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24.1.10

SORRISO DO DIA

Para o metro das 6,15...

23.1.10

FRASE DO DIA

"Leis mal feitas custam 7,5 mil milhões de euros ao país."

Título de EXPRESSO - 23/1/2010

***

Pouco a pouco, vamos entendendo porque é que estamos na situação crítica em que estamos e a qu, eufemisticamente, os culpados chamam "crise internacional". E sabemos também a quem podemos agradecer a situação...

INSTRUMENTO MUSCAL

Aprecie o mais espantoso instrumento muscal que nos é dado conhecer...

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...

Ataque por 'rottweilers' foi a causa da morte de mulher
Médica legista confirmou que ucraniana morreu em consequência dos ataques dos cães. Vítima foi devorada pelos animais.


A médica legista que em 2007 examinou o corpo da mulher atacada por quatro rottweilers confirmou ontem ao Tribunal de Sintra que foram os animais que mataram a ucraniana de 59 anos. "Foram os traumatismos múltiplos e as lesões mais profundas nos membros que causaram a morte por choque de hemorragia e dor", explicou Isabel Ribeiro.

A especialista em medicina legal não soube, contudo, explicar quantos animais participaram no ataque. "Não é possível dizer se foi o mesmo animal nem se foi mais de um, embora seja possível dizer que as marcas não parecem ser todas da mesma dimensão, mas isso pode resultar de animais ou de intensidades diferentes", explicou na segunda sessão do julgamento do dono dos cães, que é acusado pelo Ministério Público do crime de homicídio por negligência.

In DIÁRIO DE NOTÍCIAS - 23/1/2010

BALÕES DE AR QUENTE - VII



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1905, faleceu Rafael Bordallo-Pinheiro, desenhador, aguarelista, ilustrador, decorador, caricaturista político e social, jornalista, ceramista e professor.

Foi o criador da célebre caricatura Zé Povinho, que abaixo se reproduz.



Zé Povinho:

FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Um navio que não descarrega... Despeja!...

22.1.10

FRASE DO DIA

"Quero País igual."

Pinto da Costa - CORREIO DA MANHÃ - 22/1/2010

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Esperemos que não seja "igual a ele"...

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...

José Cid agredido e assaltado em Cascais
Ameaçado, caso contasse alguma coisa às autoridades, o cantor não quis comentar o sucedido


"Não confirmo nem desminto essa informação. Não quero falar nem comentar esse assunto. Mas agradeço a preocupação. Boa noite." E mais não disse José Cid quando contactado pelo i sobre a agressão de que teria sido vítima ontem à noite, em Cascais, quando se preparava para entrar no carro.

Fonte próxima do cantor, porém, explicou ao i como tudo aconteceu. "Vários homens, encapuzados", que não o identificaram, terão obrigado o cantor a entrar no carro. "Mandaram-no deitar-se de bruços no banco de trás do carro e sentaram-se em cima dele para não se poder mexer." A mesma fonte relatou ainda que, quando os assaltantes perceberam que estavam a agredir José Cid, o "ameaçaram para que não contasse nada às autoridades".

In I - 22/1/2010

BALÕES DE AR QUENTE - VI



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1788, nasceu Lord Byron, poeta inglês.

Lor Byron é famoso pelas suas obras-primas, tais como Peregrinação de Childe Harold e Don Juan. Esse último permaneceu inacabado devido à sua morte iminente. Byron é considerado como um dos maiores poetas europeus, é muito lido até os dias de hoje. Lord Byron foi um amante de Portugal, especialmente de Sintra.

É dele estre poema:

A Inês

Não me sorrias à sombria fronte,
Ai! sorrir eu não posso novamente:
Que o céu afaste o que tu chorarias
E em vão talvez chorasses, tão somente.

E perguntas que dor trago secreta,
A roer minha alegria e juventude?
E em vão procuras conhecer-me a angústia
Que nem tu tornarias menos rude?

Não é o amor, não é nem mesmo o ódio,
Nem de baixa ambição honras perdidas,
Que me fazem opor-me ao meu estado
E evadir-me das coisas mais queridas.

De tudo o que eu encontro, escuto, ou vejo,
É esse tédio que deriva, e quanto!
Não, a Beleza não me dá prazer,
Teus olhos para mim mal têm encanto.

Esta tristeza imóvel e sem fim
É a do judeu errante e fabuloso
Que não verá além da sepultura
E em vida não terá nenhum repouso.

Que exilado - de si pode fugir?
Mesmo nas zonas mais e mais distantes,
Sempre me caça a praga da existência,
O Pensamento, que é um demônio, antes.

