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8.8.11

FRASE DO DIA

"BCE (Banco Central Europeu) vai comprar dívida italiana e espanhola para suster crise."

Título de PÚBLICO - 8/8/2011

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De aspirina em aspirina até ao cancro final...

PENSAMENTO DO DIA



É muito difícil não ser chauvinista depois de ver o que se está a passar em Londres.

RECORDAR É VIVER

Raul Solnado. A História da Minha Vida.

EDUARDO GAGEIRO - X


(vide I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 2009, faleceu o comediante e grande humorista português Raul Solnado.

Unanimemente reconhecido como um dos maiores nomes do humor português, começou a fazer teatro na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul (1947), profissionalizando-se em 1952.

"A Guerra de 1908", um sketch do espanhol Miguel Gila, adaptado para português por Solnado, é interpretado na revista "Bate o Pé", estreada no Teatro Maria Vitória em Outubro de 1961. Entra também no filme "Sexta-feira, 13". O disco que reunia "A Guerra de 1908" e "A História da Minha Vida", editado em Abril de 1962, bateu todos os recordes de vendas de discos.

No dia 24 de Maio de 1969 foi gravado o primeiro programa do "Zip-Zip", no Teatro Villaret. A última emissão foi no dia 29 de Dezembro do mesmo ano. O programa da autoria de Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz foi um dos marcos desse ano.



FOTO DO DIA


SORRISO DO DIA

A crise chegando à P.S.P....


7.8.11

FRASE DO DIA

"O conhecimento pessoal pode levar ao favor e o favor conduzir à corrupção."

Guilherme de Oliveira Martins - PÚBLICO - 7/8/2011

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Também se podia dizer: a corrupção leva ao favor e o favor leva ao conhecimento pessoal. Há muitos modos de escrever a palavra CORRUPÇÃO!

PENSAMENTO DO DIA



Francisco Louçã acusa o Governo de fazer trabalhar os desempregados sem lhes pagar. Isto é, para ele, os subsídios de desemprego (os não desempregados) que pagamos é para os desempregados irem trabalhar para o bronze...

RECORDAR É VIVER

Maria Clara. Figueira da Foz.

EDUARDO GAGEIRO - IX


(vide I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1794, realizou-se em Lisboa o último auto de fé levado a cabo pela Inquisição.

Auto-da-fé ou Auto-de-fé refere-se a eventos de penitência realizados publicamente ou (em espaços reservados para isso) com humilhação de heréticos e apóstatas bem como punição aos cristãos-novos pelo não cumprimento ou vigilancia da nova fé lhes outorgada, postos em prática pela Inquisição, principalmente em Portugal e Espanha.

As punições para os condenados pela Inquisição iam da obrigação de envergar um sambenito (espécie de capa ou tabardo penitencial), passando por ordens de prisão e, finalmente, em jeito de eufemismo, o condenado era relaxado à justiça secular, isto é, entregue aos carrascos da Coroa (poder secular, em oposição ao poder sagrado do clero). O estado secular procedia às execuções como punição a uma ofensa herética repetida, em consequência da condenação pelo tribunal religioso. Se os prisioneiros desta categoria continuassem a defender a heresia e repudiar a Igreja Católica, eram queimados vivos. Contudo, se mostrassem arrependimento e se decidissem reconciliar com o catolicismo, os carrascos procederiam ao "piedoso" acto de os estrangular antes de acenderem a pira de lenha.

Os autos-de-fé decorriam em praças públicas e outros locais muito frequentados, tendo como assistência regular representantes da autoridade eclesiástica e civil.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

O miúdo nunca viu uma cegonha!....

6.8.11

FRASE DO DIA


"Chefe das secretas coloca nas mãos do PGR a abertura de inquérito a fuga de informação."

Título de PÚBLICO - 6/8/2011

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Já é habitual! Foge-se da polícia com uma facilidade enorme!...

PENSAMENTO DO DIA



Luís Capucha, o responsável pelas Novas Oportunidades, foi exonerado do seu cargo. Precisa de uma nova oportunidade.

RECORDAR É VIVER

Boney M.. Daddy Cool.

