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8.7.10

SAPATOS ATRAVÉS DOS TEMPOS - XXII



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1990, faleceu, com 92 anos, a actriz portuguesa Amélia Rey Colaço, considerada a mais proeminente figura do teatro português do século XX

Entre as distinções que recebeu contam-se insígnias de Cavaleira da Ordem das Artes e Letras, de França e, em Portugal, as comendas da Ordem de Instrução Pública, da Ordem de Sant'iago da Espada e da Ordem Militar de Cristo.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Para a família ir ao hiper...

7.7.10

FRASE DO DIA

"Turistas podem ter que pagar repatriamento."

Título de PÚBLICO - 7/10/2010

***

Se viajarem com a Marsans, não é assim!...

PENSAMENTO DO DIA

Quando é preciso, para fazer um processo judicial prescrever ou, pelo contrário, não prescerver - dependendo das conveniências do Poder, altera-se a Lei. Prova? O artº. 1º. do Decreto-Lei nº. Decreto-Lei n.º 35/2010, de 15 de Abril, que tem a ver precisamente com os prazos processuais, e que reza assim:

Artigo 1.º

Alteração ao Código de Processo Civil

Os artigos 143.º e 144.º do Código do Processo Civil aprovado pelo Decreto -Lei n.º 44 129, de 28 de Dezembro de 1961, alterado pelo Decreto -Lei n.º 47 690, de 11 de Maio de 1967, pela Lei n.º 2140, de 14 de Março de 1969, pelo Decreto -Lei n.º 323/70, de 11 deJulho, pela Portaria n.º 439/74, de 10 de Julho, pelos Decretos -Leis n.os 261/75, de 27 de Maio, 165/76, de 1 de Março, 201/76, de 19 de Março, 366/76, de 15 de Maio, 605/76, de 24 de Julho, 738/76, de 16 de Outubro, 368/77, de 3 de Setembro, e 533/77, de 30 de Dezembro, pela Lei n.º 21/78, de 3 de Maio, pelos Decretos -Leis
n.os 513 -X/79, de 27 de Dezembro, 207/80, de 1 de Julho, 457/80, de 10 de Outubro, 224/82, de 8 de Junho, e 400/82, de 23 de Setembro, pela Lei n.º 3/83, de 26 de Fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 128/83, de 12 de Março, 242/85, de 9 de Julho, 381 -A/85, de 28 de Setembro, e 177/86, de 2 de Julho, pela Lei n.º 31/86, de 29 de Agosto, pelos Decretos -Leis n.os 92/88, de 17 de Março, 321 -B/90, de 15 de Outubro, 211/91, de 14 de Junho, 132/93, de 23 de Abril, 227/94, de 8 de Setembro, 39/95, de 15 de Fevereiro, 329 -A/95, de 12 de Dezembro, pela Lei n.º 6/96, de 29 de Fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 180/96, de 25 de Setembro, 125/98, de 12 de Maio, 269/98, de 1 de Setembro, e 315/98, de 20 de Outubro, pela Lei n.º 3/99, de 13 de Janeiro, pelos Decretos -Leis n.os 375 -A/99, de 20 de Setembro, e 183/2000, de 10 de Agosto, pela Lei n.º 30 -D/2000, de 20 de Dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 272/2001, de 13 de Outubro, e 323/2001, de 17 de Dezembro, pela Lei n.º 13/2002, de 19 de Fevereiro, e pelos Decretos-Leis n.os 38/2003, de 8 de Março, 199/2003, de 10 deSetembro, 324/2003, de 27 de Dezembro, e 53/2004, de 18 de Março, pela Leis n.º 6/2006, de 27 de Fevereiro, pelo Decreto -Lei n.º 76 -A/2006, de 29 de Março, pelas Leis n.º 14/2006, de 26 de Abril e 53 -A/2006, de 29 de Dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 8/2007, de 17 de Janeiro, 303/2007, de 24 de Agosto, 34/2008, de 26 de Fevereiro, 116/2008, de 4 de Julho, pelas Leis n.os 52/2008, de 28 de Agosto, e 61/2008, de 31 de Outubro, pelo Decreto -Lei n.º 226/2008, de 20 de Novembro, e pela Lei n.º 29/2009, de 29 de Junho, passam a ter a seguinte redacção:

...


(Gentileza de F. Santos)

RECORDAR É VIVER

Toto Cotugno. Solo Noi.