Mas os outros parecem transportar-se
De prazer e, o que eu deixo, apreciar;
Possam sempre sonhar com esses arroubos
E como acordo nunca despertar!

Por muitos climas o meu fado é ir-me,
Ir-se com um recordar amaldiçoado;
Meu consolo é saber que ocorra embora
O que ocorrer, o pior já me foi dado.

Qual foi esse pior? Não me perguntes,
Não pesquises por que é que consterno!
Sorri! não sofras risco em desvendar
O coração de um homem: dentro é o Inferno


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Curiosidade...

21.1.10

OS TRÊS QUILOS E TAL...

Para quem ainda não conhece, uma Anabela de morrer a rir...

CRÓNICA DA SEMANA - II

DINHEIRO VOLANTE

Isto é, que voa. Para parte incerta. Ou melhor, certa mas de difícil acesso. Há montanhas enormes a remover para se lhe sentir pelo menos o cheiro. Já não bastava o que se escoa em obras a mais nas empreitadas do Estado. Já não bastavam os fundos europeus que ninguém sabe aonde vão parar. Já não bastava o desperdício de recursos em que o Estado é pródigo. Chegou agora a vez das prestações sociais. Subsídio de desemprego. Subsídio de doença. Rendimento Social de Inserção. Meio milhar de milhões de euros a voar. Melhor colocar em número. É mais expressivo. 487.000.000,00 euros. Dos quais, 300.000.000,00 desde que os socialistas governam (?) o país. Olha-se para o número e sente-se quanto a falta de rigor na administração do Estado nos condena a um futuro sombrio. De morte lenta, dizem alguns. Talvez seja isso, talvez não mereçamos viver como Estado independente. Parece ser urgente interditar os governantes de administrar o património de todos.

O primeiro comentário que estes factos, agora vindos a público, merecem, é o de que estamos em presença de uma situação extremamente bizarra. A máquina administrativa portuguesa é uma das mais numerosas da Europa, tomemos seja qual seja o indicador relativo. Tanta gente! A fazer o quê, se pelas malhas do trabalho passam, caudalosas, as fraudes e as faltas de controlo? E não só isso. São pessoas que decidem da atribuição das prestações do Estado. São pessoas que analisam processos e julgam da correcção dos elementos informativos que deles são parte. Pelos vistos, e em muitos casos, os candidatos às prestações sociais falam e todo o mundo se acredita e não ri. Para que servem as autarquias, designadamente as Juntas de Freguesia, sempre tão próximas das pessoas? Servirão tão só para nos encharcarem de propaganda eleitoral durante todo o tempo que dura um mandato? É que, meu Caro Leitor, as câmaras municipais e as juntas de freguesia ficam por uma pipa de massa! Deveriam ajudar a conter os desperdícios e não o fazem. Porventura, a culpa nem será sua. Talvez seja de uma legislação que faz com que o Governo Central e respectivos serviços vivam distanciados das autarquias, no cego convencimento de cada um administra o seu feudo. E estamos a falar de um conjunto que, entre si, reparte a administração do Estado como um todo. Qualquer deputado – ou grupo parlamentar – minimamente interessado em melhorar o país já teria apresentado um projecto de Lei qualquer que emendasse o modo como funcionamos. Mas, os deputados são aquilo que a gente sabe. Ao ouvir as discussões da Assembleia da República chego a ter, muitas vezes, a sensação de que estou a assistir a meros jogos florais.

O segundo comentário tem a ver com a responsabilidade. Não estamos a falar de decisões políticas, pelas quais só existe a responsabilidade política. Estamos a falar de factos patrimoniais, numa situação em que o menor zelo provocou prejuízos significativos para todos nós. Quarenta e oito euros, para ser mais concreto, surripiados a cada um de nós. Incluindo crianças, novos, adiantados e velhos. Homens e mulheres. Heteros e gays. Dementes e ajuizados. Sérios e ladrões. Pobres e ricos. Todos. Quarenta e oito euros a cada um. Quatro vezes o aumento da reforma de um pensionista mediano. E, então, há um roubo desta natureza e ninguém é responsável? Uma fonte do Ministério do Trabalho e da Segurança Social afirma que a recuperação dos fundos assim perdidos é muito difícil porque “estamos em crise”. É verdade. Mas eu acrescento. Estamos em crise enquanto cidadãos. O nosso património comum é diariamente objecto de assaltos e não surge nem um único responsável. Quais Diógenes, bem podemos andar de lanterna acesa pelas repartições, tentando encontrar um, um só, funcionário público convicto de que lhe cumpre ser o guardião dos bens de todos nós, que o não encontraremos. Até pode fazê-lo, mas por acaso, sem ter bem esculpido na sua alma que essa função é, acima de todas, a sua obrigação profissional.

