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7.4.11

FRASE DO DIA

"Este é um tempo de exigência e responsabilidade."

José Sócrates, ao anunciar a decisão que sempre recusou - PÚBLICO - 7/4/2011

***

Comovi-me! Então, anunciado com aquele olhar de carneiro mal morto ensaiado minutos antes (ver PENSAMENTO DO DIA), levou-me até às lágrimas...

PENSAMENTO DO DIA

Sinto um profundo vómito revolver-me as entranhas ao ver que um indivíduo, a quem tenho relutância em chamar Primeiro-Ministro do meu País, e no momento em que se prepara para me anunciar que é forçado a tomar uma decisão que ele próprio apodou de trágica, esteja a ensaiar o modo como vai olhar para mim, de modo a "ficar melhor no...... boneco".

Mas há males que vêm por bem. Poucas vezes teremos tido a oportunidade de apreciar a verdadeira natureza deste indivíduo: um actor a representar o papel de vítima, numa peça de teatro de fantoches.

CRÓNICA DA SEMANA

OS HÁBITOS PERDIDOS

Por dever de ofício, tive de percorrer, nos últimos três meses, as actas de uma importante autarquia local relativas a todas as reuniões ocorridas entre 1950 e 1970. Portanto, daquilo a que se convencionou chamar “anos de fascismo”. Mais ou menos correspondentes ao período de governo local de um grande presidente de Câmara, que marcou, de modo indelével, o futuro da sua municipalidade. Colhi, naturalmente, muitas surpresas, Pude ver, ao microscópio, o modo de funcionamento da máquina administrativa naqueles anos. E não pude de deixar de, involuntariamente, comparar com o que se passa nos tempos actuais. Entre os factos que mais me impressionaram, está o conjundo de regras, o modo de operar a gestão, que permitia um controle dos gastos públicos até ao centavo. Foi uma surpresa e tanto. A liberdade de um presidente de Câmara para gastar um tostão a mais do que lhe fora autorizado era praticamente nula. Como era quase nula a sua capacidade para alterar a natureza dos gastos que haviam sido autorizados. De igual modo, os departamentos da autarquia eram submetidos a margens muito estreitas quanto à sua capacidade de extravasar os gastos autorizados através do orçamento. E estas regras funcionavam também não apenas para os montantes absolutos gastos como na natureza daquilo onde se gastava. Sair fora das regras tinha, geralmente, por consequência, a imediata realização de um inquérito. E não faltam referências a sanções para alguns gestores menos cuidadosos.

Dir-se-á que isto era inadmissível. Que deixava coarctados, limitados, amarrados, os gestores da coisa pública mais próximos da realidade. Talvez fosse. Talvez os “fiscais” sentados no Terreiro do Paço, ou os presidentes, sentados nos seus gabinetes, não soubessem o que se estava a passar na realidade. O que poderia dar lugar a situações no mínimo cómicas, para não lhes chamar dramáticas. Como, por exemplo, aquela vez em que um departamento do Estado, localizado em Lisboa, queria demolir uma construção sobre a praia, construção essa que hoje é considerada monumento nacional. Mas tais situações, quando existiam, geralmente não eram consumadas. Havia como que uma fiscalização das deicsões que funcionava nos dois sentidos. Só aconteciam verdadeiramente asneiras quando o poder mais central queria mesmo fazer as coisas, não obstante saber que era asneira, movido por influências que nada tinham de racional a não ser a ideia de proporcionar ganhos ilegítimos. Poder-se-á dizer, exacerbando os sentimentos democratas, que não está certo que não sejam aqueles que estão “no terreno” a decidir a aplicação do nosso dinheiro. Poder-se-á dizer que tal fiscalização se sobrepõe ilegitimamente à vontade do Povo, já que “o Povo é quem mais ordena”. Mas tudo isso serão frases balofas, de comício, que nada têm a ver com a realidade.

Aqueles hábitos de controlo da despesa pública eram, naturalmente autoritários. Hoje, diríamos excessivos. Imagine-se o que é um departamento de relações públicas da autarquia que quer adquirir uns copos para água, de modo a bem poder servir os seus visitantes, mas tem que pedir autorização à Câmara e essa autorização tem de ficar exarada em acta da Câmara para que fique bem evidente a quem pertence a responsabilidade de tal aquisição. Ou que, tendo necessidade a Câmara de mais um funcionário para um dado serviço e tal exceder a dotação do qaudro aprovado, ter de pedir autorização ao Ministério das Finanças e carecer de autorização escrita. Podemos dizer tudo isso. Mas, sabemos hoje, a consequência de tais hábitos. É que ficava perfeitamente evidente a responsabilidade do gasto. E, porque o resultado do pedido de autorização podia ser negado, tal tinha consequências de vulto. Primeiro, o autor do pedido ou proposta, como se lhe queira chamar, não queria correr o risco de ver a sua petição negada, por razões de prestígio interno, e buscava sempre outras soluções antes de pensar em fazer crescer os gastos; e, segundo, o gestor da coisa pública, estivesse situado em que degrau fosse da escada do poder, tinha a perfeita e permanente noção de que estava a administrar património que não era dele e, por isso, respeitava-o.

