"Não entram (Moody's) mais na Madeira."
Alberto João Jardim - Jornal de Notícias - 8/7/2011
***
Compreende-se! Há que evitar lixo no jardim!...
. . . OS SINAIS DO NOSSO TEMPO, NUM REGISTO DESPRETENSIOSO, BEM HUMORADO POR VEZES E SEMPRE CRÍTICO. . .
8.7.11
PENSAMENTO DO DIA
A todo os títulos notável a reacção dos Portugueses à patifaria da MOODY'S. Ainda não estamos mortos. De tal modo que conseguimos fazer de uma entidade até aqui credível praticamente nada mais do que LIXO!
CRÓNICA DA SEMANA - II
QUESTÕES SEM RESPOSTA
Leitor amigo fez-me chegar algumas questões que o intrigam e para as quais não serei eu, obviamente, a pessoa mais indicada para lhe dar as respostas necessárias. Poderei, quando muito, fazer eco delas e procurar encontrar vias de pensamento que sirvam para colocar alguma luz sobre elas. As questões eram, fundamentalmente estas:
- Se o Euro está assim tão mal, porque é que não desvaloriza face ao dólar ou desvaloriza muito pouco?
- Os americanos produzem dólares às toneladas e o Mundo está inundado de dólares. O que acontece se houver um colapso do dólar?
- As agências de rating dizem o que interessa aos americanos; para quando uma agência de rating europeia a dizer o que nos convém?
São questões pertinentes. Muito mais pertinentes se pensarmos que o nascimento da crise actual teve na raiz dois factos “americanos”. A falência do senhor Madoff, numa burla absolutamente monumental. Logo seguida da falência do gigantesco banco americano Lehman & Brothers. Consecutivas, com um escasso intervalo entre as duas. Seguiu-se um frenesi imenso por parte das agências de rating, aproveitando das fragilidades existentes em vários países europeus, para um ataque frontal às facilidades de financiamento da Europa com contínuas e rápidas desvalorizações do rating não só desses países como das suas instituições financeiras. Um economista de meia tigela, como eu, não pode deixar de colocar uma nova questão. Sendo certo que a degradação económica ou financeira nunca acontece, por razões naturais, de um momento para o outro, o que andavam a vigiar e a classificar as mesmíssimas agências de rating na fase imediatamente anterior? Isto é, e tomando para o caso Portugal, por exemplo, porque é que escassos dias antes da abertura da crise Portugal tinha uma classificação normal de risco e, subitamente, sem que a nossa economia ou a nossa situação financeira se tivessem alterado significativamente, entramos numa descida vertiginosa na opinião dessas agências de rating, até atingirmos a qualidade de lixo de que hoje desfrutamos?
Dá que pensar, meu Caro Leitor. E dificilmente se escapa a uma teoria de conspiração. Todos estes acontecimentos podem não ser fortuitos, podem não ser resultado do livre funcionamento dos mercados, mas sim induzidos por uma vontade qualquer. Sei que é muito ousado pensar nestes termos. Afinal, os mercados devem funcionar escorreitamente, independentemente da vontade dos homens e apenas em função dos factos reais sucedidos pela acção deste. Mas se não for assim? Se houver a possibilidade, a esta dimensão, de provocar uma série de acontecimentos que induzam o comportamento dos agentes nos diversos mercados? É que tudo isto parece surgir em consequência de um facto primordial, a opinião das agências de rating. E esta opinião não está submetida a um mercado. Surge, apenas. Como economista, sei que a opinião acerca de um agente no mercado por mim emitida pode influenciar o comportamento do mercado para com esse agente. Basta que eu coloque em evidência, segundo me der na gana, os aspectos positivos ou negativos de tal comportamento.
Este preocupante pensamento deve ser condimentado por duas observações. A primeira é a de que Portugal se colocou a jeito da pancada. Governos extravagantes e desgovernados empenharam-nos, para usar um termo mais à altura das famílias. E deram o flanco ao ataque. E, como Portugal, também assim sucedeu com a Grécia, a Irlanda e a Espanha, não estando excluído que a Itália venha a seguir e, logo depois, a França. A segunda observação é a de que Portugal (e qualquer um dos outros países) tem dimensão suficiente para justificar tanta trabalheira dos “conspiradores eventuais”. Pois não. Mas a Europa como um todo e, sobretudo, a sua fortíssima moeda, o Euro, esses têm. Os americanos nunca se conformaram e, provavelmente, nunca se conformarão com a subalternização da sua moeda, um dos meios que usaram (e ainda usam) para controlar o mundo.
Entronca aqui a segunda questão do meu Caro Leitor. O que aconteceria se, subitamente, toda a moeda americana que circula no mundo caísse nos Estados Unidos? Seria tal possível? Bom. Bem vistas as coisas, quando uma moeda como o Euro se vai substituindo nas operações internacionais ao dólar. O que está a acontecer é que os dólares espalhados pelo mundo estão a cair nos Estados Unidos. Dum ponto de vista meramente teórico e especulativo, esse é o destino de qualquer moeda espalhada pelas mais diversas economias acabar no país que a emitiu. Assim configurado, como um súbito cataclismo, o fenómeno descrito não sucederá, obviamente. Mas isso não invalida que estivesse a acontecer lentamente. O que faria com que os americanos, para além de “estarem à hora certa no local do crime”, também tenham um “motivo para o crime”. Já Hercule Poirot nos ensinava: procura o motivo do crime e encontrarás o criminoso.
Resta, assim, saber se os americanos têm algum alibi para a hora do crime, isto é, para os tempos actuais. Um talvez. Uma Europa economicamente frágil não serve os interesses americanos, no momento em que a China se levanta como um gigante por demasiado tempo adormecido. Tem-se a sensação de que uma atitude de enfraquecimento dos europeus, por parte dos americanos, conteria uma boa dose de suicídio. Dentro de alguns anos, só uma organização económica mundial atempadamente construída, com vários pólos economicamente fortes, será capaz de fazer frente à economia chinesa – quem sabe se em bloco com a Índia – representando um terço dos consumidores e produtores mundiais.
