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8.10.10

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1945, foi fundado em Portugal o MUD - Movimento de Unidade Democrática.

Foi uma organização política de oposição ao regime salazarista, formada após o final da II Guerra Mundial, em 8 de Outubro de 1945, com a autorização do governo; era herdeiro do anterior MUNAF. Ele foi criado para reorganizar a oposição, prepará-la para as eleições e para proporcionar um debate público em torno da questão eleitoral. Porém, como conseguisse em pouco tempo grande adesão popular (principalmente intelectuais e profissionais liberais) e se tornasse uma ameaça para o regime, Salazar ilegalizou-o em Janeiro de 1948, sob o pretexto de que tinha fortes ligações ao PCP. Apesar de tudo, viria ainda a apoiar a candidatura presidencial do general Norton de Matos, em 1949.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Sentido prático e alguma falta de pontaria...

7.10.10

FRASE DO DIA

"(António José) Seguro quer resultados do Governo para justificar sacrifícios."

Título de PÚBLICO - 7/10/2010

***

Bem pode esperar sentada, a jovem esperança socialista para nova liderança, cuja notoriedade maior foi a de liderar os estudantes para derrubar Cavaco Silva de Primeiro-Ministro!...

PENSAMENTO DO DIA

Li, algures, que o socialista Fernando Gomes, ex-Presidente da Câmara do Porto e actual administrador da Galp, tem um salário superior a 500.000 euros por ano. E fiquei preocupado. Porquê? Vai ver-se em dificuldades com os cortes de benefícios fiscais e vai ter que pagar os medicamentos mais caro!...

CRÓNICA DA SEMANA - II

O INTERESSE DA HISTÓRIA

Estávamos ali pelos meados dos anos oitenta. Eu trabalhava no gabinete de estudos do Banco Português do Atlântico. Integrada num programa qualquer de intercâmbio escolar, uma recém-licenciada belga – creio que se chamava Geneviève – estagiava no gabinete. Naturalmente, nas horas livres em que nos empenhávamos em acompanhá-la, discutiam-se as respectivas realidades nacionais. Por cá, os efeitos do desenvolvimento económico ainda não se faziam sentir. Portugal vivia as dificuldades da primeira metade daquela década. O nosso subdesenvolvimento impressionava a técnica belga. Era para ela, oriunda de um país ainda mais pequeno do que Portugal mas desenvolvido, incompreensível o estado em que nos encontrávamos. Confesso que as suas observações depreciativas incomodavam o meu sentido e o meu orgulho pátrios. E, num dado momento, falho já de argumentos actuais, não resisti ao apelo de comparar as nossas Histórias respectivas, para lhe dar conta das enormes, gigantescas, realizações que havíamos concretizado no passado, algo de que os belgas não podiam orgulhar-se. A resposta dela deixou-me sem palavras de resposta:

- Que interessa ter uma História assim se o povo não é feliz presentemente?

O episódio, perdido nos baites da minha memória, veio subitamente à superfície quando assisti, interessado e atento, às celebrações do Centenário da República. Feita de palavras, naturalmente, que a ocasião era para isso. Palavras recheadas de ideais, na voz de todos os oradores. A liberdade. O desenvolvimento. A descentralização. A educação. A soberania popular. O patriotismo. Por momentos, a minha alma baloiça contente na fátua ideia da Pátria doce, acolhedora, justa, feita pelos e para os cidadãos. Mas, sem querer, os oradores contradizem-se e despertam-me para a realidade. Não sei bem qual foi o retinir que me despertou. Talvez tenha sido logo no início, quando o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, depois de acentuar como ideal da República a descentralização, cita os revolucionários e a edilidade lisboeta na celebérrima proclamação, dizendo:

- Cidadãos de Lisboa, a Câmara saúda-vos!..

