...Mas basta pensarmos um bocadinho e vemos o quanto esta atitude teve de hipocrisia e de puros objectivos de propaganda gratuita. É que, desde à facilidade que começou a colocar-se nos exames até à recusa de reprovação dos alunos menos trabalhadores ou menos capazes, tudo, na política educativa do actual Governo, se tem esforçado por nivelar os alunos por baixo. Na escola actual, a exigência de trabalho aos alunos é mínima. O que, naturalmente, desincentiva os alunos trabalhadores e mais ambiciosos. Além de que, vivendo nós numa sociedade competitiva, onde os destinados ao sucesso são os que mais se esforçam, damos aos alunos a ideia de que a Vida se constrói com as facilidades disponibilizadas pelos outros. O que é, obviamente, uma mentira.
Por isso, o Governo acabou por cair num ridículo censurável. Distribuir a dois alunos em cada escola um diploma com direito a reportagem televisiva é tudo menos incentivo à qualidade, ao esforço e apreço pelo sucesso. Estivemos, tão só, na presença de mais um acto de propaganda mal amanhado, onde, inclusivamente, o Primeiro-Ministro não se absteve de assumir o papel de um qualquer dos mais famosos chefes de quina da Mocidade Portuguesa.
Excerto da crónica O DIPLOMA - Magalhães Pinto - MATOSINHOS HOJE - 15/9/2008
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