso.
Vem isto a propósito dos numerosos sofismas que estão presentes na vida política portuguesa desde há três meses para cá. Dos quais retive aqueles sobre os quais a seguir me pronuncio.
***
I – A ESTABILIDADE POLÍTICA
Foi apresentada em termos que se aparentam com a chantagem. A estabilidade política não é um valor absoluto em Democracia. Se o fosse, então nunca haveria governos derrubados, por maiores que fossem as atrocidades governativas que praticassem. E, sendo isto verdade para qualquer momento, foi particularmente verdade no momento que atravessámos. Há três meses atrás, o país estava a afundar-se em problemas financeiros sem solução. A prova estava nos juros exponencialmente crescentes que tínhamos de pagar, para conseguir que nos emprestassem dinheiro, e no anúncio todos os dias feito de que estávamos na margem da bancarrota, como agora se sabe mais perfeitamente do que naquela altura. E tal havia acontecido com um Governo que nos dizia, também todos os dias, que tudo ia pelo melhor. A estabilidade política, nesses termos, era uma barca feita de madeira apodrecida, preparada para naufragar ao primeiro embate. Acabar com ela, provocar a instabilidade que nos trouxe até estas eleições, foi um gesto de caridade para com Portugal.
II – O PEC IV
Sabemos hoje, pelas medidas que nos foram impostas, que o famigerado PEC IV, arma utilizada por um indivíduo sem escrúpulos que, ao anunciá-lo, estava apenas a pensar nas eleições que ia provocar, desde que do outro lado, na Oposição, houvesse gente responsável e capaz de ver que estávamos a ser conduzidos para o abismo. Se o PEC IV fosse a nossa salvação, então quase nada se tinha passado desde então até ao acordo com o FMI e as medidas que nos foram impostas não deveriam afastar-se muito do conteúdo daquele programa. É verdade que, da Europa, vinham vozes a dizer que seria bom que Portugal aprovasse aquele Programa. Mas também sabemos, porque não somos cegos de inteligência, que a Europa estava apenas empenhada em estabilizar o Euro, nada mais.
O PEC IV foi apenas uma arma de quem não poderia continuar a governar o país nos mesmos moldes sem o afundar e que concebeu uma estratégia (Brilhante? Negra!) para fazer crer que a culpa era dos outros, convencido de que, em política, o que parece é. Mas olhe que não! Nem sempre nem todos acreditam!
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III – O DINHEIRO EMPRESTADO PELO FMI E CEE AOS BANCOS
É um dos sofismas mais absurdos. Dito mais ou menos desta maneira: “dos 78 mil milhões, muitos mil milhões são entregues à banca, mas quem vai ter de os pagar sois vós”. Não é só uma asneira, isto. É uma violação da inteligência e um aproveitamento do desconhecimento dos mais humildes. Claro que quem vai pagar o dinheiro emprestado à banca é a banca. Não teremos nós, os cidadãos, que o fazer. A não ser que os bancos vão à falência. E se tal acontecesse, era o país todo que estaria todo falido. O empréstimo aos bancos destina-se, precisamente, a reduzir a possibilidade de tal falência acontecer.
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IV - O ESTADO SOCIAL
A Esquerda Portuguesa tem utilizado praticamente apenas um argumento contra a Direita. O de que esta pretende acabar com o Estado Social. O que é, obviamente, um sofisma. A Direita está apenas a exprimir a consequência de um facto: o Estado, isto é, todos nós, não podemos arcar com o sustento de todas os benefícios sociais, sem sacrifícios incomportáveis nos impostos. A dimensão da Saúde tendenciamente gratuita para todos, do Ensino tendenciamente gratuito para todos, dos subsídios a quem não trabalha superiores ao que ganharia esse quem se trabalhasse, dos rendimentos mínimos, das pensóes atribuídas aos 55 anos, do emprego improdutivo de milhares de funcionários públicos, a que se junta uma administração local e central que não cuida bem do património do Estado, tanto o imobiliário como o mobiliário, não são comportáveis pelo nível de impostos aceitável para o rendimento que tiramos do nosso trabalho. Esta é que é a verdade. E não adianta argumentar sobre isto. Os de fora não nos sustentam e temos de produzir para o nosso consumo ou, visto ao invés, só podemos consumir o que produzimos. Seja quem seja o Partido governante. Não há por onde sair: ou impostos a achegarem-se ao confisco e a provocar uma revolução dos cidadãos ou redução do Estado Social.
