29.11.09

O CÍRCULO DA HISTÓRIA

A História não é senão a repetição cíclica dos mesmos fenómenos, apenas gradativamente diferentes no tempo.

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“O irregular e promíscuo funcionamento dos poderes públicos é a causa primeira de todas as outras desordens que assolam o país.

Independentemente do valor dos homens e das suas intenções, os partidos, as facções e os grupos políticos supõem ser, por direito, os representantes da democracia. Exercendo de facto a soberania nacional, simultaneamente conspiram e criam entre si estranhas alianças de que apenas os beneficiários são os seus militantes mais activos.

A Presidência da Republica não tem força nem estabilidade.

O Parlamento oferece constantemente o espectáculo do desacordo, do tumulto, da incapacidade legislativa ou do obstrucionismo, escandalizando o país com o seu procedimento e, a inferior qualidade do seu trabalho.

Aos Ministérios falta coesão, autoridade e uma linha de rumo, não podendo assim governar, mesmo que alguns mais bem intencionados o pretendam fazer.

A Administração pública, incluindo as autarquias, em vez de representar a unidade, a acção progressiva do estado e a vontade popular, é um símbolo vivo da falta de colaboração geral, da irregularidade, da desorganização e do despesismo que gera, até nos melhores espíritos o cepticismo, a indiferença e o pessimismo.

Directamente ligada a esta desordem instalada, a desordem financeira e económica agrava a desordem Política, num ciclo vicioso de males nacionais. Ambas as situações somadas conduziram fatalmente à corrupção generalizada que se instalou…”

António Oliveira Salazar, in COMO SE LEVANTA UM ESTADO, 1936

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Onde é que eu já vi isto tudo?...

5 comentários:

  1. Devagar, devagarinho, em surdina e em aflição: assim se alicerçam os mais perigosos regimes.
    E mais absurdo que os regimes é a estupidez de quem chama pelo seu regresso.
    O assunto em epígrafe faz lembrar os horóscopos que se adequam a quaisquer contextos tontos, convenientes aos mais exclamados.
    O único círculo que vislumbro aqui é o da ininteligência. Uma e outra vez. Umas a seguir as outras.

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  2. Obrigado pela visita e comentário, José Castro.

    Só é pena que a sua paupérrima capacidade de compreensão não o deixe perceber que isto é um alerta e não uma apologia.

    Mas, enfim. Pode mandar sempre, desde que feito com a linguagem limpa que parece imbuir este comentário. Ser néscio é defeito de nascença, não é pecado nem maldade.

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  3. Consoar ignorância à nascença é uma tendência pouco democrática, mesmo fascista e, no fim das ideias, predominantemente ignorante.

    Não é pena nenhuma que os seus comentários sejam desprovidos de previsão e análise profunda. São esclarecedores da sua autoria.

    O senhor peca mesmo pelo que escreve...Ou mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo...

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  4. O último reduto dos ignorantes: o insulto fácil.

    No entanto, os insultos fáceis têm uma característica iniludível: só atingem o destinatário se este deixa; de outro modo, resvalam e têm efeito boomerang, regressando à origem.

    Ao longo deste diálogo, aceite apenas para deixar evidente a sua má formação, ficou evidente onde se localizaa nescitude e a ignorância.

    Passse bem, meu Caro Senhor. E já agora, ainda que sem esperança de que veja o ridículo em que esta a cair, peço-lhe que abandone este lugar de gente civilizada, sem rancores e sem espaço para a estupidez insultuosa.

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