Hoje vemos o que “ganhámos” com as alterações verificadas ao nível da despesa pública. Um desequilíbrio brutal nas despesas relativamente às receitas e uma dívida astronómica que não sabemos quando a poderemos pagar. Haverá quem diga que esse é o preço da Democracia, que esse é um custo da Liberdade. Seja. Estou disponível para aceitar tal afirmação. Mas coloco uma questão seriamente aos meus Leitores: entre um português em Lisboa, ainda por cima honesto, a impor as regras, e um indiano qualquer, ao serviço de uma instituição internacional chamada FMI, instituição essa na qual mandam as grandes potências mundiais, a impor as mesmas regras, qual preferem?

Quer isto dizer que eu advogo o regresso da Ditadura? Longe de mim tal ideia. Amo a Liberdade como amo a luz dos meus olhos. É por ela, Liberdade, existir que eu estou para aqui a dizer isto, sem receio de ir preso. Não. A minha ideia é outra. É deixar expresso dois sentimentos que, na conjuntura actual, me supliciam em cada dia. Um, o de que não é necessário sacrificar a Liberdade para manter bons hábitos de administração. Outro, o de que, se não regressarmos a esses bons hábitos, o mais provável é que hajamos de perder a Liberdade. Isto se, nas condições que já atinjimos, tal Liberdade não está já realmente comprometida, ainda que formalmente pareça continuar a existir. Porque há algo que a História nos ensina, como tenho tido ocasião de ver numa revisita aos compêndias da nossa História que, também recentemente, tenho feito. É que, quando a maioria dos cidadãos pensar que vale mais um Português a mandar em nós, em Lisboa, do que o Mundo a mandar em nós, em Washington, ninguém tenha dúvidas de que esse português aparecerá. E esse, porventura, o maior custo que, se não arrepiarmos caminho, havemos de suportar pelo abandono dos bons hábitos, dos bons costumes, das boas regras, da limitação de gastar o que a cada um apraz, sem dar satisfações a ninguém e sem se lembrar de que há um país, que amamos, a deixar aos vindouros.

Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 7/4/2011

RECORDAR É VIVER

Ornella Vanoni. Io Che Amo Solo A Te.

ÁFRICA NOSSA - XXXIII



(vide I)

F I M

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1047, faleceu o industrial americano, Henry Ford, o grande democratizador do automóvel, utilizando a produção em série no modelo T dos automóveis que levam a sua marca.

Ford via no consumismo uma chave para a paz, o que o levou certa vez a dizer: "o dinheiro é a coisa mais inútil do mundo; não estou interessado nele, mas sim no que posso fazer pelo mundo com ele". Ele não confiava em contadores, tendo reunido uma das maiores fortunas do mundo sem ao menos possuir auditoria em sua companhia. A companhia teve sua primeira auditoria depois que Henry Ford II se tornou seu diretor[carece de fontes?]. O intenso empenho de Henry Ford para baixar os custos resultou em muitas inovações técnicas e de negócios, incluindo um sistema de franquias que instalou uma concessionária em cada cidade da América do Norte, e nas maiores cidades em seis continentes. Ford deixou a maior parte de sua grande riqueza para a Fundação Ford, mas providenciou para que sua família pudesse controlar a companhia permanentemente.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Saldos de inverno...

6.4.11

POEMA DO MÊS


DES JOURS ANONYMES


De cette mélancolie
des jours anonymes
que je vis sans toi,
quelque chose doit rester...

Triste melancolie?
oubliés synonimes
d'un livre effeuillé?
sans pair, une moitié?

Une fleur de bohème?
Une arme sans guerre?
Une chanson sans poéme?
Une douleur ephemère?

Une étoile dans le noir,
qui brille, sans que l'on voit?
Les gemis d'une guitare
a sonner rien que pour toi?

Une nuit d'emotion?
Une nuit dans le clair,
pour arracher la notion
de que ne pourrai plus te plaire?

Non, mon Amour!

