. . . OS SINAIS DO NOSSO TEMPO, NUM REGISTO DESPRETENSIOSO, BEM HUMORADO POR VEZES E SEMPRE CRÍTICO. . .
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23.12.10
22.12.10
FRASE DO DIA
PENSAMENTO DO DIA
MEMÓRIA
RAZÕES PARA A ESPERANÇANa semana finda, registei dois factos que me deixaram alguma esperança de sairmos deste buraco em que nós, Portugueses, nos metemos. Vêm, aliás, ambos, no sentido de uma ideia que desde há muito me atormenta e de que tenho dado conta nestas e noutras minhas crónicas. A de que temos vindo a resvalar na direcção do abismo, muito porque não temos políticos de qualidade. A política foi progressivamente sendo transformada num espectáculo, convencidos muitos dos seus agentes de que as pessoas são facilmente manipuláveis. E a verdade é que muitas vezes assim tem sucedido. O que tem conduzido ao afastamento da política de alguns dos mais capazes, desgostosos pela impossibilidade de realizar uma trabalho sério e não demagógico.
O primeiro daqueles factos foi a intervenção pública do antigo Primeiro Ministro, Cavaco Silva, usando a sua voz autorizada num alerta para o facto de que estamos a empobrecer a passos rápidos, situando-nos cada vez mais na cauda da Europa. Com a agravante de que agora já não falamos de uma Europa de quinze países, mas sim a vinte e cinco. Para os mais esquecidos, convém recordar que foi com governos de Cavaco Silva que Portugal abandonou o último lugar da Europa dos Quinze, tendo ultrapassado a Grécia e aproximando-se da Espanha. Mas isso foi até 1995. Depois disso, tem sido um afundamento constante. Já estamos atrás da Grécia outra vez e é já quase inevitável que sejamos também ultrapassados por mais dois ou três dos novos aderentes, todos originários do que se costumava chamar o bloco soviético.
O segundo daqueles factos foi a expressão, clara e audível, por parte do actual líder do Partidos Socialista, José Sócrates, de que o assunto da lota de Matosinhos está arquivado e que nem Narciso Miranda nem o doutor Manuel Seabra serão candidatos à Câmara Municipal de Matosinhos. Ficam, assim, esclarecidas as dúvidas que ainda pairavam no ar. E ao Secretário-Geral do Partido Socialista - provavelmente o próximo Primeiro-Ministro de Portugal - deve louvar-se a clareza e o nítido sinal de que não pretende navegar em águas turvas, de pouca visibilidade.
Dos dois factos retiro sinais evidentes de que há razões para ter esperança. Quer Cavaco Silva, quer José Sócrates, exprimiram com clareza o que pensavam, sem atender às suas vinculações partidárias. E isso é extremamente louvável. Uma esperança, todavia, que carece de um atestado. Não podemos esquecer-nos de que, em última análise, são os cidadãos, são os eleitores, que sancionam os políticos que têm e o que querem os políticos. Esperemos que os Portugueses saibam apoiar as pessoas conscientes, que verdadeiramente se preocupam com o caminho que levamos.
Magalhães Pinto, em MATOSINHOS HOJE, em 28/12/2004
***
...o que seis anos fizeram!...
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1858, nasceu o compositor italiano Giacomo Puccini.
A sua arte revelou-se essencialmente na composição de óperas, sendo grande parte delas ainda as mais populares hoje em dia.
As suas óperas:
Le Villi (1884)
Edgar (1889)
Manon Lescaut (1893)
La Bohème (1896)
Tosca (1900)
Madama Butterfly (1904)
La Fanciulla del West (1910)
La rondine (1917)
Il trittico (óperas curtas em ato único, 1918):
Il tabarro
Suor Angelica
Gianni Schicchi
Turandot (póstuma, 1926)
A sua arte revelou-se essencialmente na composição de óperas, sendo grande parte delas ainda as mais populares hoje em dia.
