12.3.11

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1572, foi publicada, pela primeira vez, a obra-prima da literatura mundial OS LUSÍADAS, do poeta português Luiz Vaz de Camões.

Um excerto dessa obra (Ilha dos Amores):

Nesta frescura tal desembarcaram
Já das naus os segundos argonautas,
Onde pela floresta se deixavam
Andar as belas deusas, como incautas
Algüas doces cítaras tocavam,
Algüas harpas e sonoras flautas;
Outras, cos arcos de ouro, se fingiam
Seguir os animais que não seguiam.

(...)

Duma os cabelos de ouro o vento leva
Correndo, e de outra as faldas delicadas.
Acende-se o desejo, que se cava
Nas alvas carnes, súbito mostradas.


1 comentário:

  1. Os lusíadas é um poema épico, dividido em dez
    cantos, que tem por temas a viagem de Vasco da Gama em
    busca do caminho marítimo para a índia e a história
    portuguesa, desde a luta contra os mouros invasores até a
    consolidação do Estado luso e as grandes navegações. O
    assunto é a viagem de um herói, símbolo de um povo
    glorioso, á mercê dos deuses do Olímpio, que estão
    divididos sobre apoíá-lo ou não em sua destemida jornada.
    Nas primeiras estrofes conta-se a intenção do poema que é
    celebrar os feitos lusitanos, navegações e conquistas; a
    invocação às ninfas do Tejo (Tágides) para que deem
    inspiração e uma dedicatória ao rei D. Sebastião. A partir
    da estrofe dezenove começa a narração da história
    propriamente dita onde acontece o concílio dos deuses sobre
    a ousada decisão dos portugueses: devem favorecê-los ou
    impedi-los? Júpiter é favorável; Baco, ferreamente
    contrário; também são a favor Marte e Vênus, esta nos
    Portugueses vendo a raça latina descendente de seu filho
    Enéias. Baco, derrotado na assembléia divina, põe em ação a
    sua hostilidade contra os lusos, procurando impedir que
    cheguem à sua Índia, e para isto se valendo da gente
    africana, que lhes arma ciladas. Chegando a Mombaça, onde
    continuam as hostilidades de Baco na traição dos Mouros: os
    navegadores seriam sacrificados se acedessem ao pérfido
    convite do rei para desembarcarem. Vênus, porém, de novo os
    salva, intercedendo junto a Júpiter. E Júpiter profetiza os
    gloriosos feitos lusíadas no Oriente, e envia Mercúrio a
    Melinde, a fim de predispor os naturais desta cidade a bem
    acolherem os Portugueses, o que se cumpre. O rei de Melinde
    pede ao Gama lhe narre a história de Portugal. Ele conta e
    encanta o povo de Melinde, onde fazem uma festas aos Lusos
    e partida da frota para Calecute. Baco se junta a Netuno,
    no fundo dos mares e arma armadilhas para os lusos.
    Enquanto que Fernão Veloso narra o episódio dos Doze de
    Inglaterra para distrair a monotonia de bordo. Começa uma
    tempestade provocada pelo insidioso Baco, com nova
    intervenção de Vênus, que amaina o furor dos ventos.
    Chegada a Calecute , ação de graças do Gama e elogio da
    verdadeira glória. Chegando à Índia. elogio de Portugal
    pelo Poeta. Encontro com o mouro Monçaide, que descreve a
    Índia . Portugueses são recebidos pelo regente dos reinos,
    Catual e o Samorim. Trocam de gentilezas e informações.
    Paulo da Gama, irmão de Vasco, narra ao Catual a história
    dos heróis portugueses (Luso, Ulisses, Viriato, Sertório,
    D. Henrique, Afonso Henriques, Egas Moniz, etc.). Baco
    insiste na perseguição, instigando em sonhos os chefes dos
    nativos. Hostilidades, retenção do Gama em terra, que só se
    liberta a poder de dinheiro, o poder corruptor do vil
    metal. Retenção de Álvaro e Diogo, portadores da fazenda,
    mero pretexto para deterem-se os descobridores europeus.
    Por fim, libertados, recolhem às naus que preparam a volta
    à pátria. Vênus resolve premiar os heróis com prazeres
    divinos: a Ilha dos Amores e seu simbolismo. Na Ilha dos
    Amores canta uma ninfa as profecias de Proteu. Nova
    invocação do Poeta a Calíope, que permita condigna
    conclusão do poema. Relembrança das profecias da Ninfa;
    glórias futuras de Portugal no Oriente. Tétis mostra ao
    Gama a máquina do Mundo, como a viu Ptolomeu céus e terras,
    com destaque para a Ilha de São Tomé. Partida da Ilha dos
    Amores e regresso a Portugal. Quase no final o poeta
    termina com um desalento pelo cantar a gente surda e
    endurecida e a fala final a D. Sebastião e conclusão do
    poema.

    Cida

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