Poderiam os revolucionários ter dirigido a saudação aos Portugueses. Mas não o fizeram. Ao fim de cinco minutos de existência, a República começava a negar os seus próprios ideais e a instalar uma ideia que ainda hoje se mantém, apesar da renovação do “25 de Abril” e um século passado: Portugal é Lisboa e o resto é paisagem.
Mas não se ficaria por aí o despertar. O Doutor Santos Silva, presidente da Comissão das celebrações do Centenário, é uma personalidade de indesmentível seriedade. Que demonstra em algumas afirmações. “A esperança regeneradora da República foi largamente frustrada”. “A República trouxe o parlamentarismo e o partidarismo” mas também trouxe “o clientelismo”. “Os mais novos não se interessam pela História nem pela vida política”. “O impulso inicial (do “25 de Abril”) foi-se perdendo na última década”. Quase sem querer, relacionou porventura a raiz dos nossos males actuais. Uma raiz entrançada, interligada, por onde é difícil absorver a seiva regeneradora. De formação profissional financeira, reduz tudo à análise do balanço. “O balanço da República é francamente positivo”. Mas ele sabe, eu sei que sabe, que quando uma empresa entra na via do descalabro, perde o crédito, a situação líquida entra no negativo, a falência passa a ser técnica, depressa se transformando em falência absoluta.

Mas o mais sério ficaria reservado para a segunda metade. Com as intervenções do Primeiro-Ministro e do Presidente da República. Eu já me custa ter de comentar algo que o Primeiro-Ministro diga ou faça. Sobretudo, que ele diga. Interrogo-me mesmo se não estarei a ser parcial, a dar apenas azo à manifestação de uma antipatia pessoal nascida de uma não adesão permanente às suas teses. Mas não consegui ver mais do que o costume. Um discurso inflamado, bem construído, mas falso como Judas. Se fechasse os ouvidos a uma ou outra referência à efeméride, diria que todas as qualidades que ele retoricamente atribui à República não passam da repetição exaustiva das “qualidades” que, reiteradamente, tem atribuído a si próprio, ao seu Governo e à sua obra. O esforço de identificação passou das marcas. Tanto que, tendo começado por falar “deles”, os republicanos, rapidamente passou a dizer “nós”. Uma peça de retórica política inigualável. Usando todas as técnicas demagógicas. “A melhor forma de celebrar a República é confiar em Portugal e nos Portugueses”. Uma confiança que ele repete pelo menos quatro vezes por semana. Porventura à espera de conseguir, assim, o que não consegue com os seus actos, a confiança de Portugal e dos Portugueses na sua governação. A melhor forma de celebrar a efeméride seria repassar os erros da I República, falar neles desalmadamente, tentando evitar a sua repetição. Mas nem ele nem ninguém estão muito interessados em falar nisso, esquecendo-se que o surgimento de Gomes da Costa, de Salazar e de uma época negra se ficou devendo precisamente, ó ironia, ao descalabro das finanças públicas na I República. “O patriotismo obriga-nos à convergência”. Palavras que quase ferem, quando nos recordamos que quem diz isto é a mesma pessoa que afirmou: “apesar de minoritários, é o nosso programa que vamos realizar e não o programa dos outros”. Observações que coroa – perdoe-se a referência monárquica – com uma afirmação de antologia retórica e, ao mesmo tempo, tão verdadeira nos tempos actuais: “(somos um país)com projecção ímpar no mundo”. Somos, indubitavelmente. E mais, a ele o devemos. Todavia, projecção ímpar por razões que envergonham. É a irresponsabilidade.

Parece que o Presidente da República tinha lido antecipadamente o discurso do Primeiro-Ministro e decidiu fazer o contraponto. Falou precisamente da responsabilidade de todos nós. E não se coibiu de acentuar que essa responsabilidade era particularmente grave para os agentes políticos. De onde tem de, naturalmente, jorrar o exemplo. E faz uma afirmação lapidar: “o que interessa não é a discussão entre os políticos, é a vida concreta das pessoas”. Colocando, de imediato, o dedo acusador no discurso antecedente do Primeiro-Ministro, com a recusa das intervenções arrebatadas daqueles na praça pública. Tínhamos justamente acabado de assistir a uma delas. Ele sabe, eu sei que sabe, que a “verdade e a transparência do serviço público”, por ele pedidas, nunca foram tão ausentes e opacas.