De cette melancolie
des jours anonymes
que je vis sans toi,
je garderai la joie,
la tendresse
des caresses
que je t'avais donné
si tu etais près de moi!
Et encore plus va rester,
si tu permets, mon Amour...
Les mots banales
de tous les beaux jours...
Et tant de promèsses
jurées pour toujours...
Fantaisies épaisses
de nos nuits blanches,
quand mon corps denudé
reposait sur tes hanches...
Et, a la fin de tout ça,
garderai dans mon âme,
faite pot céramique
par les mains d'une femme,
ton parfum fantastique!...

Magalhães Pinto

OS PORTUGUESES - LX


"Tal como Lafayette, cuja participação na Revolução Francesa, durante a fase da monarquia constitucional, e na insurreição americana lhe valeram o cognome de 'herói dos dois mundos', também D. Pedro IV - D. Pedro I do Brasil - mereceria ser apodado de igual modo. Heróis da Europa e das Américas. Libertador brasílico e libertador de Portugal sob o Calígula absolutista. O Porto guardou o seu coração num relicário, na Igreja da Lapa, como o seu herói de imperecível memória.A Revolução Francesa dera ao mundo a noção de suprema liberdade - una e trina como o Deus romano - Liberdade mãe, com suas filhas, Igualdade e Fraternidade.

AW diferença colossal entre um D. Pedro, libertador dos Dois Mundos, e um Napoleão, restaurador da realeza que a revolução abatera, foi aliás enfaticamente sublinhada entre nós por Herculano em 1841: 'Que tem Napoleão com D. Pedro?... D. Pedro foi também como ele soldado, mas honesto. Não foi salteador nem assassino'.E lembrando que os Americanos tinham cultuado a memória de Washington dando o nome deste herói a uma cidade, alvitrava at+e que, a ser um dia fundada uma nova cidade em Portugal, se lhe desse o nome de D. Pedro."

(Fonte: História de Portugal, dirigida por João Medina)

FRASE DO DIA

"BCP congela 14 milhões de conta do regime de Khadafi."

Título de PÚBLICO - 6/4/2011

***

Não é muito. Mas sempre é uma ajudita à situação financeira do País...

PENSAMENTO DO DIA

Nunca esperei que as teorias de Joseph Goebbels, o Ministro da Propaganda de Hitler, fossem tão bem demonstradas, setenta anos depois, num pequeno canto da Europa como é Portugal. Dizia ele que havia uma diferença fundamental entre a verdade e a mentira. Para ser acreditada, a mentira tinha de ser afirmada muito mais vezes.

MEMÓRIA

DANÇAS FISCAIS COM CONTAS

Senti tristeza ao ver afastar, do cargo de Director Geral das Contribuições e Impostos (DGCI), o Juiz Conselheiro Armindo de Sousa Ribeiro. Homem de trato humano verdadeiramente exemplar, conheci-o mais de perto quando desempenhou, com excelentes resultados, o cargo de Defensor do Contribuinte. Foram inúmeras as reclamações de contribuintes nas quais interagimos, sempre com resultados concludentes. Desconhecendo as razoes que conduziram ao seu afastamento, não me posso pronunciar sobre isso. Mas que foi afastado alguem com imensa valia humana, isso foi. E a valia humana é sempre a primeira condição a exigir a um funcionário. Sobretudo se for público.

Para o seu lugar, foi nomeado um quadro de uma insituição financeira - Paulo Macedo, do BCP - num processo polémico, que já fez correr muita tinta. E que, muito provavelmente, fará correr ainda mais. Tudo porque, tendo optado pelo vencimento que auferia na instituição de origem, como é seu direito, passou a ser um dos funcionários públicos mais bem pagos, senão mesmo o mais bem pago. Melhor do que o Primeiro Ministro e o Presidente da República. Desconhecendo a valia do senhor, também me não posso pronunciar sobre isso. Esperemos que, tal como foi anunciado, faça jus ao seu salário.

Nao sou dos que, hipocritamente, acham que os funcionarios publicos devem todos ser medidos pela mesma régua. O Estado, se quer ter bons quadros, tem que puxar os cordões à bolsa. Por aqui, nada tenho a acrescentar a priori. Já tenho dúvidas é em que um só homem possa transformar o funcionamento da complicada e burocrática máquina fiscal. Uma máquina envelhecida, desmotivada, onde, ao contrário do que está acontecendo com o chefe, fazer mais e melhor acrescenta apenas mais trabalho. Nem sequer reconhecimento. Vamos ver alguns pormenores à lupa.