SAPATOS ATRAVÉS DOS TEMPOS - XXI



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1943, nasceu o cantor italiano de grande sucesso Toto Cotugno.

Participou catorze vezes no Festival de San Remo, que venceu uma vez e foi segundo classificado seis vezes.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Precoce...

6.7.10

PENSAMENTO DO DIA


A acreditar no presidente do Sporting, João Moutinho está mais ou menos como Portugal: podre. Assim, é possível que o vejamos na próxima Selecção...

FRASE DO DIA

"Foi o governo que tomou a iniciativa, agora terá de assumir o processo."

Ricardo Salgado (BES) - PÚBLICO - 6/7/2010

***

Fiquei sem saber se se referia à PT, se estava a pensar na crise...

RECORDAR É VIVER

Bill Haley and The Comets. Rock Around the Clock.

SAPATOS ATRAVÉS DOS TEMPOS - XX



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1925, nasceu Bill Haley, que viria a ser a figura de proa da banda The Comets, uma das primeiras responsáveis pelo lançamento universal do rock and roll.

FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Que estará tão estranho veículo a abastecer?...

5.7.10

FRASE DO DIA

"Ministro com ar de contabilista sob suspeita."

Título de PÚBLICO - 5/7/2010

***

É francês, mas poderia bem ser português...

PENSAMENTO DO DIA

Segundo o Bastonário da Ordem dos Advogados, Doutor Marinho Pinto, a processo Casa Pia vai prescrever. E o curioso é que, se acontecer, o facto não nos surpreenderá, de tal modo contávamos já com isso desde o início.

MEMÓRIA

POR UMA VEZ

É meu dever colocar-me ao lado do Presidente da Câmara de Matosinhos. No diferendo que parece opô-lo ao Presidente da Associação Empresarial Portuguesa, Engº. Ludgero Marques. Em causa, o alargamento da Exponor, em Leça da Palmeira, acrescentando a verdadeira floresta de cimento que já existe nas imediações. Com todas as sequelas, em termos de tráfego e pressão urbanística.

Recordemos que, para a zona da Exponor, foi aprovado, há alguns anos, um projecto relativamente gigante, quando foi necessário dar solução à falência da Facar sem grandes convulsões sociais no município. Foi essa aprovação a permitir que os trabalhadores daquela empresa falida recebessem tudo quanto, em tal situação, tinham a receber da empresa, incluindo as indemnizações. O processo foi límpido e em nenhuma circunstância a Câmara Municipal de Matosinhos foi colocada sob pressão. Decidiu o que tinha a decidir em inteira liberdade.

Diferente se passa agora. O Presidente da Associação referida ameaçou retirar a Exponor de Matosinhos ou, pelo menos, ir fazer para outros municípios o que aqui se propõe fazer, se o projecto imobiliário que pretende não lhe for autorizado como pretende. Atitude que eu julgo enfermar de dois vícios importantes. O primeiro é que o Senhor Engenheiro já se esqueceu, possivelmente, de todas as contrapartidas de que beneficiou, tanto por parte da Câmara como vindas do Estado. O segundo é que é inadmissível tentar condicionar o poder político na sua tomada de decisões que afectam toda a população. E é tanto mais inadmissível quando quem o faz tem algum poder. Não apenas político, mas também económico.

Acho que estes casos só sucedem porque não existe, nos cidadãos, uma consciência cívica bastante desenvolvida. Se os cidadãos comuns estivessem habituados a cuidar das coisas da sua terra, uma intervenção como a da Associação Empresarial Portuguesa nunca se daria. A pressão feita por esta – como tantas outras pressões efectuadas sobre os detentores dos cargos políticos – só serão possíveis enquanto a discussão destes assuntos se passar numa esfera alta, que engloba apenas os políticos, os economicamente poderosos e os órgãos de comunicação social. No caso vertente, o cidadão comum não quer saber se se fazem mais casas num dado lugar ou não. Dá mais importância a uma vitória da equipa de futebol que apoia do que à acumulação de mais umas dezenas de milhar de metros quadrados de cimento no espaço onde vive. Mas depois, casas feitas, vai passar o resto da sua vida com dores de cabeça porque o trânsito está caótico, porque não há lugar para estacionar, porque há inudações devido à impermeabilização dos terrenos, porque não há escolas que cheguem para os filhos, porque a droga surge como em todos os grandes aglomerados populacionais e com mais uma infinidade de problemas.

