
"Um dia, um jornalista de lá me ligou. Fez umas perguntas sobre minha carreira, mas foi algo rápido. Um tempo depois, recebi milhares de e-mails me parabenizando por estar na lista. Fiquei muito surpresa", diz a executiva, que não se reconheceu na foto do WSJ. "Quando chegaram os primeiros e-mails, corri para olhar o jornal e não me achei. Depois vi a foto, mas tinha tanto photoshop que parecia outra mulher", brinca.
A brasileira de 45 anos completados em outubro está há 13 anos na C&W Brasil e há seis ocupa o cargo de presidente para a América do Sul. No ano passado, chamou a atenção no setor de negócios imobiliários por comandar a negociação que culminou na venda da sede do extinto BankBoston, na capital paulista, por US$ 150 milhões. Anualmente, a Cushman & Wakefield tem registrado um crescimento na casa de 40% no Brasil.
Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Mackenzie de São Paulo, e com mestrado pela Business School de Stanford, Celina trabalhou com arquitetura (já foi parceira de Arthur Casas) e também teve seus próprios negócios até entrar na C&W. "Aqui, entrei por causa da arquitetura, mas acho que cresci por saber lidar com gente", comenta. A arquitetura virou um hobby. "Faço projetos só para mim e para aquelas amigas que não se importam de esperar meses para receber um desenho."
Desde o início da crise econômica, a executiva ligou pessoalmente para vários clientes, para confirmar que os projetos continuariam. "Temos uma relação muito boa há anos, ela é muito clara e organizada", diz Daniel Citron, presidente da incorporadora Tishman Speyer no Brasil, um dos clientes da Cushman&Wakefield. "E está sempre de bom humor. O setor imobiliário é muito masculino, há poucas mulheres em cargos de liderança." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Náo há crise que resista ao encanto feminino! Estamos no bom caminho!
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