. . . OS SINAIS DO NOSSO TEMPO, NUM REGISTO DESPRETENSIOSO, BEM HUMORADO POR VEZES E SEMPRE CRÍTICO. . .
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8.6.10
FRASE DO DIA
7.6.10
MEMÓRIA
MISTÉRIOEsfreguei os olhos, para ver se estava acordado. A cena desfazia uma série de pensamentos feitos que costumam habitar em nós. Ver tantos Contribuintes a barafustarem, a empurrarem-se, inclusivamente a tentar furar barreiras policiais, para pagarem os seus impostos em atraso que não os deixavam pagar, é o nosso habitual mundo às avessas. É a destruição de lugares comuns na área fiscal. É a confirmação de que o Governo e, particularmente, a Senhora Ministra das Finanças estava certa e os outros errados. Incluindo eu próprio. Como conto.
Antes da promulgação do decreto sobre o último perdão fiscal, a Presidência da República consultou a Associação de Contribuintes a que presido, para conhecer os argumentos que nos opunham ao perdão fiscal. E, entre eles, estava o nosso convencimento de que, para além da injustiça, a medida não teria grandes efeitos práticos. O nosso raciocínio era relativamente simples. Perdões fiscais sucessivos desacreditam a ameaça de que se trata de uma última oportunidade de regularização. Haverá sempre outro, pensar-se-á. E, portanto, quem não pagou na hora, vai ficar a aguardar o próximo. Vê-se hoje que este raciocínio estava errado. O valor dos impostos recuperado e a incrível cena testemunhada que acima descrevo e que todos vimos, é disso certificado. Aliás, aquando daquela intervenção da Presidência da República, ficamos a saber que o Governo esperava efectivamente recuperar uma grossa maquia e que um dos seus argumentos principais era o de que não havia outro modo de conseguir essa recuperação. Faço o mea culpa sem grande constrangimento. Porque entendo que o fenómeno é uma lição. E que vale a pena errar se disso resultar uma boa lição. O que é que leva tantos portugueses a agirem assim? Não pagando os seus impostos no momento certo, tranquilamente, sem atropelos, para depois acorrerem em massa a pagá-los, no meio da maior confusão, com perdas de tempo enormes e confrangedoras? Penso que devemos, todos os que anseiam e se batem por uma Pátria organizada, ordenada, de bons cidadãos conscientes dos seus direitos mas também dos seus deveres, meditar sobre o fenómeno e encontrar-lhe as razões. Se tivermos sucesso nesta empreitada, talvez consigamos dar passos na direcção almejada.
Uma boa explicação é o nosso espírito latinamente “borlista”. Que nos faz encher o metropolitano do Porto quando se pode viajar de graça para, no dia seguinte, protestarmos contra o preço de passagens que até nem são caras se atendermos ao conforto e à rapidez do transporte. Que nos faz rejubilar quando é cometida a tremenda injustiça relativa de abolir portagens no nosso pequeno meio metro de autoestrada à custa de todos os outros, mas que nos faz interromper a circulação se as portagens são restabelecidas, interrompenso a injustiça. Que nos faz fazer greve se, como manda a equidade, continuarmos a pagar para a Caixa Nacional de Pensões as nossas contribuições quando passamos à reserva. Como se deixássemos de dispor de todos os serviços do Estado pelo facto de termos deixado de trabalhar. Um espírito “borlista” que nos faz acorrer em massa a tudo quanto cheire a “de graça”. Nesse sentido, até os que protestamos contra o perdão – os cumpridores – contribuimos para o sucesso da medida governamental, por termos empolado o que seria o benefício dos incumpridores. Se o bónus era tão injusto, como diziam os relativamente prejudicados, então seria de aproveitar, terão pensado os beneficiados. O que, a ser verdade, mostra uma consciência cívica e extremamente distorcida, que há que inverter. “Deixa-me aproveitar, porque se prejudica o meu contrário, beneficia-me a mim”, é um pensamento civicamente inadmissível.
Uma outra razão, mais sofisticada, pode estar na origem do fenómeno. Não acredito que, nas generalidade dos casos, se deixe de pagar impostos deliberadamente, podendo fazê-lo. Pode acontecer em alguns casos, mas não é seguramente esse o caso comum. As pessoas não pagam os seus impostos – não estamos a falar na evasão, mas sim no atraso de pagamento de impostos liquidados, de que o Estado tem conhecimento – porque o pagamento dos impostos aparece como última prioridade na aplicação do dinheiro disponível. Não se paga porque já não sobra dinheiro do resto. E compreende-se porquê última prioridade. Em primeiro lugar, porque as pessoas se sentem espoliadas devido à enorme carga fiscal de que são objecto. Depois, porque há a consciência generalizada de que os dinheiros públicos são mal administrados. E, por fim, porque o credor, neste caso o Estado, vai demorar anos a tentar cobrar coercivamente. Podendo mesmo, devido à sua gigantesca inércia, vir a deixar prescrever a dívida. A espada da penhora ficará suspensa por longo tempo e pode até nem cair. Face a um perdão de custos acrescidos para pagamento já e entre a dúvida se a espada cairá ou não, muitos aproveitarão do benefício. Se esta razão for relevante no fenómeno a que assistimos, então o fenómeno não se vai ficar por aqui. É que, se o dinheiro faltou para pagamento no momento apropriado e se foi desencantar, agora, para aproveitar do benefício, então o dinheiro vai continuar a faltar aí para a frente. E o processo das amnistias fiscais sucessivas confirma-se. Com falta do dinheiro entregue agora, as pessoas não vão pagar aí para a frente, Vão continuar a atrasar-se. À espera do próximo perdão. E haverá problemas orçamentais já neste ano que vai iniciar-se, por falta de pagamento de impostos. Algo a que, penso eu, a Ministra das Finanças deveria estar bastante atenta.