Bom, meu Caro Leitor. Deixei vogar a fantasia por entre as margens que me indicou. Poderia complicar um pouquinho mais, imaginando que o papel que acima foi atribuído aos americanos poderia ser facilmente atribuído aos alemães. Será que uma Europa enfraquecida serve os interesses alemães? De hegemonia europeia, seguramente sim. Com utilidade para o confronto geoestratégico? Talvez não. Mas não percamos de vista que o desejo dos alemães sempre foi dominar a Europa e não o Mundo. Para além da fantasia, porém, fica a realidade, na sua dureza nua e crua. E o que a realidade nos diz é que a organização é esta e é nesta que temos de viver. Pelo menos, até que a Civilização ocidental dê uma volta. Já lá vão quase duzentos e cinquenta anos depois da última grande volta conhecida na Europa. Para falar verdade, estou convencido de que, à velocidade a que os acontecimentos se sucedem actualmente, é demasiado tempo.
Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, EM 7/7/2011
Leitor amigo fez-me chegar algumas questões que o intrigam e para as quais não serei eu, obviamente, a pessoa mais indicada para lhe dar as respostas necessárias. Poderei, quando muito, fazer eco delas e procurar encontrar vias de pensamento que sirvam para colocar alguma luz sobre elas. As questões eram, fundamentalmente estas:
- Se o Euro está assim tão mal, porque é que não desvaloriza face ao dólar ou desvaloriza muito pouco?
- Os americanos produzem dólares às toneladas e o Mundo está inundado de dólares. O que acontece se houver um colapso do dólar?
- As agências de rating dizem o que interessa aos americanos; para quando uma agência de rating europeia a dizer o que nos convém?
São questões pertinentes. Muito mais pertinentes se pensarmos que o nascimento da crise actual teve na raiz dois factos “americanos”. A falência do senhor Madoff, numa burla absolutamente monumental. Logo seguida da falência do gigantesco banco americano Lehman & Brothers. Consecutivas, com um escasso intervalo entre as duas. Seguiu-se um frenesi imenso por parte das agências de rating, aproveitando das fragilidades existentes em vários países europeus, para um ataque frontal às facilidades de financiamento da Europa com contínuas e rápidas desvalorizações do rating não só desses países como das suas instituições financeiras. Um economista de meia tigela, como eu, não pode deixar de colocar uma nova questão. Sendo certo que a degradação económica ou financeira nunca acontece, por razões naturais, de um momento para o outro, o que andavam a vigiar e a classificar as mesmíssimas agências de rating na fase imediatamente anterior? Isto é, e tomando para o caso Portugal, por exemplo, porque é que escassos dias antes da abertura da crise Portugal tinha uma classificação normal de risco e, subitamente, sem que a nossa economia ou a nossa situação financeira se tivessem alterado significativamente, entramos numa descida vertiginosa na opinião dessas agências de rating, até atingirmos a qualidade de lixo de que hoje desfrutamos?
Dá que pensar, meu Caro Leitor. E dificilmente se escapa a uma teoria de conspiração. Todos estes acontecimentos podem não ser fortuitos, podem não ser resultado do livre funcionamento dos mercados, mas sim induzidos por uma vontade qualquer. Sei que é muito ousado pensar nestes termos. Afinal, os mercados devem funcionar escorreitamente, independentemente da vontade dos homens e apenas em função dos factos reais sucedidos pela acção deste. Mas se não for assim? Se houver a possibilidade, a esta dimensão, de provocar uma série de acontecimentos que induzam o comportamento dos agentes nos diversos mercados? É que tudo isto parece surgir em consequência de um facto primordial, a opinião das agências de rating. E esta opinião não está submetida a um mercado. Surge, apenas. Como economista, sei que a opinião acerca de um agente no mercado por mim emitida pode influenciar o comportamento do mercado para com esse agente. Basta que eu coloque em evidência, segundo me der na gana, os aspectos positivos ou negativos de tal comportamento.
Este preocupante pensamento deve ser condimentado por duas observações. A primeira é a de que Portugal se colocou a jeito da pancada. Governos extravagantes e desgovernados empenharam-nos, para usar um termo mais à altura das famílias. E deram o flanco ao ataque. E, como Portugal, também assim sucedeu com a Grécia, a Irlanda e a Espanha, não estando excluído que a Itália venha a seguir e, logo depois, a França. A segunda observação é a de que Portugal (e qualquer um dos outros países) tem dimensão suficiente para justificar tanta trabalheira dos “conspiradores eventuais”. Pois não. Mas a Europa como um todo e, sobretudo, a sua fortíssima moeda, o Euro, esses têm. Os americanos nunca se conformaram e, provavelmente, nunca se conformarão com a subalternização da sua moeda, um dos meios que usaram (e ainda usam) para controlar o mundo.
Entronca aqui a segunda questão do meu Caro Leitor. O que aconteceria se, subitamente, toda a moeda americana que circula no mundo caísse nos Estados Unidos? Seria tal possível? Bom. Bem vistas as coisas, quando uma moeda como o Euro se vai substituindo nas operações internacionais ao dólar. O que está a acontecer é que os dólares espalhados pelo mundo estão a cair nos Estados Unidos. Dum ponto de vista meramente teórico e especulativo, esse é o destino de qualquer moeda espalhada pelas mais diversas economias acabar no país que a emitiu. Assim configurado, como um súbito cataclismo, o fenómeno descrito não sucederá, obviamente. Mas isso não invalida que estivesse a acontecer lentamente. O que faria com que os americanos, para além de “estarem à hora certa no local do crime”, também tenham um “motivo para o crime”. Já Hercule Poirot nos ensinava: procura o motivo do crime e encontrarás o criminoso.
Resta, assim, saber se os americanos têm algum alibi para a hora do crime, isto é, para os tempos actuais. Um talvez. Uma Europa economicamente frágil não serve os interesses americanos, no momento em que a China se levanta como um gigante por demasiado tempo adormecido. Tem-se a sensação de que uma atitude de enfraquecimento dos europeus, por parte dos americanos, conteria uma boa dose de suicídio. Dentro de alguns anos, só uma organização económica mundial atempadamente construída, com vários pólos economicamente fortes, será capaz de fazer frente à economia chinesa – quem sabe se em bloco com a Índia – representando um terço dos consumidores e produtores mundiais.
