Benfica-Paços de Ferreira: Penalty contra o Benfica inexistente, dois penalties a favor do Benfica não assinalados.Vitória de Guimarães-Paços de Ferreira: Golo mal anulado ao Paços de Ferreira e um penalty a favor do Paços de Ferreira não assinalado.
Sporting-Braga: Golo limpo anulado ao Sporting de Braga, num momento de ascendente desta equipa.
Boavista Benfica: Penalty contra o Benfica duvidoso. Três penalties contra o Boavista não assinalados, nas barbas de Lucílio Baptista, o árbitro.
Em luta pelo segundo lugar, com acesso directo à Liga da Europa: Benfica, Guimarães e Sporting.
É demasiado para ser coincidência. O Benfica está a pagar caro o facto do seu presidente insistir na condução do processo "APITO DOURADO" até às suas últimas consequências. O FUTEBOL É UMA VERGONHA E A ACTIVIDADE MAIS CORRUPTA EXISTENTE NO PAÍS.
3 comentários:
Que parcialidade!
Com a mesma convicção um portista, ou um sportinguista poderiam apontar (apontam mesmo) "erros" de sentido contrário. Se é que de erros se trata, uma vez que aas opiniões variam conforme a cor clubística do observador.
O futebol é assim, é um jogo de paixões, que nos cega.
Misturar este tipo de posts num blog de comentários gerais, só desvaloriza o seu autor.
No mais (excluindo também a sua "aversão" ao BCP) até aprecio os seus comentários.
Um cosnelho: deixe este tipo de posts de fora, só descredibilizam o seu blog. Pelo menos aos olhos dos que não partilham a sua paixão futebolística.
Não vou revelar a minha versão desta problemática. Distingo as conversas obre temas que podem ser sérios, onde discutimos com racionalidade, destas discussões futebolísticas. Estas também as tenho com alguns amigos, mas separo-as das primeiras.
Obrigado pela visita e pelo comentário.
Deixar de lado este tema - candente, aliás - seria recusar a importância económica do futebol, que é real. A ponto de justificar corrupções idênticas - ainda que em grau maior, na minha opinião - à que se verifica no resto da sociedade. Aliás, é essa mesma a justificação que encontro para a corrupção. Estão muitos milhões em jogo nessas partidas de futebol.
Portanto, está justificado o post. Quanto ao seu conteúdo, é naturalmente a minha opinião e nada mais do que isso, como acontece com todos os posts-cometário.
Já quanto à referência ao BCP, presente no seu comentário, é, no mínimo, tão injusta quanto a classificação que atribui ao meu comentário futebolístico. Eu NÃO TENHO NENHUMA AVERSÃO AO BCP. Sou seu cliente e seu accionista. A minha aversão é a procedimentos - alguns que conheço intimamente bem - que eu avalio pautados por uma ausência de ética completa de quem os imaginou, autorizou e realizou. Procedimentos que determinaram perdas muito avultadas para sacrificados pequenos accionistas.
Não seiu se conhece a burla chamada "conto do vigário". É uma burla que joga com a ambição do burlado. Quem cai no "conto do vigário" não o faz por razões altruísticas, geralmente. Está a pensar que, logo que os vigaristas (que ele, burlado, julga uns inocentes) desapareçãm, ele também desaparecerá e ficará com o "ganho".
Pois vender acções do banco prometendo "mundos e fundos" de ganhos aparenta-se terrívelmente com aquela história.
Aliás, a história da última assembleia geral, que também contei parcialmente neste blog, é exemplar_ de uns lado, centenas de pequenos accionistas a mostrar o seu desagrado pelos acontec imentos de que tinham sido vítimas; do outro lado, uma dúzia de accionistas, detentores da esmagadora maioria do capital social, a determinarem o que queriam fosse feito. Aliás, como é seu direito formal. Mas numa atitude em que a responsabilidade social da empresa coi conduzida às ruas da amargura.
Isso, sim, eu detesto. A isso, sim, eu tenho aversão. E ficarei imensamente contristado se um visitante do meu blog não sentir idêntica aversão.
Agradeço que tenha tido a atenção de prosseguir esta conversa.
Quanto ao futebol a minha crítica prendia-se com a apreciação do jogo (e do árbrito) em questão, face ao qual tenho uma visão muito diferente.
Ainda no futebol, quanto aos pretensos “milhões”, “corrupção”, etc… A minha opinião é que em Portugal estamos a desviar recursos de investigação para casos insignificantes (pelo menos baseando-nos nos processos em curso) face a séria criminalidade (Casa Pia, etc.). E face à corrupção dos poderes públicos (tráfegos de influência, captura do interesse público por interesses privados, financiamento de partidos, licenciamentos, etc.) que, essa sim, mina seriamente a nossa economia.
Quando o Estado pesa cada vez mais na economia e as empresas portuguesas dependem cada vez mais do Estado, cria-se um campo fértil para que a corrupção grasse. Neste momento existem também sérias suspeitas de interferência do poder político no judicial e nos media. Face a isto, suspeito que os casos futebolísticos servem para desviar recursos de investigação e a atenção da opinião pública dos outros, que implicam a nossa classe política.
Quanto ao BCP, devo confessar que fui leitor interessado do seu livro “A OPA”, pelo qual o felicito.
E nesse caso, suspeitamosde alguma interferência do Poder político no funcionamento do mercado (embora ainda de forma ténue comparada com o que aconteceu nesta fase final, em que o Poder político interviu de forma despudorada).
Julgo que mesmo quando dos aumentos de capital do início da década, o poder político esteve intimamente implicado Aliás, pelo que conheço, suspeito que os problemas do BCP não só eram do conhecimento das autoridades como tiveram origem num plano político de defender o capitalismo nacional..
Recordemo-nos que os mesmos foram subsequentes ao arranjo orquestrado para absorpção do universo Champalimaud (que se acumulou à anterior carga do BPA). E existia o desígnio político de evitar que os bancos espanhois conquistassem demasiado protagonismo no sistema financeiro nacional. São particularmente curiosas declarações dos então Ministro das Finanças (Sousa Franco) e PM (Guterres). Aí o BCP deixou de ser um simples projecto bancário privado, para se transformar num “national champion” com participações cruzadas em diversos grupos económicos nacionais, alguns deles dependentes do governo (CGD, EDP, etc…, para além de Brisa, TD, Cimpor, ...). E com forte interdependência face aos objectivos do governo.
Quanto ao defraudar dos pequenos accionistas, é inteiramente verdade o que afirma. Tal como aconteceu em outras ocasiões com outros grupos. O mais grave no caso do BCP foi terem promovido o endividamento de pequenos accionistas para esse fim. E, ao que parece, terem financiado alguns accionistas para reforçarem a sua participação com dinheiro do próprio banco.
Mas, mais uma vez, na fase final (ano de 2007) vimos os títulos do BCP entrarem em fase especulativa, e essa especualação ser em parte alimentada por um banco público (CGD) e uma empresa controlada pelo Estado (EDP). Pequenos accionistas que compraram na primeira metade de 2007 viram-se defraudados, desta vez com culpas para o Estado e alguns “capitalistas do regime” (alguns também tendo beneficiado das fases anteriores do BCP).
Ou seja houve mais uma vez uma intervenção política. E, mais uma vez os pequenos accionistas foram defraudados. Talvez fosse um tema interessante para um livro que desse sequência ao primeiro.
Por isso, pode querer que sinto aversão por todo o desenrolar do processo. Mas penso que os maus da fita ainda não estão todos revelados, nem as respectivas motivações.
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