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22.7.11

SORRISO DO DIA

Com olho de... pong...

21.7.11

FRASE DO DIA


"Farmácias concordam com reutilização de medicamentos."

Título de PÚBLICO - 21/7/2011

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Nem quero pensar como é que isso será feito no caso de supositórios...

PENSAMENTO DO DIA



A Europa está salva. Mas entre todas as possibilidades abertas, também se encontra, oculta, a constante da minha CRÓNICA DA SEMANA (II), hoje aqui publicada.

CRÓNICA DA SEMANA - II

A POSSIBILIDADE OCULTA

Acontece, por vezes, quando estamos de férias, como acontece comigo neste momento. Em férias, a crise perde bastante do seu significado, fica arrumada para quando o mês acabar. Comem-se menos umas amêijoas do que era costume e trincam-se mais umas sandes. E a tanto ela fica resumida. Dá-se uma aparente convalescença que, oxalá, não signifique o que estas convalescenças por vezes querem dizer, o prenúnico do passamento. Claro que não deixamos de pensar na doença, isto é, na crise. Mas olhámo-la de longe, como se ela fosse um passante ao nosso lado que, de todo, desconhecemos. E o espírito solta-se. Devaneia. Fantasia. Admite o absurdo como a coisa mais natural deste mundo. Assim me sucedeu. Tinha eu acabado de ouvir mais um apelo às autoridades europeias para que ajam depressa no debelar da crise, agora que a Itália também entrou na dança das dívidas, quando uma ideia mirabolante me atezanou o espírito até aí tranquilo:

- E se a presente situação, bem como a evolução que tem vindo a verificar-se, agradassem à Alemanha?

A economia alemã é, indubitavelmente, a mais forte da União Europeia. É assim desde que a recuperação da Guerra Mundial se deu e a unificação duas Alemanhas se lhe seguiu. Unificação que produziu, inicialmente, um abalo. Mas de curta duração. E, presentemente, nem a França lhe chega aos calcanhares. Tal faz dela o esteio sobre o qual recai o encargo de aguentar com a pressão das fragilidades das restantes economias que constituem a União. Tal parece um sacrifício, num primeiro olhar. Mas será realmente? A resposta parece acessível. Sim, se tais economias forem deixadas ao deus dará, a gerirem-se autonomamente, praticando os mesmos erros do passado. Mas já conclusão diferente será obtida se tal situação conduzir ao domínio das decisões desses países. Isto é, se eles puderem fazer apenas aquilo que a Alemanha permitir. E a par com os juros das diferentes dívidas financiadas em grande parte pela Alemanha, ou por ela garantidas, quer directamente quer através das instituições europeias, viria o domínio dessas economias, o que quer dizer, desses países.

Imaginando que tal poderia suceder, a situação gerada seria de uma ironia verdadeiramente gigantesca. A Alemanha haveria tido de esperar quase um século para concretizar as suas ambições de domínio sobre a Europa, após duas tentativas fracassadas, nas quais utilizara os seus exércitos. E, além disso, o seu domínio teria uma característica eminentemente financeira, exactamente a acusação mestra que o líder de uma daquelas tentativas fizera aos judeus que perseguira até à exaustão final.

Que pensaria disto o povo alemão? Com toda a franqueza, penso que devemos retirar da História as lições que ela comporta. A verdade é que, tendo perdido a I Grande Guerra, os alemães não esqueceram a humilhação e vinte anos mais tarde repetiram a aventura. Não esqueçamos que Adolf Hitler foi aclamado pela grande maioria dos alemães no início da sua terrível e trágica aventura. As consequências desta última foram devastadoras, muito mais do que as da primeira. Terá isso chegado para acto de contrição e para o firme propósito de nunca mais repetir? Ou estará, bem no fundo do coração alemão, oculta embora, a persistente vontade de dominar a Europa? É que agora, o domínio não é feito à custa de exércitos. Antes tem o dinheiro - e a original poderosíssima indústria alemã - como ponta de lança. E tem uma moeda única para tornar mais fácil esse domínio. Se admitimos que muito do domínio que os Estados Unidos exerceram sobre o mundo, na segunda metade do século passado, teve o dólar como arma, porque não há-de o Euro, tornado essencialmente moeda alemã pela força das circunstâncias (e do mau governo dos países europeus), exercer o mesmo papel no espaço restrito da europa? Verdadeiramente, afigura-se-me que os alemães só se defrontam com uma dificuldade para exercer tal papel, que é o seu idioma. Honestamente, tento pensar como se fosse alemão. E se a “minha” Alemanha fosse de tal modo poderosa que pudesse dar ordens a toda a Europa, penso que sentiria a ferida histórica da humilhação de 1945 mais ou menos curada.

