(continuação)Uma nova preocupação surgira para El-Rei. Eram distribuídos pela plebe uns pasquins que não perdiam uma oportunidade de deixar em maus lençóis El-Rei e o seu Governo. Havia que tomar decisões drásticas, de cuja imperiosidade El-Rei não deixou ficar dúvidas nos seus assessores, consultores, secretárias e motoristas, reunidos de propósito para o assunto:
- Tão a ver! Se não cortamos as goelas a esses maldizentes, ainda vamos ter a desordem nas ruas. É prteciso agir imediatamente. Há uma série de medidas que podemos tomar. A saber:
1ª.- Vamos pedir ajuda ao especialista de comunicação espanhol que dirige "O País", grande amigo do nosso correçligionário Don Filipe, pedindo-lhe para adquirir os meios de comunicação que temos cá no país;
2ª.- Vamos criar um observatório das notícias que aparecem a público e pressionar os seus autores para que as não publiquem;
3ª.- De futuro, os arautos só poderão fazer as perguntas que nós indicarmos;
4ª.- Mas não instalaremos a Censura, que isso é próprio de fascistas.
Mais uma vez se ouviu, no Conselho, um bruááá de admiração pela inteligência de El-Rei. E foi nomeado o assessor Augusto das Silvas para executar as medidas. Algo que lhe ia a preceito, já que, filho de lavradores, adorava malhar o milho, o trigo, o centeio e os inimigos.
(continua)
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