Tenho dito e repetido que isto há-de resolver-se quando, em todos os órgãos autárquicos, houver um conselho fiscalizador não comprometido partidariamente, constituído por empresários, professores, médicos, representantes de associações económicas e profissionais, representantes de instituições protectoras do ambiente, órgãos da comunicação social, cidadãos comuns apenas essa qualidade, de cidadãos. Isto é, uma autêntica assembleia autárquica. Sei que não está para tão cedo uma tal solução. Mas não me calarei, Um dia, é assim que o poder será fiscalizado e controlado. Até lá, batamos as palmas a quem, como Narciso Miranda, pelo menos nesta ocasião, se opuser à chantagem dos poderosos.

Magalhães Pinto, em MATOSINHOS HOJE, 10/9/2002

RECORDAR É VIVER

Barbra Streisand. Woman in Love.

SAPATOS ATRAVÉS DOS TEMPOS - XIX



(vidé I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1717, nasceu o que viria a ser D. Pedro III, rei consorte de D. Maria I.

Apesar de ser apenas rei consorte, recebeu a designação de Terceiro devido à influência marcante que teve na governação do reino.

Não está provado que D. Pedro III, enquanto Príncipe do Brasil, se tenha oposto abertamente àquilo que se convencionou chamar terror pombalino. Mas quando da sua ascensão ao trono juntamente com sua esposa e sobrinha D. Maria I, após a morte do monarca D. José I, seu irmão, D. Pedro mostrou-se receptivo aos queixumes dos inimigos do Marquês de Pombal e é conhecido o seu desejo de que a repressão contra o marquês e seus apoiantes fosse ainda mais longe. Charles Gravier, conde de Vergennes, diplomata e posteriormente ministro francês dos Negócios Estrangeiros, preocupado, escreve sobre as suas «idéias de perseguição»: "O ódio e a vingança parecem caracterizar os sentimentos do rei D. Pedro em relação ao Sr. Marquês de Pombal. Estamos longe de fazer apologia deste antigo ministro, mas julgo que ele não devia ser atacado por factos que se prendem directamente com a reputação do falecido Rei (D. José I). Se se decidir perseguir e atacar o Senhor Marquês de Pombal, há matéria de sobra no que respeita simplesmente a diversos aspectos da sua administração." pois, atacar o Marquês de Pombal, poderia implicar atingir a memória do falecido rei, seu irmão.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Furo antes do tempo, com noivo impecável!...

4.7.10

CRISTIANO RONALDO PAI

Cristiano Ronaldo foi pai. A meter golos assim como é que sobra algum para a selecção?

O FANTASMA DA ÓPERA

Uma das mais belas criações em musicais.

FRASE DO DIA

"PS e PSD divididos nos cortes às subvenções do Estado aos partidos e às campanhas."

Título de PÚBLICO - 4/7/2010

***

É sempre assim! Quando se trata de "massas" do Estado para os partidos, os dois dividem tudo!

PENSAMENTO DO DIA

Por isso se chamava o "grupo da morte" o mais fraco grupo no campeonato do mundo de futebol: estavam todos destinado amorrer jovens. Para memória, fique aqui o nome dos seus componentes: Brasil, Portugal, Costa do Marfim e Coreia do Norte.

RECORDAR É VIVER

The Eagles. Hotel California.

SAPATOS ATRAVÉS DOS TEMPOS - XVIII



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1336, faleceu Santa Isabel, Rainha de Portugal, mulher de El-Rei D. Diniz.

A história mais popular da Rainha Santa Isabel é sem dúvida a do milagre das rosas. No entanto, este milagre foi originalmente atribuído à sua tia-avó Santa Isabel da Hungria. Provavelmente por corrupção da lenda original, e pelo facto de as duas rainhas possuírem o mesmo nome e fama de santas, a história passou também a ser atribuída a Isabel de Aragão.

Segundo a lenda portuguesa, a rainha saiu do Castelo do Sabugal numa manhã de Inverno para distribuir pães aos mais desfavorecidos. Surpreendida pelo soberano, que lhe inquiriu onde ia e o que levava no regaço, a rainha teria exclamado: São rosas, Senhor!. Desconfiado, D. Dinis inquirido: Rosas, no Inverno?. D. Isabel expôs então o conteúdo do regaço do seu vestido e nele haviam rosas, ao invés dos pães que ocultara.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Nova declaração do IRS...



