João Maria Tudela. Kanimambo.
(Adeus, João!)
. . . OS SINAIS DO NOSSO TEMPO, NUM REGISTO DESPRETENSIOSO, BEM HUMORADO POR VEZES E SEMPRE CRÍTICO. . .
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23.4.11
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1616, faleceu o poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare.
Shakespeare produziu a maior parte de sua obra entre 1590 e 1613. Suas primeiras peças eram principalmente comédias e histórias, gêneros que ele levou ao ápice da sofisticação e do talento artístico ao fim do século XVI. A partir de então escreveu apenas tragédias até por volta de 1608, incluindo Hamlet, Rei Lear e Macbeth, consideradas algumas das obras mais importantes na língua inglesa. Nesta sua última fase, escreveu tragicomédias, também conhecidas como romances, e colaborou com outros dramaturgos. Diversas de suas peças foram publicadas, em edições com variados graus de qualidade e precisão, durante sua vida. Em 1623 dois de seus antigos colegas de teatro publicaram o First Folio, uma coletánea de suas obras dramáticas que incluía todas as peças (com a exceção de duas) reconhecidas atualmente como sendo de sua autoria.
Shakespeare foi um poeta e dramaturgo respeitado em sua própria época, mas sua reputação só viria a atingir o nível em que se encontra hoje no século XIX. Os românticos, especialmente, aclamaram a genialidade de Shakespeare, e os vitorianos idolatraram-no como um herói, com uma reverência que George Bernard Shaw chamava de "bardolatria". No século XX sua obra foi adotada e redescoberta repetidamente por novos movimentos, tanto na academia e quanto na performance. Suas peças permanecem extremamente populares hoje em dia , e são estudadas, encenadas e reinterpretadas constantemente, em diversos contextos culturais e políticos, por todo o mundo.
Shakespeare produziu a maior parte de sua obra entre 1590 e 1613. Suas primeiras peças eram principalmente comédias e histórias, gêneros que ele levou ao ápice da sofisticação e do talento artístico ao fim do século XVI. A partir de então escreveu apenas tragédias até por volta de 1608, incluindo Hamlet, Rei Lear e Macbeth, consideradas algumas das obras mais importantes na língua inglesa. Nesta sua última fase, escreveu tragicomédias, também conhecidas como romances, e colaborou com outros dramaturgos. Diversas de suas peças foram publicadas, em edições com variados graus de qualidade e precisão, durante sua vida. Em 1623 dois de seus antigos colegas de teatro publicaram o First Folio, uma coletánea de suas obras dramáticas que incluía todas as peças (com a exceção de duas) reconhecidas atualmente como sendo de sua autoria.
Shakespeare foi um poeta e dramaturgo respeitado em sua própria época, mas sua reputação só viria a atingir o nível em que se encontra hoje no século XIX. Os românticos, especialmente, aclamaram a genialidade de Shakespeare, e os vitorianos idolatraram-no como um herói, com uma reverência que George Bernard Shaw chamava de "bardolatria". No século XX sua obra foi adotada e redescoberta repetidamente por novos movimentos, tanto na academia e quanto na performance. Suas peças permanecem extremamente populares hoje em dia , e são estudadas, encenadas e reinterpretadas constantemente, em diversos contextos culturais e políticos, por todo o mundo.
22.4.11
OS PORTUGUESES - LXXV

"A grande dificuldade que Fontes Pereira de Melo enfrenta nos primeiros tempos (do seu governo) resulta da incapacidade de o Estado pagar aos credores externos, garantir condições que atraiam capitais e ter contas sólidas. É um problema financeiro do Governo, mas é, sobretudo, o problema político da imagem do Estado e a velha questão das dificuldades de equilibrar a Balança de Pagamentos.
...
Em Dezembro de 1851, Fontes Pereira de Melo obriga à capitalização forçada dos juros da dívida pública, pois não é possível assegurar o seu pagamento. A medida é seguida um ano depois pela conversão forçada da dívida, através de uma operação que a aumenta em valor absoluto (a dívida pública passa de 85.000 para 90.000 contos), mas diminui os encargos imediatos para o Estado (de 3.807 contos para 2.584), o que é a preocupação fundamental."
