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8.12.09

JEAN LOUI GRIG - XXIX

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1894, nasceu, em Vila Miçosa, Florbela Espanca, poetisa portuguesa. Viria a suicidar-se em Matosinhos, em 8 de Dezembro de 1830, no dia em que completava 36 anos.

É dela este soneto:

Tarde de mais...

Quando chegaste enfim, para te ver
Abriu-se a noite em mágico luar;
E para o som de teus passos conhecer
Pôs-se o silêncio, em volta, a escutar...

Chegaste, enfim! Milagre de endoidar!
Viu-se nessa hora o que não pode ser:
Em plena noite, a noite iluminar
E as pedras do caminho florescer!

Beijando a areia de oiro dos desertos
Procurara-te em vão! Braços abertos,
Pés nus, olhos a rir, a boca em flor!

E há cem anos que eu era nova e linda!...
E a minha boca morta grita ainda:
Porque chegaste tarde, ó meu Amor?!...


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Provável engarrafamento de trânsito...

NATAL

... na Irlanda...

7.12.09

FRASE DO DIA

"Comprar e vender direitos para poluir o ambiente tornou-se banal."

Título de PÚBLICO - 7/12/2009

***

Tanto o ambiente físico como o ambiente moral. No primeiro caso, os intervenientes nos negócios são países, regiões, empresas. No segundo caso, os intervenientes são essencialmente os políticos...

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...

Vara de volta ao BCP e não à administração

Armando Vara quer regressar ao Millennium BCP, mas não à administração do banco, segundo adiantou ontem a RTP. Depois de interrogado pelo juiz de instrução do caso "Face Oculta" e com suspensão da investigação do Banco de Portugal, o banqueiro considerará que estão reunidas as condições para o seu regresso ao banco.

Contactado pelo DN, o BCP disse não querer fazer comentários sobre o eventual regresso de Armando Vara. Que, recorde-se, após ter sido constituído arguido no processo "Face Oculta" e de o seu interrogatório ter sido marcado, suspendeu funções como administrador.

Ao mesmo tempo que corria o processo judicial, o Banco de Portugal também abriu uma averiguação para tentar apurar se os crimes imputados a Armando Vara tinham a ver com a sua actividade como banqueiro. Porém, esta investigação, tal como foi anunciado, foi suspensa, uma vez que o Ministério Público não forneceu ao regulador elementos, alegando segredo de justiça.

No processo "Face Oculta", Armando Vara começou por estar indiciado por dois crimes de tráfico de influências. Mas, após o interrogatório e as respostas que deu ao juiz, ficou só indiciado por um. Este terá a ver com contactos que fez para arranjar negócios para o empresário Manuel Godinho ( preso preventivamente). O Ministério Público queria uma caução de 150 mil euros, mas o juiz de instrução, António Costa Gomes, fixou-a em 25 mil. Vara está ainda proibido de contactar com quatro arguidos do processo.

JEAN LOUIS GRIG - XXVIII

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1917, nasceu Mário Soares, ex-Primeiro-Ministro e ex-Presidente da República Portuguesa.

FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Gravata sexy...

6.12.09

NATAL

Uma versão ternurenta do presépio...

FRASE DO DIA

"Sócrates foi a Viseu mas deixou municípios sem respostas."

Título de PÚBLICO - 6/12/2009

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Vá lá, vá lá! Tiveram os municípios muita sorte! Porque a nós todos ele costuma deixar sem fala!...

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...

Advogado denuncia ilegalidades na GNR de Chaves à justiça

João Peres fez chegar uma queixa ao comando da GNR e ao Ministério Público que relata irregularidades no posto da Guarda, na área do trânsito, e que envolvem militares que recebem subsídio de patrulha indevidamente

O Comando da GNR de Vila Real está a investigar uma denúncia de um conhecido advogado que relata irregularidades no posto de trânsito de Chaves e acusa um cabo de receber, indevidamente desde 2001, um subsídio de patrulha.

João Peres, advogado com escritório na cidade do Porto, fez chegar ao Ministério Público e ao Comando da GNR uma carta denunciando o que diz ser um punhado de irregularidades. O causídico diz que teve conhecimento delas no exercício da sua profissão e afirma que os factos relatados são do "conhecimento das chefias intermédias".