Em 31 de Dezembro de 2003, trabalhavam na Administração Fiscal 12.398 funcionários, dos quais 1.334 (± 11%) eram chefes, adjuntos e tesoureiros. Isto é, analisado deste ponto de vista, parece haver condições para um bom funcionamento. Afinal e em média, cada chefe apenas tem cerca de 10 funcionários para coordenar. Retenhamos porém que, muitas vezes, as médias escondem distorções muito grandes. E que pode haver muito chefe que é apenas chefe de si mesmo.

Daqueles efectivos, cerca de 54% são mulheres. Curiosamente, os homens são maioritários no escalão etário superior aos 50 anos. A explicação para este fenómeno não é fácil. Mas não andaremos longe da realidade ao pensar que, a partir de certo momento, a função pública deixou de ser atraente para o sexo masculino. Pela baixa remuneração, porventura. Também pela redução do estatuto social do funcionário público. Não que as mulheres mereçam menor estatuto. Mas porque, dada a sua inserção recente no mundo do trabalho, houve de contentar-se, primeiro, com os lugares deixados vagos pelo homem. E também deve ter que ver com este fenómeno o facto de a sociedade civil oferecer certa resistência à admissão de profissionais do sexo feminino, pelo seu maior carácter absentista.

No absentismo, vamos encontrar uma das grandes explicações para o mau funcionamento da máquina fiscal. Durante o ano de 2003, a taxa de absentismo cifrou-se ao nível dos 6%. Elevada, se a compararmos ao sector privado, onde andará pelos 3,5%. A aplicação simples daquela taxa diz-nos que, em 2003, foram perdidos 185.970 dias de trabalho/homem. Para uma melhor compreensão deste número, digamos que as faltas verificadas são equivalentes à falta de um só funcionário durante cerca de 768 anos. É um número inadmissível. Ele diz respeito apenas à administração fiscal. Mas tem o mérito de tornar público, pela primeira vez, aquilo que será, provavelmente, um dos piores e mais obscuros aspectos da função pública. Faltar-se por tudo e por nada. E, não obstante estarmos aqui perante uma situação de grande possibilidade de fiscalização - 10 funcionários por chefe, em média - a taxa de absentismo atinge valores totalmente desajustados dos valores globais para toda a sociedade. Creio que é cada vez mais urgente que o cargo público deixe de ser vitalício. E que, como em qualquer outro cargo, o funcionário público possa perder o seu emprego se não for produtivo como deve. A função pública não pode, não deve, ser um asilo.

No ano de 2003, os recursos humanos da DGCI diminuiram em 840 unidades. Aqui, pelo menos, funcionou em pleno a determinação do Ministério das Finanças de contenção na admissão de funcionários. Só entraram na administração fiscal 38 funcionários, contra 878 saídas. Este número de saídas não é, seguramente, comum noutros anos. Teve muito a ver com este elevado número de saídas (7% dos efectivos) o novo esquema de aposentação, a vigorar a partir de 2004. Esta redução dramática de efectivos foi provavelmente compensada pelo esforço de informatização dos serviços, que conheceu significativo desenvolvimento no último ano. Ao mesmo tempo possibilitando ao Fisco um maior controlo do cumprimento das obrigações fiscais. Retiramos do relatório da DGCI a seguinte passagem:

"Foram atribuídos meios informáticos a todos os funcionários dos Serviços Locais de Finanças, Serviços Distritais e Centrais. Está igualmente em curso a renovação do equipamento informático antiquado de todos os Serviços, quer ao nível dos computadores, como de servidores, necessários ao bom funcionamento de todas as aplicações locais nucleares, como sejam o Sistema Local de Cobrança ao nível das Tesourarias de Finanças (SLC), o Sistema de Execuções Fiscais nos Serviços de Finanças (SEF), o Cadastro de Pessoa Singular e de Actividade para os Serviços de Finanças e os recentes Sistemas de Liquidação do Imposto Municipal de Transacções Onerosas sobre Imóveis (IMT), Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e Imposto do Selo sobre as Transmissões Gratuitas, etc.".

Por este lado, compraz-me registar que a Reforma Administrativa - e muito especialmente, a Reforma da Administração Fical - conheceu, sob a égide do Dr. Sousa Ribeiro, um forte impulso.

Não obstante a redução dos Recursos Humanos, mas beneficiando da disponibilidade de outros recursos, designadamente a nível da informatização, a DGCI conseguiu, em 2003, sob chefia do Dr. Armindo Sousa Ribeiro, uma eficiência que podemos ter retratada neste excerto das conclusão do respectivo relatório:

"A execução orçamental superou os objectivos de receita de 2003 (revistos no OE2004) em 7,3%. Nos impostos mais significativos, com excepção do IRC, afectado por uma situação económica especialmente adversa, como é geralmente reconhecido. Em termos de sistema de tributação, para além de disponibilizar novos modelos de cumprimento das obrigações declarativas e de pagamento, colocou-se de pé a Reforma dos Impostos sobre o Património. Na área da inspecção, o que mais ressalta, para além da quantidade das acções realizadas, é a rentabilidade das mesmas, o que confere qualidade à selecção e ao trabalho inerente às acções desencadeadas, num ambiente de redução de recursos humanos. Entretanto, sem perda de receita significativa, foi possível evitar a deslocação de dezenas de milhares de contribuintes aos Serviços de Finanças.".

