Foi considerado um dos mais bem preparados e educados poetas ingleses de sempre. Num poema em latim, provavelmente composto na década de 1630, Milton agradece ao seu pai todo o apoio que recebeu no seu período escolar.
Obras principais:
* L'Allegro (1631)
* Il Penseroso (1633)
* Comus (a masque)(1634)
* Lycidas (1638)
* Areopagitica (1644)
* Paradise Lost (O Paraíso Perdido) (1667)
* Paradise Regained (Paraíso Recuperado) (1671)
* Samson Agonistes (Sansão Guerreiro) (1671)
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Paraíso Perdido
(John Milton)
Um dos temas que mais aparecem nas narrativas religiosas e mitológicas da humanidade é o da perda do paraíso. Da Babilônia ao Império Asteca, várias têm sido as narrativas a respeito das histórias ligadas à vida do homem à Terra e à perda de seu contato direto com Deus Eterno. Na literatura ocidental, uma das mais belas narrativas a respeito deste fato é o livro Paraíso Perdido, escrito em 1677 por John Milton. Nesta epopéia temos o confronto entre Lúcifer e Deus, no qual um terço dos anjos do céu são expulsos e tramam no inferno sua vingança. Como não poderiam atacar diretamente o céu devido ao poder de Deus, do Filho de Deus (O Cristo) e das Hostes Celestiais (já que haviam sido expulsos ao perderem a batalha contra estes invencíveis adversários), os anjos caídos arquitetam um plano para desgraçar a criação insígne de Deus, feita à sua imagem e semelhança: o homem. Neste plano, Lúcifer viria à Terra incorporado em uma serpente e seduziria Eva para que juntamente com Adão comessem o fruto proibido, a Árvore da Ciência, e tentassem se igualar a Deus. Isto ocorre, e Adão e Eva são expulsos do Paraíso por terem dado ouvidos ao maligno.
Quando pensamos porém que a vingança funesta se consumou e nada mais pode ser feito, eis que Deus descobrindo a perfídia pune novamente os anjos caídos, transformando-os em serpentes que ficariam presas por mil anos no inferno (sendo Lúcifer a maior e mais feroz destas) a passarem fome, sede e calor em tal região.
A epopéia Paraíso Perdido é belíssima por seu enredo, pelo tema escolhido e pela forma como John Milton a apresenta, utilizando-se da poesia para narrar os eventos. Igualmente belas são as descrições do Céu, do Inferno, do Paraíso e da Terra, nas quais o autor se utiliza de seu vasto conhecimento da mitologia greco-romana e das mitologias e religiões da antiguidade para caracterizar seus personagens e locais em que se passa a trama.
Todos os que gostam de boa literatura e desejam ler obras em que aparece a relação entre arte e religião, devem ter em sua biblioteca Paraíso Perdido.
Frase do autor:
O fim de toda a aprendizagem é conhecer a Deus, e, mediante esse conhecimento, amá-lo e ser como ele é.
Cida
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