(Gentileza de F. Santos)

3.7.10

MOMENTO DE BELEZA

Compilação de alguns dos mais belos momentos da Disney.

FRASE DO DIA

"Armando Vara demite-se do BCP... e recebe vencimentos até ao fim do ano."

EXPRESSO - 3/7/2010

***

... e, se o Primeiro não cair até lá, verão que ainda será nomeado assessor de Sócrates para as pescas...

PENSAMENTO DO DIA

No caso da "Vivo", o Banco Espírito Santo surpreendeu o Primeiro-Ministro ao votar a favor da venda e o Primeiro-Ministro surpreendeu o Banco Espírito Santo ao usar o veto ao negócio. É como no casamento: depois da lua-de-mel, vêm as surpresas.

RECORDAR É VIVER

Mina. Tintarella di Luna.

SAPATOS ATRAVÉS DOS TEMPOS - XVII



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA



Neste dia, em 1850, nasceu o compositor português Alfredo Keil, inspirado autor da música do Hino Nacional Portugês.

FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Bicicleta Volvo, topo de gama...

2.7.10

FRASE DO DIA

"Foi uma honra ter servido consigo o nosso país."

Primeiro-Ministro (para Maria de Lurdes Rodrigues, ex-Ministra da Educação) - PÚBLICO - 2/7/2010

***

Deve ter sido. Eles estão bem um para o outro...

PENSAMENTO DO DIA

Se alguém foi a correr comprar o chip para a sua viatura, vai ver-se grego para recuperar os 25 euros que pagou. O melhor é deduzir na próxima declaração do IRS, como donativos para "instituições de inutilidade pública".

POEMA DO MÊS


QUEM DEVE, PAGA!

Há que tempos te não vejo!
Te não tenho!
Te não dou o que é só teu!...

Em fogo, este meu desejo
É um lenho.
Que me lembre, nunca ardeu!...

Há que séculos estás ausente
Desta vida
Tão vazia se não estás!...

Não será impunemente,
minha querida,
Que este tempo está p'ra trás!...

Por cada beijo perdido,
Por cada abraço falhado,
Por cada gesto escondido
em cada gesto inventado,
Por cada olhar esquecido
de que estavas a meu lado,
Por cada carinho tido
Dum modo breve, apressado,
Por cada mimo retido,
Por cada sorriso dado
Num momento mal vivido,
Neste próximo passado,

Vou ser teu... todinho... inteiro...
Como se fosse o primeiro
dos frutos da Primavera
que estão à tua espera...

E o sumo que te ofereço
nesta dádiva de alegria
é tudo aquilo que peço:
seja o pão de cada dia...

Magalhães Pinto

RECORDAR É VIVER

The Platters. The Great Pretender. Only You.

SAPATOS ATRAVÉS DOS TEMPOS - XVI



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1961, faleceu o escritor norte-americano Ernest Hemingway.

A sua obra:

Romances

1925 The Torrents of Spring
1926 The Sun Also Rises (O Sol Também Se Levanta)
1929 A Farewell to Arms (Adeus às Armas)
1937 To Have and Have Not (Ter e Não Ter)
1940 For Whom the Bell Tolls (Por Quem os Sinos Dobram)
1950 Across the River and Into the Trees (Do Outro Lado do Rio e Entre as Árvores)
1952 The Old Man and the Sea (O Velho e o Mar)
1962 Adventures of a Young Man (Aventuras de um Homem Jovem)
1970 Islands in the Stream (As Ilhas da Corrente)
1986 The Garden of Eden (O Jardim do Éden)

Não-ficção

1932 Death in the Afternoon
1935 Green Hills of Africa
1960 The Dangerous Summer (O Verão Perigoso)
1964 A Moveable Feast (Paris é uma Festa)
1999 True at First Light (Verdade ao Amanhecer)
2003 Ernest Hemingway Selected Letters 1917-1961
2005 Under Kilimanjaro

Contos e pequenas histórias

1923 Three Stories and Ten Poems
1925 In Our Time
1927 Men Without Women
1932 The Snows of Kilimanjaro
1933 Winner Take Nothing
1938 The Fifth Column and the First Forty-Nine Stories
1947 The Essential Hemingway
1953 The Hemingway Reader
1972 The Nick Adams Stories
1976 The Complete Short Stories of Ernest Hemingway
1995 Collected Stories

FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Para que será o guarda-chuva?...