Começa por denunciar que "o cabo Azevedo, desde 2001 e até hoje, com excepção do um período entre Fevereiro e Julho de 2007, não faz patrulhas, mas recebe subsídio de patrulha. O mesmo, embora conste da escala como efectuando rondas, não as faz, recebendo, no entanto, subsídio de escala".

No total são oito os factos apontados na denúncia, João Peres refere que na secretaria do posto "dificulta-se ou recusa-se o recibo dos requerimentos apresentados, mesmo quando o interessado apresenta cópia do requerimento para esse fim". Noutra situação, acusa o advogado, "em Setembro deste ano, no dia 15, um elemento da GNR pretendeu fazer entrega de um requerimento, apresentando a cópia de recibo, tendo-lhe sido recusado o recibo de recepção do documento entregue". Quando o elemento "naturalmente o reclamou, foi dito que tinha de ser previamente apresentado ao comandante, tendo-lhe a cópia si- do restituída no dia seguinte, 16 de Setembro, mas carimbada com data desse dia 16 de Setembro, facto objectiva e subjectivamente falso, o que muito provavelmente consubstanciará, por isso, um crime".

Segundo João Peres, em 6 de Março de 2009, deu entrada na secretaria uma queixa de um militar contra outro, "queixa que viria a desaparecer, mas tendo a matéria da mesma chegado ao conhecimento do comandante do Destacamento".

O advogado afirma que o livro de registo de entrada e saída de correspondência encontra-se rasurado, nomeadamente nos meses de Dezembro de 2008 e Março de 2009, "para esconder ilegalidades cometidas", não tendo dúvidas em afirmar que "o senhor comandante do Destacamento conhece a maior parte dos factos denunciados".

In DIÁRIO DE NOTÍCIAS - 6/12/2009

JEAN LOUIS GRIG - XXVII

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1185, faleceu D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.

Em virtude das suas múltiplas conquistas, que ao longo de mais de quarenta anos mais que duplicaram o território que o seu pai lhe havia legado, foi cognominado O Conquistador; também é conhecido como O Fundador e O Grande. Os muçulmanos, em sinal de respeito, chamaram-lhe Ibn-Arrik («filho de Henrique», tradução literal do patronímico Henriques) ou El-Bortukali («o Português»).


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Apropriado abastecedor de papel higiénico...

5.12.09

NATAL

Noite Feliz, com imagens y sons do Universo...

FRASE DO DIA

"Sócrates também trocou de telemóvel no mesmo dia em que Armando Vara e outros arguidos do processo 'Face Oculta' mudaram de aparelho."

SOL - 5/12/2009

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Que mania de perseguição! Dez milhões de portugueses fazem isso todos os anos! Que mal tem isso?...

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...

Quatro adeptos portistas detidos
INCIDENTES NO FINAL DA PARTIDA EM GUIMARÃES


Mal o FC Porto marcou o terceiro golo, os adeptos portistas começaram a cantar "campeões, campeões". A loucura estava instalada na bancada e pior ficou pouco depois do apito final, quando os jogadores de Jesualdo Ferreira se dirigiram ao topo para oferecer camisolas.

Alguns portistas saltaram para dentro do relvado:era imperioso conseguir uma lembrança. Helton e membros do staff azul e branco tentaram impedir a invasão, não vá a Liga aplicar um castigo. Quatro adeptos foram detidos, um deles escapou por pouco ao arremesso de um telemóvel por parte dos aficionados da casa e, já no exterior do recinto de jogo, houve "chuva" de pedras entre vimaranenses e tetracampeões nacionais.

In RECORD - 5/12/2009

JEAN LOUIS GRIG - XXVI

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1791, faleceu o compositor Wolfgang Amadeus Mozart.

foi um compositor prolífico e influente do período clássico, autor de mais de 600 obras - muitas tidas como referências da música sinfônica, concertante, operática, coral, pianística e de câmara - e um dos compositores de música clássica mais populares de todos os tempos.


Sinfonia nº40 de Mozart

MOZART: no aniversário da sua morte, uma composição de alegria...

FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Contra-gatunos, primeira geração...

4.12.09

FRASE DO DIA

"Suicídio do PSD não é para ser levado à letra."