Feita a súmula de tudo quanto foi ouvido, fica-se com um espinho espetado na consciência. Por um lado, a verificação da tarefa ingente que se nos coloca pela frente quando a gente que temos não parece capaz do clique necessário para arrancar. Por outro lado, a afirmação final do Presidente da República, tentadoramente mobilizadora, colhida na História que deixamos para trás: “Portugal sempre foi maior quanto maiores foram os desafios”. Mas, como disse a Geneviève, que interessa a História se o importante é a gente?

Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 7/10/2010

RECORDAR É VIVER

Cat Stevens. Wild World.

A FLOR DO CACTO - XXIV



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1885, nasceu Niels Bohr, brilhante físico dinamarquês, Prémio Nobel fa Física em 1920 e percursor de teorias atómicas que outros cientistas, como Albert Einstein, viriam a desenvolver e a possibilitar, mais tarde, a bomba atómica.

Quando ainda era estudante, um anúncio, da Academia de Ciências de Copenhague, de um prêmio para quem resolvesse um determinado problema científico levou-o a realizar uma investigação teórica e experimental sobre a tensão da superfície provocada pela oscilação de jactos fluídos. Este trabalho, levado a cabo no laboratório do seu pai, ganhou o prêmio (a medalha de ouro).


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

"OS PÁSSAROS". Filme de suspense. Desta vez não é do Hitchock. Mas parece...

6.10.10

FRASE DO DIA

"Sócrates pede lucidez."

Sub-título de PÚBLICO - 6/10/2010

***

Hipocrisia pura! Porque ele acredita em que está a governar uma manada de burros!...

PENSAMENTO DO DIA

O problema tem duas naturezas. Primeiro, o presente não existe. Basta perguntarmo-nos se estamos no presente para isso já ser passado. Depois, nunca chegaremos ao futuro porque ele nos foge para diante a cada instante. Donde fica a inelutável certeza de que viveremos sempre no passado.

MEMÓRIA

OS NOVOS IMPOSTOS

Em minha opinião, a capacidade e imaginação dos Contribuintes para enganarem o Fisco só encontra paralelo na capacidade do Fisco para enganar os Contribuintes. E assim vamos vivendo, num jogo do gato e do rato, sem que bem se saiba quem é um e quem é outro. Nem sei se verdadeiramente importa. Porque, tal como nos desenhos animados, nem o gato apanha o rato, nem o rato leva a sua avante.

Como o meu Caro Leitor sabe, desde que seja dono, hipotecado ou não, da sua casa, sempre tem pago a Contribuição Autárquica (CA), desde que ela foi criada. Começou por pagar 0,7% do respectivo valor inscrito na matriz predial. Sol de pouca dura. Não tardou que estivesse nos 1,3%. Hoje, já quase não há autarquia que não cobre essa percentagem. Claro que todos compreendemos porquê. Os valores nominais dos prédios - a base de incidência - foram-se desvalorizando. O que desvalorizaria o imposto cobrado, não fora a mudança das taxas. Mas é bom, para termos uma perspectiva correcta do que discutimos, que tenhamos a consciência de que a passagem da taxa de CA de 0,7% para 1,3% é um aumento de quase 100%. E que são precisos muitos anos para que os valores matriciais se desvalorizem 100%! Claro que se pode dizer que já estavam desvalorizados, os tais valores matriciais, quando a CA foi criada. Mas aí entra a tal história do gato e do rato. Quando se cria um novo imposto, a entrada é sempre em pézinhos de lã. O pior vem sempre depois.

Pois bem. Como o meu Leitor também sabe, foi recentemente anunciada a redução das taxas da CA. Logo na altura, lhe disse que não se fiasse. Que pagar menos é que o meu Leitor não iria pagar. Meu dito, meu feito. Aquilo que podia ter sido uma agradável surpresa, não o vai ser. Prepare-se, meu Caro Leitor. O que aí vem não é nada bom, fiscalmente falando. Tenho em meu poder o projecto de Lei que modificará a CA. Nele distingo, além do mais que lhe vai doer, alguns novos impostos. Já vou falar deles. Baptizando-os eu, uma vez que, subrepticiamente, eles vêm disfarçados de Contribuição Autárquica.

