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31.7.09

UMA FOTO PARA MEDITAR



Mirrada, mas resistente...

ENGULHOS


Provocou engulhos o facto de eu ter assumido publicamente o meu apoio ao candidato Guilherme Pinto. Como se um homem devesse ficar hipotecado ao que fez no passado. Mas a verdade é que entre o paraquedista que o PSD nos ofeereceu - ainda por cima com conotações nada recomendáveis - e perante a hipótese de um regresso ao passado, eu optei pelo futuro, consubstanciado num homem com visão, experiente, honesto. Ora vejam lá se Guilherme Pinto teria possibilidades de pagar a sua própria campanha, se disso necessitasse! É que há campanhas autárquicas que ficam por cerca de 200.000 euros.

A SARDINHA NA LATA



Aspecto da multidão a aguardar espaço para comer no jantar de Narciso Miranda. Compreende-se porquê. Tiveram que fazer dois turnos. Porque, para os 3.000 presentes - isto sem contar com os que comeram à borla, que devem ter ficado para um terceiro turno - que a Organização anunciou, o Pavilhão só levava 1.500. Um jantar bem à moda de Matosinhos, todos como a sardinha na lata. E que grande lata! Mas o que eu gostava de saber é donde veio o óleo para a conserva...

A RALÉ


Andam por aí uns personagens - nitidamente ligados a uma candidatura autárquica em Matosinhos, perfeitamente identificada pelo teor e pelas cricunstâncias dos comentários - que passam o seu tempo a insultar, com a linguagem mais vil e soez, quem não pensa como eles. Como é timbre de gente assim, acobertam-se na cobardia do anonimato. Mas podem estar tranquilos. O tempo dos gangsters em Matosinhos já passou.

UM SORRISO, POR FAVOR!



Comentário para quê?... É um aluno português...

REINÍCIO


Acabadas as férias pessoais, é tempo deste blog voltar a ser publicado. Desta vez, com um novo figurino. Dando mais atenção aos factos da vida real. Mantém-se o sorriso do dia. Sempre será publicada uma foto quwe impressione pela sua beleza. Quando tivermos alguma reportagem sobre monumentos mundiais que, em minha opinião, valha a pena ver será publicada por uma só vez na sua integralidade. E daremos mais atenção à política, quer local quer nacional, procurando desfazer as mentiras que, como é próprio dos anos eleitorais, vão campear por aí.

12.7.09

PENSAMENTO DO DIA


De tantos, os escândalos do exercício do Poder, a todos os níveis, correm po risco de deixar de ser escândalos. Será, então, o império da crrupção sem que se tentem salvar, pelo menos, as aparências.

FRASE DO DIA

"Seria preciso que o PS se encontrasse consigo mesmo."

Manuel Alegre, citado pelo JORNAL DE NOTÍCIAS - 12/7/2009

***

Pois é... Uma das consequências de haver mais Pê Esses do que conchas na praia...

FIGURA DO DIA

Mário Lino. Ministro das Obras Públicas. Sob investigação, devido ao negócio que, em nome do Estado, fez com a empresa Liscont, do Grupo Mota & Cª., onde pontifica o seu correligionário e ex-Ministro socialista Jorge Coelho.

KENNY ROGERS - Coward Of The County

PERGUNTAS SEM RESPOSTA

Será para a queimar definitivamente que José Sócrates parece ser o único socialista a querer Elisa Ferreira no Porto?

MESQUITA DO SHEIK ZAYED - ABU-DHABI - XIV

BORBOLETAS - LXVI

ESCRITO NA PEDRA


Os nossos amigos poderão não saber muitas coisas, mas sabem sempre o que fariam no nosso lugar.

Millor Fernandes

PÁGINA DE ARTE



LOUIS-ERNEST BARRIAS (francês)

RELÍQUIAS

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1904, nasceu o poeta chileno Pablo Neruda.

É de sua autoria o seguinte soneto:

A DANÇA

Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio
Ou flecha de cravos que propagam fogo:
Amo-te como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.

Amo-te como a planta que não floresce e
Leva dentro de si, oculta, a luz daquelas flores.
E graças a teu amor, vive oculto em meu
Corpo o apertado aroma que ascende da terra.

Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde.
Amo-te directamente sem problemas nem orgulho;
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

Senão assim, deste modo, em que não sou nem és.
Tão perto de tua mão sobre meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA (II)

Um bêbado morre e vai para o Inferno. Chegando lá, encontra o Diabo e pergunta-lhe:

- Onde é que param as mulheres?

- Mulheres??!! - Exclama o Diabo - Aqui não há mulheres !!

E diz o bêbado:

- Olha...olha...Não há mulheres!!!! Vais dizer-me que esses cornos te saíram numa rifa...??!!

(Gentileza de F. Santos)

SORRISO DO DIA (I)

Maneira de ter o "dito" sempre quente...

10.7.09

MÚSICA DOS ANOS SESSENTA

JUAN PARDO - No me hables

MESQUITA DO SHEIK ZAYED - ABU-DHABI - XIII

BORBOLETAS - LXV

ESCRITO NA PEDRA



A cultura é o melhor conforto para a velhice.

Aristóteles

PÁGINA DE ARTE



REGINALD E. BEAUCHAMPS (americano)

RELÍQUIAS

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 2004, faleceu Maria de Lurdes pintassilgo, ex-Primeiro-Ministro portuguesa.

Foi a única mulher que desempenhou o cargo de primeiro-ministro em Portugal, tendo chefiado o V Governo Constitucional. Foi ainda candidata a Presidente da República Portuguesa em 1986, ano em que fundou o Movimento para o Aprofundamento da Democracia.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA (II)

Três homens estavam a fazer uma caminhada através da montanha, quando chegaram junto de um ribeiro muito rápido e violento.

Necessitando atraver para o outro lado, o primeiro homem rezou:

- Deus, dá-me a força necessária para atravessar para o outro lado...

Deus due-lhe pernas e braçços fortes. E ele atirou-se ao rio. Demorou quase duas horas a chegar ao outro lado e, por duas ocasiões, os amigos chegaram a pensar que ele ia afogar-se. Foi então que o segundo homem orou, por sua vez:

- Deus, dáme a força e os instrumentos necessários para atravessar para o outro lado...

E Deus fez-lhe a vontade. Deus du-lhe pernas e braços fortes e ainda uma canoa e dois remos. E ele atirou-se ao rio. Ao fim de hora e meia, estava do outro lado, apesar de ter estado em risco do barco se voltar. Foi então a vez do terceiro homem orar:

- Deus, dá a força, os instrumentos e a inteligência necessária para eu atravessar para o outro lado...

E deus transformou-o em mulher. A qual consultou o mapa, andou cerca de cem metros para norte e atravessou uma ponte que havia ali...

SORRISO DO DIA (I)

Loiras...

9.7.09

MEMÓRIA

Tenho um enorme respeito pela dor dos outros. Designadamente pela dor de quem perde um ente querido. Seja ele um pobre da rua, seja um grande senhor. Na dor, somos todos iguais. Não há classes, não há privilégios, não há riquezas. Muito especialmente na dor da morte. Mas entendo que a dor é algo de íntimo e pessoal. Não é para ser apregoada em parangonas públicas. Não é para ser afixada em cartazes. Não é para ser espectáculo público. Quando passa a espectáculo público, a dor é apenas folclore. A verdadeira dor é, nesse caso, espezinhada, violada, vilipendiada.

Vem isto a propósito do recente falecimento do pai do Presidente da Câmara de Matosinhos, Narciso Miranda. Uma perda que, seguramente, ele sentiu agudamente no fundo da sua alma. A perda de um pai ou de uma mãe é - falo com conhecimento de causa - um espinho agudo espetado onde mais dói, um espinho de que dificilmente nos libertamos no resto da vida. Por isso, merecedora do respeito silencioso de todos nós.

