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30.1.10

FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

Deputado preocupado com os problemas do país...

29.1.10

FRASE DO DIA

"Há juízes que não estão preparados para tratar das insolvências."

Título de VIDA ECONÓMICA - 29/1/2010

***

Se não temos gestores preparados para administrar as empresas nem temos governantes preparados para governar o país, por raio haviam os juízes de ser excepção?...

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...

PERIGO
A Associação Portugue- sa para a Defesa do Consumidor (Deco) atribuiu nota negativa a 17 de 23 parques de estacionamento subterrâneos de Lisboa e Porto.


Sete precisam de intervenção urgente, defendendo a Deco a interdição nos parques com pior avaliação, para que sejam feitas obras até ser possível uma evacuação rápida e segura. "A falta de saídas para o exterior ou zona protegida e caminhos longos e confusos penalizam alguns parques", lê-se no comunicado, que salienta que "num incêndio podem ser invadidos pelo fumo e fogo".

Os parques com pior avaliação são: Amoreiras, Vasco da Gama, Spacio, Almada Fórum, Colombo e Alegro Alfragide, em Lisboa, e o MarShopping, no Porto.

BALÕES DE AR QUENTE - XIV



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1825, foi fundada a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

O Boris era um malandreco...

28.1.10

FRASE DO DIA

"Investimento público sobe por um lado e desde por outro."

Título de PÚBLICO - 28/1/2010

***

Claro! Todas as subidas são também descidas...

CRÓNICA DA SEMANA

O SALÁRIO E O MEDO

É uma velha questão. Recorrente. Os políticos ganham pouco ou ganham demais? Uma questão com inúmeros ângulos de aproximação e cuja resposta não é fácil. Nunca seria fácil. Mas tornada muito mais difícil num momento em que grassa uma crise de emprego assustadora e muitos portugueses passam por dificuldades que não se imaginava pudessem voltar. Num momento em que escapar à demagogia fácil também é difícil. Num momento em que as emoções se sobrepõem às razões. Num momento em que anunciar que alguém ganhou ou vai ganhar mais tem o acolhimento da heresia.

Por isso é que estranhei imenso que Pedro Passos Coelho, o, até agora, único anunciado candidato a comandante das hostes social-democratas, tenha abordado a questão, na entrevista que deu, na passada semana, ao “Expresso”. Defendendo a redução do salário dos políticos de 5 a 10%. Fê-lo, aliás, de modo assaz simples, sem aduzir muitas razões. Apenas uma. A do ganho de autoridade moral face aos grandes sacrifícios que actualmente são pedidos às pessoas. Uma singeleza que foi como um desafio. Estamos face a um homem com visão de Estado ou estamos face a alguém que atira para a atmosfera umas “bocas”, cuja única motivação é a de caçar apoios em juízos simplistas e simplórios, muito ao estilo do que José Sócrates faz desde que apareceu na cena política? A ausência de outros argumentos justificava a perplexidade. Para a qual busquei encontrar resposta. A partir de uma outra pergunta. Se os políticos não desfrutam de autoridade moral, tal é devido ao “elevado” salário que auferem?

Quando olhamos pelo prisma do nível salarial português, não podemos afirmar que o salário dos políticos seja de tal modo elevado que isso provoque a perda de respeito por parte dos cidadãos. Afinal, os políticos administram, a diversos níveis, a incomensuravelmente maior “empresa” que há em Portugal e ganham muito menos que o quarto secretário-geral de um banco de investimentos pequenito. E este só perde o respeito de que desfruta quando o banco vai à falência e nisso faz desaparecer os depósitos. É verdade que existe um grande número de benefícios suplementares, que fazem com que a factura total de cada político seja muito maior do que a folha salarial indica. Mas, então, é nesses benefícios que deve mexer-se, como aliás recentemente tem vido a ser feito aqui e ali. Passos Coelho é lesto em socorrer-se do exemplo dos irlandeses para apoiar a sua proposta, mas esquece o exemplo dos ingleses, onde os benefícios suplementares para os deputados são quase nulos. Não. A falta de respeito, que os Portugueses nitidamente mostram perante os políticos, tem mais a ver com o comportamento destes e com o permanente desvio entre o que dizem e o que fazem. “Eles só prometem e, quando vão para lá, fazem o mesmo!” é o lugar mais comum neste domínio. Por aqui, o argumento de Passos Coelho cai inteiramente por terra.

