(continuação)A viatura foi pelos ares. Pisara a mina com o rodado traseiro. Uma segunda explosão, do depósito de combustível, seguida de incêndio, envolvera a viatura num inferno. Alguns dos homens tinham sido miraculosamaente cuspidos na explosão da mina. Mas três deles, provavelmente desmaiados pela percussão do rebentamento, tinham ficado no Unimog. Dois na cabina e um na caixa. As chamas irromperam com violência e lambiam completamente a viatura mais o que nela se encontrava, combustível a arder, agora ajudado pelos pneus e pelos bancos de madeira, a arder também. Os da outra viatura e os que, da acidentada, guardavam alguma consciência, tentaram socorrer os infelizes a serem transformados em churrasco.. Debalde. O grupo de combate do Álvaro chegou junto deles ainda a tempo de tentar ajudar. Mas era impossível. O calor e a violência das chamas impedia a aproximação chegada. E o fogo só começou a abrandar quando o material combustível faltou. Chegados junto dos restos da viatura, os homens viram, com terror, o que já nem corpos pareciam, torresmos humanos reduzidos a um monte de carvão.
(continua)
Magalhães Pinto
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