Bom, meu Caro Leitor. Deixei vogar a fantasia por entre as margens que me indicou. Poderia complicar um pouquinho mais, imaginando que o papel que acima foi atribuído aos americanos poderia ser facilmente atribuído aos alemães. Será que uma Europa enfraquecida serve os interesses alemães? De hegemonia europeia, seguramente sim. Com utilidade para o confronto geoestratégico? Talvez não. Mas não percamos de vista que o desejo dos alemães sempre foi dominar a Europa e não o Mundo. Para além da fantasia, porém, fica a realidade, na sua dureza nua e crua. E o que a realidade nos diz é que a organização é esta e é nesta que temos de viver. Pelo menos, até que a Civilização ocidental dê uma volta. Já lá vão quase duzentos e cinquenta anos depois da última grande volta conhecida na Europa. Para falar verdade, estou convencido de que, à velocidade a que os acontecimentos se sucedem actualmente, é demasiado tempo.
Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, EM 7/7/2011
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1990, faleceu a actriz de teatro e encenadora portuguesa Anélia Rey Colaço.
Considerada a mais proeminente figura do teatro português do século XX, recebeu da família o primeiro contacto com as artes — o pai, Alexandre Rey Colaço, era pianista, compositor e professor dos príncipes, e a avó, Madame Reinhardt, tinha um salão literário e musical em Berlim. Decidiu enveredar pelo teatro aos quinze anos, depois de assistir, na Alemanha, às peças do encenador austríaco Max Reinhardt. No regresso a Portugal iniciou aulas de teatro com Augusto Rosa. Corria o ano de 1917 quando se estreou no então Teatro República (hoje Teatro São Luiz), na peça Marinela de Benito Pérez Galdós. Para fazer a personagem, uma rude vagabunda, aprendeu, durante meses, a andar descalça e a usar farrapos, no interior do jardim do seu palacete.
Casou-se com o actor beirão Robles Monteiro, em Dezembro de 1920. No ano seguinte os dois fundam uma companhia de teatro própria — será a mais duradoura de toda a Europa, com cinquenta e três anos de duração — a Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro, sediada no Teatro Nacional D. Maria II e oficialmente extinta em 1988.
Considerada a mais proeminente figura do teatro português do século XX, recebeu da família o primeiro contacto com as artes — o pai, Alexandre Rey Colaço, era pianista, compositor e professor dos príncipes, e a avó, Madame Reinhardt, tinha um salão literário e musical em Berlim. Decidiu enveredar pelo teatro aos quinze anos, depois de assistir, na Alemanha, às peças do encenador austríaco Max Reinhardt. No regresso a Portugal iniciou aulas de teatro com Augusto Rosa. Corria o ano de 1917 quando se estreou no então Teatro República (hoje Teatro São Luiz), na peça Marinela de Benito Pérez Galdós. Para fazer a personagem, uma rude vagabunda, aprendeu, durante meses, a andar descalça e a usar farrapos, no interior do jardim do seu palacete.
Casou-se com o actor beirão Robles Monteiro, em Dezembro de 1920. No ano seguinte os dois fundam uma companhia de teatro própria — será a mais duradoura de toda a Europa, com cinquenta e três anos de duração — a Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro, sediada no Teatro Nacional D. Maria II e oficialmente extinta em 1988.
7.7.11
CRÓNICA DA SEMANA - I
SACRIFÍCIOS
Com o devido respeito, entendo que há um pedido frequente, vindo dos mais variados quadrantes sociais e políticos, que eu penso não ser possível atender. Ouve-se, a cada passo, exigir-se ou prometer-se que os sacrifícios sejam distribuídos por todos com equidade, nesta hora difícil que o nosso país atravessa. Não é possível. Por uma razão simples. É que há níveis de rendimento e de riqueza pessoal para os quais pagar mais uns tantos por cento em impostos não é sacrifício nenhum. Falemos em nomes sonantes, sendo certo que há muitos nomes não sonantes para quem o caso é idêntico. Falemos por exemplo em Belmiro de Azevedo ou Américo Amorim, por sinal duas pessoas das minhas relações profissionais. Que sacrifício farão se o IVA aumentar dois pontos percentuais ou se o subsídio de natal vier pela metade? Nenhum. Nem darão por isso. No entanto, tal será um verdadeiro sacrifício para quem ganhar, por exemplo, mil euros por mês. E há muita gente que até ganha menos.
Assim, e continuando com o devido respeito – que me merece quem fala honestamente para mim e este Governo está a fazê-lo – entendo que o que há que pedir é que os encargos novos que temos de pagar sejam proporcionalmente distribuídos por todos, sem escapar ninguém. De tal modo que, se quem ganha cem paga cinco, então quem ganha mil tem de pagar, pelo, menos cinquenta. E, num sistema fiscal como o nosso, no qual existe a progressividade dos impostos, isto é, quem ganha mais paga mais do que proporcionalmente, até deve pagar mais de cinquenta.
É isto que se exige. E serão imperdoáveis duas coisas. Em primeiro lugar, será imperdoável que os governantes não façam todo o esforço possível para que todos paguem na medida justa. E, ainda mais grave do que isso, será imperdoável que alguém, seja quem for, tente escapar a pagar o imposto que lhe cabe. Alguém que não paga o imposto que lhe cabe pagar está a roubar o pão da boca de quem tem fome. E isso é um crime hediondo. Como os governantes podem colocar um fiscal ao lado de cada português, então temos de ser todos nós a fiscalizar. De que modo? Pedindo factura de todos os gastos significativos que fizermos e recusando-nos a embarcar em esquemas que tenham por objectivo fugir aos impostos.
Para que quem me ouve e pense que isto não é assim tão importante, fique a saber que, todos os anos, há muitos milhões de euros que deviam ser pagos em impostos ao Estado e que, todavia, conseguem escapar a essa obrigação. Não pode continuar assim. E temos de ser impiedosos para com quem escapa a pagar os seus impostos.