EDUARDO GAGEIRO - VIII


(vide I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 2001, faleceu o escritor brasileiro Jorge Amado.

Foi jornalista, e envolveu-se com a política ideológica, tornando-se comunista, como muitos de sua geração. São temas constantes em suas obras os problemas e injustiças sociais, o folclore, a política, crenças e tradições, e a sensualidade do povo brasileiro, contribuindo assim para a divulgação deste aspecto do mesmo. Suas obras são umas das mais significativas da moderna ficção brasileira, com 49 livros, propondo uma literatura voltada para as raízes nacionais. Em 1945, foi eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), o que lhe rendeu fortes pressões políticas. Era casado com Zélia Gattai, também escritora, que o sucedeu na Academia Brasileira de Letras. Com ela teve três filhos: João Jorge, sociólogo, Paloma, e Eulália. Viveu exilado na Argentina e no Uruguai (1941 a 1942), em Paris (1948 a 1950) e em Praga (1951 a 1952). Escritor profissional, viveu exclusivamente dos direitos autorais dos seus livros. Na década de 1990, porém, viveu forte tensão e expectativa de um grande baque nas economias pessoais, com a falência do Banco Econômico, onde tinha suas economias. Não chegou porém a perder suas economias, já que o banco acabou socorrido pelo Proer, controvertido programa governamental de auxílio a instituições financeiras em dificuldades. O drama pessoal de Jorge Amado chegou a ser utilizado pelo lobby que defendia a intervenção no banco, para garantir os ativos dos seus correntistas.

A obra:

O País do Carnaval, romance (1930)
Cacau, romance (1933)
Suor, romance (1934)
Jubiabá, romance (1935)
Mar morto, romance (1936)
Capitães da areia, romance (1937)
A estrada do mar, poesia (1938)
ABC de Castro Alves, biografia (1941)
O cavaleiro da esperança, biografia (1942)
Terras do Sem-Fim, romance (1943)
São Jorge dos Ilhéus, romance (1944)
Bahia de Todos os Santos, guia (1945),(Tradução francesa:"Bahia de tous les saints"),Gallimard,Paris,1979
Seara vermelha, romance (1946)
O amor do soldado, teatro (1947)
O mundo da paz, viagens (1951)
Os subterrâneos da liberdade, romance (1954)
Gabriela, cravo e canela, romance (1958)
A morte e a morte de Quincas Berro d'Água, romance (1961)
Os velhos marinheiros ou o capitão de longo curso, romance (1961)
Os pastores da noite, romance (1964)
O Compadre de Ogum,romance (1964)
Dona Flor e Seus Dois Maridos, romance (1966)
Tenda dos milagres, romance (1969)
Teresa Batista cansada de guerra, romance (1972)
O gato Malhado e a andorinha Sinhá, historieta infanto-juvenil (1976)
Tieta do Agreste, romance (1977)
Farda, fardão, camisola de dormir, romance (1979)
Do recente milagre dos pássaros, contos (1979)
O menino grapiúna, memórias (1982)
A bola e o goleiro, literatura infantil (1984)
Tocaia grande, romance (1984)
O sumiço da santa, romance (1988)
Navegação de cabotagem, memórias (1992)
A descoberta da América pelos turcos, romance (1994)
O milagre dos pássaros , fábula (1997)
Hora da Guerra, crônicas (2008)


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

A vaca...

5.8.11

FRASE DO DIA


"Directora do FMI vai ser investigada em França por desvio de fundos e abuso de poder."

Título de PÚBLICO - 5/8/2011

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Estamos safos! Em Portugal, ela vai sentir-se em casa!...

PENSAMENTO DO DIA


Com tantas mulheres que tem tido, não admira que tenha aparecido mais um filho de Pinto da Costa, depois daquele sujeito que aparece sempre atrás dos entrevistados da televisão. Desta vez, chama-se Hulk, o Filho.

RECORDAR É VIVER

Ivone Silva. Olívia Patroa e Olívia Costureira.

EDUARDO GAGEIRO - VII


(vide I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1962, faleceu a actriz do cinema americano e ícone mundial Marilyn Monroe.