Prof. Marcelo Rebelo de Sousa - PÚBLICO - 4/12/2009

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Faz bem o Professor dizer isto! É que estão lá tantos de arma na mão que ainda alguém dá o tiro...

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...

José António Saraiva, Director do ‘Sol’ não revelou nomes

José António Saraiva, director do ‘Sol’, esteve ontem reunido durante cinco horas com a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Saraiva evitou os jornalistas, mas o CM sabe que durante a audição, apenas referente ao caso ‘Sol’, não revelou o nome da “pessoa próxima do primeiro-ministro” que o terá pressionado para não publicar uma notícia sobre o caso Freeport. Azeredo Lopes, presidente da ERC, e os conselheiros Estrela Serrano e Elísio Cabral ouviram o director do ‘Sol’ naquela que foi designada como ”uma primeira audição” deste processo.

Entretanto, existe outro processo relativo à denuncia de José António Saraiva de que havia discriminação por parte do Governo e organismos públicos na distribuição de publicidade institucional nos jornais nacionais, privilegiando aqueles que não lhe eram críticos.

In CORREIO DA MANHÃ - 4/12/2009

JEAN LOUIS GRIG - XXV

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1980, faleceu, num acidente de aviação próximo de Lisboa e conjuntamente com Adelino Amaro da Costa e outras personalidades, o Primeiro-Ministro português Francisco de Sá Carneiro.

Em Maio de 1974, após a Revolução dos Cravos, Sá Carneiro fundou o Partido Popular Democrático (PPD), entretanto redesignado Partido Social Democrata (PSD), juntamente com Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota. Torna-se o primeiro Secretário-Geral do novo partido.

Nomeado Ministro (Sem Pasta) em diversos governos provisórios, seria eleito deputado à Assembleia Constituinte em 1975 e, em 1976, eleito deputado (na I Legislatura) à Assembleia da República.

Em Novembro de 1977, demitiu-se da chefia do partido, mas seria reeleito no ano seguinte para desempenhar a mesma função.

Em finais de 1979, criou a Aliança Democrática, uma coligação entre o seu PPD/PSD, o Centro Democrático Social-Partido Popular de Diogo Freitas do Amaral, o Partido Popular Monárquico de Gonçalo Ribeiro-Telles, e alguns independentes. A coligação vence as eleições legislativas desse ano com maioria absoluta. Dispondo de uma ampla maioria a apoiá-lo (a maior coligação governamental até então desde o 25 de Abril), foi chamado pelo Presidente da República Ramalho Eanes para liderar o novo executivo, tendo sido nomeado Primeiro-Ministro a 3 de Janeiro de 1980, sucedendo assim a Maria de Lurdes Pintasilgo.

Francisco Sá Carneiro faleceu na noite de 4 de Dezembro de 1980, em circunstâncias trágicas e nunca completamente esclarecidas, quando o avião no qual seguia se despenhou em Camarate, pouco depois da descolagem do aeroporto de Lisboa, quando se dirigia ao Porto para participar num comício de apoio ao candidato presidencial da coligação, o General António Soares Carneiro. Juntamente com ele faleceu o Ministro da Defesa, o democrata-cristão Adelino Amaro da Costa, bem como a sua companheira Snu Abecassis, para além de assessores, piloto e co-piloto.

Nesse mesmo dia, Sá Carneiro gravara uma mensagem de tempo de antena onde exortava ao voto no candidato apoiado pela AD, ameaçando mesmo demitir-se caso Soares Carneiro perdesse as eleições (o que viria de facto a suceder três dias mais tarde, sendo assim o General Eanes reeleito para o seu segundo mandato presidencial). Dada a sua trágica morte, pode-se muito bem especular sobre se teria ou não demitido em função dos acontecimentos subsequentes…

Vinte e nove anos depois dos acontecimentos, contudo, continuam a existir duas teses relativas à sua morte: a de acidente (eventualmente motivado por negligência na manutenção do avião), ou a de atentado (neste último caso, desconhecendo-se quem o perpetrara e contra quem teria sido ao certo - Sá Carneiro ou Amaro da Costa).


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Pick-up Volvo artesanal...

3.12.09

FRASE DO DIA

"O ex-ministro do PS Armando Vara foi ontem indiciado de um crime de tráfico de influências e obrigado a pagar uma caução de 25 mil euros."