Segue-se um período de agravamento constante do défice orçamental e da dívida pública, até que:
"O que salva o sistema a longo prazo é o grande surto de emigração desde 1871. A emigração dirige-se fundamentalmente para o Brasil... O crescimento da emigração provoca um aumento substancial de remessas. Faltam valores exactos, mas não há dúvidas de que estas são essenciais para assegurar o funcionamento de todo o sistema."
(Fonte: História de Portugal, dirigida por João Medina).
PENSAMENTO DO DIA
FRASE DO DIA
RECORDAR É VIVER
Yehudi Menuhin, um dos maiores violinistas de todos os tempos. Ave-Maria, de Schubert.
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1916, nasceu o americano de origem judaica Yehudi Menuhin, um dos maiores violinistas de todos os tempos.
omeçou a tocar o violino em 1921, tendo como professor Sigmund Anker. Em 1924, aos sete anos de idade, faz sua primeira apresentação em público, acompanhado de seu então professor Louis Persinger. Ainda acompanhado de Persinger, apresenta-se dois anos depois com a Orquestra de São Francisco, em sua primeira execução de um concerto. No ano seguinte passa a ter aulas com George Enescu, sendo também neste mesmo ano sua primeira apresentação no Carnegie Hall, de Nova Iorque.
Em 1935 faz apresentações em diversos continentes, passando por Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e países europeus. Casa-se em 1938 com Nola Nicholas.
Durante a segunda guerra mundial executa peças em várias ocasiões para tropas e soldados aliados envolvidos no conflito. Em 1945, último ano da guerra, toca para sobreviventes dos campos de concentração e também na assembleia inaugural das Nações Unidas, em São Francisco. Em 1951, faz sua primeira viagem de apresentações ao Japão. Quatro anos mais tarde, em 1955, deixa os Estados Unidos para fixar residência na Europa.
A partir da década de 1960 passa a se envolver mais intensamente com festivais, orquestras e suas organizações. De 1959 a 1968, por exemplo, foi diretor artístico do festival de Bath, fundando neste período a Bath Festival Orchestra. Funda também a Yehudi Menuhin School em Londres, posteriormente transferida para Surrey. Assume em 1969 a direção artística do festival de Windsor, em parceria com Ian Hunter. Em 1975, rege pela primeira vez a Royal Philarmonic Orchestra.
omeçou a tocar o violino em 1921, tendo como professor Sigmund Anker. Em 1924, aos sete anos de idade, faz sua primeira apresentação em público, acompanhado de seu então professor Louis Persinger. Ainda acompanhado de Persinger, apresenta-se dois anos depois com a Orquestra de São Francisco, em sua primeira execução de um concerto. No ano seguinte passa a ter aulas com George Enescu, sendo também neste mesmo ano sua primeira apresentação no Carnegie Hall, de Nova Iorque.
Em 1935 faz apresentações em diversos continentes, passando por Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e países europeus. Casa-se em 1938 com Nola Nicholas.
Durante a segunda guerra mundial executa peças em várias ocasiões para tropas e soldados aliados envolvidos no conflito. Em 1945, último ano da guerra, toca para sobreviventes dos campos de concentração e também na assembleia inaugural das Nações Unidas, em São Francisco. Em 1951, faz sua primeira viagem de apresentações ao Japão. Quatro anos mais tarde, em 1955, deixa os Estados Unidos para fixar residência na Europa.
A partir da década de 1960 passa a se envolver mais intensamente com festivais, orquestras e suas organizações. De 1959 a 1968, por exemplo, foi diretor artístico do festival de Bath, fundando neste período a Bath Festival Orchestra. Funda também a Yehudi Menuhin School em Londres, posteriormente transferida para Surrey. Assume em 1969 a direção artística do festival de Windsor, em parceria com Ian Hunter. Em 1975, rege pela primeira vez a Royal Philarmonic Orchestra.
