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23.8.07

OS HERÓIS E O MEDO - 4º. fascículo


(continuação)

Este livro, trazido na alma durante vinte anos e escrito na década seguinte, corresponde a uma profunda necessidade espiritual. Surgida particularmente após a revolução de Abril, ponto final das referidas guerras. Foi doloroso – não tanto pelo autor ele próprio, que viveu a guerra mais como observador do que como participante – assistir ao vilipêndio caído sobre os seus antigos camaradas de armas. De repente, pareciam eles ter sido traidores da Pátria, enquanto os heróis chegavam de Argel, de Londres ou de Paris. Os arautos duma justa liberdade cívica decidiram estender, sobre uma geração inteira, um manto de vergonha totalmente injustificado face ao seu comportamento. Não reparando que, com isso, estavam a insultar impiedosamente não apenas os militares expedicionários, mas também as suas famílias, as suas mães, os seus pais, as suas mulheres e, sobretudo, os seus filhos. Com um aflitivo impudor, os fugitivos da guerra não pestanejaram sequer ao insultar a memória dos cerca de dez mil mortos portugueses provocados pela guerra colonial. Mortos aos quais, quer os novos arautos queiram ou não queiram, a Pátria deve o sacrifício supremo das suas vidas. Para humildemente tentar lavar, com o grão de talento possível, essa mancha, também foi escrito este livro.

(continua)
Magalhães Pinto

SORRISO DO DIA

Pode ser o iate dum pobrezinho, mas foi construído com muito sacrifício...

22.8.07

SUGESTÃO TURÍSTICA



EGIPTO
CRUZEIRO NO NILO E CAIRO




Em confortável paquete de rio, comportanto as classes de quatro estrelas, cinco estrelas, luxo superior e grande luxo


A possibilidade de disfrutar, com tranquilidade, durante três dias, de uma viagem pelos restos de uma das mais antigas civilizações do Mundo, notável pela grandiosidade dos seus monumentos, a contar histórias de faraós e suas cortes. A que acrescerá uma estadia numa das cidades mais movimentadas do globo, Cairo.


Várias excursões programadas. Uma das oito maravilhas do Mundo incluída: as Pirâmides de Gizé, erguidas em honra dos faraós Keops, Kefren e Mikerinos, ao lado das quais se encontra a Esfinge.


Uma passagem pelo maior conjunto arquitectónico do Egipto, Karnak, região da celebrada Tebas, que foi capital do império.


Não muito longe de Karnak, outro lugar famoso pela sua monumentalidade, Luxor. Particularmente interessante reflectir sobre a capacidade realizadora dos egipcíos antigos, capazes de construir monumentos desta grandeza sem disporem ainda dos meios tecnológicos que o futuro haveria de trazer. E, também, sobre a arte e capacidade científica dos seus arquitectos.


Por fim, uma estadia de quatro noites no Cairo, a cidade das mil e uma surpresas. Possibilidade de apreciar no Museu do Cairo, nem que seja uma vez mais, o tesouro do faraó Tutankhamon.




Preço por pessoa, em alojamento duplo: desde 850,00 euros.

(Gentileza de Viagens 747)

PENSAMENTO DO DIA


Um debate interessante entre Mário Soares e José Manuel Fernandes (director do "Público"), sobre o conteúdo da Democracia, a propósito do apoio do primeiro ao ditador venezuelano Hugo Chavez. A mostrar, para já, aquilo que sempre pensei do primeiro: que é um excelente argumentistamovido por ódios de estimação. Vale a pena seguir, se o "velho" político vier a responder ao demolidor texto do jornalista na edição de hoje.

FRASE DO DIA


"Eventuais incorrecções na idetificação da autoria (dos textos plagiados e assinados por Luís Filipe Meneses no seu blog) serão corrigidas e devem ser, naturalmente, tidas como lapsos."

José Aguiar, assessor de Luís Filipe Meneses - "PÚBLICO" - 22/8/2007

***

Graças a Deus! Eis um que não tem dúvidas mas que, por vezes, se engana!...

PERGUNTAS SEM RESPOSTA



Porque será que Luís Filipe Meneses - o que um dia preconizou a invasão de Espanha a partir de Portugal, através do Rio Douro - se mostra agora tão contemporazidor contra os vândalos do milho transgénico?