Mas o acontecimento infausto deu aso, em Matosinhos, a um inaudito comportamento de agentes públicos que importa não esquecer, que importa punir exemplarmente. A Câmara respectiva, as Juntas de Freguesia do município e empresas municipais, todas dependentes do enlutado, levaram a cabo um autêntico folclore de anúncios na comunicação social que custou ao erário público, seguramente, muito mais de cinquenta mil euros, isto é, mais de dez mil contos! Para bem percebermos do que estamos a falar, basta termos presente que um anúncio já de grande relevo num dos principais órgãos de comunicação social do país custará qualquer coisa como cem contos. Gastou-se cem vezes mais! Um forrobodó com os dinheiros públicos, organizado e gerido por quem não tem a mínima noção da responsabilidade pública, por quem pensa que o dinheiro que administra é seu. Ainda por cima, numa atitude pouco inteligente, que seria ridícula se não fosse de uma gravidade extrema, a roçar as fronteiras do crime público. Páginas e páginas de jornais e jornais com anúncios que as encheram, numa ladaínha incrívelmente grande, que nem reis ou presidentes da república fazem, tentaram transformar a dor legítima numa enorme campanha de promoção político-pessoal, tendo por pano de fundo a escaramuça existente tendo em vista as próximas eleições autárquicas. Aceitando que não foi Narciso Miranda a ordenar a colocação de tais anúncios, mergulhado como estava na sua dor filial, o acontecido leva-me a pensar que há muita gente apavorada na sua equipa. O que nos conduz, por associação de ideias, a pensamentos esquisitos. O que loevará certas pessoas a terem tanto medo que aconteça o mais natural, que é o de alguém, no Poder há décadas, dar o seu lugar a gente mais nova, com novas ideias, com projectos renovados? É um medo que não entendo e, por isso, a minha opinião de que, ao agirem como agiram, aqueles que ordenaram o folclore dos anúncios espezinharam a dor do Presidente.

O acontecido é, além do mais, um múltiplo insulto. Insulto ao estado em que se encontram as finanças públicas. Quando todos nós sofremos na pele os esforços de economia financeira do Estado e, inclusivamente, nos revoltamos contra isso, vemos responsáveis públicos desbaratarem os recursos deste modo irresponsável. Insulto aos funcionários públicos que, há anos, não vêem os seus vencimentos corrigidos, sob o argumento de que não há dinheiro. Quando em Matosinhos ele parece ser tão abundante que pode desperdiçar-se estupidamente. Insulto aos que passam fome e aos que não têm uma casa decente para habitar. O dinheiro ora esbanjado dava para fazer duas casas para pobres e matar a fome a milhares de pessoas. Insulto ao Contribuinte. Que vê os seus impostos serem desperdiçados deste modo inconsciente, inconsequente, com meros objectivos de propaganda político-pessoal.

Há uma pergunta que, necessariamente, fica no ar. E agora? Isto não pode ficar assim, impune. Quando um vereador da autarquia diz aos órgãos de comunicação social que a responsabilidade dos anúncios pertence ao Gabinete do Presidente, atira o fardo inteirinho para cima de Narciso Miranda. Porque este é, naturalmente, responsável por todos os actos do seu Gabinete. A não ser que o seu Gabinete tenha excedido as suas competências. Situação em que, inexoravelmente, Narciso Miranda tem que despedir os funcionários que exorbitaram as suas funções e geriram o dinheiro de todos nós deste modo inaudito, inaceitável, execrável. Muito pior seria, naturalmente, Narciso Miranda não fazer nada e aceitar os factos consumados. Porque isso o tornaria cúmplice, a custas próprias, de um crime de lesa património público. Aguardemos para ver.

Estranho o comportamento da oposição municipal. Que nem toca no assunto. Estranho mas compreensível. Guardando, seguramente este argumento para a campanha eleitoral autárquica. Sabendo que ele pagará, aí, dividendos muito maiores. Sabendo que a única hipótese que tem de ganhar as eleições em Matosinhos é ter Narciso Miranda por adversário e não qualquer outro. Porque está desgastado, porque já leva quase tanto tempo de poder como Salazar, porque tem vindo a perder o apoio com que em tempos contou e porque aqueles que o rodeiam cometem erros sobre erros, como é o caso deste autêntico folclore pago por todos nós.