Uma terceira razão pode ter sido, efectivamente, o medo de que o Estado cumpra o que disse. E de que vá ser impiedoso com os que não aproveitaram o benefício-injustiça. “Não diga, depois, que o não avisámos”, dizia a publicidade ao perdão. Uma ameaça latente susceptível de provocar efeitos. Julgo que deveríamos ficar todos contentes se fosse esta razão a de maior peso na atitude dos contribuintes que motiva estas notas. Porque isso significaria que, pelo menos desta vez, as pessoas acreditam que o Governo é capaz de fazer prevalecer a Lei, de modo expedito. Seria esta, a ser, a maior vitória da Ministra das Finanças. Ter escrito direito por linhas tortas. Porque precisamos de um Estado – leia-se, Governo, que o representa – credível. Para que seja possível colocar o combóio na linha. Algo que veremos daqui a pouco. Se assistirmos, já no início do ano, a alguns casos exemplares, de accionamento dos mecanismos de cobrança coerciva, então a credibilidade subirá para níveis pouco usuais desde há muito tempo.
Do fenómeno ficam algumas ideias complementares que vale a pena deixar expressas.
Ao decretarem uma greve para um momento em que o país – e não apenas o Governo – necessitava deles, os funcionários públicos das Finanças justificam tudo quanto o Governo se propõe fazer neste domínio. Redução dos quadros, congelamento dos salários, redução das pensões, tudo! Os funcionários públicos que decretaram e aderiram a esta greve prejudicaram tudo e todos. Olharam apenas para a sua barriga. Tal como aconteceu com a greve geral de há poucos dias, extremamente antipática, esta não colheu simpatias. E o movimento sindical vai-se afundando nestas greves impopulares, prejudiciais para toda a comunidade. E vai reforçando, a olhos vistos, este Governo.
Será, no mínimo, pouco inteligente, se o Governo não alargar, por dois dias apenas, que tantos durou a greve, a vigência do perdão. Já que a injustiça foi cometida, que possam dela beneficiar todos os que isso pretendam. E foi visível que ficou muita gente a querer pagar sem poder fazê-lo.
As oposições estiveram caladas quanto à injustiça que o perdão fiscal representava para com os contribuintes cumpridores. Vá-se lá saber porquê. Dificilmente se pode admitir que fosse por espírito de colaboração com a Ministra das Finanças, a quem têm procurado tolher os passos. Mas era bom que estivessem atentas. Porque é sempre das críticas da oposição que pode vir o contributo maior para a defesa dos injustiçados.
Finalmente, é de perguntar o que vai fazer o Governo com os Contribuintes cumpridores. Muito bem, injustiçou-os no perdão fiscal, em nome dos interesses mais imediatos do Estado. E agora? Como vai reconhecer que os seus maiores aliados são os que cumprem, não os que incumprem? Além disso, como lutar contra as três razões que acima anotei como explicativas do fenómeno inusitado, bizarro, inesperado, de ver os cidadãos a fazerem uma “guerra” para que os deixem pagar os seus impostos? Julgo que um desconto de pronto pagamento, pelo menos, era bem vindo. Por exemplo, 2%. Repunha alguma justiça. Era uma pequena “borla”. Mudava em alguma medida a prioridade do pagamento dos impostos. Credibilizava o Estado. Mas, como de costume, tenho poucas esperanças que o Governo esteja interessado nisso tudo. A fome de dinheiro é muito grande para permitir “borlas” de boa vontade. O Estado só dá “borlas” quando é obrigado a isso. Atropele, então, quem atropelar.
Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 31/12/2002
EFEMÉRIDE DO DIA
6.6.10
FRASE DO DIA
PENSAMENTO DO DIA
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1548, faleceu D. João de Castro, fidalgo português e 4º. Vice-Rei do Estado Português da Índia.
Para reedificar a fortaleza de Diu, que depois da vitória ficara derribada até ao cimento, D. João escreveu aos vereadores da câmara de Goa, afim de obter um empréstimo de 20.000 pardaos para as obras da reedificarão, a célebre carta, datada de 23 de Novembro de 1546, em que ele dizia, que mandara desenterrar seu filho D. Fernando, que os mouros mataram nesta fortaleza, para empenhar os seus ossos, mas que o cadáver fora achado de tal maneira que não se pudera tirar da terra; pelo que, o único penhor que lhe restava, eram as suas próprias barbas, que lhe mandava por Diogo Rodrigues de Azevedo; porque todos sabiam, que não possuía ouro nem prata, nem móvel, nem coisa alguma de raiz, por onde pudesse segurar as suas fazendas, e só uma verdade seca e breve que Nosso Senhor lhe dera. É heróico este ato. Tanta era a consciência da própria honra que empenhava os ossos do filho, depois as barbas, ao pagamento duma soma que pedia para o serviço do rei, e não para si. 0 povo de Goa respondeu a esta carta com quantia muito superior à que fora pedida, vendo que tinham um governador tão humilde para os rogar, e tão grande para os defender. Remeteram-lhe aquele honrado penhor, acompanhado do dinheiro e duma carta muito respeitosa solicitando por mercê que aceitasse aquela importância, que a cidade de Goa e seu povo emprestavam da sua boa e livre vontade, como leais vassalos do rei. A carta tem a data de 27 de dezembro de 1547.
Para reedificar a fortaleza de Diu, que depois da vitória ficara derribada até ao cimento, D. João escreveu aos vereadores da câmara de Goa, afim de obter um empréstimo de 20.000 pardaos para as obras da reedificarão, a célebre carta, datada de 23 de Novembro de 1546, em que ele dizia, que mandara desenterrar seu filho D. Fernando, que os mouros mataram nesta fortaleza, para empenhar os seus ossos, mas que o cadáver fora achado de tal maneira que não se pudera tirar da terra; pelo que, o único penhor que lhe restava, eram as suas próprias barbas, que lhe mandava por Diogo Rodrigues de Azevedo; porque todos sabiam, que não possuía ouro nem prata, nem móvel, nem coisa alguma de raiz, por onde pudesse segurar as suas fazendas, e só uma verdade seca e breve que Nosso Senhor lhe dera. É heróico este ato. Tanta era a consciência da própria honra que empenhava os ossos do filho, depois as barbas, ao pagamento duma soma que pedia para o serviço do rei, e não para si. 0 povo de Goa respondeu a esta carta com quantia muito superior à que fora pedida, vendo que tinham um governador tão humilde para os rogar, e tão grande para os defender. Remeteram-lhe aquele honrado penhor, acompanhado do dinheiro e duma carta muito respeitosa solicitando por mercê que aceitasse aquela importância, que a cidade de Goa e seu povo emprestavam da sua boa e livre vontade, como leais vassalos do rei. A carta tem a data de 27 de dezembro de 1547.