Sara Oliveira - PÚBLICO - 3/12/2009

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Coitado! Lá vai ter que vender os robalos...

CRÓNICA DA SEMANA - II

O BURACO

Uma instituição nacional, o buraco. Existe desde os tempos mais remotos. Pelo menos, desde que os árabes viram que os Romanos estavam com problemas lá para os lados da Serra da Estrela e vieram correr com eles. De início, os buracos nem eram notados por aí além. Até que, pelo século XVI, um jovem endiabrado, de nome Sebastião, abriu um buraco tal de que, até hoje, ainda não conseguimos livrar-nos. Um autêntico buracão. Um poço. Algo que está de tal modo enraizado em nós que até usamos dizer que estamos no fundo do poço. Fizemos uns remendos aqui e além, é verdade. Mas o buraco, o grande buraco, esse nunca mais deixou de existir. E, o que é pior, temos passado o tempo todo, desde então, a fazer ainda mais buracos no buraco. Acrescentando o buraco original. São os buracos de segunda, de terceira, de quarta, e por aí fora, geração. Não há geração que não tenha o seu buraco. E o pior do buraco é que não há meios buracos nem quartos de buraco. Não há buraquinhos nem furinhos. Tudo é buraco. Um buraco é um buraco e pronto. Qualquer outro buraco que se abra no buraco só acrescenta o tamanho do buraco, nada mais. A fossa das Marianas que se cuide. Qualquer dia deixa o Guiness, substituída pelo nosso buraco.

Pela minha parte, limito-me a olhar e a meditar sobre os buracos abertos pelas demais gerações que me antecederam. Mas o buraco, o grande buraco, que a minha geração tem acrescentado ao buraco original, esse não, desse sou parte dele. Ademais, talvez porque o buraco já vai muito fundo, encontramos água. Já não é só o buraco. É que o buraco está a meter água por todos os lados. É água no orçamento, é água nos tribunais, é água na polícia, é água na balança, é água no emprego, é água nos ideais, é água nos comportamentos cívicos, é água por todo o lado. Por isso, é que eu louvo um senhor chamado Paulo Portas pela decisão que tomou de comprarmos submarinos. Com tanta água, só submarinos nos podem salvar. E o buraco é tão grande que comporta, perfeitamente, meia dúzia de submarinos nele a navegar. Devem mesmo ter alguma dificuldade para se localizarem uns aos outros no meio do buraco.

Foi no meio desta buracada toda que algo veio perturbar a minha razão. Uma senhora minha conhecida, que é telefonista numa empresa pública e que tem a mania de escutar os telefonemas de toda a gente lá na empresa, procurou-me, perturbada, a dar conta de um telefonema da administração que tinha escutado. Disse ela que foi mais ou menos assim:


- Tou…

- Tá, Zé? Ainda bem que te encontro…

- Eh pá! Já não te ouvia há muito tempo… A família está bem?..

- Ó pá, deixa lá a família que temos coisas mais importantes a conversar. Preciso dos teus serviços. Quero que dês uma palavrinha ao chefe do armazém lá da tua empresa para que ajude um amigo meu…

- Puxa… Não podes pedir-me isso, pá! Um presidente não pede favores ao encarregado do armazém…

- Mas eu não estou a falar para o presidente! Estou a falar para o meu amigo Zé…

- Pois… Mas o Zé e o presidente são duas coisas perfeitamente diferentes. Um não pode saber dos negócios do outro…

- Tás-me a enrolar pá! Mesmo que seja assim, achas que o Zé não pode dar uma palavrinha ao presidente?..

- Desculpa, Mando. Gosto muito de ti, mas não faço concessões desse género. Eu separo perfeitamente as águas. O Zé não sabe o que o presidente faz e vice-versa. Senão, caía aqui numa confusão do caraças…

- Ó pá! Mas é para aquele amigo nosso, o Claudino… Sabes, aquele que, quando precisaste de alugar casa, adiantou o dinheiro para o pagamento dos dois meses adiantados de renda… Tu agora já não precisas, mas na altura fez um jeitão…

- Ah… A esse não podemos dizer que não, não é?.. Qual é o favor que ele quer, pá?