O episódio tem ainda um outro episódio a merecer correcção. Eu próprio ouvi Narciso Miranda dizer, publicamente, que o Senhor Presidente da República lhe enviou flores, na circunstância. Creio que há uma imprecisão, Provavelmente, quem lhe enviou flores foi o seu amigo Jorge Sampaio, o que está perfeitamente bem. Mas a verdade é que ao dizer do modo que disse, o autarca deixa no espírito de quem ouve a noção de que, para o Senhor Presidente da República, há cidadãos de primeira, a merecer flores no funeral, como seria o caso do pai do Presidente da Câmara de Matosinhos, e cidadãos de segunda, a não merecerem flores, como seria o caso de todos os outros, nesse caso pagadores de impostos que serviriam à compra de flores para os de primeira categoria. Gravidade sobre gravidade. Como disse o Bastonário da Ordem dos Advogados, Dr. Miguel Júdice, a propósito dos acontecimentos aqui comentados, já nada admira neste Portugal em bolandas.

Crónica INSULTO - Magalhães Pinto - MATOSINHOS HOJE - 21/3/2004

MÚSICA DOS ANOS SESSENTA

HARRY NILSSON - Everybody's Talkin'

MESQUITA DO SHEIK ZAYED - ABU-DHABI - XII

BORBOLETAS - LXIV

ESCRITO NA PEDRA



O homem superior atribui a culpa a si próprio; o homem comum aos outros.

Confúcio

PÁGINA DE ARTE



HEZEKIAH AUGUR (americano)

FOTO DO DIA

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 1980, faleceu o poeta e show-man brasileiro Vinicius de Morais.

Poeta essencialmente lírico, o poetinha (como ficou conhecido) notabilizou-se pelos seus sonetos. Conhecido como um boêmio inveterado, fumante e apreciador do uísque, era também conhecido por ser um grande conquistador. O poetinha casou-se por nove vezes ao longo de sua vida. Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. No campo musical, o poetinha teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell e Carlos Lyra.


SORRISO DO DIA (II)

Dois amigos anões foram passear ao EStoril e, à noite, foram até ao bar do Casino. Ali viram duas garotas engraçadas e decidiram convidá-las para dormir, o que elas aceitaram depois da conveniente discussão. E ele lá foram para o hotel, onde tinham quartos separados mas consecutivos.

Um dos anõs bem tentou toda a noite cumprir o seu dever, mas não houve modo de conseguir reunir as condições necessárias, muito porque, durante toda a noite, só ouvia no quarto ao lado:

. UM, DOIS, TRÊS.... AHHHHHHH!... UM, DOIS TRÊS.... AHHHHHH.... UM, DOIS TRÊS.... AHHHH...

No dia seguinte de manhã, os dois anões encontram-se no pequeno almoço. E perguntsa um deles para o outro:

- Então, que tal a tua noite, pá?...

- Uma vergonha... Uma vergonha... não consegui "erguer-me"...

- E tu chamas a isso uma vergonha?... Vergonha foi a minha, que passei a noite toda a tentar subir para a cama e não consegui...

SORRISO DO DIA (I)

Em luta pela independência...

MÚSICA DOS ANOS SESSENTA

DEMIS ROUSSOS - We Shall Dance

8.7.09

CRÓNICA DA SEMANA (II)

...

Do que foi dito, parece não resultar dúvidas de que, ao Banco de Portugal, incumbem as funções de fiscalização de cada um dos Bancos nacionais, incluindo, portanto, o BPN, o BCP/Millennium e o BPP. Não vejo modo de iludir esta conclusão. Aliás, parece-me que nem o Senhor Governador do Banco de Portugal a nega. Não estará em causa a OBRIGAÇÃO do Banco de Portugal fiscalizar as demais instituições financeiras. Tanto quanto me apercebi, a essência da argumentação de defesa, face às responsabilidades detidas, foi a da impossibilidade de se conhecer o que era escondido pelas administrações das instituições citadas. E aqui o nariz retorce-se, incomodado com as dúvidas.

Em primeiro lugar, nem todo o mal daqueles bancos estava escondido. A qualidade de algumas das aplicações que se encontravam contabilizadas deixava muito a desejar. Não creio que, pró exemplo, o BPN não tivesse contabilizado a sua colecção de arte. A qual se veio a concluir valer menos do que a sua expressão contabilística. O facto de o Banco de Portugal tivesse aceitado que o valor atribuído àqueles bens contasse para o cálculo dos rácios de estabilidade mostra uma insuportável lassidão face às informações recebidas das instituições fiscalizadas. Ou o mesmo se diga de algumas das aplicações financeiras do BPP, cuja qualidade veio a esboroar-se na primeira avalancha. E treme-se só de pensar que uma instituição como o Millennium/BCP faz um substancial aumento de capital; cobrando um prémio de emissão chorudo; o qual, contabilizado nas reservas daquele banco, vai influenciar decisivamente as conclusões sobre a solvabilidade do banco; e o Banco de Portugal a tudo assiste, im+ávido e sereno, sem cuidar de passar a pente fino a lista dos subscritores, designadamente aqueles que se localizassem em paraísos fiscais.