Na manhã de 5 de agosto de 1962, aos 36 anos, Marilyn faleceu enquanto dormia em sua casa em Brentwood, na Califórnia. A notícia foi um choque, propagada pela mídia, explorando sobretudo o caráter misterioso em que o fato se deu, prevalecendo a versão oficial de overdose pela ingestão de barbitúricos. O brilho e a beleza de Marilyn faziam parecer impossível que ela tivesse deixado a todos. Ninguém sabe de fato o que aconteceu naquela noite. Ouviu-se o barulho de um helicóptero. Uma ambulância foi vista esperando fora da casa dela antes que a empregada desse o alarme. As gravações de seus telefonemas e outras evidências desapareceram. O relatório da autópsia foi perdido. Toda a documentação do FBI sobre sua morte foi suprimida e os amigos de Marilyn que tentaram investigar o que acontecera receberam ameaças de morte.[carece de fontes] No dia 8 de agosto de 1962, o corpo de Marilyn foi velado no Corridor of Memories, nº 24, no Westwood Memorial Park em Los Angeles.

Há suspeitas fortíssimas de que Marilyn foi sufocada até a morte pela máfia, um grupo terrorista que assassina pessoas. Eles tinham ligação com Keneddy e ele era amante há anos de Marilyn, a máfia pode ter descoberto esse envolvimento e como precaução, já que Marilyn poderia saber da máfia, eles a assassinaram, para que ela não denunciasse a polícia que esse grupo terrorista estaria ameaçando a vida de Kennedy.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Fumeiro com energias renováveis...

4.8.11

FRASE DO DIA

"O governo vai tomar novas medidas até ao final do ano para defender o nível de compromisso do défice público."

Título de notícia - RTP - 4/8/2011

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Na realidade, o que estamos a fazer é transferir o défice público para défice privado. Aparecido o défice, ele não desaparecerá...

PENSAMENTO DO DIA

Na hora difícil que Portugal vive presentemente, alguns deputados que elegemos fazem telefonemas para o 112, a ver se este está a atender as chamadas com eficiência, e os demais passam o dia a discutir se isso é legal ou não é. No final, ficamos a saber que a Assembleia da República está, obviamente, a precisar do 112.

RECORDAR É VIVER

Louis Armstrong. When The Saints Go Marching In.

EDUARDO GAGEIRO - VI


(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1578, as tropas portuguesas d'El Rei D. Sebastião de Portugal foram derrotadas pelos Mouros na batalha de Alcácer Kibir, nela perecendo também o rei, segundos os melhores testemunhos.

Com essa derrota, e depois do trono ter sido herdado pelo tio do rei, Cardeal D. Henrique, abriu-se a crise dinástica que havia de conduzir, dois anos depois, ao domínio de Castela sobre Portugal. Domínio esse que duraria sessenta anos.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

...de pequenino se torce o pepino... literalmente...

3.8.11

RECORDAR É VIVER

Phill Collins. You will be in my heart.

FRASE DO DIA

"É no Algarve que a Saúde suscita mais queixas."

Título de PÚBLICO - 3/8/2011

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E ainda dizem que o bom tempo faz bem à saúde!...

PENSAMENTO DO DIA


A explicação sobre a venda do BPN aos angolanos, com preterição dos investidores nacionais, está perfeitamente explicada, com argumentos pertinentes. Com efeito, não pode ser banqueiro qualquer um. Isso era no tempo do Oliveira e Costa.

MEMÓRIA

CRÓNICA DE FÉRIAS

Mais uma vez de abalada até aos Algarves. E, como habitualmente, em férias escasseiam os temas para uma charla. Ou abundam, o que dá no mesmo. Porque o que acontece é que a bonomia própria da época faz com que não se olhe verdadeiramente a sério o que vai perpassando. Tudo perde a gravidade que, geralmente, lhe atribuímos. Os factos observados sucedem-se ao ritmo costumeiro mas, não sendo retidos ou não se lhes atribuindo relevância de maior, parecem mais e mais fúteis.