Magalhãees Pinto, em RÁDIO CLUBE DE MATOSINHOS, em 6/7/2011
Com o devido respeito, entendo que há um pedido frequente, vindo dos mais variados quadrantes sociais e políticos, que eu penso não ser possível atender. Ouve-se, a cada passo, exigir-se ou prometer-se que os sacrifícios sejam distribuídos por todos com equidade, nesta hora difícil que o nosso país atravessa. Não é possível. Por uma razão simples. É que há níveis de rendimento e de riqueza pessoal para os quais pagar mais uns tantos por cento em impostos não é sacrifício nenhum. Falemos em nomes sonantes, sendo certo que há muitos nomes não sonantes para quem o caso é idêntico. Falemos por exemplo em Belmiro de Azevedo ou Américo Amorim, por sinal duas pessoas das minhas relações profissionais. Que sacrifício farão se o IVA aumentar dois pontos percentuais ou se o subsídio de natal vier pela metade? Nenhum. Nem darão por isso. No entanto, tal será um verdadeiro sacrifício para quem ganhar, por exemplo, mil euros por mês. E há muita gente que até ganha menos.
Assim, e continuando com o devido respeito – que me merece quem fala honestamente para mim e este Governo está a fazê-lo – entendo que o que há que pedir é que os encargos novos que temos de pagar sejam proporcionalmente distribuídos por todos, sem escapar ninguém. De tal modo que, se quem ganha cem paga cinco, então quem ganha mil tem de pagar, pelo, menos cinquenta. E, num sistema fiscal como o nosso, no qual existe a progressividade dos impostos, isto é, quem ganha mais paga mais do que proporcionalmente, até deve pagar mais de cinquenta.
É isto que se exige. E serão imperdoáveis duas coisas. Em primeiro lugar, será imperdoável que os governantes não façam todo o esforço possível para que todos paguem na medida justa. E, ainda mais grave do que isso, será imperdoável que alguém, seja quem for, tente escapar a pagar o imposto que lhe cabe. Alguém que não paga o imposto que lhe cabe pagar está a roubar o pão da boca de quem tem fome. E isso é um crime hediondo. Como os governantes podem colocar um fiscal ao lado de cada português, então temos de ser todos nós a fiscalizar. De que modo? Pedindo factura de todos os gastos significativos que fizermos e recusando-nos a embarcar em esquemas que tenham por objectivo fugir aos impostos.
Para que quem me ouve e pense que isto não é assim tão importante, fique a saber que, todos os anos, há muitos milhões de euros que deviam ser pagos em impostos ao Estado e que, todavia, conseguem escapar a essa obrigação. Não pode continuar assim. E temos de ser impiedosos para com quem escapa a pagar os seus impostos.
Magalhãees Pinto, em RÁDIO CLUBE DE MATOSINHOS, em 6/7/2011
FRASE DO DIA
"Moody's vem a Portugal para encontros com banqueiros."
Título de PÚBLICO - 7/7/2011
***
É imperioso não os deixar passar a fronteira! Desconfio que vem saber quem não paga a prestação da casa para lhes baixar o rating!...
Título de PÚBLICO - 7/7/2011
***
É imperioso não os deixar passar a fronteira! Desconfio que vem saber quem não paga a prestação da casa para lhes baixar o rating!...
PENSAMENTO DO DIA
O respeito que Maria José Nogueira Pinto merece dos Portugueses está acima de quaisquer convicções partidárias. Guardo para mim uma breve mas eloquente conversa que com ela tive - já lá vão tantos anos! - no Aeroporto de Lisboa, na qual pude apreciar os seus dotes de inteligência e de coragem. Boa viagem, Doutora!
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1923, faleceu o poeta português Guerra Junqueiro.
Uma grande parte das composições poéticas de Guerra Junqueiro está reunida no volume que tem por título A musa em férias, publicado em 1879. Neste ano também saiu o poemeto O Melro, que depois foi incluído na Velhice do Padre Eterno, edição de 1885. Publicou Idílios e Sátiras, e traduziu e coleccionou um volume de contos de Hans Christian Andersen e outros.
Após uma estada em Paris, aparentemente para tratamento de doença digestiva contraída durante a sua estada nos Açores, publicou em 1885 no Porto A velhice do Padre Eterno, obra que provocou acerbas réplicas por parte da opinião clerical, representada na imprensa, entre outros, pelo cónego José Joaquim de Sena Freitas.
Quando se deu o conflito com a Inglaterra sobre o "mapa cor-de-rosa", que culminou com o ultimato britânico de 11 de Janeiro de 1891, Guerra Junqueiro interessou-se profundamente nesta crise nacional, e escreveu o opúsculo Finis Patriae, e a Canção do Ódio, para a qual Miguel Ângelo Pereira escreveu a música. Posteriormente publicou o poema Pátria. Estas composições tiveram uma imensa repercussão, contribuindo poderosamente para o descrédito das instituições monárquicas.
A sua obra:
Viagem À Roda Da Parvónia
A Morte De D. João (1874)
Contos para a Infância (1875) (eBook)
A Musa Em Férias (1879)
A velhice do padre eterno (1885) (eBook)
Finis Patriae (1890)
Os Simples (1892) (eBook)
Oração Ao Pão (1903)
Oração À Luz (1904)
Gritos da Alma (1912)
Pátria (1915) (eBook)
Poesias Dispersas (1920)
Duas Paginas Dos Quatorze Annos (eBook)
O Melro (eBook)
Uma grande parte das composições poéticas de Guerra Junqueiro está reunida no volume que tem por título A musa em férias, publicado em 1879. Neste ano também saiu o poemeto O Melro, que depois foi incluído na Velhice do Padre Eterno, edição de 1885. Publicou Idílios e Sátiras, e traduziu e coleccionou um volume de contos de Hans Christian Andersen e outros.
Após uma estada em Paris, aparentemente para tratamento de doença digestiva contraída durante a sua estada nos Açores, publicou em 1885 no Porto A velhice do Padre Eterno, obra que provocou acerbas réplicas por parte da opinião clerical, representada na imprensa, entre outros, pelo cónego José Joaquim de Sena Freitas.