Mas é, sobretudo e em segundo lugar, no que estava escondido que se tem que buscar a responsabilidade do Banco de Portugal. Assente que lhe pertencem as funções de fiscalizar, de vigiar, de servir de último responsável, perante todos nós que confiamos as nossas economias “aos bancos do sistema financeiro nacional”, de assegurar que os riscos de crédito, no país, se situam dentro de parâmetros aceitáveis, há uma pergunta inexorável que surge, para colocar ao Banco de Portugal, ao Governo, à Assembleia da República (designadamente à sua maioria, que aprovou o relatório final da investigação feita):

que raio de fiscal é este, que só fiscaliza o que está à vista?

É óbvio para toda a gente que, para fiscalizar o que está à vista de todos, não é necessária fiscalização alguma. Admitir que o papel de fiscalização do Banco de Portugal se limita a ver o que os bancos querem mostrar é concluir pela sua total eficácia e utilidade. Os fiscais existem, essencialmente, para VER o que está ESCONDIDO. E, aqui, o Banco de Portugal falhou estrondosamente. Durante anos a fio, a instituição que Vítor Constâncio diz estar a defender deve ter sido motivo de escárnio para Rendeiros, Costas e Gonçalves. E não só. Porque, mais atentos ao que se vai passando por esse mundo fora, as demais instituições do sistema desconfiariam do que se estava a passar.

...

Excerto da c´rónica O FISCAL - Magalhães Pinto - VIDA ECONÓMICA - 8/7/2009

MESQUITA DO SHEIK ZAYED - ABU-DHABI - XI

BORBOLETAS - LXIII

ESCRITO NA PEDRA


O crítico é semelhante ao actor; tanto um como outro não reproduzem simplesmente o mundo poético, mas integram-no, preenchendo as lacunas.

Francesco de Sanctis

PÁGINA DE ARTE



CESAR BALDACCINI (francês)

RELÍQUIAS

EFEMÉRIDE DO DIA

Neste dia, em 2004, faleceu Henrique Mendes, um dos mais destacados apresentadores da história da televisão em Portugal.

Henrique Mendes começou a sua carreira como locutor de rádio na Rádio Renascença em 1950. Em 1958, estreou-se como apresentador de televisão na RTP, pela mão de Artur Agostinho. Foi um excelente comunicador e o primeiro apresentador do Festival da Canção. Henrique Mendes passou grande parte da sua vida a trabalhar para a RTP, mas à data da sua morte pertencia aos quadros da SIC, canal de televisão privado. Embora considerado o galã português dos anos 60, o apresentador viu a sua vida mudar com a Revolução dos Cravos, a 25 de Abril de 1974. Através de uma notícia do semanário Expresso, soube que ia ser afastado dos ecrãs, o que acabou por acontecer decorrido um ano, em que se manteve ao serviço da televisão, sem fazer nada, mas a receber o ordenado que lhe competia; esta situação era-lhe muito penosa, por isso, tentou encontrar trabalho noutros locais. Sem o conseguir, Henrique Mendes e a esposa, a actriz Glória de Matos, emigraram para o Canadá, país onde apresentou noticiários e deu a cara por um programa para a comunidade lusa em Toronto. Mais tarde, juntamente com um amigo, fundou uma rádio local, a Asas do Atlântico. Permaneceram no Canadá até 1979.


FOTO DO DIA

SORRISO DO DIA (II)

O Carlos e o Zé eram amigos de longa data. Como habitualmente, naquele dia estavam a beber um copo no bar, ao fim da tarde, quando o Carlos, com ar aborrecido, disse:

- Estou num beco sem saída. Hoje, a minha mulher faz anos e eu não sei que lhe dar. Ela tem tudo e, além disso, pode comprar tudo o que quer... Não sei que fazer...