Creio que o País tem que estar grato ao Dr. Sousa Ribeiro pela gestão da DGCI que produziu. E é com este grau de eficiência que o novo gestor haverá de comparar-se. Pelo muito mais que vai custar, espera-se que, a curto prazo, consiga fazer muito melhor. Senão, melhor seria o Ministério estar quieto e deixar continuar quem estava a fazer um bom trabalho.

Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 2/6/2004

RECORDAR É VIVER

Billie Holiday. My Man. (A canção que Edit Piaf celebrizou como Mon Homme na sua porventura melhor interpretação americana).

ÁFRICA NOSSA - XXXII



(vide I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1896, foram declarados abertos os I Jogos Olímpicos da era moderna.

A decisão de restaurar a antiga tradição do desporto e organizar os Jogos Olímpicos modernos na Grécia foi oficialmente aprovada no primeiro Congresso Olímpico, organizado por Pierre de Coubertin no anfiteatro da Sorbonne, em Paris, de 16 a 23 de Junho de 1894. O encontro teve um forte carácter internacional, graças à presença de muitas personalidades importantes que haviam atendido ao apelo de Coubertin. No primeiro dia de debates participaram duas mil pessoas. Havia 78 delegados representando 49 clubes desportivos das treze principais potências mundiais.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Self-service limitado...

5.4.11

OS PORTUGUESES - LIX


"A pressão a nível europeu e os acontecimentos que tiveram lugar em Espanha estão ligados ao movimento desencadeado em Portugal, a 27 de Maio de 1823, a 'Vilafrancada'. O infante D. Miguel acompanhado dem forças militares, instalou-se em Vila Franca de Xira e lançou uma proclamação aos Portugueses, na qual traçava um quadro calamitoso da situação portuguesa: 'A Majestade Real ultrajada e feita ludíbrio dos facciosos; todas as classes da Nação com diabólico estudo deprimidas...deram-vos a ruína e o rei reduzido a um mero fantasma; a Magistratura diariamente ultrajada; a Nobreza ... reduzida ao abatimento; a Religião e os seus Ministros objecto de mofa e de escárneo.'... E, para que não restassem dúvidas sobre o objectivo do golpe de estado, o infante declarava solenemente: 'não acrediteis que queremos restaurar o despotismo, operar reacções, ou tomar vinganças. Juremos pela Religião e pela honra que só queremos a união de todos os portugueses. Após alguma hesitações das Cortes, do general Sepúlveda e do próprio rei, a situação clarifica-se. D. João VI, que condenara inicialmente a acção do filho, dirigiu-se para Vila Franca a fim de se lhe juntar, subscrevendo uma proclamação aos habitantes de Lisboa na qual anunciava o propósito de modificar a Constituição: 'Eu não desejo,

D. Miguel tornar-se-ia rei. Situação que só viria a ser resolvida por seu irmão D. João IV. Mas isso é outra história.

(Fonte: História de Portugal, dirigida por João Medina)

FRASE DO DIA

"Cavaco Silva levou uma semana a aceitar demissão do Governo, sem qualquer justificação para a demora."

Vital Moreira - PÚBLICO - 5/4/2011

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Não é muito! José Sócrates tinha levado seis anos a pedir a demissão e, ademais, quando deu a justificação disse que tinham sido outros a obrigá-lo!

PENSAMENTO DO DIA




O líder do Partido Socialista (Madeira) fez um apelo à revolta contra regime de Jardim. Ora aqui está um bom exemplo dado ao continente!

RECORDAR É VIVER

Fred Mercury. The Great Pretender.

ÁFRICA NOSSA - XXXI



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1964, faleceu o herói americano da II Grande Guerra Mundial, General Douglas MacArthur.

O momento mais baixo deste período foi a retirada das Filipinas, na altura um protetorado do EUA, tendo fugido com a sua família, nos últimos dias de batalha. Os seus detractores nunca perdoaram esta fuga, enquanto os seus defensores argumentam que apenas por ordem directa do Presidente aceitou deixar as suas tropas. Em defesa destes, temos o facto de MacArthur ter sido posteriormente condecorado por Franklin Roosevelt com a mais alta condecoração militar de seu país, a Medalha de Honra do Congresso.

