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13.3.09

A CAMPANHA AMARELA - Novela - Capítulo XXVII

(continuação)

A governação do Reino continuava complicada para El-Rei. Ainda mal refeito das sucessivas reclamações da plebe, teve que se confrontar com uma ameaça grande às boas relações que mantinha com uma figura bastante recreativa do cenário administrativo, mas a quem costumavam atribuir grande importância quando falava. El-Rei sabia que ele não podia fazer nada. Mas tentava salvaguardar as aparências.

O problema viera daquela colónia onde voavam em liberdade aqueles passaões a que chamavam açores. Aliás, El-Rei admirava-se porque é que tinham dado ao pássaro o nome de uma das descobertas mais brilhantes dos seus antepassados, nessa altura, sem o saberem ainda, ao serviço dos americanos. A colónia era governada por um grande amigo de El-Rei, descendente dos Césares de Freixo de Espada à Cinta. Um grande falador, este descendente dos Césares. Tanto, que entendia dever falar sempre que alguém quisesse mexer no Estatuto da colónia. Mas a figura recreativa administrativa não estava de acordo. Vai daí, deu com a língua nos dentes. Porventura convencido de que lhe bastaria falar para que El-Rei se amedrontasse. Puro engano. "Se julgam que me metekm medo com falatório, estão enganados!" era a divisa que El-Rei tinha gravada a fogo no seu escudo. Melhor, no seu Euro. A verdade é que ninguém ligou ao falatório e a vontade dos Césares foi feita, com o apoio de El-Rei.

As consequências de tal atitude constarão dos anais do Reino a seu tempo.

(continua)

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