- Bom.. É que ele negoceia em anilhas enferrujadas. E eu sei que tu tens aí na empresa muitas anilhas enferrujadas para vender… E o Claudino queria comprá-las… Mas queria isso num preço jeitoso…

- Ó Mando! Isso não é pedido que se faça!.. Metes-me num sarilho do caraças… Se isto se sabe, quem fica anilhado sou eu…

- Ó Zé… Tu tens muita imaginação… Estou seguro de que encontras uma solução…

- Não é fácil, pá. Mas vamos fazer assim, então. Tu telefonas-me logo à noite, para casa, e fazes-me o mesmo pedido. Assim, protegemos o presidente que sou, que fica a não saber nada do assunto. E, como não sabe nada, amanhã pode dar a ordem para venda das anilhas. E até pode fazer isso dando à ordem um carácter de urgência, para não haver tempo para essa porcaria dos concursos públicos, que só atrasam o nosso desenvolvimento. Entretanto, eu logo digo-te para dizeres ao Claudino que apresente amanhã mesmo uma proposta para comprar as anilhas. Só não o digo agora, porque o presidente não pode fazer isso. Portanto tu só lhe podes dizer amanhã, senão isto fica escondido com o rabo de fora. Isso, combinado com a urgência com que o presidente vai pedir para a venda das anilhas, acho que vai solucionar o problema.

- Eu já sabia que tu encontravas uma solução, Zé. Obrigado, pá…

- Mas, já agora, diz-me uma coisa, pá… Que é que tu ganhas com isso, Mando?..

- Oh!... Nada pá. No máximo, o Claudino é bem capaz de me mandar um cabaz de sardinhas lá para a casa. E tu sabes como as sardinhas da zona dele são boas… Se ele fizer isso, pá, faço uma sardinhada lá em casa e convido-te… Ah!.. Ó Zé, se eu fizer a sardinhada, pá, quem é que eu convido?.. O Zé ou o presidente?..


A conversa que a curiosa telefonista me revelou, a ser verdade, levanta no meu espírito uma questão de muito difícil resolução. E digo “a ser verdade”, porque isto da verdade também é um grande buraco. A gente olha, olha, para a verdade e quanto mais olha, menos vê. Deve estar sempre muito funda, a verdade. No buraco. E a questão que me levantou a revelação é esta: os presidentes acham que nós somos mesmo estúpidos ou acreditam piamente nas suas construções mentais? É uma questão não gratuita. É que, das duas, uma: ou os estúpidos somos nós ou os estúpidos são eles. Não há meio termo. Mas eu tenho uma premonição. Penso que os estúpidos são os accionistas de empresas como as que têm um presidente assim. Por uma razão simples. Pagam-lhes principescamente e não têm um presidente a full-time. Por exemplo, se houver um incêndio na empresa, a meio das noite, e o contínuo telefonar ao presidente, apanhando-o quando este está a fazer amor com a namorada ou com a mulher, corre bem o risco de ouvir uma voz sibilina e ofegante do outro lado do fio, dizendo:

- Não me chateie! Eu não sou o presidente a esta hora! A esta hora sou simplesmente o Zé!


Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 3/12/2009

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...

Sector Empresarial do Estado
Dívida das empresas subiu num ano 3,7 mil milhões de euros


As empresas incluídas no Sector Empresarial do Estado (não financeiras) estão a ser forçadas a aumentar os seus endividamentos.

Desde que a crise financeira se agravou, a partir de Setembro do ano passado, estas sociedades aumentaram a sua dívida remunerada (que inclui os empréstimos bancários, as obrigações e os 'leasings' de capital) em 3,7 mil milhões de euros, sendo de 859 milhões o agravamento do segundo para o final do terceiro trimestre deste ano, de acordo com o relatório sobre o Sector Empresarial do Estado, divulgado pela Direcção Geral do Tesouro e Finanças.

Em um ano, as empresas que tiveram necessidade de aumentar mais o seu endividamento foram as de transportes - Metropolitano de Lisboa, CP e Metro do Porto - e algumas de infra-estruturas, como a Refer e Estradas de Portugal (EP).

JEAN LOUIS GRIG - XXIV

EFEMÉRIDE DO DIA


Neste dia, em 1919, faleceu o grande pintor francês Pierre-Auguste Renoir.

