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5.8.08

OS HERÓIS E O MEDO - 344º. fascículo

(continuação)

Alguém se lembrou de uma ida à tabanca. Era a última oportunidade para colher uma recordação mais daquelas terras onde a maioria não voltaria. Mas a ideia foi imediatamente recusada, pelos perigos envolventes. E se os “turras” decidissem vir despedir-se deles naquela noite? Apanhá-los-iam com as calças na mão. E se pregassem uma partida ao Mário Lima, lembrou outro. O gajo é um medroso do caraças! A ideia foi acolhida com entusiasmo. E logo alguém se propôs ir buscar cordão lento e alguns detonadores para armar o foguetório.

Pé ante pé, que o treino ensina assim e a povoação dormia com excepção da Emília Sá, prepararam a partida. Espalharam os detonadores em redor da casa do enfermeiro e armaram a rede de cordão lento que os faria explodir. Esconderam-se atrás da casa contigua, rindo em surdina, enquanto a chama ia avançando cordão fora, vagarosamente.

(continua)
Magalhães Pinto

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