As suas óperas:
Le Villi (1884)
Edgar (1889)
Manon Lescaut (1893)
La Bohème (1896)
Tosca (1900)
Madama Butterfly (1904)
La Fanciulla del West (1910)
La rondine (1917)
Il trittico (óperas curtas em ato único, 1918):
Il tabarro
Suor Angelica
Gianni Schicchi
Turandot (póstuma, 1926)
21.12.10
FRASE DO DIA
PENSAMENTO DO DIA
MARCOS DA FOTOGRAFIA - XVII
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1805, faleceu o poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage, um dos maiores da Língua Portuguesa.
Ainda em 1790 foi convidado e aderiu à Academia das Belas Letras ou Nova Arcádia, onde adoptou o pseudónimo Elmano Sadino. Mas passado pouco tempo escrevia já ferozes sátiras contra os confrades.
Dominava então Lisboa o Intendente da Polícia Pina Manique que decidiu pôr ordem na cidade, tendo em 7 de Agosto de 1797 dado ordem de prisão a Bocage por ser “desordenado nos costumes”. Ficou preso no Limoeiro até 14 de Novembro de 1797, tendo depois dado entrada no calabouço da Inquisição, no Rossio. Aí ficou até 17 de Fevereiro de 1798, tendo ido depois para o Real Hospício das Necessidades, dirigido pelos Padres Oratorianos de São Filipe Neri, depois de uma breve passagem pelo Convento dos Beneditinos. Durante este longo período de detenção, Bocage mudou o seu comportamento e começou a trabalhar seriamente como redactor e tradutor. Só saiu em liberdade no último dia de 1798.
O seu último soneto:
Já Bocage não sou!... À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.
Conheço agora já quão vã figura
Em prosa e verso fez meu louco intento.
Musa!... Tivera algum merecimento,
Se um raio da razão seguisse, pura!
Eu me arrependo; a língua quase fria
Brade em alto pregão à mocidade,
Que atrás do som fantástico corria:
Outro Aretino fui... A santidade
Manchei!... Oh! Se me creste, gente ímpia,
Rasga meus versos, crê na eternidade!
Ainda em 1790 foi convidado e aderiu à Academia das Belas Letras ou Nova Arcádia, onde adoptou o pseudónimo Elmano Sadino. Mas passado pouco tempo escrevia já ferozes sátiras contra os confrades.
Dominava então Lisboa o Intendente da Polícia Pina Manique que decidiu pôr ordem na cidade, tendo em 7 de Agosto de 1797 dado ordem de prisão a Bocage por ser “desordenado nos costumes”. Ficou preso no Limoeiro até 14 de Novembro de 1797, tendo depois dado entrada no calabouço da Inquisição, no Rossio. Aí ficou até 17 de Fevereiro de 1798, tendo ido depois para o Real Hospício das Necessidades, dirigido pelos Padres Oratorianos de São Filipe Neri, depois de uma breve passagem pelo Convento dos Beneditinos. Durante este longo período de detenção, Bocage mudou o seu comportamento e começou a trabalhar seriamente como redactor e tradutor. Só saiu em liberdade no último dia de 1798.
O seu último soneto:
Já Bocage não sou!... À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.
Conheço agora já quão vã figura
Em prosa e verso fez meu louco intento.
Musa!... Tivera algum merecimento,
Se um raio da razão seguisse, pura!
Eu me arrependo; a língua quase fria
Brade em alto pregão à mocidade,
Que atrás do som fantástico corria:
Outro Aretino fui... A santidade
Manchei!... Oh! Se me creste, gente ímpia,
Rasga meus versos, crê na eternidade!
20.12.10
FRASE DO DIA
Título de PÚBLICO - 20/12/2010
***
Porque será que isto me recorda o "Contrato para uma Legislatura", do António Guterres, com 650 medidas prometidas, das quais foi cumprida uma meia centena e que terminou com fuga do arguido para o estrangeiro, sem nunca ter sido pedida a extradição?
PENSAMENTO DO DIA
MARCOS DA FOTOGRAFIA - XVI
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