Quando se deu o conflito com a Inglaterra sobre o "mapa cor-de-rosa", que culminou com o ultimato britânico de 11 de Janeiro de 1891, Guerra Junqueiro interessou-se profundamente nesta crise nacional, e escreveu o opúsculo Finis Patriae, e a Canção do Ódio, para a qual Miguel Ângelo Pereira escreveu a música. Posteriormente publicou o poema Pátria. Estas composições tiveram uma imensa repercussão, contribuindo poderosamente para o descrédito das instituições monárquicas.
A sua obra:
Viagem À Roda Da Parvónia
A Morte De D. João (1874)
Contos para a Infância (1875) (eBook)
A Musa Em Férias (1879)
A velhice do padre eterno (1885) (eBook)
Finis Patriae (1890)
Os Simples (1892) (eBook)
Oração Ao Pão (1903)
Oração À Luz (1904)
Gritos da Alma (1912)
Pátria (1915) (eBook)
Poesias Dispersas (1920)
Duas Paginas Dos Quatorze Annos (eBook)
O Melro (eBook)
6.7.11
FRASE DO DIA
"País vê rating reduzido a lixo."
Título de PÚBLICO - 6/7/2011
***
Lixo são eles! Vão para o raio que os parta!
PENSAMENTO DO DIA
O que os americanos estão a tentar fazer à Europa, usando agora Portugal como arma de arremesso, é uma vileza sem nome. É tempo de dizermos na Europa: YANKEES, GO HOME!
ILUSÕES - XXXI
Se eu lhe disser que os quadrados A e B são exactamente da mesma cor, não me acredita. Mas faça a experiência. Tape os quadrsados adjacentes dos dois e compare!
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1883, faleceu o poeta francês Guy de Maupassant.
Além de romances e peças de teatro, Maupassant deixou 300 contos, todos obras de grande valor. Merecem destaque, entre os mais famosos Bel Ami, Mademoiselle Fifi e Bola de sebo. "A Pensão Tellier" e "O Horla" podem ser considerados seus contos mais significativos.
Faleceu no manicômio pouco antes de completar 43 anos, após tentativa de suicídio originada de perturbações causadas pela sífilis que o atormentou por mais de uma década. Foi enterrado no cemitério de Montparnasse.
A sua obra:
Bel-Ami (1885)
Boule-de-Suif (1880) (livro eletrônico)
Claire de Lune (1883) (livro eletrônico)
Contes de la Bécasse (1883) (livro eletrônico)
Contes du jour et de la nuit (1885)
Fort comme la mort (1889) (livro eletrônico)
Le Horla (1887) (livro eletrônico)
L'Inutile beauté (livro eletrônico)
La Main gauche (1889) (livro eletrônico)
La Maison Tellier (1881) (livro eletrônico)
Mademoiselle Fifi (1882) (livro eletrônico)
Miss Harriet (1884)
Mont-Oriol (1887)
Musotte (1890)
Notre Coeur (1890)
La Petite Roque (1886)
Pierre et Jean (1888) (livro eletrônico)
Le Rosier de madame Husson (1888)
Toine (1886)
Une vie (1883)
Além de romances e peças de teatro, Maupassant deixou 300 contos, todos obras de grande valor. Merecem destaque, entre os mais famosos Bel Ami, Mademoiselle Fifi e Bola de sebo. "A Pensão Tellier" e "O Horla" podem ser considerados seus contos mais significativos.
Faleceu no manicômio pouco antes de completar 43 anos, após tentativa de suicídio originada de perturbações causadas pela sífilis que o atormentou por mais de uma década. Foi enterrado no cemitério de Montparnasse.
A sua obra:
Bel-Ami (1885)
Boule-de-Suif (1880) (livro eletrônico)
Claire de Lune (1883) (livro eletrônico)
Contes de la Bécasse (1883) (livro eletrônico)
Contes du jour et de la nuit (1885)
Fort comme la mort (1889) (livro eletrônico)
Le Horla (1887) (livro eletrônico)
L'Inutile beauté (livro eletrônico)
La Main gauche (1889) (livro eletrônico)
La Maison Tellier (1881) (livro eletrônico)
Mademoiselle Fifi (1882) (livro eletrônico)
Miss Harriet (1884)
Mont-Oriol (1887)
Musotte (1890)
Notre Coeur (1890)
La Petite Roque (1886)
Pierre et Jean (1888) (livro eletrônico)
Le Rosier de madame Husson (1888)
Toine (1886)
Une vie (1883)
5.7.11
FRASE DO DIA
"Razão tinha José Sócrates quando advertiu em devido tempo que, em matéria de austeridade, ainda iríamos ter saudades do PEC IV."
Vital Moreira - PÚBLICO - 5/7/2011
***
Alguma admiração?... Ele sabia muito bem o estado em que ia deixar o país! E, cobardemente, ausentou-se para parte incerta! É o que costumam fazer!...
Vital Moreira - PÚBLICO - 5/7/2011
***
Alguma admiração?... Ele sabia muito bem o estado em que ia deixar o país! E, cobardemente, ausentou-se para parte incerta! É o que costumam fazer!...
PENSAMENTO DO DIA
É uma ideia que me assalta todas as manhãs. E se, subitamente, ninguém quisesse governar o país? E não consigo escapar à louca resposta que a mim mesmo dou: provavelmente ficaria tudo muito melhor.
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1984, faleceu o poeta português Pedro Homem de Mello.
Estudioso do folclore português, foi um dos colaboradores do movimento da revista Presença. Apesar de gabada por numerosos críticos, a sua vastíssima obra poética, eivada de um lirismo puro e pagão (claramente influenciada por António Botto e Federico García Lorca), está injustamente votada ao esquecimento. Entre os seus poemas mais famosos destacam-se Povo que Lavas no Rio e Havemos de Ir a Viana, imortalizados por Amália Rodrigues, e O Rapaz da Camisola Verde.
Um dos seus poemas:
Os Poetas Nunca os vistes
Sentados nos cafés que há na cidade,
Um livro aberto sobre a mesa e tristes,
Incógnitos, sem oiro e sem idade?
Com magros dedos, coroando a fronte,
Sugerem o nostálgico sentido
De quem rasgasse um pouco de horizonte
Proibido...