E que pensariam disto os povos da Europa, subordinados aos ditames oriundos de Berlim? Directamente ou por interposta instituição, na circunstância a servir de testa de ferro apenas. Patriotismos à parte, talvez muitos de nós, atentas as circunstâncias em que vivemos actualmente e em que vamos viver num futuro próximo, talvez gostássemos da perspectiva. Claro que seríamos obrigados a viver e a trabalhar com a disciplina alemã. Mas se o troco fosse a Europa estável com que os alemães sempre sonharam - sob seu domínio, claro – e o desaparecimento das dificuldades com que nos debatemos, então admito que muitos desses povos admitiriam a eventualidade. Tanto mais que, de um ponto de vista meramente formal, continuariam a gozar de independência política. Apenas seriam dependentes economica e financeiramente.

Imagino que, por esta altura, o meu Leitor estará a abanar a cabeça com incredulidade. O Magalhães Pinto “passou-se”, pensará. Mas olhemos com alguma frieza para o que está a acontecer. Há muito que todos sabemos – ou, pelo menos, dissemos ou pensamos – que não resolver rapidamente os problemas da Grécia, da Irlanda e de Portugal levaria muito provavelmente ao contágio a nível mais alto. Ultimamente, acrescentamos a este raciocínio que tudo isto era resultado do ataque de uns Estados Unidos enfraquecidos, tendo por objctivo enfraquecer a Europa também e a manutenção de uma dada correlação de forças. Mas, se assim é e se repousa sobre a Alemanha a maior quota-parte da decisão de recurso, porque é que ela não é tomada? Porque são sucessivamente adiadas medidas que, no dizer dos especialistas, atalhariam o mal em curso?

Oxalá não seja porque as economias em dificuldades ainda são apenas as mais pequenotas e seja necessário esperar que a Itália, a Bélgica e a França caiam nas malhas das dificuldades. Seria curioso e de consequências imprevisíveis uma Europa conduzida pelos povos do Norte, com os do Sul subugados pelas dificuldades que eles próprios se encarregaram de criar.

Magalhães Pinto, em VIDA EECONÓMICA, em 21/7/2011

RECORDAR É VIVER

Cat Stevens. Peace Train.

ILUSÕES - XLIV

Ilusão notável, de autoria de Sandro del Prete. Por mais que tente, não conseguirá discernir se os volumes que desenham as letras I e R são alto ou baixo relevo...

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1948, nasceu o cantor e compositor britânico que ficou conhecido como Cat Stevens, de seu verdadeiro nome Stephen Demetre Georgiou, posteriormente mudado para Yusuf Islam, quando se converteu ao islamismo.

Stevens se converteu ao Islão e abandonou a música em 1978. Desde então passou a se dedicar a atividades beneficentes e educacionais em prol da religião. Toma muito cuidado quanto ao uso de suas músicas. Muitas delas dissertam a respeito de temas de sua vida anterior à conversão, e Stevens não quer mais ser associado a eles. Não surpreende que nunca tenha permitido que qualquer de suas canções fosse usada em comerciais de televisão. Apesar de estar há quase 30 anos afastado da indústria musical, os trabalhos anteriores como Cat Stevens continuam vendendo uma média de 1,5 milhão de discos por ano.

Criou seu próprio selo fonográfico, a Ya Records, pelo qual já produziu dez discos de música religiosa e espiritual. Fundou três escolas muçulmanas em Londres e uma organização sem fins lucrativos, Small Kindness, reconhecida pela ONU e através da qual presta ajuda aos órfãos de conflitos como Bósnia, Kosovo e Iraque.

Em 2004, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos impediu a entrada dele no país, após incluí-lo na lista de vigilância por atividades provavelmente relacionadas ao terrorismo.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

É cada vez mais difícil estacionar...

20.7.11

FRASE DO DIA

"Governo não sabe quanto custa adoptar o Acordo Ortográfico no Estado."

Título de PÚBLICO - 20/7/2011

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Por mim não precisam de se incomodar! Se eu passar por ele, vou fingir que o não conheço...