21.4.11
OS PORTUGUESES - LXXIV

"É o grande romancista do Romantismo português (Romance de um Homem Rico, 1861), experienciando também as novas técnicas da escola realista com intuitos jocosos (Eusébio Macário, 1879) e num texto de final de carreira que é um dos seus mais belos romances: A Brasileira de Prazins, 1882.
Magistral nos lances arrebatados e místicos da paixão exacerbada e dos laços familiares conflituosos (O Retrato de Ricardina, 1868), assim como na sátira social (A Queda dum Anjo, 1866) e na autocrítica, nomeadamente literária, é figura dominante nas nossas Letras."
(Fonte: Literatura Portuguesa - Instituto Camões)
FRASE DO DIA
PENSAMENTO DO DIA
CRÓNICA DA SEMANA
O PIOR ESTÁ PARA VIR!Confesso que já enjoo com esta expressão. Todos parecem apostados em repeti-la exaustivamente, paara suavizar a dor futura. Para mim, assemelha-se assim ao óleo com que o meu massagista mais ou menos desportivo me besunta, antes de me dar pancada de criar bicho, para desentorpecer os músculos. E é por isso que gostava de esclarecer uma coisa. Algo a que me parece, todos têm dado pouca atenção, mas que é para mim o mais grave.
Aquela expressão vem associada geralmente ao aumento de impostos, ao aumento do desemprego, ao aumento do défice orçamental, ao aumento da dívida pública. E, quanto a isso, quero afirmar que pouco me importa. O aumento de impostos, ainda que piore, será a repartir por todos e a mim só me vai caber um bocadinho. O aumento do desemprego já não me vai afectar a mim, porque já sou pensionista; e, pelo ritmo de aposentações que está a haver, qualquer dia seremos todos aposentados e o desemprego desaparece. O aumento do défice orçamental vai terminar porque a isso obriga a dívida pública. E a dívida pública não vai aumentar porque o défice também não. Isto é, no longo prazo, estaremos com tudo equilibrado. Ainda que, a longo prazo, como disse o senhor Silva que é meu barbeiro – eu sei que já não há disso, mas este meu amigo aproveitou as Novas Oportunidades, por não haver concorrência – estaremos todos mortos. Dará no mesmo. Tudo equilibrado.
Assim, o problema não está nas grandezas equilibradas mas no prazo. Se fosse a curto que o equilíbrio surgisse, isto era uma fervurinha, a que os Portugueses já estão habituados. Mas a longo, isto tem uma consequência tramada. Eu explico.
Como sabemos, o desemprego está a aumentar a olhos vistos. Eu já sei que o governo actual não tem responsabilidade nenhuma disso. Ele fez tudo para dar emprego a toda a gente. Basta olhar o Diário do Governo (se não se chama assim, devia chamar-se e eu tento ser coerente) e ver a quantidade de nomeações, designações, encargações, assessoreações, etc., por ele feitas durante os últimos seis anos. Deixem-no governar mais seis anos – que é médio prazo - e metade dos desempregados desaparecerão. Mas o prazo continua a ser o problema. É que, segundo dizem os espertos, que eu disso nada sei, Portugal vai continuar em recessão nos próximos dois anos – que é curto prazo – e, das doze em cada cem pessoas que não encontram trabalho presentemente, vão passar a ser para aí umas quinze em cada cem. Isto parece só um aumentozinho, meu Caro Leitor. Mas é um aumentozão. É que, por cada um por cento que aumenta a taxa de desemprego, são mais 50.000 pessoas que ficam sem trabalho. Isto é, daqui por dois anos, os que procuram trabalho sem o encontrar serão qualquer coisa entre 700.000 e 750.000. Que se lixe, pensarão muitos. Para isso lá está o fundo de desemprego, o rendimento mínimo, o rendimento social de inserção, o rendimento social mínimo, chamemos-lhe – que eu já ando um bocado desorientado com tantos nomes para a mesma coisa, que é pagarem os que trabalham aos que não trabalham – só rendimento social. Mas não é assim. É que a coisa não estica. E se cada dia aumentam os que recebem sem trabalhar e se cada dia diminuem os que trabalham para pagar, há-de haver um ponto em que os que trabalham já não podem pagar aos que não trabalham. É o princípio dos vasos comunicantes em que um dos vasos está furado no fundo. Inexoravelmente, acabarão por ficar os dois vazios.