SORRISO DO DIA
5.6.10
FRASE DO DIA
PENSAMENTO DO DIA
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1883, nasceu o economista e político inglês, John Maynard Keynes.
Na década de 1930, Keynes iniciou uma revolução no pensamento econômico, se opondo às ideias da economia neoclássica que defendiam que os mercados livres ofereceriam automaticamente empregos aos trabalhadores contanto que eles fossem flexíveis em suas demandas salariais. Após a eclosão da Segunda Guerra Mundial, as ideias econômicas de Keynes foram adotadas pelas principais potências econômicas do Ocidente. Durante as décadas de 1950 e 1960, o sucesso da economia keynesiana foi tão retumbante que quase todos os governos capitalistas adotaram suas recomendações.
Em 1999, a revista Time nomeu Keynes como uma das cem pessoas mais influentes do século XX, dizendo que "sua ideia radical de que os governos devem gastar o dinheiro que não têm pode ter salvado o capitalismo".
Na década de 1930, Keynes iniciou uma revolução no pensamento econômico, se opondo às ideias da economia neoclássica que defendiam que os mercados livres ofereceriam automaticamente empregos aos trabalhadores contanto que eles fossem flexíveis em suas demandas salariais. Após a eclosão da Segunda Guerra Mundial, as ideias econômicas de Keynes foram adotadas pelas principais potências econômicas do Ocidente. Durante as décadas de 1950 e 1960, o sucesso da economia keynesiana foi tão retumbante que quase todos os governos capitalistas adotaram suas recomendações.
Em 1999, a revista Time nomeu Keynes como uma das cem pessoas mais influentes do século XX, dizendo que "sua ideia radical de que os governos devem gastar o dinheiro que não têm pode ter salvado o capitalismo".
4.6.10
POEMA DO MÊS

NÃO SEJAS ASSIM!....
Não sejas assim!...
Não me faças negaças!...
Nao deixes em mim
o sabor de pirraças!...
Não franzas os olhos
nem faças beicinho!...
Nem cenas aos molhos!..
Ri um pedacinho!...
Põe nesse teu rosto,
às vezes zangado,
um luar de Agosto...
um luar prateado!...
Não sejas assim!...
Não me faças meiguices!...
Não me faças, no fim,
Acabar em tolices!...
Não me dês tantos beijos,
com essa ternura!...
Não despertes desejos
à tua procura!...
Vê se és indiferente!...
Intenta ser calma!...
Do modo que és gente,
derretes-me a alma!...
Meu amor, sê assim!...
Nunca igual, minha querida!..
Sempre num frenesim,
à pesquisa da Vida!...
Serena ou nervosa,
sorrindo ou chorando,
mas sempre formosa,
batendo ou beijando!...
Se fores sempre assim,
como quem quer viver,
asseguro por mim:
não te vou esquecer!...
Magalhães Pinto
FRASE DO DIA
PENSAMENTO DO DIA
MEMÓRIA
MENDICIDADELuzida delegação empresarial foi pedir ao Senhor Presidente da República protecção contra a invasão de capitais estrangeiros, a progressivamente tomarem conta dos centros de decisão do tecido empresarial português. Da notícia, colhi para reflexão quatro pontos:
1.- O conteúdo do pedido;
2.- A entidade pública a quem era feito;
3.- Os pedintes;
4.- Os ausentes.
Recordei que há uma boa meia dúzia de anos, também eu usei um argumento semelhante. Decorria a OPA do Banco Comercial Português sobre o Banco Português do Atlântico. O capital do BCP era maioritariamente detido por entidades estrangeiras, enquanto o do BPA era detido essencialmente por cidadãos e entidades retintamente portuguesas. Não mudei de opinião, entretanto. Acho que os poderes públicos devem esforçar-se por manter o tecido empresarial português em mãos portuguesas, dentro dos compromissos internacionais que o país tenha assumido. Mas entendo outra coisa também. É que o proteccionismo dos poderes públicos não pode ser bacoco, espécie de protecção da ineficiência. Nem os tratados internacionais de que beneficiamos o permite, em o interesse nacional o aconselha. Curiosamente, o Primeiro Ministro respondeu mais ou menos nestes termos. Penso que tem razão. A protecção dos empresários portugueses por decreto-lei não só é história de tempos cujo regresso se não deseja, como sempre deu maus resultados. Se Portugal tem alguma hipótese de sobrevivência económica ela não está em colocar o capital das empresas na sua mão por determinação legal. Tal como o Primeiro Ministro disse, é através da eficiência empresarial, do reforço da competitividade nacional que a iniciativa empresarial deve combater a concorrência estrangeira. E aqui, sim, é que os poderes públicos têm muito para fazer. Proporcionando aos empresários portugueses condições de se poderem bater com aqueles. Por exemplo, dando-lhes uma máquina pública eficiente, que lhes não faça ganhar cabelos brancos antes de conseguir uma decisão. Ao colocar os seus queixumes ao Senhor Presidente da República, do modo como foi noticiado, a luzida delegação assumiu o indescritível papel dos miúdo que vai fazer queixa ao pai de que outro lhe quer bater na escola.
Estranhei terem os empresários em questão escolhido, em primeiro lugar, o Senhor Presidente da República para apresentação das suas preocupações. Porque não é matéria que a ele diga respeito, senão longínquamente. Melhor seria terem apresentado os seus pedidos directa e imediatamente ao Senhor Primeiro Ministro. Não consegui vislumbrar a razão para a atitude assumida pelos empresários. Não quis aceitar a única que me pareceu plausível. A da arrogãncia de se julgarem acima do Governo do País. Deus nos livre que assim fosse. O papel dos empresários, todos os empresários, grandes e pequenos, é importantíssimo. Nada justificaria qualquer arrogância de umas dezenas de empresários que, apesar de grandes, não representam para o país nada que se compare ao que produz o esforço das centenas de milhar de pequenos empresários existentes. Os quais é que fazem funcionar o país.