PENSAMENTO DO DIA



A apresentação dos jogadores do Benfica aos sócios, hoje, começa uma hora e quinze minutos antes do início do jogo de apresentação. Não sei se o tempo vai chegar...

RECORDAR É VIVER

Tristão da Silva. Ai se os meus olhos falassem!

CRÓNICA DA SEMANA - I

RACHAR LENHA

Costuma dizer-se que quem está de fora racha lenha. E, não sendo filiado no Partido Socialista, eu devia manter-me à margem do que por lá se vai passar, relativamente à eleição do seu secretário-geral, passado que foi o tempo de má memória do respectivo antecessor. Mas acontece que, dada a situação do País, o PS, ainda que na oposição, é um partido demasiado importante para o nosso futuro e para a possibilidade de endireitarmos a nossa vida. Donde, o que por lá se passa actualmente diz respeito a todos os portugueses. E por isso, racho lenha.

Em confronto estão dois respeitáveis socialistas, Francisco Assis e António José Seguro. Que não são dois indivíduos desconhecidos. Dos quais guardo, relativamente a cada um, memória de acontecimentos que me falam da qualidade que cada um tem. Que recordo, para aqueles que tendo directamente a ver com o assunto, porventura já se tenham esquecido.

Relativamente a Francisco Assis, recordo o que ficou conhecido como “caso Felgueiras”. Quando rebentou o escândalo dos desmandos da presidente socialista daquela Câmara, Assis era o secretário-geral da Distrital do Porto do PS. E não hesitou nem um momento em assumir uma atitude de uma ética irrepreensível, arrumando a casa, não pactuando com a sua eleita e sujeitando-se mesmo a agressões de correligionários seus a soldo da cacique local socialista. Nessa altura, Francisco Assis ganhou a minha admiração e o meu respeito para sempre.

De António José Seguro recordo apenas ter liderado, em termos civicamente condenáveis, os grupos de estudantes que, fazendo ruído de fundo a favor da campanha de Mário Soares para derrubar Cavaco Silva, não passou de servos a apoiarem a voz do dono. Se eu fosse socialista, de modo nenhum ele contaria com o meu voto. Portugal precisa de pessoas corajosas, que recusem andar apenas ao sabor de estratégias partidárias.

Posto isto, aqui ficam as achas do meu rachar, para servirem a quem interesse.

Magalhães Pinto, em RÁDIO CLUBE DE MATOSINHOS, em 19/7/2011

ILUSÕES - XLIII

Se quiser saltar, escolha bem a prancha...

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia (19/7), nasceu o advogado e político português Francisco de Sá Carneiro.

Em finais de 1979, criou a Aliança Democrática, uma coligação entre o seu PPD/PSD, o Partido do Centro Democrático Social (CDS) de Diogo Freitas do Amaral, o Partido Popular Monárquico (PPM) de Gonçalo Ribeiro-Telles, e alguns independentes. A coligação vence as eleições legislativas desse ano com maioria absoluta. Dispondo de uma ampla maioria a apoiá-lo (a maior coligação governamental até então desde o 25 de Abril), foi chamado pelo Presidente da República Ramalho Eanes para liderar o novo executivo, tendo sido nomeado Primeiro-Ministro a 3 de Janeiro de 1980, sucedendo assim a Maria de Lurdes Pintasilgo.

Francisco Sá Carneiro faleceu na noite de 4 de Dezembro de 1980, em circunstâncias trágicas e nunca completamente esclarecidas, quando o avião no qual seguia se despenhou em Camarate, pouco depois da descolagem do aeroporto de Lisboa, quando se dirigia ao Porto para participar num comício de apoio ao candidato presidencial da coligação, o General António Soares Carneiro. Juntamente com ele faleceu o Ministro da Defesa, o democrata-cristão Adelino Amaro da Costa, bem como a sua companheira Snu Abecassis, para além de assessores, piloto e co-piloto.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Efeitos do Acordo Ortográfico?...

18.7.11

FRASE DO DIA

"Passos Coelho admite desvio de dois mil milhões."

Título de PÚBLICO - 18/7/2011

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Vão ver que, a esta hora, o autor do desvio da massa já se pirou para o estrangeiro!...

PENSAMENTO DO DIA



O petróleo que descobrimos em Angola vai-nos fazer um jeitão! Vai servir para nos comprar o BPN a tempo!...

RECORDAR É VIVER

Massimo Ranieri. 'O surdato 'nnammurato.