Subjacente à proposta anunciada, há nela um outro argumento. É necessário reduzir a despesa do Estado. No entanto não deixa de afirmar que o efeito global (sobre a despesa) será meramente simbólico. E fica-se por aí. O que é uma pena. Porque ficou a um escasso passo de colocar o dedo na verdadeira ferida existente em Portugal, relativamente aos políticos. O problema que temos, em Portugal, não é um problema de preço dos políticos. É um problema de quantidade. Portugal tem algumas dezenas de milhar de governantes, autarcas, gestores de institutos públicos politicamente nomeados. É uma autêntica legião. Todos com remunerações episódicas. Muitos com remunerações regulares e recorrentes. E não se percebe para que é preciso tanta gente. A qual custa – perdoe-se-me o plebeísmo – uma pipa de massa. A que havemos de juntar, ainda, os custos com o pessoal político destacado para a Comunidade Europeia – a quem não pagamos directamente mas indirectamente, através das nossas contribuições. Uma decidida atitude de redução do pessoal político teria três efeitos verdadeiramente chocantes, no bom sentido:

- por um lado, reduziria, não tão simbolicamente, a despesa pública;
- por outro lado, traria consigo uma afirmação de justiça para com os funcionários públicos, que começam a estar ameaçados pela urgente necessidade de redução drástica do quadro respectivo;
- e, por fim, a proposta seria de molde a despertar o respeito dos cidadãos pela classe política, aumentando-o exponencialmente.

Essa, sim, é que seria a boa proposta que Pedro Passos Coelho poderia ter apresentado aos Portugueses. Aliás, na sua longa entrevista, ele não aborda sequer o problema do desemprego. E, francamente, como acham que se sente um desempregado – já são mais de meio milhão! – se vê tanta gente empregada para não fazer nada? No Portugal actual, as pessoas não estão a ganhar menos. O que há é muitas pessoas desempregadas, sem trabalho. E, bem vistas as coisas, o problema acaba por nem ser sequer de mais de meio milhão. É um problema de todos os que trabalham também, porque são eles que sustentam os que não trabalham. Algo em que Passos Coelho parece não ter pensado. Mas talvez se entenda. É que falar em reduzir o pessoal político é desagradar à massa de militantes que, afinal, conduz ao Poder. Um mau indício sobre Passos Coelho. O medo.

Há ainda uma outra razão para que a proposta de Passos Coelho não faça sentido. Uma das queixas mais frequentes, actualmente, contra o quadro político, é o da sua baixa qualidade. O fenómeno da expulsão da moeda boa do mercado, em favor da moeda má, não é uma imagem que se aplique, nem de perto nem de longe, apenas a Santana Lopes. É um fenómeno geral da actualidade política nacional. Ainda existem algumas moedas de ouro intocadas, mas não será por muito mais tempo. É, por isso, urgente que se faça um esforço muito grande para melhorar a qualidade média dos agentes políticos. E não é reduzindo-lhe o salário que é possível melhorá-la. Deveria ser mesmo ao contrário. Deveríamos melhorar a remuneração de muito menos políticos. O que, admito embora, talvez não fosse muito bem entendido pelos Portugueses. Mas que um político corajoso e com ampla visão do futuro apoiaria. Uma vez mais, o medo. O medo de perder. Ou a ânsia de ganhar, que é a outra face da mesma moeda.

Chegado a este ponto da minha reflexão, fiquei com uma ideia, imprecisa ainda. Acho que têm razão aqueles que afirmam ser Passos Coelho uma fotocópia, algo esborratada, de José Sócrates. E, sendo assim, melhor é que não passe a primeira barreira. Nós todos sabemos, por experiência adquirida com aquele último, que os que ultrapassam rapidamente as primeiras barreiras existentes entre eles e o Poder, são um desastre quando o ocupam. E deixo uma última sugestão a Passos Coelho. Se realmente quer mexer no salário dos políticos, então que crie um extenso leque de remunerações para pagar a cada qual segundo as suas qualificações. Tanto nos estudos académicos ou escolares como numa profissão na vida real. E, então, talvez consigamos alguma justiça relativa e consigamos criar motivos de atracção na carreira política para gente qualificada. Mas, isso, talvez ele não queira. Com medo, mais uma vez. De vir a ser mal remunerado.

Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 28/1/2010

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...

Verbas para o subsídio de doença e RSI diminuem até 2,5 por cento
Doença e rendimento social com menos dinheiro, abonos e desemprego com mais

Apoios ao emprego vão continuar a aumentar

As verbas destinadas ao Rendimento Social de Inserção (RSI) e ao subsídio de doença vão diminuir este ano. Em contrapartida, os montantes inscritos para o subsídio de desemprego, abonos de família e Complemento Solidário do Idoso (CSI) vão aumentar.

De acordo com o Orçamento da Segurança Social, inscrito na proposta de Orçamento do Estado para 2010, o Governo prevê gastar 495,2 milhões de euros com o RSI, o que traduz uma quebra de 2,5 por cento face ao valor executado em 2009. No caso do subsídio de doença, a verba orçamentada (440,6 milhões) representa uma descida de 2,2 por cento.

Em sentido oposto, o Governo decidiu reforçar as verbas para o subsídio de desemprego, aos apoios ao emprego e lay-off em 8 por cento, para 2208,5 milhões de euros. Este reforço visa acomodar o previsível aumento da taxa de desemprego para 9,8 por cento no final deste ano. Para os abonos de família, o executivo orçamentou 1076,4 milhões, mais 7,7 por cento do que a verba gasta no ano passado. No caso do CSI, a Segurança Social terá 240,4 milhões de euros para gastar em 2010, o que significa um acréscimo de 5,8 por cento face a 2009.

Em matéria de pensões, o Orçamento prevê um aumento de 3,4 por cento para 13.922,2 milhões de euros. A maior fatia vai para as pensões de velhice, que irão absorver 10.440,5 milhões, mais 3,5 por cento do que em 2009. As verbas orçamentadas para as pensões de sobrevivência também sobem (4,7 por cento) para 2048,4 milhões de euros. Já as pensões de invalidez registam uma quebra de 0,9 por cento para 1408,5 milhões. Em termos globais, o Governo prevê que a Segurança Social venha a ter uma despesa de 23.809,9 milhões de euros este ano (mais 6,9 por cento). As receitas deverão totalizar 24.103,4 milhões de euros (mais 5,6 por cento), dos quais 13.438 milhões em contribuições. O saldo global deverá cifrar-se assim em 293,5 milhões, o que traduz um decréscimo de 47,6 por cento face ao saldo de 2009.

In PÚBLICO - 28/1/2010

BALÕES DE AR QUENTE - XIII



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, nasceu em Lisboa António Feliciano de Castilho, escritor e pedagogo português.

Preocupado com o aterrador analfabetismo da população portuguesa, por esse tempo começou a luta em que Castilho empenhou uma grande parte da sua vida. Pretendia fazer adoptar um seu método de leitura repentina, que denominou o Método Português (depois conhecido como o Método Português de Castilho) de aprendizagem da leitura, contra o qual se levantaram grandes polémicas.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA

A Chanceler alemã fala muito...

27.1.10

FRASE DO DIA

"O dinheiro foi dado mas os haitianos temem não o receber."

Título de PÚBLICO - 27/1/2010

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Vão ver que os haitianos ainda vão ficar a dever dinheiro ao Mundo...

RETRATOS DE UM GRANDE PAÍS...

Conduzia há 56 anos sem carta

Um homem de 70 anos foi detido na madrugada de domingo, pela GNR, por conduzir sem habilitação legal para o efeito. O detido, segundo contou às autoridades, já conduzia desde os 14 anos. Nunca tirou a carta de condução, nem nunca fora sujeito a qualquer fiscalização.

(não é o homem da foto!...)

BALÕES DE AR QUENTE - XII



(ver I)

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1832, nasceu o escritor britânico Lewis Carroll.

A sua obra prima é Alice no País das Maravilhas, o qual foi inspirado, em 1862, quando Carroll fazia um passeio de barco no rio Tâmisa com sua amiga Alice Pleasance Liddell (com 10 anos na época) e suas duas irmãs, sendo as três filhas do reitor da Christ Church. Lá ele começou a contar uma história que deu origem à atual, sobre uma garota chamada Alice que ia parar em um mundo fantástico após cair em uma toca de um coelho. A Alice da vida real gostou tanto da estória que pediu que Carroll a escrevesse.


FOTO DO DIA