E, começando, vamos ter duas situações diferentes, uma delas subdivida em duas fiscalmente semelhantes. Para efeitos de CA, a partir do próximo ano, ou o prédio é antigo e permanece no mesmo dono; ou o prédio é novo ou, sendo antigo, muda de dono. Esta última alternativa retrata duas situações diferentes, mas cujo tratamento fiscal vai ser o mesmo.

Se o seu caso é o primeiro, meu Caro leitor, são fáceis as contas. Não há nenhum imposto novo. Tudo o que vai acontecer é a correcção monetária. Isto é, a CA vai incidir no valor matricial corrigido pela inflação verificada desde a sua inscrição na matriz. Desconhecendo eu a composição da matriz, não sei se o saldo - menos imposto pela baixa da taxa, mais imposto pela correcção - dá um salto positivo ou negativo. Mas acredito que conhecendo o Fisco essa composição, terá feito bem as contas. E que, portanto, cobrará mais imposto. Nunca acontece o contrário. Já não será mau que a medida produza alguma justiça relativa. Aqueles que adquiriram casa há menos tempo vão pagar menos imposto RELATIVAMENTE aos que adquiriram casa há mais tempo.

O caso muda muito de figura quando se tratar de uma casa nova ou de uma casa antiga mas transaccionada. Aí, sim, vão aparecer autênticos novos impostos. Vejamos, partindo da fórmula que traduz o VALOR PATRIMONIAL TRIBUTÁRIO ou, simplificando, a fórmula que vai dizer qual será o valor das casas sobre as quais incidirá a CA
:
Vt = Vc x A x Ca x Cl x Cq x Cv

Não desespere, meu Caro Leitor. Isto é só o princípio. Parece matemática. Mas não é. É uma maneira sofisticada, moderna, quasi ininteligível, para lhe esvaziar os bolsos, só porque o meu Caro Leitor decidiu ser dono da casa onde mora ou do estabelecimento onde tem o seu negócio.

Naquela fórmula, os parâmetros querem dizer o seguinte:

Vt:: o valor tributário da sua casa
Vc: o valor base dos prédios edificados
A: a área bruta de construção mais o terreno circundante *
Ca: o coeficiente de afectação
Cl: o coeficiente de localização
Cq: o coeficiente de qualidade e conforto
Cv: o coeficiente de vetustez.

* todo, até duas vezes e meia a área de implantação do edifício, a
25% do preço de construção; e o remanescente, entre 0,5% e 2,5%
daquele preço.

Bom. Dito assim, estou mesmo a vê-lo perder a paciência e mandar às malvas o meu discurso. Mas eu fiz uma coisa, meu Caro Leitor. Tentei trocar isto tudo em miúdos, para lhe facilitar o trabalho. E encontrar modo mais simples de concluir o que aquela charada quer dizer. É que naquilo tudo, estão incluídos novos impostos. Já lhe digo quais.

IMPOSTO DE COMÉRCIO E SERVIÇOS - Se um prédio for afectado ao comércio, paga mais 20% do que uma casa. Se for afectado a serviços, paga mais 10% do que uma casa. Se for afectado a indústria, paga menos 40% do que uma casa, saiba-se lá porquê. Também nada se diz se um prédio - como tantas vezes sucede - puder ser destinado indiferentemente a comércio ou a serviços; cá temos mais um tema para nos entretermos depois com as Finanças.

IMPOSTO DE ACESSIBILIDADE - A CA a pagar vai depender de ter, por perto, boas auto-estradas, caminhos de ferro, estações fluviais ou marítimas, escolas, serviços públicos e comércio e transportes públicos. Pode chegar a pagar duas vezes a CA. A sua Câmara Municipal é que vai dizer que coeficiente se aplica a si, meu Caro Leitor. Ela é que vai decidir se o estabelecimento do senhor Francisco é comércio que justifique pagar mais ou se é necessário ter um hipermercado à porta. E livre-se de, como eu, morar juntinho ao Porto de Leixões.

