(continuação)Os homens foram despertados às cinco horas da manhã. Levantaram-se pachorrentamente, tentando descortinar o porquê de alvorada tão matutina. Um alferes irrompeu pela caserna dentro, obrigando-os a despacharem-se. Iam sair para uma operação. A caserna silenciou. Os gestos tornaram-se mais expeditos e mecânicos. Logo a seguir ao pequeno almoço, os homens formaram na parada. Voltados para a saída, os Unimogs que os conduziriam. Soares da Cunha apareceu, vindo dos lados da messe de oficiais. Feita a continência da praxe com ombro armas, foi dada ordem de descansar. As coronhas das G3 bateram quase em uníssono no alcatrão. Como sempre, Mário estava à frente dos seus homens, sensivelmente a meio da formatura. Separado da Companhia, estava formado um outro grupo mais pequeno. O grupo de combate da 564. Eram notórias as diferenças. Dir-se-ia que estes últimos pertenciam a outra guerra. Todos usavam alguma peça de pano camuflado. Que, em alguns casos, não ia além do quico.
(continua)
Magalhães Pinto
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