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V – AS LEIS DO EMPREGO
A liberalização acentuada do mercado de trabalho é uma das medidas que nos são impostas. E o clamor, vindo da Esquerda é enorme. “Temos de defender, com unhas e dentes, as leis do trabalho, porque, senão, será uma hecatombe de empregos!”. Um sofisma acabado. Desde logo, pela confusão propositadamente feita entre “trabalho” e “emprego”. Não tem nada que ver uma coisa com a outra, nos termos em que o dizem. Quando muito, haverá mais empregos se houver mais trabalho. Mas o que arruina é haver empregos sem trabalho. Se quiséssemos uma prova, ela está aí, dramaticamente, à frente dos nossos olhos. As leis do trabalho que temos não conseguiram evitar que tenhamos mais de 700.000 desempregados, o maior número da nossa história. Forçar o emprego de alguém quando não há trabalho é a ruína que afecta, para além dos excedentários, os próprios trabalhadores necessários ao trabalho disponível.
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AS SONDAGENS
As sondagens a que assistimos, quando nos aproximamos de umas eleições, destinam-se apenas a sustentar a ânsia que cada ser humano tem de conhecer antecipadamente o futuro incerto. E, em termos dos resultados que apresentam, são apenas uma indicação de tendência que uns quatro ou cinco por cento de diferença de votos, no dia das urnas, desfaz com facilidade. Os políticos sabem isso. E tanto assim é que aqueles para quem as sondagens são favoráveis as esgrimem triunfalmente; e aqueles para quem elas são desfavoráveis, afirmam que a verdadeira sondagem é a do dia das eleições. Mais certos estes do que aqueles. O que não quer dizer que as afirmações não se invertam se as sondagens, elas próprias, se inverterem. O que demonstra a tremenda inutilidade das sondagens. Com a agravante de que constituem elas, também e muitas vezes, um modo de explorar a impreparação popular e a falta de sentido crítico em muitos de nós.
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Sofismas, sofismas e mais sofismas. Enquanto não mudarem o seu comportamento, os políticos são apenas bufões de uma peça de feira para a qual já há pouca assistência. Mas, ainda assim, assistência capaz de influenciar o fim da peça. Temos o rigoroso dever de dizer, alto e bom som, onde está o truque dos actores. Foi o que, hoje, aqui tentei fazer.
Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 2/6/2011
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1691, nasceu o arquitecto florentino Nicolau Nasoni.
Vindo para Portugal, ao que se sabe, para pintar o interior da Sé do Porto, por cá ficou, sendo autor de muitos edifícios que são hoje monumentos nacionais, como a Igreja dos Clérigos, no Porto, a Igreja Matriz de Matosinhos, o palácio de Mateus, em Vila Real, o Palácio do Freixo, no Porto.
Morreu inexplicavelmente na pobreza a 30 de Agosto de 1773 e foi sepultado precisamente na Igreja dos Clérigos, não se conhecendo, porém, o local exacto onde se encontra o seu túmulo.
Infelizmente não sobreviveu nenhum retrato deste artista que tanto fez pelo Porto. A fama de Nasoni é de tal destaque no Porto, que muitos dos seus cidadãos, na ausência de documentação precisa e provas concretas (e com base em estudos pouco esclarecidos, como os de Robert C. Smith), lhe atribui sem hesitar a autoria da maioria dos edifícios e esculturas barrocas da cidade e arredores. Alguns dos seus trabalhos são confundidos com os dos seus discípulos e vice-versa, pelo que os especialistas em arte ainda hoje têm dificuldade em chegar em concenso. Os traços mais idênticos e similares da arte de Nasoni encontram-se essencialmente reconhecidos em pormenores rocaille orgânicos da Igreja dos Clérigos, fachada da Igreja da Miserircórdia e no Palácio do Freixo.
