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15.3.08

OS HERÓIS E O MEDO - 203º. fascículo

(continuação)

Os primeiros e enevoados alvores da madrugada rompiam o negrume da noite, quando chegou a ordem para o ataque final. Os rebentamentos da artilharia tinham iniciado, há momentos, a tarefa de desmoralizar o adversário e encorajar as forças amigas. Os homens foram-se dirigindo, prudentemente mas sem encontrar resistência, para o local assinalado nas cartas como sendo a base dos guerrilheiros. A certa altura, viram surgir, espalhadas em clareiras dispostas em círculo, várias palhoças de adobe e colmo. Sustiveram a marcha e prescrutaram a aldeia, tentando descortinar as defesas e os guerrilheiros. Nem vivalma se pressentia. Algumas rajadas exploratórias não tiveram resposta. Era guerra em monólogo. Em movimentos síncronos e cuidadosos, os homens avançaram. Bateram as moranças uma a uma. Todas desoladoramente vazias. Pegaram fogo ao colmo e prosseguiram.

(continua)
Magalhães Pinto

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