O seu nome ficará para sempre associado à reconquista das Filipinas por parte das tropas norte americanas, cumprindo a sua famosa promessa de regresso "I Shall Return" efectuada dois anos antes.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Os veículos eléctricos são o futuro!...

4.4.11

OS PORTUGUESES - XLVII


"Os objectivos expostos pelos autores do pronunciamento que teve lugar a 24 de Agostod e 1820, na praça de Santo Ovídio, no Porto, estavam longe de representar uma ruptura, um corte revolucionário com o passado. No 'Manifesto aos Portugueses', na carta enviada ao rei, redigida pelo Fr. Francisco de S. Luís, bem como em muitos outros documentos coevos, persistia a ideia de que tal acto não era, na sua essência, uma revolução, mas sim a restauração das antigas liberdades, o reencontro do rei com a nação para resolver, através do reatamento dessa aliança e de algumas reformas institucionais necessárias, os gravíssimos problemas políticos e económicos que ameaçavam o País.

...

No Brasil, o rei e seus ministros receberam com p0reocupação as notícias vindas de Lisboa. Uns, como Tomás António de Vila Nova Portugal, defendiam uma intervenção decidida para repor a legalidade em território português. Outros, como o Conde das Antas, foram mais conciliadores. Tanto D. João VI como os membros da Junta de Lisboa procuraram evitar uma ruptura.

...

O rei regressou, efectivamente, a Lisboa a 3 de Junho de 1821, confiando o governo do Brasil a seu filho mais velho, Pedro. Mas a volta de D. João VI esteve longe de constituir uma apoteose, uma recepção calorosa dos Portugueses separados durante década e meia do seu soberano."

(Fonte: História de Portugal, dirigida por João Medina)

FRASE DO DIA

"Poupámos dez mil milhões com reformas na Administração Pública."

Castilho dos Santos (Secretário de Estado da Administração Pública) - PÚBLICO - 4/4/2011

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Porventura por isso é que procederam a umas centenas de nomeações já depois de terem pedido a demissão. Tinham margem!...

PENSAMENTO DO DIA

Trilema para as empresas públicas: ou pagam o que devem e não pagam os salários; ou pagam os salários e não pagam o que devem; e não pagar o que devem é, possivelmente, não pagar os salários no mês a seguir. O tecido nacional rompe-se por todos os lados. Já não há como evitar o frio. Esta, a consequência da loucura de uns tantos que todos haverá de sofrer.

RECORDAR É VIVER

Donna Summer. I Feel Love.

ÁFRICA NOSSA - XXX



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1919, faleceu Francisco Marto, um dos três pastorinhos que, alegadamente, assistiram à aparição da Virgem Maria em Fátima, Portugal.

De acordo com as memórias de Lúcia, outra dos três pastorinhos, Francisco era um rapaz muito dado, mas calmo, e gostava de música, o qual mostrava habilidade no pífaro. Sendo muito independente nas opiniões, no entanto era pacificador, e mostrava-se muito respeitoso pelas pessoas. Conta a sua prima que até os animais não escapavam a sua caridade.

As três crianças, particularmente o Francisco, tinham o costume de praticar mortificações, mas que Nossa Senhora numa das aparições pedira moderação. Contudo, como penitência, Francisco deixara de ir à escola e escondia-se para atenuar pelos pecadores. É possível que prolongados jejuns o tenham enfraquecido a ponto de sucumbir à epidemia do vírus influenza que varreu a Europa em 1918, em consequência da Primeira Guerra Mundial. Ele acabou por falecer em casa em 1919.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Semi-nova!...

3.4.11

OS PORTUGUESES - XLVIII


"Figura controversa, como tal tem sido tratado na historiografia portuguesa. Amado e honrado por muitos, caudilho de ideologias revolucionárias para alguns, anti-português e jacobino para outros, Gomes Freire de Andrade merece, por múltiplas razões que, a todo o momento, se reabram as p'áginas da sua história. Dinâmico e ousado, marcou a sua vivência por acções e atitudes ideológicas que o colocam em situação ímpar entre os seus contemporâneos. Frontal e obstinado, deixou marcas profundas nas múltiplas latitudes que precorreu. Inteligente e inquieto, viveu com intensidade uma época de extraordinária riqueza e profundas mutações. GOmes Freire de Andrade, nascido além-fronteiras, iniciou a sua vida profissional em Portugal, fazendo parte da armada que auxiliou as forças navais espanholas no ataque a Argel.Em breve, distingue-se no exército da Catarina II. Nas campanhas do Rossilhão e da Catalunha é já um jovem coronel que aí se notabiliza. A campanha de 1801 consagra-o como um dos poucos oficiais que se bateram perante o ataque espanhol. No período de neutralidade que antecede as Invasões Francesas, tomou parte nos 'notins de Campo de Ourique'. Coincidindo com a estada de Junot em Portugal virá a integrar a Legião Lusitana que se tornou auxiliar do exército napoleonónico. Aí foi amplamente louvado pela forma como procedeu em diversas acções militares mas, simultâneamente, criou inimizades que, após o seu regresso a Portugal, muito teriam contribuído para a sua condenação à morte."