Vindo para Portugal, ao que se sabe, para pintar o interior da Sé do Porto, por cá ficou, sendo autor de muitos edifícios que são hoje monumentos nacionais, como a Igreja dos Clérigos, no Porto, a Igreja Matriz de Matosinhos, o palácio de Mateus, em Vila Real, o Palácio do Freixo, no Porto.
Morreu inexplicavelmente na pobreza a 30 de Agosto de 1773 e foi sepultado precisamente na Igreja dos Clérigos, não se conhecendo, porém, o local exacto onde se encontra o seu túmulo.
Infelizmente não sobreviveu nenhum retrato deste artista que tanto fez pelo Porto. A fama de Nasoni é de tal destaque no Porto, que muitos dos seus cidadãos, na ausência de documentação precisa e provas concretas (e com base em estudos pouco esclarecidos, como os de Robert C. Smith), lhe atribui sem hesitar a autoria da maioria dos edifícios e esculturas barrocas da cidade e arredores. Alguns dos seus trabalhos são confundidos com os dos seus discípulos e vice-versa, pelo que os especialistas em arte ainda hoje têm dificuldade em chegar em concenso. Os traços mais idênticos e similares da arte de Nasoni encontram-se essencialmente reconhecidos em pormenores rocaille orgânicos da Igreja dos Clérigos, fachada da Igreja da Miserircórdia e no Palácio do Freixo.
1.6.11
FRASE DO DIA
"O QUE ESTÁ EM CAUSA NESTAS ELEIÇÕES E DISSO NINGUÉM TENHA DÚVIDAS É O REGIME DEMOCRÁTICO."
Partidários socialistas do Grupo EU DEFENDO PORTUGAL - 1/6/2011
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Insulto patético, injustificado e desesperado de quem não merece a democracia de que goza. Desde o Verão Quente de 1975 que eu não ouvia isto. Governava Vasco Gonçalves. Gostava de ver a reacção deles se eu dissesse que, votando PS, se coloca em risco a Democracia.
Partidários socialistas do Grupo EU DEFENDO PORTUGAL - 1/6/2011
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Insulto patético, injustificado e desesperado de quem não merece a democracia de que goza. Desde o Verão Quente de 1975 que eu não ouvia isto. Governava Vasco Gonçalves. Gostava de ver a reacção deles se eu dissesse que, votando PS, se coloca em risco a Democracia.
PENSAMENTO DO DIA
Quando algo corre mal na Alemanha, a culpa é sempre dos estrangeiros, como agora mesmo se viu com o caso do bacilo e-coli nos pepinos espanhóis, que afinal nem era nos pepinos e muito menos nos espanhóis. Pelos vistos, o racismo não desapareceu com o fim da Guerra.
MEMÓRIA
O DESEMPREGO
Temos ouvido, da parte do Governo, e com bastante optimismo, que o desemprego diminuirá durante o mandato corrente. E aconteceu mesmo que, no último trimestre, as estatísticas mostraram que, de algum modo, se deu uma leve redução do mesmo. Ainda que a redução do desemprego verificada esteja longe de configurar o cumprimento da promessa eleitoral de criação de cento e cinquenta mil postos de trabalho, entendemos que toda e qualquer redução deve ser saudada. Mesmo que, como nesta, não seja difícil imaginar que se trata de redução sazonal. A época de Verão é propícia ao emprego de muitas pessoas, devido ao acréscimo de consumidores que a vinda a Portugal de centenas de milhar de turistas justifica.
Todavia, acumulam-se nuvens muito negras no horizonte. São diárias as notícias de encerramento de empresas, ou no imediato ou anunciado para o futuro muito próximo. Con centenas e centenas de trabalhadores despedidos. E, por outro lado, o crescimento económico, que o mundo ocidental vinha a conhecer já há mais de dois anos, está em amortecimento. São dois factores susceptíveis de inviabilizar os esforços do Governo para reduzir o número de pessoas desempregadas.