Até aqui, parece que continua a não haver perigo. E eu comecei por dizer que havia algo perigoso em tudo isto. Mas ainda não expliquei o quê. Vamos a isso. Imagine que deixa de haver água nos ditos vasos. Como é que a gente mata a sede? Ainda por cima, em anos, estes dois que aí vêm, que, todos prevêem, vão ser extremamente quentes? É que ninguém se deixa morrer à sede. Dê lá por onde der. Quando a sede se tornar insuportável, nem que se roube a água. E aqui é que a porca vai torcer o rabo. É que roubar é crime. E, das duas uma, se formos todos ladrões, ou se muda o Código Penal ou o melhor é colocar grades à volta do país e dizer: “Está tudo preso!”.
Chegamos, portanto ao crime. Também se dirá que somos todos um pouquinho criminosos. Alguns dizem isto por ironia, logo acrescentando: “Nós é que temos a culpa, que os pusemos lá!”. Mas confesse lá, meu Caro Leitor, se não comete o seu pecadilho de legitimidade de vez em quando. Claro que sim. Atravessa fora das passadeiras se é peão. Não deixa passar o peão na pssadeira se é automobilista. Se viaja no metro, é capaz de dar uma espreitadela por cima do ombro do vizinho para ler com ele o jornal que só ele pagou. Coisas assim. Claro! Isto não tem nada a ver com a sede de que eu falava acima. Mas é só para exemplificar. Quando a sede apertar – ou a fome, que é a mesma coisa – o crime vai apertar também. Porque ninguém se deixa morrer à sede ou à fome. E, primeiro, começaremos a ver os pequenos roubos generalizados. Uma peça de fruta no mostrador da esquina, uma saca de farinha no supercado do bairro, um leitor de cêdês no hipermercado da cidade. Ou o assalto ao automóvel para roubar o rádio, logo seguido do roubo do automóvel ele próprio. Primeiro, sem violência. O assalto às residências quando os donos não estão. Mas, quando apertarmos a vigilância e ficarmos em casa para guardar o que é nosso, será com violência. Porque ninguém se deixa morrer à sede ou à fome.
Isto é. Toda essa bagunça de que falam, a nível do governo que temos tido, é uma ninharia, quando comparada com as ameaças sociais a que, cada dia mais, vamos estando (estar) expostos. Sobretudo, a ameaça do crime. Sobretudo, a ameaça do crime violento. Aí, sim, é que o pior está para vir. Parece estar na altura de nos mexermos, se queremos, pelo menos, amenizar essa situação mais do que provável.
Magalhães Pinto, em VIDA ECONÓMICA, em 21/4/2011
EFEMÉRIDE DO DIA
Neste dia, em 1699, faleceu o poeta e dramaturgo francês Jean Racine.
É considerado, juntamente com Pierre Corneille, como um dos maiores dramaturgos clássicos da França.De espírito ousado e frequentemente mordaz, Racine teve uma ascensão rápida e uma carreira brilhante. Com Andrômaca'' (1667) iniciou-se o período das obras-primas: Britânico (1669), Berenice (1670), Bazet (1672), Mitrídates (1673), Ifigênia em Áulida (1674) e Fedra (1677).
É considerado, juntamente com Pierre Corneille, como um dos maiores dramaturgos clássicos da França.De espírito ousado e frequentemente mordaz, Racine teve uma ascensão rápida e uma carreira brilhante. Com Andrômaca'' (1667) iniciou-se o período das obras-primas: Britânico (1669), Berenice (1670), Bazet (1672), Mitrídates (1673), Ifigênia em Áulida (1674) e Fedra (1677).
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