(continuação)Mas a rotina é a maior inimiga da atenção. Especialmente para aqueles mais habituados aos perigos. A companhia estacionada em Bissorã estava sobejamente habituada aos contactos com o inimigo. As mais das vezes, apenas flagelações à distância. Encaravam-nas já como condimento para as longas e aborrecidas movimentações sem nada de registo. E isso viria a mostrar-se fatal para alguns.
As patrulhas duravam já há cerca de uma semana. Inicialmente, os Unimogs em que os grupos de combate se faziam transportar eram precedidos pelos picadores apeados, em busca de minas. Retardando, naturalmente, a marcha. A estrada estava todos os dias impecavelmente limpa. Isso fez com que o grupo de combate saído de Bissorã aliviasse a precaução, tendo em vista reduzir o tempo da operação. No primeiro dia em que assim agiram, nada sucedeu. Mas no segundo, e quando estavam já muito perto do outro grupo de combate, saído de Mansoa, de tal modo que estes tinham ouvido o estampido do rebentamento, a viatura da frente, das duas em operação, tinha pisado uma mina anti-carro.
(continua)
Magalhães Pinto
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