Ora, é aqui, mais do que em qualquer outro fenómeno, que se vai jogar a popularidade e o sucesso do Governo e do Partido Socialista. Foi exactamente no crescimento acentuado do desemprego que se perdeu a popularidade de Cavaco Silva em meados dos anos noventa. De um modo tão rápido que, depois de termos visto o País rendido às suas qualidades de governante em 1991, numas eleições em que conseguiu a maior maioria eleitoral para a Assembleia da República, passados escassos quatro anos teria certamente perdido as eleições, tal como perdeu, um ano depois, as destinadas à eleição do Presidente da República.
É neste quadro que se afigura rematadamente pouco inteligente enveredar pelo desemvolvimento assente nos grandes projectos, como são o novo aeroporto da Ota e o combóio de alta velocidade. São dois projectos que vão consumir recursos incomensuráveis, sendo relativamente reduzido o seu impacto na criação de emprego. Isto é, vamos gastar o que temos e o que não temos sem dar às pessoas aquilo de que elas mais precisam, o trabalho.
Tudo isto me deixa triste e pessimista. Oxalá eu esteja enganado. Mas pode bem acontecer que, brevemente, tenhamos ultrapassado o meio milhão de pessoas sem trabalho. E, se isso acontecer, teremos uma sociedade perdida em si mesma, sem ter rumo que lhe faça antever melhores dias. Por isso, é que sinceramente desejo que seja eu a estar enganado e não o Governo.
Magalhães Pinto, em MATOSINHOS HOJE, em 28/11/2006
Temos ouvido, da parte do Governo, e com bastante optimismo, que o desemprego diminuirá durante o mandato corrente. E aconteceu mesmo que, no último trimestre, as estatísticas mostraram que, de algum modo, se deu uma leve redução do mesmo. Ainda que a redução do desemprego verificada esteja longe de configurar o cumprimento da promessa eleitoral de criação de cento e cinquenta mil postos de trabalho, entendemos que toda e qualquer redução deve ser saudada. Mesmo que, como nesta, não seja difícil imaginar que se trata de redução sazonal. A época de Verão é propícia ao emprego de muitas pessoas, devido ao acréscimo de consumidores que a vinda a Portugal de centenas de milhar de turistas justifica.
Todavia, acumulam-se nuvens muito negras no horizonte. São diárias as notícias de encerramento de empresas, ou no imediato ou anunciado para o futuro muito próximo. Con centenas e centenas de trabalhadores despedidos. E, por outro lado, o crescimento económico, que o mundo ocidental vinha a conhecer já há mais de dois anos, está em amortecimento. São dois factores susceptíveis de inviabilizar os esforços do Governo para reduzir o número de pessoas desempregadas.
Ora, é aqui, mais do que em qualquer outro fenómeno, que se vai jogar a popularidade e o sucesso do Governo e do Partido Socialista. Foi exactamente no crescimento acentuado do desemprego que se perdeu a popularidade de Cavaco Silva em meados dos anos noventa. De um modo tão rápido que, depois de termos visto o País rendido às suas qualidades de governante em 1991, numas eleições em que conseguiu a maior maioria eleitoral para a Assembleia da República, passados escassos quatro anos teria certamente perdido as eleições, tal como perdeu, um ano depois, as destinadas à eleição do Presidente da República.
É neste quadro que se afigura rematadamente pouco inteligente enveredar pelo desemvolvimento assente nos grandes projectos, como são o novo aeroporto da Ota e o combóio de alta velocidade. São dois projectos que vão consumir recursos incomensuráveis, sendo relativamente reduzido o seu impacto na criação de emprego. Isto é, vamos gastar o que temos e o que não temos sem dar às pessoas aquilo de que elas mais precisam, o trabalho.
Tudo isto me deixa triste e pessimista. Oxalá eu esteja enganado. Mas pode bem acontecer que, brevemente, tenhamos ultrapassado o meio milhão de pessoas sem trabalho. E, se isso acontecer, teremos uma sociedade perdida em si mesma, sem ter rumo que lhe faça antever melhores dias. Por isso, é que sinceramente desejo que seja eu a estar enganado e não o Governo.