OS HEROIS E O MEDO - 3º. fascículo

(continuação)

Quando “ O Príncipe” foi escrito, andavam os Portugueses, nas suas caravelas e naus, a descobrir e a dominar novas terras por esse mundo fora, apenas mal intuídas pelos europeus. Mas de pouco lhes valeu a obra. Quase cinco séculos mais tarde, envolver-se-ão aí, em duras guerras, durante quase década e meia. Não tinha chegado meio milénio para conquistar a alma das gentes encontradas pelas Descobertas. Nessas guerras, sacrificou-se uma geração inteira, em nome de um conceito de Pátria que, por mais defeituoso fosse, continha os ingredientes essenciais de qualquer conceito de Pátria: amor ao território, amor às gentes, amor à língua, amor às tradições, veneração dos antepassados e da sua obra.

Para o esforço desse mais de um milhão de Portugueses passado por África nas guerras coloniais, não importa se o tempo, neste canto da Europa, era de ditadura ou democracia. O que verdadeiramente deve estar em perspectiva é o seu denodado sacrifício. Levado a cabo do jeito sempre usado pelos Portugueses. Com benevolência, com compreensão. Ainda nessas guerras esteve presente o espírito produtor da miscigenação. Os soldados portugueses demandantes de África na segunda metade do Século XX tiveram, com as populações nativas, de um modo geral, um comportamento nada condizente com um ambiente de guerra. Houve mortos, feridos, estropiados, é verdade. De parte a parte. Houve, aqui e além, uma atrocidade, é verdade. De parte a parte. Mas, escoados os primeiros momentos de terror e pânico, quando as atrocidades foram mais visíveis, não foi esse o tom geral da guerra. Esteve sempre presente, pelo menos entre os soldados – hoje ditos de ocupação e, então, de defesa – e as populações civis um clima de fraternidade. Sem prejuízo de uma ou outra excepção - isso mesmo, excepção - apenas os guerrilheiros eram tratados com alguma impiedade, sobretudo durante interrogatórios de guerra. Mas, mesmo assim, sempre procuraram os militares portugueses “recuperar” os prisioneiros. Muitos deles, depois de se terem batido no mato contra os brancos – o racismo, quando existia, tinha dois sentidos – perderam posteriormente a sua vida ou a sua integridade física nas milícias que, ao lado daqueles, combatiam os guerrilheiros da independência.

(continua)
Magalhães Pinto

SORRISO DO DIA

Deve ser recorde para o Guiness: uma mulher sózinha satisfazer doze homens todos ao mesmo tempo...

21.8.07

PENSAMENTO DO DIA


Cada vez são mais frequentes os acidentes e incidentes com aviões, alguns dos quais terminam em tragédias monumentais. Tanto quiseram baixar os custos que já há pouca diferença entre viajar de avião ou de carro eléctrico.

FRASE DO DIA


"As hipóteses do contribuinte receber o excesso de IVA, pago a mais na compra de automóvel (parcela considerada ilegal pela Comissão Europeia), são reduzidas e o eventual valor a receber poderá ser inferior aos custos do pedido de devolução."

Especialistas fiscais consultados pelo "PÚBLICO" - 21/8/2007

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Já há ladrões de rua a seguir o exemplo do Estado: roubam pouco de cada vez para desmotivar as vítmas de apresentar queixa...

OS HEROIS E O MEDO - 2º. fascículo

(continuação)

INTRODUÇÃO

“Quando os países que se adquirem, como disse, se habituaram a viver com as suas leis e em liberdade, há três maneiras para se manterem: a primeira é destruí-los; a segunda é ir para lá viver pessoalmente; a terceira é deixá-los viver com as suas leis, tributando-os e neles estabelecendo um governo formado por poucos que no-lo mantenham amigo. Porque tendo sido um tal governo criado pelo príncipe, os seus membros sabem muito bem que precisam da amizade e do apoio dele, sem o que não poderiam subsistir. E é evidente que, se não se deseja fazer decair uma cidade habituada a viver livre, o melhor modo de a conservar é através dos seus próprios cidadãos: qualquer outro método produz efeitos contrários… Mas, quando as cidades ou as províncias se habituam a viver sob o domínio de um príncipe, extinguida a antiga estirpe, estando, por um lado, habituadas a obedecer e não tendo, pelo outro, antigos chefes, não se acordam em criar um novo e não sabem viver livres: de modo que são mais lentos em tomar as armas e é possível a um príncipe vencê-las mais facilmente e mantê-las. Mas as Repúblicas têm maior vida, maior ódio e mais desejo de vingança: a lembrança da antiga liberdade não as deixa nem pode deixar em descanso. Eis porque o método mais eficaz para as reduzir é aniquilá-las ou conciliá-las lá vivendo”.

