
"O rendimento médio (real) das famílias portuguesas vai aumentar em 2009."
Vítor Constâncio, Governador do Banco de Portugal, membro do Partido Socialista - PÚBLICO - 8/1/2009
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A ânsia de proteger o Governo do seu Partido condu-lo a afirmações deste género que são, ex-ante, autênticas calinadas teóricas. Senão vejamos:
- Está prevista uma inflação de 1% para 2009;
- Embora sendo menor do que nos anos anteriores, a inflação de 1% começa por reduzir o rendimento médio real;
- No entanto, o aumento salarial pode compensar e até exceder essa perda;
- É verdade que os funcionários públicos serão aumentados mais do que a inflação em 2009;
- A afirmação do Governador do Banco de Portugal é, assim, verdadeira para os funcionários públicos;
- Os pensionistas também conhecerão aumentos superiores à inflação; mas também eles são uma fracção pequena de todos que têm rendimentos;
- Mas os funcionários públicos e os pensionistas são só 20 a 25% dos trabalhadores portugueses;
- Para que a afirmação do Governador seja verdadeira para a totalidade das famíloias portuguesas, falta saber o que acontece com os restantes 75/80%%;
- Destes, muitos vão perder o seu emprego (ele próprio disse que o desemprego vai aumentar significativamente);
- Os que vão perder o emprego vão passar a viver com o respectivo subsídio, que é muito inferior ao salário que tinham quando empregados;
- Portanto, esses vão ver o seu rendimento real substancialmente reduzido;
- Os restantes, que conservarão o seu emprego, podem ou não ver o seu rendimento nominal aumentado;
- Dado o argumento da crise, o mais provável é que muita gente, mesmo muita, não conheça qualquer aumento do seu salário em 2009;
- Sendo assim, também esses verão o seu rendimento real reduzido (e não aumentado) em 2009, por força da inflação de 1%;
- Isto é, 75 a 80%% dos trabalhadores portugueses têm forte probabilidade de ver o seu rendimento real reduzido;
- O resultado geral é, muito provavelmente, de quebra do rendimento real médio das famílias portuguesas em 2009.
CONCLUSÃO: O Governador do Banco de Portugal Vítor Constâncio, socialista, é um contador de histórias, que não merece um átomo da nossa confiança. Está lá apenas para proteger o Governo do seu Partido.
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