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O Algarve está com uma boa ocupação. Os periódicos falam hoje de acentuação da recuperação iniciada no ano passado. Deve ser verdade. Ainda estão por aqui muito poucos portugueses, em termos relativos. Uns porque ainda não estão em férias, outros porque escolheram paragens exóticas quase ao preço que se paga aqui, como o Brasil, a República Dominicana ou as Ilhas Espanholas. Isto para já não falar na "infernal" Benidorme, cuja mágica ainda não descobri. Dá a impressão que os primos europeus voltaram a escolher-nos como destino. Dada a qualidade baixa e a carestia do Algarve, acho ser mesmo esta paz santa que se respira em Portugal que os atrai. Ou, então, estão a dar uma lição à General Motors (GM) por abandonar um recanto como este, à beira-mar plantado. Por falar nisso, acha o meu Leitor que a GM vai mesmo pagar aquele montão de dinheiro de que fala o Governo? Eu acho que isso é só para deixar passar a onda, como é próprio da época.

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Se o meu Caro Leitor pensa que estou a exagerar na questão dos preços, tome como exemplo o aluguer de um toldo de colmo na praia da Falésia, em Vilamoura. Custa mais do que alugar um T1 na cidade do Porto, pelo mesmo período de tempo. Eu sei quanto custaram aqueles toldos há uns bons doze anos. É um investimento soberbo. Muito melhor do que investir no BPI ou no PT antes de qualquer OPA. Todos os anos, o investimento é recuperado. Isto é, a taxa de rendimento é da ordem dos 100% ao ano. Claro que é dali que vem o dinheiro para pagar ao salva-vidas, a quem mantém a praia limpa e, sobretudo, aos empregados que fiscalizam o pagamento dos toldos. Até é capaz de não ser caro. Mas eu não me importava de arriscar. E uma pergunta desvergonhada baila-me no espírito. De quanto em quanto tempo é que a concessão vai a concurso? A Câmara de Albufeira que responda. Sim, a de Albufeira. Porque, por um bambúrrio da geografia, embora Vilamoura pertença ao município de Loulé, a sua principal praia pertence a Albufeira.

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Quem se vê grego para ganhar a vida são os utilíssimos vendedores de bolas de berlim, de bolacha americana e um por outro vendedor de roupas de verão "importadas" do Oriente. A polícia tenta não lhes dar descanso. Seguramente por uma de duas razões. Ou porque escapam aos controlos sanitários ou porque não pagam os seus impostos. Num tempo em que o Senhor Ministro das Finanças decidiu varrer o país à procura de todos os tostões escondidos debaixo do tapete, estou inclinado a pensar que é mais pela segunda razão. Daí que se assistam a cenas que, por vezes, rondam a caricatura. Como esta que lhe descrevo a seguir, meu Caro Leitor.

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Já lá vai o tempo em que só apareciam, na Falésia, um ou outro vendedor das apreciadas especiarias. Agora são aos montões. Num destes dias, apareceu a polícia. Um anafado agente, alto, gorducho, enorme. E tentou perseguir um desses vendedores. Mal este se apercebeu da perseguição, abandonou na areia a caixa dos doces e desatou a fugir. Aí, o agente voltou-se para outro, que ia mais além. A mesma cena. Caixa na areia e às de vila diogo. Entretanto, enquanto durava a segunda perseguição, o primeiro tinha regressado para pegar na sua caixa. E a cena prosseguia, cada um dando a sensação de já visto. O pobre do agente suava a estopinhas. Aí, eu pensei: ora cá está a celebrada falta de agentes em número suficiente, Mas talvez não seja bem assim. É que acabou por surgir um segundo. E, quando eu passava, no regresso da praia, por um jipe policial estacionado nas imediações, vi acamadinhas dentro dele umas seis caixas de bolas de berlim. Apreendidas, claro. Presas. Bem feita, já que Berlim não quis acolher a selecção de Portugal. Espero que as tenham destruído ao chegar ao quartel. Às bolas, claro. Porque a tal falta de controlo sanitário de que falei não deve permitir que se distribuam pelos pobres. Ou então, ficam como prova do delito, até ao resultado final do inquérito que terá lugar. E, com o tempo que os inquéritos demoram a produzir resultados em Portugal, é bem possível que o endurecimento das ditas permita utilizá-las depois no calcetamento das ruas.

