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6.4.08

OS HERÓIS E O MEDO - 225º. fascículo

(continuação)

O Mário Lima é um caso intrigante, não achas, Álvaro? A interrogação de Mário quebrou os pensamentos deste, indecisos entre mover um cavalo ou uma torre, para entalar o adversário de ocasião. Faz-se muito nosso amigo mas a verdade é que há nele algo a soar a falso. Não me admiraria se ele fosse um dos tais que fazem jogo duplo. Uma no cravo e outra na ferradura. Afinal, não deve ser muito difícil passar uma informaçãozita aos guerrilheiros, de vez em quando. Eles andam por aí, com toda a certeza. Se não os homens de armas, pelo menos os informadores. Eles andam por aí, com certeza. Olha a operação de Morés, por exemplo. Só um cego não via, pelo movimento, estar algo de grande em preparação. A espera que nos fizeram não aconteceu por acaso. Álvaro respondeu-lhe com um “nunca se sabe”. E mergulhou novamente na sua análise do tabuleiro.

(continua)
Magalhães Pinto

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