(continuação)A um sinal do chefe, alguns passaram revista às moranças. E foram acumulando víveres no largo. Arroz, mancarra, galinhas e porcos, tudo lhes servia. Os outros, os guardas dos atemorizados residentes na tabanca, divertiam-se, entretanto, apalpando os seios às bajudas. E um deles levara, inclusivamente, uma delas para lá da escuridão e regressara sozinho, ainda a apertar uma imitação de calças. Quando a recolha de víveres fora dada por terminada. O aparente chefe voltou a falar, desta vez dirigindo-se particularmente à Regina. E proibindo-a de ir avisar a tropa, como era da lei dos brancos, da passagem deles por ali. E, para terem a certeza do silêncio da mulher e dos dela, levariam com eles o filho mais velho da “mulher-grande”, a quem matariam se alguém fosse contar à tropa da sua passagem.
(continua)
Magalhães Pinto
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