Fingem de reis da Terra e do Oceano
(E filhos são legítimos do vício!)
Tudo o que neles nos pareça humano
É fogo de artifício.
Por vezes, fecham-lhes as portas
— Ódio que a nada se resume —
Voltam, depois, a horas mortas,
Sem um queixume.
E mostram sempre novos laivos
De poesia em seu olhar...
Adolescentes! Afastai-vos
Quando algum deles vos fitar!
Pedro Homem de Mello
Estudioso do folclore português, foi um dos colaboradores do movimento da revista Presença. Apesar de gabada por numerosos críticos, a sua vastíssima obra poética, eivada de um lirismo puro e pagão (claramente influenciada por António Botto e Federico García Lorca), está injustamente votada ao esquecimento. Entre os seus poemas mais famosos destacam-se Povo que Lavas no Rio e Havemos de Ir a Viana, imortalizados por Amália Rodrigues, e O Rapaz da Camisola Verde.
Um dos seus poemas:
Os Poetas Nunca os vistes
Sentados nos cafés que há na cidade,
Um livro aberto sobre a mesa e tristes,
Incógnitos, sem oiro e sem idade?
Com magros dedos, coroando a fronte,
Sugerem o nostálgico sentido
De quem rasgasse um pouco de horizonte
Proibido...
Fingem de reis da Terra e do Oceano
(E filhos são legítimos do vício!)
Tudo o que neles nos pareça humano
É fogo de artifício.
Por vezes, fecham-lhes as portas
— Ódio que a nada se resume —
Voltam, depois, a horas mortas,
Sem um queixume.
E mostram sempre novos laivos
De poesia em seu olhar...
Adolescentes! Afastai-vos
Quando algum deles vos fitar!
Pedro Homem de Mello
FRASE DO DIA
"Ninguém vai dar conta de que acabaram os governos civis."
Fernando Ruas - PÚBLICO - 4/7/2011
***
Absoluta razão! Exactamente como aconteceria se acabassem muitos presidentes de Câmara!
Fernando Ruas - PÚBLICO - 4/7/2011
***
Absoluta razão! Exactamente como aconteceria se acabassem muitos presidentes de Câmara!
PENSAMENTO DO DIA
Agora sim! O Doutor Fernando Nobre desperdiçou todo o apoio que recebeu dos Portugueses! Olhamos para as mãos e sentimo-las vazias, como se nunca tivessem tido um boletim de voto entre elas.
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1865, foi publicada pela primeira vez a imortal história para crianças Alice no País das Maravilhas, do autor inglês Lewis Carroll (pseudónimo do professor de matemática inglês Charles Lutwidge Dodgson).
O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica do absurdo característica dos sonhos. Este está repleto de alusões satíricas dirigidas tanto aos amigos como aos inimigos de Carrol, de paródias a poemas populares infantis ingleses ensinados no século XIX e também de referências linguísticas e matemáticas frequentemente através de enigmas que contribuíram para a sua popularidade. É assim uma obra de difícil interpretação pois contém dois livros num só texto: um para crianças e outro para adultos.
O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica do absurdo característica dos sonhos. Este está repleto de alusões satíricas dirigidas tanto aos amigos como aos inimigos de Carrol, de paródias a poemas populares infantis ingleses ensinados no século XIX e também de referências linguísticas e matemáticas frequentemente através de enigmas que contribuíram para a sua popularidade. É assim uma obra de difícil interpretação pois contém dois livros num só texto: um para crianças e outro para adultos.
4.7.11
3.7.11
FRASE DO DIA
"Melhores dias chegarão."
Cavaco Silva - PÚBLICO - 3/7/2011
***
Também acho. Tem estado um tempo desgraçado. Chuva, frio, tornados, granizo, inundações... Vamos a ver se a mudança de quadrante do vento muda alguma coisa!...
Cavaco Silva - PÚBLICO - 3/7/2011
***
Também acho. Tem estado um tempo desgraçado. Chuva, frio, tornados, granizo, inundações... Vamos a ver se a mudança de quadrante do vento muda alguma coisa!...
PENSAMENTO DO DIA
Não podemos fazer como os políticos que nos governaram até agora. Não podemos deixar que concidadãos nossos passem fome.
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1883, nasceu o escritor checo Franz Kafka.
A escrita de Kafka é marcada pelo seu tom despegado, imparcial, atenciosa ao menor detalhe, e abrange os temas da alienação e perseguição. Os seus trabalhos mais conhecidos abrangem temas como as pequenas histórias A Metamorfose, Um artista da fome e os romances O Processo, América e O Castelo. Os seus contos são julgados como verdadeiros e realistas, em contato com o homem do século XXI, pois os personagens kafkianos sofrem de conflitos existenciais, como o homem de hoje. No mundo kafkiano, os personagens não sabem que rumo podem tomar, não sabem dos objectivos da sua vida, questionam seriamente a existência e acabam sós, diante de uma situação que não planejaram, pois todos os acontecimentos se viraram contra eles, não lhes oferecendo a oportunidade de se aproveitar da situação e, muitas vezes, nem mesmo de sair desta. Por isso, a temática da solidão como fuga, a paranóia e os delírios de influência estão muito ligados à obra kafkiana, sendo comum a existência de personagens secundários que espiam, e conspiram contra o protagonista das histórias de Kafka (geralmente homens, à exceção de alguns contos onde aparecem animais e raros onde a personagem principal é uma mulher). No fundo, estes protagonistas não são mais que projecções do próprio Kafka, onde ele expõe os seus medos, a sua angústia perante o mundo, a sua solidão interior.