Magalhães Pinto, em MATOSINHOS HOJE, em 28/11/2006
RECORDAR É VIVER
Um poema de Leonard Cohen, tendo por fundo Imagens do musical CATS.
Leonard Cohen, o poeta, foi hoje designado Prémio Príncipe das Astúrias de Letras, um prestigiado prémio atribuído pela Casa Real espanhola.
Na circunstância, sobrepôs-se ao escritor português LOBO ANTUNES, também candidato, mas que nem sequer figurou entre os finalistas.
Leonard Cohen, o poeta, foi hoje designado Prémio Príncipe das Astúrias de Letras, um prestigiado prémio atribuído pela Casa Real espanhola.
Na circunstância, sobrepôs-se ao escritor português LOBO ANTUNES, também candidato, mas que nem sequer figurou entre os finalistas.
ILUSÕES - I
Uma das verdades mais imperativas que conheço é a de que "nem tudo que parece, é". Para o demonstrar, inicio hoje uma série de ilusões ópticas, que nos demonstram aquele axioma. Olhe bem, procurando entender qual é o segredo de cada uma delas.
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A água não pára de correr...
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A água não pára de correr...
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1890, faleceu o escritor português Camilo Castelo Branco.
Camilo gostaria de se situar acima das escolas literárias. No entanto os modelos clássicos vão ter sempre peso na sua produção literária, mas, também se deixa impressionar pela literatura misteriosa e macabra de Ann Radcliffe. Foi imensamente influenciado por Almeida Garrett, no entanto a fidelidade à linguagem e aos costumes populares ao cheiro do torrão (como aponta Jacinto do Prado Coelho) vão permanecer como uma das suas maiores qualidades. A Crítica tem apontado que se por um lado Camilo nos enredos das suas novelas, com as suas peripécias mais ou menos rocambolescas, está claramente numa filiação romântica por outro lado nas explicações psicológicas, na maneira como analisa os sentimentos e acções das personagens, pelas justificações e explicações dos acontecimentos, pela crítica a determinado tipo de educação, não pode ser considerado simplesmente como romântico.
Jacinto do Prado Coelho considera-o “ideologicamente flutuante, Camilo mantém-se um narrador de histórias românticas ou romanescas com lances empolgantes e situações humanas comoventes” e também diz que “O romantismo de Camilo é um romantismo em boa parte dominado, contido, classicizado”, e que há ao “lado do seu alto idealismo romântico a viril contenção da prosa, um bom-senso ligado às tradições e a certo cânones clássicos, um realismo sui generis, de vocação pessoal que parece na razão directa da autenticidade do seu romantismo.
Camilo gostaria de se situar acima das escolas literárias. No entanto os modelos clássicos vão ter sempre peso na sua produção literária, mas, também se deixa impressionar pela literatura misteriosa e macabra de Ann Radcliffe. Foi imensamente influenciado por Almeida Garrett, no entanto a fidelidade à linguagem e aos costumes populares ao cheiro do torrão (como aponta Jacinto do Prado Coelho) vão permanecer como uma das suas maiores qualidades. A Crítica tem apontado que se por um lado Camilo nos enredos das suas novelas, com as suas peripécias mais ou menos rocambolescas, está claramente numa filiação romântica por outro lado nas explicações psicológicas, na maneira como analisa os sentimentos e acções das personagens, pelas justificações e explicações dos acontecimentos, pela crítica a determinado tipo de educação, não pode ser considerado simplesmente como romântico.
Jacinto do Prado Coelho considera-o “ideologicamente flutuante, Camilo mantém-se um narrador de histórias românticas ou romanescas com lances empolgantes e situações humanas comoventes” e também diz que “O romantismo de Camilo é um romantismo em boa parte dominado, contido, classicizado”, e que há ao “lado do seu alto idealismo romântico a viril contenção da prosa, um bom-senso ligado às tradições e a certo cânones clássicos, um realismo sui generis, de vocação pessoal que parece na razão directa da autenticidade do seu romantismo.
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