IMPOSTO DE INDEPENDÊNCIA - Se em lugar de um andar, o meu Leitor morar numa casa independente, paga mais 20%. Bem feita, porque ainda não percebeu que o importante é o colectivismo.

IMPOSTO DE PRIVACIDADE - Se morar em condomínio fechado, paga mais 20%. Conselho: deixar as portas abertas.

IMPOSTO DE EXCLUSIVIDADE - Paga mais 4% se a sua garagem for individual.

IMPOSTO DE PROMISCUIDADE APARCATIVA - Se o seu lugar de garagem for colectivo, paga mais 3%. Tudo tido em conta, o melhor mesmo é deixar o carro na rua. Depois de andarem anos a dizerem-nos que devíamos ter garagem, "afinfam-nos" agora com esta. Possível fuga: usar a garagem "estrela".

IMPOSTO DE PISCINA - Se tiver, pelo menos, um pequeno tanque com circulação e filtragem de água, nem que seja de dez metros cúbicos apenas, paga mais 6%, se for só sua; ou mais 3% se tiver que o partilhar com os vizinhos. Presumo que a diferença é para os desinfectantes.

IMPOSTO DE TÉNIS - se tiver um campo de ténis, paga mais 3% quer seja só seu, quer da colectividade; o que se entende. O ténis é um jogo para dois, pelo menos. Logo, nenhuma destriça a fazer entre o individual e o colectivo.

IMPOSTO DE LAZER - se tiver um canto qualquer onde repouse ou onde pratique qualquer actividade lúdica ou desportiva, paga mais 4%. Por causa desta, já mandei encerrar, na minha casa, aquele canto onde costumo jogar à malha com os amigos.

IMPOSTO DAS PEDRAS E DAS MADEIRAS - Se o prédio utilizar madeiras exóticas ou pedras ornamentais, paga mais 4%. Uma boa razão para mandar demolir o hall de entrada do prédio onde vivo, no qual o malandro do construtor, para dar no olho, mandou colocar umas rochas brasileiras e madeira de pinho não queimada, isto é, estrangeira.

IMPOSTO DE PAISAGEM - Se da sua casa se vir o mar, o rio, as montanhas ou outros elementos visuais que influenciem o seu valor - estou aqui a pensar se o facto de eu ter uma vizinha em frente, que costuma passear-se na casa em trajes menores, será assim considerado - paga mais até 10%. Se assim for, até pago mais 25% sem protestar.

IMPOSTO DE CALEFACÇÃO - Se a sua casa tiver climatização central, paga mais 3%. Por isso, o melhor é mandar tapar as frinchas das janelas.

IMPOSTO DE ASCENSÃO - Se houver elevadores, numa casa com menos de quatro andares, paga mais 2%. Já mandei desactivar o elevador do meu prédio. E fico pedindo a todos os santos que a minha sogra, que se aproxima a passos largos dos noventa, vá aguentando subir as escadas até ao terceiro andar. Faz-lhe bem ao coração.

IMPOSTO DE PROMISCUIDADE - Se em lugar de casa tiver um estabelecimento comercial e ele for localizado num centro comercial, paga mais 25%. Se se localizar num edifício de escritórios, paga mais 10%. Fiquei sem saber o que acontece se houver escritórios no edifício do centro comercial. E, de passagem, se este for o seu caso, aconselho a que mande retirar as escadas rolantes. Senão paga mais 3%. E sempre pode dizer aos seus clientes que subir escadas faz bem à saúde.

Veja só, meu Caro Leitor: catorze novos impostos de uma só vez! Se alguém disser que os nossos políticos não são produtivos, eu nego. Deuses é que eles julgam que são. Procurando fazer justiça por suas próprias mãos. E armando a maior das confusões com os caminhos escolhidos. Estou mesmo a ver o Ministro das Finanças, daqui por uns cinco anos, a conceder um perdão fiscal aos contribuintes que deixaram por pagar a Contribuição Autárquica

Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 11/9/2003

RECORDAR É VIVER

Amália Rodrigues. Com que Voz (poema de Luís de Camões).