O Zé piscou-lhe o olho e respondeu:

- Acho que tenho uma ideia! Porque é que não escreves uma declaração dizendo que ela tem direito a uma hora de bom sexo, da maneira que ela quiser?...

- É capaz de ser uma boa ideia, Zé. Obrigado. É mesmo isso que vou fazer...

No dia seguinte, encontraram-se no mesmo bar, à mesma hora. E o Zé, com alguma ansiedade perguntou:

- Então, Carlos, a ideia resultou?...

- Mais ou menos, pá... - respondeu o Carlos.

- Mais ou menos?... Explica lá isso, Carlos....

- Pois foi assim. Jantamos e quando acabámos, eu saquei a declaração e entreguei-lha. Havias de ver como ficou contente. Cortreu ao quarto, vestiu um vestido de noite e saiu porta fora, apressada, enquanto dizia: "És um amor, querido... Dentro de uma hora estou em casa...".

SORRISO DO DIA (I)

Quem não tem cão, caça com gato...

7.7.09

CRÓNICA DA SEMANA (I)

Quando vi o cartaz, escangalhei-me a rir. Nunca imaginei que alguém pudesse estar tão mal aconselhado ou, se conselhos não tem, fosse tão falto de perspicácia, a ponto de não reparar que o que se ia colar nas paredes ou nas vitrinas, era uma grande anedota.

Todos sabemos que o papel do PSD, na nossa terra, nas próximas eleições autárquicas, não seria nunca fácil. Tanto quanto me apercebo, a candidatura independente que surgiu, personificada em Narciso Miranda, é um foguete sem pólvora. Fala muito, mas não diz nada. Tem gasto todo o seu tempo a dizer mal de quem tem governado o município com seriedade. Parecendo mesmo, às vezes, que está a falar de si próprio quando governava Matosinhos. E, não sendo demasiado ameaçadora esta candidatura, os danos causados a Guilherme Pinto tenderão a ser limitados. Mas estava no ar a possibilidade de os socialistas perderem a maioria absoluta, de que sempre aqui beneficiaram desde o “25 de Abril”. E, sendo assim, os socialistas necessitariam de uma bengala para governar. A qual, atento o mau relacionamento entre Narciso Miranda e Guilherme Pinto, já irreversível, deixaria para o PSD o papel de charneira e, porventura, indispensável à governação. Mesmo no caso absurdo de Narciso Miranda ganhar, o PSD teria a oportunidade de desempenhar o mesmo papel junto dele. Para tanto, o PSD só tinha que escolher bem o seu candidato para Matosinhos.

Sabemos hoje sobre quem recaiu a escolha. Na minha opinião, não poderia ter sido pior. Guilherme Aguiar é um homem do futebol, infelizmente próximo das figuras a quem têm sido imputados actos falhos de ética, que só não terão resultado em condenações devido ao risível facto de as escutas telefónicas, em Portugal, não poderem servir de prova. Vou mais longe e acho que Guilherme Aguiar só foi escolhido para Matosinhos com o objectivo de o afastar de Gaia, onde o principal responsável pela sua indigitação para a nossa terra, o dirigente social-democrata Marco António, tem tudo a ganhar por afastá-lo de Gaia onde, muito provavelmente, pretende suceder a Luís Filipe Meneses e não quer concorrência.

Todavia, sendo esta uma opinião pessoal, o pensamento de que Guilherme Aguiar era uma má escolha para Matosinhos acabaria por colher apoio donde menos esperava. Da própria candidatura do social-democrata. E é aqui que entra a anedota. É que ao passar pela sede da sua candidatura, dei de caras com o primeiro cartaz com a sua imagem. Aí estava ele, com ar presidencial, mas tendo por debaixo, em letras mais ou menos garrafais, uma legenda de morrer a rir. Diz ele nesse cartaz que o apresenta: “MATOSINHOS MERECE MELHOR”.

Palavras para quê? Estamos de acordo Senhor Doutor.

Crónica A ANEDOTA - Magalhães Pinto - MATOSINHOS HOJE . 7/7/2009

MÚSICA DOS ANOS SESSENTA

CLAUDIO VILLA - Maruzella, Maruzzé...

MESQUITA DO SHEIK ZAYED - ABU-DHABI - X

BORBOLETAS - LXII