Talvez devido à intervenção do Primeiro Ministro, em resposta quase imediata ao acto dos empresários, na última segunda-feira a mesma delegação visitou este. E, ao contrário do que sucedera na visita a Belém, os empresários tiveram o cuidado de afirmar o seu não desejo de protecção governamental e de que o almejado objectivo – o da manutenção, em Portugal, dos centros de decisão do tecido empresarial – assente no mérito dos empresários portugueses. O que me deixa algo perplexo. Afinal o que foram pedir os empresários? Que o Governo deixe que o seu mérito atinja o objectivo pretendido? Mas é evidente que sim. Não é preciso pedir isso. Se, porventura, capital estrangeiro fizesse, neste momento, uma OPA a alguma empresa cotada na Bolsa, apenas porque ela está muito barata, será que isso não significaria demérito dos empresários portugueses que a possuem e gerem? Que poderia fazer o Governo em tal circunstância? Proibir uma qualquer OPA? Francamente, se ainda percebia os objectivos da delegação com o conhecimento que dos factos tive na diligência junto do Senhor Presidente da República, deixei de os perceber de todo com a visita ao Senhor Primeiro Ministro e, sobretudo, com os esclarecimentos que eles acharam por bem dar à opinião pública.
Dos presentes na delegação, dois houve que particularmente chamaram a minha atenção. José Manuel de Melo (Grupo Melo) e Jorge Jardim Gonçalves (Grupo BCP). Ironia das ironias. O poder, nas empresas, está definitivamente ligado à detenção do capital. É estultícia julgar o contrário. Acontece que, por desenvolvimentos havidos na parte final do século passado, houve, em muitos casos, sobretudo nos grupos grandes, a separação entre a detenção do capital e a gestão, entregue esta a profissionais. Mas, como é óbvio, tal só acontece porque o capital “deixa”. E “deixa” enquanto as coisas correrem bem. A expressão, usada pelos empresários, de intercessão pela “manutenção dos centros de decisão” em Portugal é um eufemismo dificilmente inteligível. Que querem eles dizer com isso? Que o capital tem que estar em mãos portuguesas? Que o capital pode ser estrangeiro desde que a gestão esteja em Portugal? Ou que até a gestão pode estar no estrangeiro, desde que os gestores sejam portugueses? No primeiro caso, não se vê, nestes tempos de espaços económicos alargados e de lugar à competência, como é que se pode conseguir, a não ser com o mérito dos empresários. E, obviamente, nem o Senhor Presidente da República nem o Senhor Primeiro Ministro podem dar esse mérito aos empresários portugueses. No segundo caso, não se vê em que é que as coisas se modificam, tendo em conta as relações capital/gestão que acima enunciei. No terceiro, é legítimo perguntar se pode um gestor português conduzir o capital estrangeiro a seu bel-prazer, se necessário contra os interesses dos detentores estrangeiros do capital. A expressão usada pelos empresários parece, assim, ter sido utilizada dada a presença de Jardim Gonçalves na delegação. Porque este nunca poderia pedir que os nacionais fossem privilegiados. Porque ele está (ou pelo menos esteve muito tempo) ao serviço de interesses de capital maioritariamente estrangeiro. Se calhar, a isso sendo devidas as notórias dificuldades sentidas actualmente pelo seu Grupo. Porque razão é que teve que se associar a um grupo estrangeiro chamado Eureko, do qual agora parece que vai sair a toda a velocidade, para obviar a tais dificuldades? Igual se diga a propósito de José Manuel de Melo, capital retintamente nacional, que não hesitou em aliar-se a capital maioritariamente estrangeiro - como o BCP era – para deitar a mão a parte de um grupo retintamente português – como o BPA era.
Mas foi nas ausências verificadas em tal delegação, sobretudo numa ausência, que colhi o verdadeiro sentido da diligência. Parti, basicamente, da seguinte questão: porque é que da delegação não foi parte o maior dos empresários portugueses fora da actividade financeira, o de maior história, o de maiores realizações, chamado Belmiro de Azevedo? Este, tal como outros, não se cansa de reclamar contra o paternalismo do Estado relativamente à actividade económica. A sua ausência só pode ser interpretada como sinal de coerência. Uma coerência que terá faltado a muitos dos outros. Mas há outras razões pelas quais Belmiro não podia estar presente naquela delegação. A primeira das quais é que ele nunca precisou da protecção do Estado para realizar o maior grupo económico português não financeiro, para se defender dos ataques da concorrência estrangeira, para, inclusivamente, ir atacar essa concorrência nos seus mercados de origem, como a presença do seu Grupo nos quatro cantos do mundo e em inúmeras actividades demonstra. E também porque Belmiro detesta empenhar-se junto do Poder Político. Não gosta da mendicidade política, por mais luzida seja a vestimenta do pobre. Há um valor que ele coloca acima de todos os outros, neste domínio económico-empresarial: o valor do trabalho e do mérito. Belmiro sabe que o Poder Político cobra sempre os pedidos que satisfaz. E se há alguma coisa que Belmiro detesta é estar subordinado ao pagamento de facturas por favores prestados. Em síntese, é meu entendimento que a ausência de Belmiro de Azevedo da luzida delegação deu-se por uma razão maior: a atitude dos empresários portugueses que a constituíam era, para usar um eufemismo, de mendicidade. E ele prefere trabalhar a mendigar.
Curiosamente, as atitudes de Belmiro – se foi esta a razão e outra não vejo – e do Primeiro Ministro acabam por encontrar-se. Ambos são de opinião de que é na procura da competitividade – uma palavra que faz parte do vocabulário do primeiro há mais de um quarto de século – que os empresários portugueses têm de encontrar o seu caminho. E não na procura de protecções e favores que, qualquer que seja a sua forma, não passarão de mendicidade. Opinião que, a ser justa, reduz a luzida delegação ao papel de interlocutora menor nas tarefas do futuro.
Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 30/10/2002
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1975, nasceu a actriz de cinema e humanista Angelina Jolie.
A actriz vive com outro actor de cinema, Brad Pitt. Angelina e Brad não são casados oficialmente, apenas moram juntos. O casal declarou que não vê motivo para casar, já que estão felizes do jeito que estão as coisas. Também disseram que só se casarão quando o casamento homossexual for permitido em todo os Estados Unidos, pois não acham justo casar quando nem todos podem.
Angelina Jolie é assumidamente bissexual, e supostamente - segundo Jenny Shimizu - teve um relacionamento de 10 anos com esta modelo que é lésbica assumida, na época, Jolie era casada com o ator Jonny Lee Miller,[2] além disso Angelina admitiu que já amou várias mulheres em sua vida, e que nunca escondeu sua bissexualidade.
A actriz vive com outro actor de cinema, Brad Pitt. Angelina e Brad não são casados oficialmente, apenas moram juntos. O casal declarou que não vê motivo para casar, já que estão felizes do jeito que estão as coisas. Também disseram que só se casarão quando o casamento homossexual for permitido em todo os Estados Unidos, pois não acham justo casar quando nem todos podem.
Angelina Jolie é assumidamente bissexual, e supostamente - segundo Jenny Shimizu - teve um relacionamento de 10 anos com esta modelo que é lésbica assumida, na época, Jolie era casada com o ator Jonny Lee Miller,[2] além disso Angelina admitiu que já amou várias mulheres em sua vida, e que nunca escondeu sua bissexualidade.
3.6.10
FRASE DO DIA
PENSAMENTO DO DIA
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1925, nasceu o actor de cinema americano (com ascendência húngara) Tony Curtis.
Apesar de parecer ser apenas mais um "menino bonito" a chegar ao cinema, Tony provaria o seu talento em filmes como A Embriaguez do Sucesso com Burt Lancaster, Acorrentados com Sidney Poitier - que lhe renderia uma indicação ao Oscar - , O Estrangulador de Boston ou O Homem Que Odiava as Mulheres, em que interpretava um psicopata real e aquele que seria o seu mais duradouro trabalho na lembrança dos cinéfilos: o clássico de Billy Wilder, Quanto Mais Quente Melhor, com Marilyn Monroe e Jack Lemmon.
Estrelou o filme "O Escudo Negro" (The Black Shield of Fallworth), o meu filme preferido em toda a vida, que já vi catorze vezes.
Apesar de parecer ser apenas mais um "menino bonito" a chegar ao cinema, Tony provaria o seu talento em filmes como A Embriaguez do Sucesso com Burt Lancaster, Acorrentados com Sidney Poitier - que lhe renderia uma indicação ao Oscar - , O Estrangulador de Boston ou O Homem Que Odiava as Mulheres, em que interpretava um psicopata real e aquele que seria o seu mais duradouro trabalho na lembrança dos cinéfilos: o clássico de Billy Wilder, Quanto Mais Quente Melhor, com Marilyn Monroe e Jack Lemmon.
Estrelou o filme "O Escudo Negro" (The Black Shield of Fallworth), o meu filme preferido em toda a vida, que já vi catorze vezes.
TONY CURTIS
No dia do seu aniversário, recordemos Tony Curtis (o actor preferido da minha juventude). Aqui, travestido, com Jack Lemmon, em Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot).
2.6.10
ÉTICA NOS NEGÓCIOS

No próximo dia 11 de Junho, pelas 21,30, no Salão Nobre da Câmara de Matosinhos será proferida a 3ª palestra do Ciclo : A Ética e o Homem, organizada pelos Lions Clube de Matosinhos. Desta vez será abordado o tema " A Ética Nos Negócios" . O palestrante será o Snr. Dr. Luís Portela.
Luís Portela nasceu em 1951 no Porto, onde se licenciou em Medicina. Exerceu actividade clínica apenas durante três anos e foi durante seis docente da Universidade do Porto, tendo leccionado a cadeira de Psicofisiologia.
A sua actividade empresarial foi iniciada com vinte e um anos e aos vinte e sete assumiu a presidência daquele que entretanto se tornou um dos maiores grupos farmacêuticos ibéricos, cargo que tem exercido até à actualidade. Tem também dedicado algum tempo à actividade associativa.
Em 1994 criou conjuntamente com os Laboratórios Bial e o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas a Fundação Bial, tendo como objectivo incentivar a investigação centrada sobre o Homem, tanto sob os aspectos físicos como sob o ponto de vista espiritual. Esta fundação criou um sistema de Bolsas de Investigação Científica, que apoiou algumas centenas de investigadores universitários de diversos países, nas áreas da Psicofisiologia e da Parapsicologia. Também atribui um dos maiores prémios europeus na área da Saúde – o Prémio Bial.
Aos quarenta anos foi condecorado pelo Presidente da República como Comendador da Ordem do Mérito e aos cinquenta com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito. É Professor Honorário da Faculdade de Medicina de Cádiz, em Espanha. Em 1998 foi distinguido com o Prémio de Neurociências da Louisiana State University, nos EUA.
ENTRADA LIVRE
FRASE DO DIA
"Socialistas desvalorizam declarações de Soares (Mário) sobre o 'erro' de apoiar Alegre (Manuel)."Título de PÚBLICO - 2/6/2010
***
Fazem bem. Um governo que nos tem dado tantas alegrias só podia mesmo apoiar um Alegre. E matam dois coelhos com uma cajadada: como não podem desvalorizar o Euro, como queriam, desvalorizam o antigo chefe...
PENSAMENTO DO DIA
CRÓNICA DA SEMANA (II)
INFLAÇÃO, PRECISA-SEO meu escrito de há uma semana atrás motivou alguns leitores a comentar o seu conteúdo. Excelente, na medida em que cada opinião enriquece o debate sobre as medidas que podem ajudar-nos a cumprir o maior objectivo imposto aos portugueses neste momento: sair do “buraco” onde caímos. Houve, naturalmente, Leitores que estiveram de acordo com a perspectiva que adoptei – reduzir salários ou aumentar o tempo de trabalho sem remuneração adicional – determinada, essencialmente, por um pensamento fixo. Parti - e parto – do princípio de que, se pudéssemos desvalorizar a moeda, a gestão da crise interna tornar-se-ia mais fácil. Muita da quase impossibilidade de reequilibrarmos as nossas contas advém da nossa proverbial falta de competitividade. E esta é, de um modo quase unânime, associada à baixa produtividade dos nossos factores de produção, designadamente o capital e o trabalho.