A sua obra:
Cenas de um Casamento no Campo (1907)
Considerações (1908)
Aeroplano em Brescia (1909)
Amerika (1910,1927)
O Veredicto (1912)
A Metamorfose (1912, 1915)
A Sentença (1912, 1916)
Meditação (1913)
Contemplação: O Foguista (1913)
Diante da Lei (1914, 1915)
A Colônia Penal (1914, 1919)
O Processo (1914,1925)
Um Relatório para a Academia (1917)
A Preocupação de um Pai de Família (1917)
A Muralha da China (1917, 1931)
Carta ao Pai (1919)
Um Médico Rural (1919)
Poseidon (1920)
Noites (1920)
Sobre a Questão das Leis (1920)
Primeiro Sofrimento (1921)
Cartas a Milena (1920, 1923)
Investigações de um Cão (1922)
Um Artista da Fome (1922, 1924)
O Castelo (1922, 1926)
Uma Pequena Mulher (1923)
A Construção (1923)
Josefina, a Cantora ou O Povo dos Ratos (1924)
Sonhos
A escrita de Kafka é marcada pelo seu tom despegado, imparcial, atenciosa ao menor detalhe, e abrange os temas da alienação e perseguição. Os seus trabalhos mais conhecidos abrangem temas como as pequenas histórias A Metamorfose, Um artista da fome e os romances O Processo, América e O Castelo. Os seus contos são julgados como verdadeiros e realistas, em contato com o homem do século XXI, pois os personagens kafkianos sofrem de conflitos existenciais, como o homem de hoje. No mundo kafkiano, os personagens não sabem que rumo podem tomar, não sabem dos objectivos da sua vida, questionam seriamente a existência e acabam sós, diante de uma situação que não planejaram, pois todos os acontecimentos se viraram contra eles, não lhes oferecendo a oportunidade de se aproveitar da situação e, muitas vezes, nem mesmo de sair desta. Por isso, a temática da solidão como fuga, a paranóia e os delírios de influência estão muito ligados à obra kafkiana, sendo comum a existência de personagens secundários que espiam, e conspiram contra o protagonista das histórias de Kafka (geralmente homens, à exceção de alguns contos onde aparecem animais e raros onde a personagem principal é uma mulher). No fundo, estes protagonistas não são mais que projecções do próprio Kafka, onde ele expõe os seus medos, a sua angústia perante o mundo, a sua solidão interior.
A sua obra:
Cenas de um Casamento no Campo (1907)
Considerações (1908)
Aeroplano em Brescia (1909)
Amerika (1910,1927)
O Veredicto (1912)
A Metamorfose (1912, 1915)
A Sentença (1912, 1916)
Meditação (1913)
Contemplação: O Foguista (1913)
Diante da Lei (1914, 1915)
A Colônia Penal (1914, 1919)
O Processo (1914,1925)
Um Relatório para a Academia (1917)
A Preocupação de um Pai de Família (1917)
A Muralha da China (1917, 1931)
Carta ao Pai (1919)
Um Médico Rural (1919)
Poseidon (1920)
Noites (1920)
Sobre a Questão das Leis (1920)
Primeiro Sofrimento (1921)
Cartas a Milena (1920, 1923)
Investigações de um Cão (1922)
Um Artista da Fome (1922, 1924)
O Castelo (1922, 1926)
Uma Pequena Mulher (1923)
A Construção (1923)
Josefina, a Cantora ou O Povo dos Ratos (1924)
Sonhos
2.7.11
FRASE DO DIA
"Ministra da Justiça quer criminalizar enriquecimento ilícito."
Título de JORNAL DE NOTÍCIAS - 2/7/2011
***
E poderá ser com efeitos retroactivos, Senhora Ministra?...
Título de JORNAL DE NOTÍCIAS - 2/7/2011
***
E poderá ser com efeitos retroactivos, Senhora Ministra?...
PENSAMENTO DO DIA
Pode acontecer que não gostemos do que nos está a ser anunciado. Mas é impossível desmentir que sentimos que o Governo nos está a falar verdade. Essa deve ser a razão porque as sondagens mostram que, apesar dos sacrifícios, os Portugueses estão a gostar do novo Governo.
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1932, faleceu o ultimo rei de Portugal, D. Manuel II.
Após o seu exílio, na sequência da Revolução do 5 de Outubro (que depôs a Monarquia), D. Manuel fixou residência em Fulwell Park, Twickenham, nos arredores de Londres, local para onde seguiram os seus bens particulares, e onde já sua mãe havia nascido, também no exílio. Ali procurou recriar um ambiente português, à medida que fracassavam as tentativas de restauração monárquica (em 1911, 1912 e 1919). Manteve-se sempre activo na comunidade, frequentando a igreja católica de Saint James, e sendo o padrinho de baptismo de várias dezenas de crianças. A sua passagem no lugar ainda se vê hoje em topónimos como "Manuel Road", "Lisbon Avenue" e "Portugal Gardens".
Continuou a seguir de perto a política portuguesa, gozando de alguma influência junto de alguns círculos políticos, nomeadamente das organizações monárquicas. Se preocupava de que a anarquia da Primeira República provocasse uma eventual intervenção espanhola e o seu perigo para a independência nacional.
Pelo menos um caso é conhecido em que a intervenção directa do rei teve efeito. Depois do afastamento de Gomes da Costa pelo general Fragoso Carmona, foi nomeado novo embaixador de Portugal em Londres, substituindo o anteriormente designado. Dada a aparente instabilidade e rápida sucessão de embaixadores designados o governo britânico recusou-se a reconhecer as credenciais do novo enviado. Ora acontece que na altura estava a ser negociada a liquidação da dívida de Portugal à Inglaterra, pelo que o assunto se revestia de grande importância. Nesta conjuntura, o ministro dos negócios estrangeiros da república pediu a D. Manuel que exercesse a sua influência para desbloquear a situação. O rei ficou encantado com esta oportunidade para ajudar o seu país e levou a cabo vários contactos (incluindo provavelmente o seu amigo, o rei Jorge V), o que teve de imediato os efeitos desejados.
Apesar de deposto e exilado, D. Manuel teve sempre um elevado grau de patriotismo, o que o levou, em 1915, a declarar no seu testamento a intenção de legar os seus bens pessoais ao Estado Português, para a fundação de um Museu, manifestando também a sua vontade de ser sepultado em Portugal.
