(continuação)O regresso à base, onde chegaram ao fim do dia, decorreu sem incidentes. Mário arrumou o equipamento e estirou-se em cima da cama, sem comer nada, sem se despir, sem se lavar. Adormeceu num sono profundo. Nessa noite, e ao contrário do costume, o seu sono não teve sonhos a povoá-lo. O Álvaro ainda se ficou, noite dentro, a rabiscar mais um dos seus poemas. Ao levantar-se, pela manhã, o papel escrito, bastante amarrotado, estava em cima da mesa. Mário leu-o. Gostava de ler os poemas do companheiro. Era como se lhe lavassem a alma e colocassem, nos seus gritos, um desespero mal percebido.
(continua)
Magalhães Pinto
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