(continuação)Mário regressou a Mansoa. Tomou para si a obrigação de arrumar os trastes do soldado, enfiando-os no saco de campanha. Não tardaria que viessem por eles, para o acompanharem no seu regresso à Metrópole. Em cima da mala do rapaz, estava uma carta meio escrita, interrompida, certamente, quando chegara a ordem de saída em busca de Mamadú e Jaló. Carta simples de gente simples, que nunca chegaria ao seu destino. Ou seria entregue em mão própria pelo autor.
“Mãezinha,
Estimo que ao receberes esta estejas de saúde, que eu fico bem, graças a Deus. Hoje...
Mário dobrou a carta com gestos bruscos e atirou-a para o saco, vencido por aquele enorme absurdo, ironia diabólica ressoando a gargalhada na caserna adormecida. Concluiu a tarefa e foi-se deitar.
(continua)
Magalhães Pinto
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