A FLOR DO CACTO - XXIII



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1999, faleceu a fadista portuguesa Amália Rodrigues.

Tornou-se conhecida mundialmente como a Rainha do Fado e, por consequência, devido ao simbolismo que este género musical tem na cultura portuguesa, foi considerada por muitos como uma das suas melhores embaixadoras no mundo. Aparecia em vários programas de televisão pelo mundo fora, onde não só cantava fados e outras músicas de tradição popular portuguesa, como ainda canções contemporâneas (iniciando o chamado fado-canção) e mesmo alguma música de origem estrangeira (francesa, americana, espanhola, italiana, brasileira). Marcante contribuição sua para a história do Fado, foi a novidade que introduziu de cantar poemas de grandes autores portugueses consagrados, depois de musicados Teve ainda ao serviço da sua voz a pena de alguns dos maiores poetas e letristas seus contemporâneos, como Camões, David Mourão Ferreira, Pedro Homem de Mello, por exemplo.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Parque fechado...

5.10.10

FRASE DO DIA

"O patriotismo obriga-nos à convergência."

José Sócrates - Comemorações do centenário da República - 5/10/2010

***

Infelizmente, sabemos com quem devemos convergir: com ele próprio...

PENSAMENTO DO DIA

Hoje, faz anos que nasceu oficialmente Portugal. Mas o que se celebra é o nascimento da República. A pequenez da nossa atitude oficial é microscópica.

CRÓNICA DA SEMANA - I

A. Magalhães Pinto

O MENTIROSO COMPULSIVO

Assisti, com curiosidade, à entrevista do Primeiro-Ministro que se seguiu a esta verdadeira facada dada nos rendimentos dos Portugueses decretada por um Governo sem rumo. Para além de estar bem informado, a minha curiosidade no discurso de José Sócrates tinha uma razão especial. Conhecendo a habilidade dos políticos para torcerem, retorcerem e distorcerem a realidade, eu queria ver como é que ele justificava as medidas tomadas, depois de andar tanto tempo a dizer que, depois dos últimos cortes na bolsa das pessoas, estávamos no bom caminho e não iam ser necessários mais sacrifícios para endireitarmos vida. E a certa altura, fiquei meio atontado. Então não era que, mais uma vez, ele atrevia-se a afirmar:

- Agora, não vão ser necessários mais sacrifícios!.. – disse ele.

É necessário ser de topete. Ao ouvir tal afirmação, perguntei a mim próprio se haverá ainda algum português que acredite neste mentiroso compulsivo. Recordemos que uma das tónicas mais vibrantes da sua primeira candidatura a Primeiro-Ministro foi a de que não aumentaria os impostos. E, desde aí, sempre que um Orçamento Geral do Estado novo aparecia – o que acontece todos os anos – tínhamos a carga fiscal sobre os Portugueses aumentada e sempre o discurso se repetia: “depois destes, não haverá mais”. E agora, quando ninguém pode garantir que nos ficamos por aqui, ele ainda insiste, pela quinta ou sexta vez, no mesmo disco: não vai haver mais impostos. Uma treta. Uma mentira mais a acrescentar a esta tragédia imensa que foi termos eleito um fala-barato e pouco mais do que isso para reger os nossos destinos.

No meio desta mentira permanente em que vamos vivendo, um discurso ganha relevo. “Não pode haver crise política”, diz-se por aí. O que não deixa de ser curioso também. Porque, muitas vezes, ouvimos já dizer que o Povo encontra sempre a solução de que um país democrático necessita. Parece que, de súbito, a cangada que ocupa os lugares do Poder passou a desconfiar do Povo e tem medo de cairmos numa situação em que tenhamos que perguntar ao Povo o que ele quer. O que vai conduzir a uma situação explosiva. Porque o Povo, a legião de desempregados que temos, a legião de idosos para quem a vida se está a transformar num inferno, a legião de famílias com crianças para alimentar e com cada vez menos dinheiro para comprar comida vai seguramente saltar para a rua, com a correspondente confusão a instalar-se.