1.7.10

FRASE DO DIA

"PSD-Matosinhos retira confiança a Guilherme Aguiar."

Título dePÚBLICO - 1/7/2010

***

Afinal, eu tinha razão!..

PENSAMENTO DO DIA


Se Carlos Queiroz não for despedido de seleccionador nacional, rasgo o meu cartão de sócio da Selecção.

CRÓNICA DA SEMANA (II)

O MAL DO VIZINHO

O semanário SOL trazia, na sua última edição, um documento de autoria de Filipe Pinhal, antigo administrador do Banco Comercial Português (BCP), parceiro estreito do também antigo presidente Jorge Jardim Gonçalves. Tal documento, segundo o semanário, constitui parte da defesa do citado administrador Pinhal e, nessa qualidade, junto ao processo que corre nos tribunais portugueses, onde Pinhal e Jardim, juntamente com outros administradores são presumíveis delinquentes de vários crimes. É um documento que vale o que vale – apenas mais um para apreciação da eventual culpa. E nessa qualidade o apreciei.

Ao ler a história contada por Filipe Pinhal, recordei todo o processo do assalto ao Banco Português do Atlântico, acontecido já lá vão quinze anos, e ao qual estive estreitamente ligado, na qualidade de defensor contra a OPA levada a cabo pelo BCP. Contei a história pormenorizadamente em 1996, no meu livro A OPA, edição da Vida Económica. E não pude deixar de sorrir ao ver tantos paralelismos, entre os dois casos de que Filipe Pinhal foi actor, então como assaltante, agora como assaltado. E ao pensamento veio-me a o popular ditado que diz “não faças mal ao teu vizinho, que mal te não venha pelo caminho”.

Em primeiro lugar, esclareça-se desde já algo que pode ficar errado no pensamento das pessoas, ao lerem o semanário. Com efeito, lê-se ali:

“Nos dois primeiros actos, Pinhal conta como Jardim Gonçalves conseguiu impedir o sucesso de outras tentativas de assalto, nos anos 80 e 90, lideradas pelo empresário Américo Amorim e pela construtora MMS&F”.

Esta afirmação, a ser verdadeira, mostra bem a natureza da equipa de Jardim Gonçalves e da sua equipa. Como é que se pode considerar ASSALTO a vontade do então principal accionista do BCP e seu fundador, Américo Amorim, de exercer os seus direitos em assembleia-geral? Tal distorcida ideia só pode advir de quem, tendo sido contratado para gerir um banco fundado por outros, bem cedo confundiu o seu papel com o de dono do banco e procurou afastar o principal accionista das deliberações que estatutariamente a este pertenciam. Conto, naquele livro de minha autoria, como tal se processou. O capital do Banco estava muito fragmentado e a administração do banco desenvolveu esforços inauditos para obter a representação dos pequenos accionistas, que obteve em número muito significativo. Com isso, apoderou-se de votos para fazer frente a Américo Amorim, havendo todavia suspeitas de que terá havido uma manobra prévia, na qual Jardim Gonçalves terá convencido o empresário nortenho de que possuía número superior de votos, podendo isso não ser inteiramente verdade. Por mim, não vejo que a acção de Américo Amorim possa ser qualificada de assalto, o que, a ser, seria àquilo que era seu em maior medida. Não sei se, por detrás da argumentação de Filipe Pinhal estará uma ideia qualquer associada à defesa dos interesses dos pequenos accionistas. Mas, a estar, seria de uma hipocrisia confrangedora, bastando recordarmo-nos do processo de aumento de capital levado a cabo pela administração Jardim Gonçalves/Filipe pinhal & Ca., que deixoutantos pequenos accionistas em situação aflitiva para termos a certeza de que o interesse dos pequenos accionistas valia tanto para eles como um tostão furado. Se fôssemos tão radicais na utilização da linguagem como Filipe Pinhal, poderíamos afirmar que assalto ao BCP, por aqueles anos, foi perpetrado pela equipa administrativa de que ele foi parte. Basta vermos que, durante mais de uma década, ela se comportou como autêntica dona do banco.