(Fonte: História de Portugal, dirigida por João Medina)

FRASE DO DIA

"José Sócrates acusou o líder do PSD de notável cinismo."

Notícia de PÚBLICO - 3/4/2011

***

Eu acredito! Quando se trata de cinismo ninguém, em Portugal, é tão especialista como José Sócrates!...

PENSAMENTO DO DIA




Não sei bem se o dia de hoje é de eleições ou de jogo Benfica-Porto. São tão parecidos os dois...

RECORDAR É VIVER

Mahalia Jackson. Summertime.

ÁFRICA NOSSA - XXIX



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1954, faleceu Aristides Sousa Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus, aquando do domínio nazi em França.

Sousa Mendes desafiou ordens expressas do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Antônio de Oliveira Salazar, (cargo ocupado em acumulação com a chefia do Governo) e concedeu 30 mil vistos de entrada em Portugal a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir da França em 1940.

Aristides Sousa Mendes salvou dezenas de milhares de pessoas do Holocausto. Chamado de "o Schindler português", Sousa Mendes também teve a sua lista e salvou a vida de milhares de pessoas, das quais cerca de 10 mil judeus.

A 8 de Julho de 1940, Aristides, de volta a Portugal, será punido pelo governo de Salazar, que priva o diplomata de suas funções por um ano, diminuindo em metade o seu salário, antes de o enviar para a reforma. Para além disso, Sousa Mendes perde o direito de exercer a profissão de advogado. A sua licença de condução, emitida no estrangeiro, também lhe é retirada.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Casa projectada por engenheiro...

2.4.11

OS PORTUGUESES - LVI


As invasões napoleónicas de Portugal levaram à fuga da família real portuguesa para o Brasil. E a guerra travada em terriório nacional foi comandada pelos britânicos, mas com heróica participação do soldado português. Portugal "jamais obteve as vantagens conducentes ao papel que os seus soldados tiveram no decorrer da luta. Nem Olivença. cuja anexação se determinou no decorrer daquela a que se poderia chamar a primeira das invasões francesas, nos veio a ser devolvida.

No entanto, e salvaguardando todas as claamidades a que foram submetidas a terra e a gente portuguesas, pelas vidas perdidas, pelo empobrecimento de um país sujeito a anos de fome e de brutal carestia, algo permaneceu, em anos vindouros, a dignificar um povo tão sacrificado - o elogio às qualidades demonstradas pelo soldado português: enérgico, frugal, paciente, dócil e engenhoso, como o classificaram alguns dos seus chefes Ingleses e certos historiadores desta guerra. Wellington, quando chegou aos pirinjéus, chamoulhes os galos de combate do exército."

(Fonte: História de Portugal, dirigida por João Medina)

FRASE DO DIA

"Não tenho medo nenhum do FMI."

Mário Soares - SIC NOTÍCIAS - 2/4/2011

"Já por duas vezes recorremos à ajuda do FMI e não foi nenhuma indignidade."

Freitas do Amaral - SIC NOTÍCIAS - 2/4/2011

***

Para nossa tragédia, há seis anos que vivemos governados por fantasmas...

PENSAMENTO DO DIA




A obstinação, quando cega e arrogante, não passa de estupidez.

RECORDAR É VIVER

Sammy Davis Junior. What Kind of Fool Am I.

ÁFRICA NOSSA - XXVIII



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1872, faleceu Samuel Morse, inventor americano do código que leva o seu nome: Código Morse.

O código morse é um sistema de representação de letras, números e sinais de pontuação através de um sinal codificado enviado intermitentemente. Foi desenvolvido por Samuel Morse em 1835, criador do telégrafo elétrico (importante meio de comunicação a distância), dispositivo que utiliza correntes elétricas para controlar eletroímans que funcionam para emissão ou recepção de sinais.

Uma mensagem codificada em Morse pode ser transmitida de várias maneiras em pulsos (ou tons) curtos e longos:

* pulsos eléctricos transmitidos em um cabo;
* ondas mecânicas (perturbações sonoras);
* sinais visuais (luzes acendendo e apagando);
* ondas eletromagnéticas (sinais de rádio);

Este sistema representa letras, números e sinais de pontuação apenas com uma seqüência de pontos, traços, e espaços.