A sua obra de maior impacto é Le Moulin de la Galette (que vemos acima), em que conseguiu elaborar uma atmosfera de vivacidade e alegria à sombra refrescante de algumas árvores, aqui e ali intensamente azuis. Percebendo que traço firme e riqueza de colorido eram coisas incompatíveis, Renoir concentrou-se em combinar o que tinha aprendido sobre cor, durante seu período impressionista, com métodos tradicionais de aplicação de tinta. O resultado foi uma série de obras-primas bem no estilo Ticiano, assim como de Fragonard e Boucher, a quem ele admirava.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Nós homens somos assim: abdicamos dos prazeres para os dar à mulher...

2.12.09

JEAN LOUIS GRIG - XXIII

FRASE DO DIA

"A renegociação dos contratos rodoviários deixa as concessionárias menos expostas ao risco, que passa, assim, para o Estado."

Título de PÚBLICO - 2/12/2009

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E quem são as concessionárias, quem são?... Ah! Grande Jorge!... Como eu gostava que viesses administrar uma empresa minha!...

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...

As queixas de Pinto Monteiro (Procurador-Geral da República)

Financiamento partidário (I)
A lei diz que a responsabilidade individual em casos de irregularidades no financiamento partidário só pode ser atribuída se houver "dolo" (intenção de errar). Ora, o direito contra-ordenacional também admite a negligência.

Financiamento partidário (II)
No relatório assinado por Fernando Pinto Monteiro salienta-se também que o MP só entra muito tarde no processo sancionatório das irregularidades financeiras dos partidos, tornando mais difícil averiguar da verdade dos factos.

Declarações de rendimentos
O Ministério Público queixa-se que não tem meios humanos para comparar todas as declarações de rendimentos entre o momento que são entregues e quando terminam os mandatos. São "dezenas de milhares", diz o MP.

In DIÁRIO DE NOTÍCIAS

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1945, foi inaugurado o aeroporto de Pedras Rubras, no Porto.

FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Nem quero pensar no que aconteceria se o semáforo estivesse vermelho para o avião...

1.12.09

POEMA DO MÊS



NÃO SEJAS ASSIM!....

Não sejas assim!...
Não me faças negaças!...
Não deixes em mim
o sabor de pirraças!...
Não franzas os olhos
nem faças beicinho!...
Nem cenas aos molhos!..
Ri um pedacinho!...
Põe nesse teu rosto,
às vezes zangado,
um luar de Agosto...
um luar prateado!...


Não sejas assim!...
Não me faças meiguices!...
Não me faças, no fim,
Acabar em tolices!...
Não me dês tantos beijos,
com essa ternura!...
Não despertes desejos
à tua procura!...
Vê se és indiferente!...
Intenta ser calma!...
Do modo que és gente,
derretes-me a alma!...

Meu amor, sê assim!...
Nunca igual, minha querida!..
Sempre num frenesim,
à procura da Vida!...
Serena ou nervosa,
sorrindo ou chorando,
mas sempre formosa,
batendo ou beijando!...
Se fores sempre assim,
como quem quer viver,
te juro, por mim:
não te vou esquecer!...

Magalhães Pinto

CRÓNICA DA SEMANA - I

POR BEM FAZER MAL HAVER

A recente derrota do Governo na Assembleia da República, ao não ver aprovado o novo Código Contributivo, levanta uma questão de grande importância, que tem a ver com o nosso futuro. Recordemos que, no caso de ter passado a proposta do Governo, no próximo ano os impostos, sobretudo das empresas mas também dos cidadãos, iriam ser aumentados.


O País está extraordinariamente endividado. A crise e a má gestão do anterior Governo provocaram um défice astronómico das contas do Estado. E quando não se recebe tanto quanto se gasta, o resultado é ficar-se endividado. Para tapar os buracos abertos pela governação recente, o Governo endividou o Estado. Com a agravante de, com o crescimento significativo da dívida, os juros que os Portugueses vão pagar por ela, quer ao nível do Estado, quer ao nível dos particulares, vão ser maiores. Ao nível do Estado, só há duas soluções para colmatar o buraco: ou se vende património ou se cobram mais impostos. Ora, o novo Código Contributivo pretendia exactamente levar a cabo a segunda daquelas soluções. E isto porque o Estado já não tem, no seu património, muito para vender sem comprometer as suas funções económicas e financeiras. Não tendo visto aprovada, para já, a sua proposta – foi adiada para 2011 – ao Estado não fica outro caminho senão o de se endividar cada vez mais.