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Depois da cena, passei os olhos pelos jornais. Um divertimento, se esquecermos o Médio-Oriente. Não pude evitar uma gargalhada algo sonora ao ver os argumentos de dois distintos consultores no âmbito fiscal, que produziram pareceres para a Associação Nacional de Municípios sobre o projecto de lei para as finanças locais. É que a melhor razão que encontraram, para se oporem à lei, foi a de que o facto de os municípios poderem reduzir a sua fatia no IRS contraria os fins para que esse imposto foi criado. Ó meus senhores! Já fizeram bem a conta a quantos impostos nós pagamos estão nessas condições? Um só, para exemplo: o imposto do selo do carro, para usar o seu nome comum. Nasceu para construir auto-estradas. Hoje, vai direitinho para as autarquias e é usado para o que elas muito bem entendem.

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O facto trouxe-me à ideia algo que é praticamente desconhecido do grande público. O meu Leitor sabia que, da receita do Totoloto/Loto2 e do Totobola, arrecadada pela Santa Casa da Misericórdia, 30% vai direitinho para os cofres da Segurança Social? Não é que eu ache mal. Assim, e tendo em conta os hábitos de jogo que temos em Portugal, sempre podemos esperar que a falência da dita - Segurança Social e não Santa Casa - não aconteça ainda esta década.

***

Uma notícia que parecia de embandeirar em arco. Por motivo de obras, a sala das sessões da Assembleia da Republica vai fechar durante cinco meses. Isto, o previsto. Porque, como também é habitual, o prazo (e os custos) duplicarão, no mínimo. Ora aqui está uma boa oportunidade de dar aos deputados um ano sabático (sem vencimento, claro). Com a maioria do PS, com o Governo que temos e com um Presidente da República vigilante e cooperante, nem daríamos pela falta. E sempre era uma ajuda de tomo para o reequilíbrio das finanças públicas. Mas, adiantando na notícia, perdi a vontade de rir. Vão utilizar, em substituição, a sala do senado. Bom. Pelo menos durante um anito vamos ter senadores em lugar de deputados. Até parecemos os USA.

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Por aqui me fico, meu Caro Leitor. Tempo de férias não dá para mais. Espero, ao menos, que esta charla meio rebuscada sirva de preparação para as suas férias. As minhas acabam já. Gosto de estar na cidade durante o mês de Agosto. É um modo de recordar o passado e pensar que a cidade é minha. Não adianta grande coisa. Mas de ilusões também se vive. Sobretudo neste tempo em que o tempo queima quase tanto como o IVA.

Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 27/7/2006

EDUARDO GAGEIRO - V


(vide I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 2008, faleceu o escritor russo Alexandr Solzhenitsin.

Algumas semanas antes do fim do conflito, já havendo alcançado território alemão na Prússia Oriental, foi preso por agentes da NKVD por fazer alusões críticas a Stalin em correspondência a um amigo. Foi condenado a oito anos num campo de trabalhos forçados, a serem seguidos por exílio interno em perpetuidade.

A primeira parte da pena de Soljenítsin foi cumprida em vários campos de trabalhos forçados; a "fase intermediária", como ele viria a referir-se a esta época, passou-a em uma sharashka, um instituto de pesquisas onde os cientistas e outros colaboradores eram prisioneiros. Dessas experiências surgiria o livro "O Primeiro Círculo", publicado no exterior em 1968. Em 1950 foi enviado a um "campo especial" para prisioneiros políticos em Ekibastuz, Cazaquistão onde trabalharia como pedreiro, mineiro e metalúrgico. Esta época inspiraria o livro "Um Dia na Vida de Ivan Denisovich". Neste campo retiraram-lhe um tumor, mas seu cancro não chegou a ser diagnosticado.

A partir de Março de 1953, iniciou a pena de exílio perpétuo em Kol-Terek no sul do Cazaquistão. O seu cancro, ainda não detectado, continuou a espalhar-se, e no fim do ano Soljenítsin encontrava-se próximo à morte. Porém, em 1954 finalmente recebeu tratamento adequado em Tashkent, Uzbequistão, e curou-se. Estes eventos formaram a base de " O Pavilhão dos Cancerosos".