É o que acontece quando os políticos se recusam a ouvir a voz do Povo. Este passa a gritar alto.

Magalhães Pinto, em RÁDIO CLUBE DE MATOSINHOS, em 5/10/2010

GUIMARÃES - PORTO

O treinador do Porto, André Villas Boas, insurgiu-se desabridamente contra a arbitragem e foi expulso, mostrando-se indignado.

Uma sugestão: que peça a repetição do jogo com o Guimarães!...


A FLOR DO CACTO - XXII



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1143, é reconhecida, pelo rei Afonso VII de Castela e Leão, a independência de Portugal, tendo por primeiro rei Afonso Henriques, o Conquistador.

A luta entre D. Afonso Henriques e sua mãe, partidária de Castela, desenrola-se, até que a 24 de Junho de 1128 se trava a batalha de São Mamede (em Guimarães) e D. Teresa é expulsa da terra que dirigira durante 15 anos. Uma vez vencida, D. Afonso Henriques toma conta do condado, declarando-o reino independente, dado que ele era neto de Afonso VI, Imperador de toda a Hispânia, passando a assinar todos os documentos oficiais não como conde, mas sim como rei.

Continuou, no entanto, a lutar contra as forças do seu primo, o rei Afonso VII de Leão e Castela (inconformado com a perda das terras portuguesas, pois à semelhança de seu pai, Afonso VI, ele também se intitulava como Imperador), enquanto paralelamente travava lutas contra os muçulmanos. Em 1139, depois de uma estrondosa vitória na batalha de Ourique contra um forte contingente mouro, D. Afonso Henriques afirma-se como rei de Portugal, e com o apoio dos nobres portugueses, é aclamado como rei soberano. Reconhecido na efeméride citada. Embora a paz entre os dois reis só tenha acontecido três anos mais tarde.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Divirta-se com o trailer de um filme aí a chegar...



(Gentileza de F. Santos)

4.10.10

ÚLTIMA HORA


Cavaco Silva vai a Madrid, para pedir a Mourinho que dirija o país até final
da legislatura.

(Gentileza de F. Santos)

FRASE DO DIA

"Gestores de insolvência recebem com vários meses de atraso."

Título de PÚBLICO - 4/10/2010

***

Ninguém os mandou trabalhar para um patrão falido, o Estado Português...

PENSAMENTO DO DIA

Na Grécia e na Irlanda vemos, por antecipação, o que vai acontecer em Portugal, por mais que o Primeiro-Ministro diga que "agora, sim, agora é que vamos lá"...

RECORDAR É VIVER

Charles Aznavour. She.

A FLOR DO CACTO - XXI



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1907, faleceu o compositor e pintor português Alfredo Keil.

Era filho de João Cristiano Keil e de Maria Josefina Stellflug, ambos de origem alemã e radicados em Portugal. Nasceu em Lisboa em 1850 e morreu em Hamburgo (Alemanha). A sua educação básica deu-se igualmente na Alemanha, berço do romantismo. Esta foi, talvez, uma das razões pelas quais o artista seguia a reboque das novas tendências, já estabelecidas na Europa.

Estudou desenho e música em Nuremberga, numa academia dirigida pelo pintor Kaulbach e von Kreling. Em 1870, devido à guerra Franco-Prussiana, regressa a Portugal. Em 1890, o ultimato inglês a Portugal ofereceu a Alfredo Keil a inspiração para a composição do canto patriótico "A Portuguesa", com versos de Henrique Lopes de Mendonça. A cantiga tornou-se popular em todo o país e seria mais tarde feita hino nacional de Portugal - A Portuguesa.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Enquanto não há TGV...

O TRUQUE

Tem graça e.. ofende que se farta o nosso sentido de justiça.



(Gentileza de G. P.)

3.10.10

POEMA DO MÊS


DÁDIVA

Queria ter entre os meus dedos
Tantas coisas para te dar!...
Romances... Poemas... Enredos...
Tudo o que fosse capaz de inventar!...

Um sorriso de criança
No seu quarto de brinquedos...
Um amor de juventude
Num peito cheio de esperança...
Uma gentil atitude
Dum homem enamorado...
E uma recordação
De alguém velho e cansado...