As consequências disto são extremamente perigosas para o futuro. Porque, mais tarde ou mais cedo, terá que ser com os impostos que pagamos que a situação terá que ser reequilibrada, sob pena de irmos à bancarrota. Portanto, ao grande esforço que nos seria pedido, agora, corresponderá, no futuro, um esforço muito maior. Assim, podemos dizer, a propósito do resultado da votação na referida proposta e para os senhores deputados: por bem fazer, mal haver. E não vai ser daqui por muito tempo.

Magalhães Pinto, em MATOSINHOS HOJE, em 1/12/2009

FRASE DO DIA

"Sistema judicial foi capturado pela luta política."

Marinho Pinto (Bastonário da Ordem dos Advogados) - PÚBLICO - 1/12/2009

***

É sempre assim! Quem não mete golo acaba por sofrê-lo...

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...

Mais de 18 mil euros em arte sacra furtados em 5 dias

Duas igrejas do Concelho de Vouzela, Distrito de Viseu, foram assaltadas entre domingo e hoje, tendo sido roubadas cruzes de prata no valor de 15 mil euros e outros artigos de arte sacra, informou o Comando-Geral da GNR.

De acordo com a mesma fonte, os furtos foram praticados numa igreja em Campia e noutra em Vermilhas, "após arrombamento de porta", não havendo indicação da hora da ocorrência nem informação sobre a autoria do furto ou dos restantes objectos retirados.

Também no Distrito de Viseu mas no Concelho de Tondela, a Capela de São Brás, em Campo de Besteiros, foi assaltada entre quinta e sexta-feira, tendo sido roubadas duas imagens em madeira, com cerca de um metro cada uma, e um órgão.

"Neste caso, quem cometeu o roubo escalou pela parede da Igreja e arrombou uma janela, furtando uma imagem do Sagrado Coração de Jesus e outra de Nossa Senhora de Fátima, cada uma no valor de 1.500 euros, bem como um órgão avaliado em 200 euros", revelou a GNR.

In DESTAK - 1/12/2009

JEAN LOUIS GRIG - XXII

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1640, morreu Miguel de Vasconcelos, o português traidor ao serviço dos reis de Espanha.

Foi Secretário de Estado da duquesa de Mântua, vice-rainha de Portugal, em dependência do rei de Espanha, tornando-se odiado pelo povo, por, sendo português, colaborar com a representante da dominação filipina. Foi a primeira vítima da Revolução de 1640, tendo sido defenestrado da janela do Paço Real de Lisboa para o Terreiro do Paço. Assim como previa a revolução o povo, que aguardava no Terreiro do Paço só saberia que a revolução tinha sido bem sucedida quando Miguel Vasconcelos fosse defenestrado. Entre os seus ancestrais famosos, estão Sancho I de Portugal, Henrique II da Inglaterra, Roberto II da França, Carlos Magno, entre outros.

Depois de entrarem no palácio, os conspiradores procuraram Miguel Vasconcelos, mas dele nem sinal. E por mais voltas que dessem, não encontravam Miguel de Vasconcelos. Já tinham percorrido os salões, os gabinetes de trabalho, os aposentos do ministro, e nada.

Ora acontece que Miguel de Vasconcelos, quando se apercebeu que não podia fugir, escondeu-se num armário e fechou-se lá dentro, com uma arma. O que finalmente o denunciou foi o tamanho do armário. O fugitivo, ao tentar mudar de posição, remexeu-se lá dentro, o que provocou uma restolhada de papéis. Foi quanto bastou para os conspiradores rebentarem a porta e o crivarem de balas. Depois atiraram-no pela janela fora. O corpo caiu no meio de uma multidão enfurecida que largou sobre ele todo o seu ódio, cometendo verdadeiras atrocidades, sendo deixado no local da queda para ser lambido pelos cães, símbolo da mais pura profanação.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Esqui sem esquis...