Durante os seus anos de exílio, e após sua libertação e retorno à Rússia Europeia, Soljenítsin, enquanto leccionava em escolas secundárias durante o dia, passava as noites escrevendo em segredo. Mais tarde, na breve autobiografia que escreveria ao receber o Nobel de Literatura, relataria que "durante todos os anos até 1961, eu não estava apenas convencido que sequer uma linha por mim escrita jamais seria publicada durante a minha vida, mas também raramente ousava permitir que os meus íntimos lessem o que eu havia escrito por medo de que o facto se tornasse conhecido".

Publicou ainda nos EUA uma obra sobre um gigantesco tabu que é a proeminência dos judeus russos no Partido Comunista e na polícia secreta soviética, sendo tachado como anti-semita e desmoralizado no seu exílio.

As suas obras consciencializaram o mundo quanto aos gulags, sistema de campos de trabalhos forçados existente na antiga União Soviética. Foi expulso de sua terra natal em 1974, e recebeu o Nobel de Literatura de 1970.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Desenrasque à Portuguesa!...

2.8.11

FRASE DO DIA

"Entre aumentos de impostos e cortes nos programas sociais, os dois lados (DEmocratas e Republicanos nos USA) saíram a perder."

Título de PÚBLICO - 2/8/2011

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Lá, como cá, o terceiro lado - o Povo - é sempre esquecido!...

PENSAMENTO DO DIA



Se a chuva continua e o mês de Agosto não muda, o nosso rating turístico vai baixar seguramente.

RECORDAR É VIVER

Zeca Afonso. Amor de Estudante.

CRÓNICA DA SEMANA - I

RECORDAÇÕES

Dizem que quando se vai para velho, recordamos com alguma nitidez as coisas antigas. Pelo menos, mais nitidamente do que recordamos outras bem mais recentes. E eu acho que é verdade. Neste último fim de semana, desfrutei da companhia de três camaradas da guerra colonial e da viúva de um quarto. Curiosamente, o encontro decorreu na casa do camarada já falecido. Com eles convivi, com eles recordei alguns episódios desse tempo já longínquo e com eles levei a cabo algumas das brincadeiras que a juventude então nos inspirava.

A certa altura, dei por mim a reparar um facto. Aquele grupo de que eu fazia parte vinha de muitos lados. Um era de Setúbal. Outro era de Peniche. Outro, das Caldas da Raínha. Outro de Esmoriz e eu de Matosinhos. Era como se Portugal estivesse unido naquele pequeno grupo. E muito unido. Admirável o que a guerra tinha feito. Juntara cinco rapazes até então desconhecidos uns dos outros, cada qual do seu canto de Portugal, e fizera deles amigos, mais do que isso, irmãos para toda a vida. Irmãos que, quase meio século depois, ainda são capazes de sentir em comum as alegrias e as tristezas que então viveram. E meditei sobre isso.

Cada um de nós seguiu a sua vida, naturalmente. Crescemos como gente, houve casamentos, houve filhos, houve vidas profissionais. Mas, ou pelas particulares condições em que a nossa amizade nasceu ou porque, realmente, esses meus irmãos são gente de eleição, nunca nos esquecemos uns dos outros. Aproveitando qualquer oportunidade que se apresente para estarmos juntos. E, num sentimento que eu sei partilhado por todos, atribuímos a esta relação um valor que nenhum dinheiro no mundo seria capaz de pagar. Não trocaria o estar com eles por nenhum valor do Mundo.

É por isso que a verdadeira riqueza da Vida não são os bens materiais. A grande riqueza desta vida são as pessoas com quem nos é dado o privilégio de conviver, a oportunidade de construir uma parte da vida de cada um em conjunto e solidariamente. Foi um belo fim de semana, este.

Magalhães Pinto, em RÁDIO CLUBE DE MATOSINHOS, em 2/8/2011

EDUARDO GAGEIRO - IV


(vide I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1929. nasceu o cantor e intervencionista políco português Zeca Afonso.