A maior parte das observações feitas pelos nossos Leitores estava respondida no próprio artigo. As discordantes, porém, tinham por pano de fundo a situação ao nível do emprego. Mais tempo de trabalho para quem se encontra empregado significaria trancas à porta de entrada no trabalho da legião de desempregados que temos neste momento, cerca de 700.000. É verdade que tal tenderia a suceder num primeiro momento. Mas não devemos perder de vista que quem está desempregado está, que não podemos resolver tudo ao mesmo tempo e que a oportunidade de empregar quem não trabalha só pode advir do crescimento económico. Razão pela qual optava por criar condições ao crescimento económico, ciente de que, se este acontecer, os desempregados arranjarão trabalho.
Continuando a ter presente uma necessidade de desvalorização da moeda, raciocino, hoje, noutro plano. Tendo bem presente que
- a “nossa” moeda é, hoje, o Euro;
- o Euro não é só nosso;
- por isso, não podemos desvalorizá-lo independentemente dos outros.
Estes pensamentos conduzem-me a um outro. É que, se o Euro é uma moeda comum a um conjunto de países, é a situação económica e financeira do CONJUNTO que deve determinar a política monetária, que deve justificar a desvalorização da moeda comum. O que gera um conflito aparentemente irresolúvel, porque enquanto a desvalorização favoreceria alguns dos países desse conjunto, é natural que desfavorecesse outros. Sem explicações adicionais, a desvalorização favoreceria os países economicamente mais frágeis e desfavoreceria os fortes. Não sendo resolvido o conflito, os países mais fracos perderão a guerra do equilíbrio. Mas a irresolução do conflito quer dizer que, no interior do CONJUNTO dos países que usam a mesma moeda, não existe verdadeira solidariedade. Ou que, para que ela se manifeste tem que acontecer o que já aconteceu com a Grécia – o pronto-socorro – e vai acontecer provavelmente com Portugal e, menos provavelmente, com a Espanha. Aliás, os mercados estão a encarregar-se de colocar o comboio comum nos carris, ao desvalorizar o Euro significativamente e com persistência.
Mas há um outro modo de desvalorizar a moeda. Seria ele o de existir uma inflação significativa nos países do Euro. É verdade que a inflação faz subir os custos monetários e, por isso, o custo nominal da produção. Mas, numa primeira fase, enquanto os factores de produção ajustam o seu preço à inflação, há uma efectiva desvalorização da moeda e, por isso, um ganho de competitividade nos mercados que regem as suas transacções por outra moeda. Foi, aliás, isso que aconteceu em Portugal, nas crises de 1976 e de 1983. A inflação seria, assim, uma forte factor de reequilíbrio, por potenciar aquilo que, em última análise, é o único factor de equilíbrio a médio prazo, o crescimento económico, neste caso através das exportações para o mundo que não tem o Euro como sua moeda. Se é verdade que muita da crise actual teve uma génese puramente financeira, não é menos verdade que a perda de competitividade derivada da perda de produtividade monetária, esta associada à profunda desvalorização conhecida pelo dólar em relação ao Euro é uma causa mais profunda e, porventura, mais determinante.
Claro que a inflação tem consequências perversas. Uma delas é reduzir, com vigor, o nível de vida no interior do espaço que usa a mesma moeda. E aqui, naturalmente, os mais fortes não estão disponíveis para reduzir o seu nível de vida para ajudar os mais fracos. E surge, outra vez, forte e indesmentível, o corolário de que ou há, no seio do CONJUNTO que usa a mesma moeda, uma solidariedade indestrutível ou o problema é irresolúvel para os mais fracos, a não ser com o dito pronto-socorro financeiro. Que, ao fim, nada resolve se não provocar o crescimento económico no seio dos ajudados.
Ter em conta todos os efeitos de uma determinada política monetária é muito difícil, nestes tempos de globalização e interdependência verificada a nível mundial. Mas devemos centrar-nos no essencial. Os países em dificuldades têm necessidade de um forte crescimento económico para superarem as suas dificuldades actuais. Para isso, precisam de ganhar competitividade, algo que é afirmado quase todos os dias pelos nossos responsáveis. Há duas vias para ganhar competitividade. Uma pelo propalado desenvolvimento cultural, científico, tecnológico. Outra por intervenção no valor da moeda respectiva. A primeira demora gerações, uma pelo menos. A outra produz efeitos quase imediatos. E, com toda a franqueza, creio que os países em dificuldades dentro da zona Euro, a começar pelo nosso, não têm muito tempo. Assim, com toda a ingenuidade de quem nestas coisas e face às grandes cabeças que governam a Europa, incluindo Portugal, entendo que precisamos da inflação. Sem medo, ao nível dos dois dígitos. Sendo que há um modo de a produzir artificialmente. Injectando moeda nos países em dificuldade. O que a Europa deve fazer sem medo, sob pena de estar a expulsar do seu seio os países mais fracos. Dando mostras de egoísmo nacional indesmentível. Perante o qual ficaria (ficará) bem egoísmo idêntico dos países em dificuldades, abandonando o Euro sem tergiversar.
Sem cuidar de analisar agora responsabilidades – e haveria muitas a apontar, no caso do nosso país – a questão a colocar à Zona Euro é: inflação (no sentido em que isso é desvalorização da moeda) ou dinheiro, que nos querem dar? É que, como país pequeno, concorrendo ainda com as economias emergentes, não nos safamos porque elas tem a sua moeda muito desvalorizada.
