O Presidente do Governo Regional dos Açores desferiu um ataque violento contra o Senhor Presidente da República....
É difícil aceitar que este comportamento do líder açoriano não esteja combinado com o líder do seu Partido, o qual ocupa também o cargo de Primeiro-Ministro. E, num momento em que todos os órgãos de comunicação social falam da crescente tensão entre a Presidência da República e o Governo, o papel assumido pelo açoriano vem mesmo a calhar. Tenta o desgaste do Presidente da República, numa querela com um líder menor, e protege José Sócrates de um desgaste que lhe seria desfavorável.
Tudo isto, a ser assim como penso, é política. Mas, num momento em que todas as energias nacionais, particularmente a energia dos órgãos de soberania que conduzem o país, deveria ser mobilizada para dar resposta aos inúmeros problemas que nos assolam, seria, a ser, um comportamento hediondo, feito apenas em nome da conservação do Poder, com total desprezo pelos interesses do País e, por isso, dos cidadãos. Seria um comportamento a merecer a mais vigorosa repulsa dos Portugueses. No momento grave que o País atravessa, temos todas as razões para exigir que os mandantes se comportem com dignidade, colocando os interesses mais importantes dos cidadãos acima de todas as divergências e de todas as ambições pessoais ou de grupo que possam existir. E se, de facto, temos em Carlos César, Presidente do Governo Regional dos Açores, o ponta de lança de uma feia estratégia destinada a servir apenas o interesse de José Sócrates em ganhar as eleições legislativas e conservar assim o Poder, devemos castigá-lo com violência. Com as aflições que vivemos presentemente, não podemos tolerar que alguém aja subordinado ao seu interesse pessoal.
Excertos da crónica O PONTA DE LANÇA - Magalhães Pinto - MATOSINHOS HOJE - 12/1/2009
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