Após o seu exílio, na sequência da Revolução do 5 de Outubro (que depôs a Monarquia), D. Manuel fixou residência em Fulwell Park, Twickenham, nos arredores de Londres, local para onde seguiram os seus bens particulares, e onde já sua mãe havia nascido, também no exílio. Ali procurou recriar um ambiente português, à medida que fracassavam as tentativas de restauração monárquica (em 1911, 1912 e 1919). Manteve-se sempre activo na comunidade, frequentando a igreja católica de Saint James, e sendo o padrinho de baptismo de várias dezenas de crianças. A sua passagem no lugar ainda se vê hoje em topónimos como "Manuel Road", "Lisbon Avenue" e "Portugal Gardens".
Continuou a seguir de perto a política portuguesa, gozando de alguma influência junto de alguns círculos políticos, nomeadamente das organizações monárquicas. Se preocupava de que a anarquia da Primeira República provocasse uma eventual intervenção espanhola e o seu perigo para a independência nacional.
Pelo menos um caso é conhecido em que a intervenção directa do rei teve efeito. Depois do afastamento de Gomes da Costa pelo general Fragoso Carmona, foi nomeado novo embaixador de Portugal em Londres, substituindo o anteriormente designado. Dada a aparente instabilidade e rápida sucessão de embaixadores designados o governo britânico recusou-se a reconhecer as credenciais do novo enviado. Ora acontece que na altura estava a ser negociada a liquidação da dívida de Portugal à Inglaterra, pelo que o assunto se revestia de grande importância. Nesta conjuntura, o ministro dos negócios estrangeiros da república pediu a D. Manuel que exercesse a sua influência para desbloquear a situação. O rei ficou encantado com esta oportunidade para ajudar o seu país e levou a cabo vários contactos (incluindo provavelmente o seu amigo, o rei Jorge V), o que teve de imediato os efeitos desejados.
Apesar de deposto e exilado, D. Manuel teve sempre um elevado grau de patriotismo, o que o levou, em 1915, a declarar no seu testamento a intenção de legar os seus bens pessoais ao Estado Português, para a fundação de um Museu, manifestando também a sua vontade de ser sepultado em Portugal.
1.7.11
FRASE DO DIA
"Construtora do presidente do Braga terá sido favorecida."
Título de PÚBLICO - 1/7/2011
***
Caramba! Não sejam más línguas! Então os prémios para a excelente carreira do Clube deveriam ser só para os jogadores!...
Título de PÚBLICO - 1/7/2011
***
Caramba! Não sejam más línguas! Então os prémios para a excelente carreira do Clube deveriam ser só para os jogadores!...
PENSAMENTO DO DIA
Os sacrifícios nunca serão equitativamente repartidos, porque há níveis de rendimento e riqueza a partir dos quais pagar mais não é sacrifício nenhum. Mas se houver quem não seja proporcionalmente atingido pelos novos encargos, teremos o caldo entornado. E a sopa levará tudo na enxurrada!
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1906, foi oficialmente fundado o Sporting Clube de Portugal, um dos maiores e mais ecléticos Clubes portugueses.
Todavia, o Sporting Clube de Portugal tem as suas origens na fundação do Belas Football Clube em 1902 por iniciativa de dois irmãos, Francisco e José Maria Gavazzo. Dois anos depois, tendo o Belas Football Clube realizado um único jogo de futebol contra o Sport Lisboa, alguns dos seus sócios Fundadores criaram o Campo Grande Football Clube. Apesar do nome, esta associação dedicava-se especialmente a festas, bailes e piqueniques, o que gerou alguns conflitos com alguns membros que entendiam que a prática desportiva deveria ser a sua principal vocação. Em 13 de Abril de 1906, durante uma Assembleia Geral, as opiniões divergentes quanto ao objectivo da instituição levaram à saída de 5 membros. Um deles, José Alvalade manifestou imediatamente a intenção de formar um novo clube recorrendo à ajuda financeira do seu avô, o Visconde de Alvalade, Dr. Alfredo Augusto das Neves Holtreman, que tutelou a criação do novo clube e disponibilizou os terrenos para o campo de jogos na sua própria quinta.
A nível mundial, o Sporting Clube de Portugal é o clube com mais medalhas e vitórias em competições olímpicas.
Clube da capital, Lisboa, é um dos chamados "3 grandes de Portugal", destacando-se nas últimas duas décadas pelas suas escolas de formação em futebol, conseguindo ser o único clube do mundo a formar dois jogadores eleitos com o título de melhor jogador do mundo, Luís Figo e Cristiano Ronaldo.
A equipa de futebol do Sporting Clube Portugal joga no Estádio José Alvalade, em Lisboa.
Todavia, o Sporting Clube de Portugal tem as suas origens na fundação do Belas Football Clube em 1902 por iniciativa de dois irmãos, Francisco e José Maria Gavazzo. Dois anos depois, tendo o Belas Football Clube realizado um único jogo de futebol contra o Sport Lisboa, alguns dos seus sócios Fundadores criaram o Campo Grande Football Clube. Apesar do nome, esta associação dedicava-se especialmente a festas, bailes e piqueniques, o que gerou alguns conflitos com alguns membros que entendiam que a prática desportiva deveria ser a sua principal vocação. Em 13 de Abril de 1906, durante uma Assembleia Geral, as opiniões divergentes quanto ao objectivo da instituição levaram à saída de 5 membros. Um deles, José Alvalade manifestou imediatamente a intenção de formar um novo clube recorrendo à ajuda financeira do seu avô, o Visconde de Alvalade, Dr. Alfredo Augusto das Neves Holtreman, que tutelou a criação do novo clube e disponibilizou os terrenos para o campo de jogos na sua própria quinta.
A nível mundial, o Sporting Clube de Portugal é o clube com mais medalhas e vitórias em competições olímpicas.
Clube da capital, Lisboa, é um dos chamados "3 grandes de Portugal", destacando-se nas últimas duas décadas pelas suas escolas de formação em futebol, conseguindo ser o único clube do mundo a formar dois jogadores eleitos com o título de melhor jogador do mundo, Luís Figo e Cristiano Ronaldo.
A equipa de futebol do Sporting Clube Portugal joga no Estádio José Alvalade, em Lisboa.
Subscrever:
Mensagens (Atom)















