Tenho muitas dúvidas sobre qual será a resposta da Europa num caso destes. Pelo exemplo da Grécia, parece que optam pela segunda alternativa. Só que eu tenho muitas dúvidas sobre se a resposta continuará a ser essa, no caso de as necessidades irem muito além do que já foi previsto. Solidários, solidários, sim. Mas essa de sustentar a casa do vizinho permanentemente custa muito a digerir. E já não falo na eventualidade, sempre presente no nosso caso, de ao dinheiro para aqui a enviar suceder o mesmo que aconteceu ao que já veio desde que aderimos à Europa: desaparecer num poço sem fundo.
Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 2/6/2010
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1691, nasceu Nicolau Nasoni, arquitecto italiano que viria a deixar uma vastíssima obra em Portugal.
Entre as suas obras no nosso país, algumas das mais representativas são:
Torre dos Clérigos (no Porto)
Fachada principal da Igreja do Senhor Bom Jesus (em Matosinhos)
Capela da Quinta da Conceição (em Matosinhos)
Casa da Quinta de S. Gens (em Matosinhos)
Corpo central do Palácio de Mateus (em Vila Real)
Fachada da Igreja da Misericórdia (no Porto)
Palácio do Freixo (no Porto)
Palácio de São João Novo (no Porto)
Está sepultado na Igreja dos Clérigos, no Porto.
Entre as suas obras no nosso país, algumas das mais representativas são:
Torre dos Clérigos (no Porto)
Fachada principal da Igreja do Senhor Bom Jesus (em Matosinhos)
Capela da Quinta da Conceição (em Matosinhos)
Casa da Quinta de S. Gens (em Matosinhos)
Corpo central do Palácio de Mateus (em Vila Real)
Fachada da Igreja da Misericórdia (no Porto)
Palácio do Freixo (no Porto)
Palácio de São João Novo (no Porto)
Está sepultado na Igreja dos Clérigos, no Porto.
1.6.10
ÉTICA NOS NEGÓCIOS

No próximo dia 11 de Junho, pelas 21,30, no Salão Nobre da Câmara de Matosinhos será proferida a 3ª palestra do Ciclo : A Ética e o Homem, organizada pelos Lions Clube de Matosinhos. Desta vez será abordado o tema " A Ética Nos Negócios" . O palestrante será o Snr. Dr. Luís Portela.
Luís Portela nasceu em 1951 no Porto, onde se licenciou em Medicina. Exerceu actividade clínica apenas durante três anos e foi durante seis docente da Universidade do Porto, tendo leccionado a cadeira de Psicofisiologia.
A sua actividade empresarial foi iniciada com vinte e um anos e aos vinte e sete assumiu a presidência daquele que entretanto se tornou um dos maiores grupos farmacêuticos ibéricos, cargo que tem exercido até à actualidade. Tem também dedicado algum tempo à actividade associativa.
Em 1994 criou conjuntamente com os Laboratórios Bial e o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas a Fundação Bial, tendo como objectivo incentivar a investigação centrada sobre o Homem, tanto sob os aspectos físicos como sob o ponto de vista espiritual. Esta fundação criou um sistema de Bolsas de Investigação Científica, que apoiou algumas centenas de investigadores universitários de diversos países, nas áreas da Psicofisiologia e da Parapsicologia. Também atribui um dos maiores prémios europeus na área da Saúde – o Prémio Bial.
Aos quarenta anos foi condecorado pelo Presidente da República como Comendador da Ordem do Mérito e aos cinquenta com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito. É Professor Honorário da Faculdade de Medicina de Cádiz, em Espanha. Em 1998 foi distinguido com o Prémio de Neurociências da Louisiana State University, nos EUA.
ENTRADA LIVRE
FRASE DO DIA
CRÓNICA DA SEMANA (I)

A VERGONHA DA MENTIRA
Sinto-me envergonhado. Fui envergonhado pelo Primeiro-Ministro deste país que um dia cometeu a loucura de o eleger. E, como eu, foram todos os portugueses. Num gesto que, de tão louco, se não entende facilmente. Só fica algo compreensível se pensarmos que, de tanto mentir, o Primeiro-Ministro e os seus serviços pessoais não sabem fazer outra coisa. Mentem mesmo nas pequenas coisas triviais onde a mentira é absolutamente desnecessária.
Mentir para se defender, não se aceita, mas compreende-se. Muito poucos dos que passaram um dia pelo tribunal não terão mentido. Um pouquinho, alguma coisa ou muito. Mentir para não causar alarme e sofrimento ainda maior a quem já sofre, não se aceita politicamente mas compreende-se. Mas mentir sobre algo que não vale um caracol, que não protege nada nem ninguém, nem mesmo ao próprio mentiroso, isso não só não se aceita como também não se compreende.
Para vermos como, por vezes, a Presidência do Conselho de Ministros nos mente de modo extremamente infantil, recordemos:
1º.- Os serviços do Primeiro-Ministro informam a comunicação social de que o cantor brasileiro Chico Buarque queria conhecer o nosso Primeiro-Ministro.
2º.- A comunicação social informa o público.
3º.- Ao saber o que é público, Chico Buarque desmente e diz que quem o quis conhecer foi José Sócrates.
4º.- E o cantor acrescenta: tanto assim é que foi ele que veio a minha casa.
5º.- Depois deste ridículo, os serviços de Sócrates confirmam que o cantor tem razão e que se tratou de um erro.
Ficamos a saber que erro é mentira, embora já soubéssemos que mentira é erro. E mais do que isso, mentir é feio. E ainda mais, mentir é grave quando deixa um povo todo envergonhado. Mas a culpa é nossa. Escolhemos um mentiroso compulsivo, ainda por cima provinciano, para nos governar. Se ele nem sequer sabe mentir, como havia de saber governar-nos?
Magalhães Pinto, em MATOSINHOS HOJE, em 1/6/2010
***
Nota da redacção:
Já depois de redigida esta crónica, disseram-me que o Primeiro-Ministro não sabia nada da tramóia, porque tinha ido à casa de banho quando o encontro dele com Chico Buarque foi agendado.
EFEMÉRIDE DO DIA
Nesta data, em 1890, faleceu o escritor português Camilo Castelo Branco.
