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8.3.09

A CAMPANHA AMARELA - Novela - Capítulo XXII

(continuação)

... E lá salvaram o gajo. Seria mais ou menos por esta altura que se conheceriam os sucessos que haveriam de gera o cognome de El-Rei. Porque não há rei que se preze que não tenha cognome. D. Afonso Henriques teve - O Conquistador. D. Diniz teve: O Lavrador. D. Sebastião teve; O Desejado. D. Salazar teve: O Fascista. E o nosso bondoso El-Rei D. José haveria de conquistar o seu. Já houvera quem sugerisse que fosse chamado O Magalhães. Mas abadonaram a ideia por possibilidade de confusão com o autor deste blog. Mas os eventos agora conhecidos grangear-lhe-iam um merecido epíteto. Foi assim:

Pelos idos de 2000, havia em Portugal um rei pusilânime. Com o cognome de O Picareta. Mas fugiu ante o ensurdecedor ruído das massas populares. Quando se estava na véspera da entronização, estava em discussão, havia já longo tempo a autorização para a instalação do Fridoca. Não havia meio de ser dada. Era preciso alterar as leis para que a autorização fosse legal. Mas o tempo escasseava. Foi então que o actual El-Rei, ainda apenas príncipe com o pelouro de cuidar da Terra, do Mar e do Ar e da Instalação de Supermercados, fez um forcing e conseguiu despachar em dois dias aquilo que demorava anos a conseguir. Houve más línguas - sempre há más línguas - que disseram ter tal sido devido à oleação da mkáquina administrativa. Mas, fosse pelo que fosse, essa corrida contra o tempo, gloriosamente vencida, fez El-Rei ganhar o cognome. Ficaria, para sempre, conhecido pelo Fórmula Um.

(continua)

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