Nicolau Maquiavel – “O Príncipe” – 1513

(continua)

Magalhães Pinto

PERGUNTAS SEM RESPOSTA



Porque é que os refrigerantes de limão são feitos com sabores artificiais e o detergente para a máquina de lavar louça é feito com limões verdadeiros?

SORRISO DO DIA

- Até os comemos!...

20.8.07

FRASE DO DIA


"Alguns dos investimentos que estão a ser realizados por industriais da nossa zona (Vale do Ave) precisavam ser tão apoiados como são as empresas estrangeiras."

Castro Fernandes - Presidente da AMAVE - "PÚBLICO" - 20/8/2007

***

Ingenuidade. Porque há uma diferença substancial. É que os industriais daquela zona não têm possibilidade de deslocalizar para o estrangeiro os investimentos feitos ao fim de meia dúzia de anos. Têm toda a vida para recuperar o investimento...

PENSAMENTO DO DIA


As grandes cidades desertificam ao mesmo ritmo dos concelhos interiores rurais. Parece que toda a gente está a escolher para viver os concelhos exteriores marítimos...

PERGUNTAS SEM RESPOSTA



A quem interessou manter "abafado", durante três anos, um caso de corrupção na Refer?

CRONICA DA SEMANA

O Governo pretendeu colocar em vigor, há poucos dias, uma lei que permitiria aos serviços do Estado ter acesso às contas bancárias do contribuinte que reclamasse formalmente contra qualquer decisão do Fisco que lhe fosse prejudicial. Felizmente, o Senhor Presidente da República teve dúvidas sobre a constitucionalidade dessa lei e submeteu-a a parecer do Tribunal Constitucional. O qual, sem dúvidas algumas, se afirmou contra a Lei. E esta morreu pacificamente. Paz à sua alma. Alguns opinadores, porém, vieram a público defender a Lei. Importa, por isso, compreender o que esteve em causa, para bem percebermos o que estava mal.
Em primeiro lugar, afirme-se que, em Portugal, não existe sigilo bancário absoluto. A Lei prevê – e é possível – que o Estado aceda às contas de um qualquer cidadão. Basta para isso que se julgue com razão e vá a um juiz pedir autorização para o fazer. Se o Juiz considerar que há razões que o justifiquem, concede autorização para que o sigilo seja quebrado. Acontece que o Estado muito raramente recorre a esta medida. O que, face à Lei que o Governo pretendeu promulgar, não se entende.
Em segundo lugar, recorde-se que um dos direitos fundamentais dos cidadãos face ao Estado é justamente reclamar, se necessário for até aos tribunais, contra as decisões desse mesmo Estado. É um direito sem o qual a Democracia se afundaria, porque destruiria completamente o equilíbrio de poderes que são a nossa, de nós cidadãos, maior garantia de justiça. Isto é, ninguém manda tudo. Nem mesmo um Governo com maioria absoluta.
Bem andaram, portanto, o Senhor Presidente da República e o Tribunal Constitucional ao colocar um travão nesta sanha persecutória do Governo. Ao tentar legislar desta maneira, o Governo repetiu aquilo que, a propósito doutras leis, já se referiu publicamente: a arrogância da maioria faz com que os actuais governantes pensem que Portugal é uma coutada sua e que nós somos apenas aldeões a quem se pode tirar a pele quando apeteça.
Contudo, nesta história toda há algo que eu não entendo. Dispondo de maioria na Assembleia da República, o Governo poderia, eventualmente, tentar publicar uma Lei que acabe com o sigilo bancário para toda a gente. Porém clara, aberta, transparente. Todavia, não o faz. Prefere atacar à socapa, como agora tentou. E isto é um grande enigma para mim. Não sei porque assim sucede. De qualquer modo, o melhor é o Governo respeitar os cidadãos que são, ao fim e ao cabo, os verdadeiros detentores do Poder que lhes está actualmente delegado.

Crónica O SIGILO BANCÁRIO - Magalhães Pinto - "MATOSINHOS HOJE" - 20/8/2007

OS HERÓIS E O MEDO - 1º. fascículo


DEDICATÓRIA


A uma geração sacrificada,
corajosa executora de uma guerra que
não desejou. Mas que não recusou,
em nome do conceito de Pátria
que lhe tinha sido inculcado.
Por isso merecendo o apreço do seu Povo..

O autor

(continua)
Magalhães Pinto

SORRISO DO DIA

O primeiro TGV a chegar a Santa Apolónia, vindo da Ota...

19.8.07

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(excluam-se o Quim, o Petit e o Rui Costa...)