Zeca Afonso vai para Coimbra em 1940 e começa a cantar por volta do quinto ano, no Liceu D. João III. Os tradicionalistas reconheciam-no como um bicho que cantava bem. Inicia-se em serenatas e canta em festas populares, interpretando o fado de Coimbra, lírico e tradicional. Em 1948 completa o Curso Geral dos Liceus, após dois chumbos. Conhece Maria Amália de Oliveira, uma costureira de origem humilde, com quem vem a casar em segredo, por oposição da família.

Tem grandes dificuldades económicas para sustentar a família, como refere em carta enviada aos pais em Moçambique. A algumas cadeiras de terminar o curso, é lhe permitido leccionar no Ensino Técnico. Em 1956 vai leccionar para Aljustrel e divorcia-se de Maria Amália. Em 1958 envia os filhos para Moçambique, onde ficam ao cuidado dos avós.

Em 1963 terminaria a licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas, com uma tese sobre Jean-Paul Sartre, intitulada Implicações substancialistas na filosofia sartriana.

No mesmo ano são editados os primeiros temas de carácter vincadamente político, Os Vampiros e Menino do Bairro Negro — o primeiro contra a opressão do capitalismo, o segundo, inspirado na miséria do Bairro do Barredo, no Porto — integravam o disco Baladas de Coimbra, que viria a ser proibido pela Censura.[2] Os Vampiros, juntamente com Trova do Vento que Passa (um poema de Manuel Alegre, musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira) viriam a tornar-se símbolos de resistência anti-salazarista da época.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Disseram-me que foi esta a baliza que o Porto comprou em Dublin, na qual meteu o golo que derrotou o Braga na final. Custa a crer que seja verdade...

1.8.11

POEMA DO MÊS


BALADA

Espera aí!...
Não vás embora...
Deixa contar-te
Um conto
Que ainda ninguém contou...
Espera aí!...
Vê como chora
A minha arte!...
Ah!... Tonto
Perdido, é o que sou!...
Espera aí!...
No meu regaço!...
Faz da mudez
Uma relicário
Para acolher
Este balada!...
Espera aí!...
Mata o cansaço!...
E vê se vês
Este calvário
De te ter sempre
Por bem-amada!
Espera aí!...
Não tenhas pressa!...
A noite inteira
É nossa ainda!...
E o luar brilha
Nos seios teus!...
Espera aí,
Oh minha deusa!...
À minha beira,
Assim tão linda...
É meu desejo,
Levar-te aos céus!...

Era uma vez...

Magalhães Pinto

FRASE DO DIA

"Se eu não tiver maioria para governar, abandono a política."

Alberto João Jardim - Comunicação Social - 1/8/2011

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É a 117.582.329.465.318ª mentira do homem...

PENSAMENTO DO DIA

Miguel Cadilhe afirmou, quando foi designado presidente do BPN, ter uma solução para o banco, com algum apoio do Estado. O Governo de José Sócrates recusou o plano. Agora, depois de terem gasto CINCO MIL MILHÕES DE EUROS NOSSOS, entregaram o banco aos angolanos por 40 milhões de euros. Nem duas vidas chegam a José Sócrates e a Teixeira dos Santos para nos pagarem os prejuízos causados.

RECORDAR É VIVER

The Shadows. Johnny Guitar.

EDUARDO GAGEIRO - III


(vidé I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1907. faleceu o político português Ernesto Rudolfo Hintze Ribeiro.

Distinto parlamentar e par do Reino, Procurador-Geral da Coroa, ministro das obras públicas, das finanças e dos negócios estrangeiros e líder incontestado do Partido Regenerador, por três vezes assumiu o cargo de Presidente do Conselho (equivalente hoje ao lugar de Primeiro-Ministro). Foi um dos políticos dominantes da fase final da Monarquia Constitucional, ocupando a presidência do ministério mais tempo que qualquer outro naquele período. A ele se devem importantes reformas, algumas das quais ainda perduram, tais como as autonomias insulares (1895), o regime das farmácias e a criação do regime florestal (1901). O Decreto de 24 de Dezembro de 1901, que regula o regime florestal, ainda está em vigor. Feito Conselheiro de Estado efectivo em 1891, recebeu múltiplas condecorações, entre as quais a grã-cruz da Torre e Espada. Foi sócio efectivo da Academia Real das Ciências.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Homem a sério!...