O perfume duma flor
Acabada de colher...

Um Amor
Para viver...

Um raio de luz perdido
Na imensidão do espaço...
E, de dois velhos amantes,
Uma ternura...Um abraço...
Os sonhos que havia dantes...
Um berlinde já esquecido...
De trapos feita, a bola
Com que jogava, na escola...

O desfazer duma dor
Acabada de sofrer....

Um Amor
Para viver...

Um ramo de coisas lindas
Atadas pelo luar...
Um universo inteirinho...
O Sol... E a Terra... E o Mar....
E o Ar.... E o Pão... E o Vinho...
O Todo, uno, indiviso...
Todas as cores que há no peito
Da Ave-do-Paraíso...

Quero ter seja o que for...
Toda a beleza que houver!...

Um Amor
para viver...

Tudo para te oferecer...

Magalhães Pinto

FRASE DO DIA

"José Sócrates afasta qualquer corte salarial no sector privado."

Título de PÚBLICO - 3/10/2010

***

Tá certo! A única empresa que pode fazê-lo, se estiver em dificuldades, é aquela a que ele preside!...

PENSAMENTO DO DIA


Bono veio buscar a Coimbra os euros que, dentro em pouco, doará aos "coitadinhos dos portugueses".

RECORDAR É VIVER

Dire Straits. Sultans of Swing.

A FLOR DO CACTO - XX



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1910, faleceu o médico e político português Miguel Bombarda.

Republicano convicto, foi um acérrimo anticlerical. Tornou-se membro do Partido Republicano Português em 1909, tendo sido eleito deputado em Agosto de 1910. Membro do comité revolucionário que implantou a República em Portugal, em 5 de Outubro de 1910, e considerado o seu chefe civil. Não chegou, contudo, a assistir à vitória dos republicanos por ter sido assassinado por um doente mental do Hospital de Rilhafoles em 3 de Outubro de 1910, poucas horas antes do início da revolta. Teve um funeral conjunto ao de Cândido dos Reis, no dia 6 de Outubro.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

A herança não deve ter sido má...

2.10.10

FRASE DO DIA

"Os cortes sociais são suficientes."

José Sócrates - RTP - 2/10/2010

***

Até nem seria uma má notícia, se não fosse a vigésima vez que ele diz isto, tendo falhado sempre anteriormente...

PENSAMENTO DO DIA



Com um jeitinho, os candidatos a Presidente da República ainda vão dizer que a responsabilidade da crise é do actual Presidente!...

RECORDAR É VIVER

The Platters. Remember When.

A FLOR DO CACTO - XIX



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1789, a Assembleia Constituinte Francesa aprovou a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão.

FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Como vão longe os tempos da tanga, diante da qual os próceres de agora tanto se indignaram!...

1.10.10

FRASE DO DIA

"Cientistas descobrem planeta habitável a 20 anos-luz de distância da Terra."

Título de PÚBLICO - 1/10/2010

***

Graças a Deus! Já temos para onde emigrar!...

PENSAMENTO DO DIA



A situação actual envergonha-nos tanto que até a fome é silenciosa.

DIA MUNDIAL DA MÚSICA

Para celebrar, algo sublime.

RECORDAR É VIVER

The Queen com Fred Mercury. I Want To Break Free.

A FLOR DO CACTO - XVIII



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1939, as tropas da Alemanha Nazi invadem a Polónia, dando início à II Guerra Mundial.

A Segunda Guerra Mundial ou II Guerra Mundial foi um conflito militar global que durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo – incluindo todas as grandes potências – organizadas em duas alianças militares opostas: os Aliados e o Eixo. Foi a guerra mais abrangente da história, com mais de 100 milhões de militares mobilizados. Em estado de "guerra total", os principais envolvidos dedicaram toda sua capacidade econômica, industrial e científica a serviço dos esforços de guerra, deixando de lado a distinção entre recursos civis e militares. Marcado por um número significante de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, com mais de setenta milhões de mortos.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Para gente com ambições de subir na vida...