O meu sorriso de ironia tornou-se mais aberto quando Filipe Pinhal acusou os poderes públicos de “conivência”, senão mesmo de autoria, do “assalto” ao BCP que vitimou os antigos órgãos sociais de administração. Uma vez mais, o ex-administrador tem fraca memória. E esquece deliberadamente que o assalto ao BPA só pôde ter sucesso porque a equipa governativa de então, liderada por Eduardo Catroga, foi dele cúmplice. Ao ponto de, tanto ao nível das autoridades de supervisão dos bancos e dos seguros como do próprio ministério, toda a gente ter fechado os olhos ao facto de que o ainda pequeno BCP, em conjunto com a companhia de seguros do Banco Melo, não tinham capacidade financeira legal para adquirirem o BPA. E só essa cumplicidade permitiu que o BCP tivesse sucesso no referido assalto, embora às custas de deixar o BCP sob risco de falência.

O que pode legitimamente argumentar-se é que as autoridades financeiras, agora acusadas por Pinhal de “assaltantes”, fecharam demasiado tempo os olhos a uma gestão pelo menos sombria e, por isso, aventureira. Sendo certo e sabido que as instituições financeiras, particularmente da dimensão do BCP não devem nunca ser aventureiras. E, para termos a certeza de que as ditas autoridades fecharam os olhos, basta mais uma vez lembrarmos que, a determinada altura, já depois do BCP estar cotado em Wall Street, as autoridades americanas recusaram a aceitação da contabilidade do BCP, tendo o banco caído no caricato de ter umas contas para Portugal e outras para os Estados Unidos. Fossem as nossas autoridades de supervisão rigorosas e o “assalto” ao BCP teria provavelmente acontecido muito mais cedo.
Outro sorriso, desta vez doloroso pela recordação de alguns casos de grande sofrimento de que tive conhecimento pessoal, foi motivado pela consternação “sentida” por Filipe Pinhal relativamente ao valor das acções do BCP na Bolsa. Estão ao preço de uma bica, diz ele. Esquecendo, mais uma vez. Filipe Pinhal deve ser um homem de muito fraca memória. Porque se esqueceu com grande facilidade de que, ainda sob gestão sua e de seus pares, as acções do BCP compradas a cinco euros tinham perdido já mais de 60% do seu valor. Não hesitando o banco em exigir o pagamento de financiamentos por ele feitos a clientes seus tendo por garanto o valor das acções. Isto sim, isto é que pode, com inteira justeza, ser considerado um assalto.

Entendo a dor de Filipe Pinhal. Com efeito, sei, por experiência própria e de algumas centenas de quadros do BPA rapidamente despedidos depois do assalto do BCP, o quanto dói ver entrar estranhos pela porta dentro da casa que acreditamos ser nossa. È uma espécie de despejo sem aviso prévio. Mas, interesses da defesa judicial à parte, deveria utilizar os argumentos que usa com algum pudor. E, se tais argumentos podem ser de alguma utilidade para a sua defesa, deveria, pelo menos, assegurar-se que eles não cairiam na opinião pública. É que assim, seja qual seja o valor que esses argumentos venham a ter no julgamento do processo, esta ficará com a sensação de que o BCP, para além de ser objecto de uma gestão eventualmente ou potencialmente ruinosa, era conduzido por pessoas para quem o rigor dos factos não contava para nada.

Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 1/7/2010

RECORDAR É VIVER

Os Três Estarolas.

SAPATOS ATRAVÉS DOS TEMPOS - XV



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1906, foi oficialmente fundado o Sporting Clube de Portugal.

Tem as suas origens na fundação do Belas Football Clube em 1902. Os dez sócios fundadores foram José Alvalade, José Maria Gavazzo, Frederico Seguro Ferreira, Alfredo Augusto das Neves Holtreman, Fernando Soares Cardoso Barbosa, José Stromp, Henrique Almeida, Leite Júnior, João H. Scarlett, Francisco Quintela Mendonça e Alfredo Botelho. Realizaram a primeira Assembleia Geral em 8 de Maio de 1906 com o objectivo de eleger a direcção. Foi então eleito o Dr. Alfredo Augusto das Neves Holtreman como Presidente da Direcção, sendo-lhe conferido o título de "sócio-protector" em virtude de todo o apoio prestado à criação do novo clube. Nesta reunião, Holtreman afirmou que pretendia que o clube, na ocasião ainda sem nome definido, fosse "um grande clube, tão grande como os maiores da Europa".


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

É verdade que ficamos nos oitavos mas, pelo menos, não fizemos ceninhas destas!...