O ACORDOA discussão em redor do Orçamento Geral do Estado para o próximo ano fechou com um acordo entre o Governo e o maior parido da oposição. Um acordo minimalista, onde, numa subida desaustinada dos impostos que recaem sobre nós, o PSD conseguiu poupar-nos, em conjunto, algo como quinhentos milhões de euros.
Foi uma gota num oceano de desespero. Melhor do que nada, dirão os optimistas. Não sei se será assim. Conduzidos ao estado em que estamos por um governo incompetente e megalómano, dirigido por um vaidoso, no qual a demagogia atingiu níveis de que só me recordo terem existido aqui em Matosinhos, em tempos idos, temos pela frente uma situação económica muito difícil. Os especialistas são quase unânimes em reconhecer que só existe uma ténue réstia de esperança para Portugal escapar ao naufrágio. Essa réstia de esperança reside na eventualidade de a Europa conhecer um ciclo de prosperidade acentuada que faça crescer substancialmente as exportações portuguesas. É pouco. Embora possa muito bem acontecer. O motor económico europeu, a Alemanha, está a crescer razoavelmente e tudo o que podemos fazer é rezar para que Deus Nosso Senhor a ajude a crescer ainda mais.
Ao mesmo tempo que decorriam tempos atribulados aqui, em Portugal, os chefes de Estado europeus discutiam a possibilidade de impor sanções pesadas, políticas e financeiras, aos países do Euro que não saibam governar-se. E isso são boas notícias para Portugal. É que se tais medidas vierem a acontecer, isso pode fazer com que fiquemos a salvo de qualquer outro governante socratino que por aí queira aparecer. Oxalá venham a ser estabelecidas essas sanções. Se vierem, poderemos finalmente dizer que valeu a pena aderir ao Euro.
Magalhães Pinto, em RÁDIO CLUBE DE MATOSINHOS, em 2/11/2010
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