(continuação)Naquele dia, Mário foi surpreendido pelo choro do “Quico” na caserna, rosto afogado no travesseiro de fronha encardida. Não tinha o quico na cabeça, contra o costume. Nunca o largava e, daí, a alcunha. Chegava a dormir com ele. Volta e meia, sempre havia um a fraquejar e a entregar-se nos braços do desespero. Que um homem não é uma auto-metralhadora, que nem mesmo as minas conseguem fazer estremecer. Mas raramente tal sucedia à quarta-feira. Mesmo aqueles a quem não tocara a sorte de uma, uma só, missiva se aguentavam entre a esperança da semana seguinte e a boa disposição dos afortunados. Ainda mais surpreendente a atitude. Mesmo tratando-se do “Quico”, o atirador tido por mais medroso de Mansoa até Farim.
(continua)
Magalhães Pinto
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