Com o desenvolvimento de tecnologias de comunicação mais avançadas, o uso do código morse é agora um pouco obsoleto, embora ainda seja empregado em algumas finalidades específicas, incluindo rádio faróis, e por CW (continous wave-ondas contínuas), operadores de radioamadorismo. Código morse é o único modo de modulação feito para ser facilmente compreendido por humanos sem ajuda de um computador, tornando-o apropriado para mandar dados digitais em canais de voz.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Oxalá o saneamento não entupa nunca...

1.4.11

OS PORTUGUESES - LV


"As soluções urbanísticas para a nova Lisboa (depois do terramoto de 1755) surgirão com as propostas de Manuel da Maia, o venerando e respeitado engenheiro militar que, desde 1754, ocupava o importante cargo de engenheiro-mor do reino. Em três missivas dirigidas ao duque de Lafões mas destinadas a Pombal, escritas entre 4 de Dezembro de 1755 (escasso um mês depois do terramoto) e 31 de Março do ano seguinte, o velho mestre-de-campo-general, de quase 80 anos de idade, apresenta as cinco soluções de entre as quais pensa que deverá ser escolhida a mais adequada à reconstrução da capital do reino. Com uma notável experiência em fortificações e construções militares, e já algumas sugestões reveladas quanto a potenciais alterações urbanísticas na Lisboa setecentista, Maia verá as suas ideias servirem de orientação aos arquitectos e engenheiros que traçarão a nova urbe."

Fonte: História de Portugal, dirigida por João Medina)

FRASE DO DIA

"Corte real do défice em 2010 foi metade do necessário este ano."

Título da PÚBLICO - 1/4/2010

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A culpa foi do PSD! Porquê?... Bem, isso só sabem os que têm acesso a informação privilegiada!...

PENSAMENTO DO DIA




"Après moi le déluge!". "Depois de mim, o dilúvio!". Luís XV ainda anda por aí...

RECORDAR É VIVER

Dionne Warwick. That's What Friends Are For.

ÁFRICA NOSSA - XXVII



(vide I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1996, faleceu o actor e declamador português Mário Viegas.

Foi fundador de três companhias teatrais (a última das quais a Companhia Teatral do Chiado) e actuou em Moçambique, Macau, Brasil, Países Baixos e Espanha. Notabilizou-se como encenador, tendo dirigido obras de autores clássicos como Samuel Beckett, Eduardo De Filippo, Anton Tchekov, August Strindberg, Luigi Pirandello ou Peter Shaffer. Pela sua actividade foi distinguido, diversas vezes, pela Casa da Imprensa, pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro e pela Secretaria de Estado da Cultura, que lhe atribuiu o Prémio Garrett (1987). No estrangeiro foi premiado no Festival de Teatro de Sitges (1979), com a peça D. João VI de Hélder Costa, e no Festival Europeu de Cinema Humorístico da Corunha (1978), com filme O Rei das Berlengas de Artur Semedo. O seu último êxito teatral foi a peça Europa Não! Portugal Nunca (1995).

No cinema participou em mais de quinze películas, entre elas O Rei das Berlengas de Artur Semedo (1978), Azul, Azul de José de Sá Caetano (1986), Repórter X de José Nascimento (1987), A Divina Comédia de Manoel de Oliveira (1991), Rosa Negra de Margarida Gil (1992), Sostiene Pereira de Roberto Faenza (1996), onde contracenou com Marcello Mastroianni. Teve uma colaboração regular com José Fonseca e Costa — Kilas, o Mau da Fita (1981), Sem Sombra de Pecado (1983), A Mulher do Próximo (1988) e Os Cornos de Cronos (1991).

Deu-se a conhecer pelos seus recitais de poesia, gravando uma discografia de catorze títulos, com poemas de Fernando Pessoa, Luís de Camões, Cesário Verde, Camilo Pessanha, Jorge de Sena, Ruy Belo, Eugénio de Andrade, Bertolt Brecht, Pablo Neruda, entre outros. Divulgou nomes como Pedro Oom ou Mário-Henrique Leiria. Na televisão contribuiu igualmente para a divulgação da poesia portuguesa, particularmente com duas séries dos programas Palavras Ditas (1984) e Palavras Vivas (1991). Foi colunista do Diário Económico, onde escreveu sobre teatro e humor. Publicou uma autobiografia, intitulada Auto-Photo Biografia (1995).


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Sugestão para reduzir os prejuízos da TAP...