Um terceiro comentário, tem a ver com o facto de que nem tudo que é negativo o é completamente. Atendendo à qualidade social dos beneficiários deste assombroso desvio, o dinheiro assim irregularmente distribuído pelo Estado foi aplicado direitinho no consumo. E, como já aqui afirmei algumas vezes, consumo e produção são duas faces da mesma moeda. Isto é, o meio milhar de milhões de euros – temos que inventar uma palavra para os mil euros como tínhamos o conto de réis para os mil escudos, para evitar esta verborreia cansativa – pois, dizia, esse dinheiro foi injectado na actividade económica. E, possivelmente, em bens de primeira necessidade. Tendo-se evitado, com isso, que a taxa de desemprego subisse ainda mais. Sem aquele dinheiro todo desbaratado à tripa forra, somos capazes de ter garantido o emprego aí para meio milhar de portugueses. Mesmo descontando os ucranianos que terão beneficiado também do fenómeno. Mas, se assim foi, teremos feito muito melhor do que o Governo, que gastou muitíssimo mais e só conseguiu criar quarenta mil empregos em 2010. Diz ele. Numa afirmação que me colocou a rir perdidamente. Só me faltava mais esta! Que o meu Governo venha para a praça pública fazer afirmações que por nenhum meio podem ser confirmadas. Hoje foi esta, amanhã virá dizer-me que a nossa produção de vento, traduzida em quilovátios hora de energia eólica, foi de trezentos triliões de litros, com especial relevo para a zona do Oeste do continente. Salve-se a verdade geográfica.

Por tudo isto, parece que o regresso ao conceito de cidade-estado começa a ser uma urgência. Estamos fartos de ser governados por um Poder Central que, de tão longe que está dos cidadãos, nem cuida de uns e cuida desajustadamente de outros. Chega de calinadas. É imperioso que a construção do Poder seja de baixo para cima e não inversamente, como temos agora. E deve tal começar mesmo pelas finanças locais. Devem ser as autarquias a financiar o Estado e não o Estado a financiar as autarquias. O Poder Local também tem mostrado alguns defeitos. Mas há algo que os compensa largamente. A autarquia está perto de nós e os seus actos são muito mais facilmente escrutinados pelos cidadãos. Sei do atrevimento que é este discurso. Mas tenho para mim que me basta ter paciência e aguardar. Um dia, vamos lá chegar.

Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 21/1/2010

FRASE DO DIA

"No país, ser homosexual começou por ser proibido. Depois passou a ser tolerado. Hoje é um direito inalienável. Vou-me embora do país antes que comece a ser obrigatório."

Diego, ex-jogador brasileiro do Futebol Clube do Porto, quando decidiu mudar-se para a Europa

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Eis um bom conselho!...

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...

Gondomar: Detidos por roubo

A GNR de Fânzeres deteve, ontem à tarde, em Rio Tinto, Gondomar, três jovens de 14, 15 e 18 anos por roubo de carros. Os rapazes, que já eram procurados pelas autoridades, foram apanhados em flagrante a conduzir um dos veículos roubados. São hoje presentes a tribunal.

In CORREIO DA MANHÃ - 21/1/2010

BALÕES DE AR QUENTE - V



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1941, nasceu o tenor espanhol Placido Domingo.

Como a maior parte dos tenores dramáticos (que começam como barítonos ou baritenores) , Plácido Domingo começou a sua carreira como barítono tendo treinado a sua voz para cobrir a escala de baritenor e tenor, sem no entanto perder a riqueza dos registros mais baixos da voz. Como praticante ativo de desporto que foi, a sua resistência física também contribui para o sucesso no desenvolver da sua voz dramática, pois é algo essencial neste tipo de tenores, devido a haver papéis para tenores dramáticos que podem durar até quatro horas a cantar sobre orquestra! Foi no final da década de 1950 as suas primeiras aparições como profissional, desempenhando papéis de barítono. E foi igualmente nesse final de década que começou a assumir o papel de tenor e a especializar a sua voz nos papéis dramáticos. Apesar da sua voz ser incrivelmente flexível, foi nos papéis de óperas de Giacomo Puccini , Giuseppe Verdi e Richard Wagner onde obteve os seus melhores desempenhos e também as melhores críticas.