Um dos mais prolíficos homem de letras de Portugal, Camilo deixou-nos uma vastíssima obra:
Anátema (1851)
Mistérios de Lisboa (1854)
A Filha do Arcediago (1854) (eBook)
Livro negro de Padre Dinis (1855)
A Neta do Arcediago (1856) (eBook)
Onde Está a Felicidade? (1856)
Um Homem de Brios (1856)
Lágrimas Abençoadas (1857) (eBook)
Cenas da Foz (1857) (eBook)
Carlota Ângela (1858) (eBook)
Vingança (1858)
O Que Fazem Mulheres (1858) (eBook)
O Morgado de Fafe em Lisboa (Teatro, 1861)
Doze Casamentos Felizes (1861)
O Romance de um Homem Rico (1861)
As Três Irmãs (1862)
Amor de Perdição (1862) (eBook)
Memórias do Carcere (1862)
Coisas Espantosas (1862)
Coração, Cabeça e Estômago (1862)
Estrelas Funestas (1862) (eBook)
Cenas Contemporâneas (1862) (eBook)
Anos de Prosa (1863) (eBook)
Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado (1863)
O Bem e o Mal (1863)
Estrelas Propícias (1863)
Memórias de Guilherme do Amaral (1863)
Agulha em Palheiro (1863) (eBook)
Amor de Salvação (1864) (eBook)
A Filha do Doutor Negro (1864)
Vinte Horas de Liteira (1864)
O Esqueleto (1865)
A Sereia (1865)
A Enjeitada (1866)
O Judeu (1866)
O Olho de Vidro (1866) (eBook)
A Queda dum Anjo (1866) (eBook)
O Santo da Montanha (1866)
A Bruxa do Monte Córdova (1867)
A doida do Candal (1867)
Os Mistérios de Fafe (1868)
O Retrato de Ricardina (1868)
Os Brilhantes do Brasileiro (1869)
A Mulher Fatal (1870)
A Infanta Capelista (1872) (conhecem-se apenas 3 exemplares deste romance porque D.Pedro II pediu a Camilo para não o publicar, uma vez que versava sobre um familiar da Família Real Portuguesa e da Família Imperial Brasileira)
O Carrasco de Victor Hugo José Alves (1872) (eBook)
O Regicida (1874) (eBook)
A Filha do Regicida (1875)
A Caveira da Mártir (1876)
Novelas do Minho (1875-1877) (eBook)
Eusébio Macário (1879)
A Corja (1880)
A senhora Rattazzi (1880) (eBook)
A Brasileira de Prazins (1882)
O Arrependimento (eBook)
O Assassino de Macario (eBook)
D. Antonio Alves Martins: bispo de Vizeu (eBook)
Folhas Caídas (eBook)
O General Carlos Ribeiro (eBook)
A Gratidão (eBook)
Luiz de Camões (eBook)
Sá de Miranda (eBook)
Salve, Rei! (eBook)
Suicida (eBook)
O vinho do Porto (eBook)
Voltareis ó Cristo? (eBook)
Theatro comico: A Morgadinha de Val d'Amores; Entre a flauta e a Viola (eBook)
A espada de Alexandre
Um dos mais prolíficos homem de letras de Portugal, Camilo deixou-nos uma vastíssima obra:
Anátema (1851)
Mistérios de Lisboa (1854)
A Filha do Arcediago (1854) (eBook)
Livro negro de Padre Dinis (1855)
A Neta do Arcediago (1856) (eBook)
Onde Está a Felicidade? (1856)
Um Homem de Brios (1856)
Lágrimas Abençoadas (1857) (eBook)
Cenas da Foz (1857) (eBook)
Carlota Ângela (1858) (eBook)
Vingança (1858)
O Que Fazem Mulheres (1858) (eBook)
O Morgado de Fafe em Lisboa (Teatro, 1861)
Doze Casamentos Felizes (1861)
O Romance de um Homem Rico (1861)
As Três Irmãs (1862)
Amor de Perdição (1862) (eBook)
Memórias do Carcere (1862)
Coisas Espantosas (1862)
Coração, Cabeça e Estômago (1862)
Estrelas Funestas (1862) (eBook)
Cenas Contemporâneas (1862) (eBook)
Anos de Prosa (1863) (eBook)
Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado (1863)
O Bem e o Mal (1863)
Estrelas Propícias (1863)
Memórias de Guilherme do Amaral (1863)
Agulha em Palheiro (1863) (eBook)
Amor de Salvação (1864) (eBook)
A Filha do Doutor Negro (1864)
Vinte Horas de Liteira (1864)
O Esqueleto (1865)
A Sereia (1865)
A Enjeitada (1866)
O Judeu (1866)
O Olho de Vidro (1866) (eBook)
A Queda dum Anjo (1866) (eBook)
O Santo da Montanha (1866)
A Bruxa do Monte Córdova (1867)
A doida do Candal (1867)
Os Mistérios de Fafe (1868)
O Retrato de Ricardina (1868)
Os Brilhantes do Brasileiro (1869)
A Mulher Fatal (1870)
A Infanta Capelista (1872) (conhecem-se apenas 3 exemplares deste romance porque D.Pedro II pediu a Camilo para não o publicar, uma vez que versava sobre um familiar da Família Real Portuguesa e da Família Imperial Brasileira)
O Carrasco de Victor Hugo José Alves (1872) (eBook)
O Regicida (1874) (eBook)
A Filha do Regicida (1875)
A Caveira da Mártir (1876)
Novelas do Minho (1875-1877) (eBook)
Eusébio Macário (1879)
A Corja (1880)
A senhora Rattazzi (1880) (eBook)
A Brasileira de Prazins (1882)
O Arrependimento (eBook)
O Assassino de Macario (eBook)
D. Antonio Alves Martins: bispo de Vizeu (eBook)
Folhas Caídas (eBook)
O General Carlos Ribeiro (eBook)
A Gratidão (eBook)
Luiz de Camões (eBook)
Sá de Miranda (eBook)
Salve, Rei! (eBook)
Suicida (eBook)
O vinho do Porto (eBook)
Voltareis ó Cristo? (eBook)
Theatro comico: A Morgadinha de Val d'Amores; Entre a flauta e a Viola (eBook)
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