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3.1.08

OS HERÓIS E O MEDO - 135º. fascículo

(continuação)

A carripana deteve-se em frente a uma casa um pouco separada das demais. Samba Jau disse-lhes viver ali uma tal Maria qualquer coisa. Mário não entendeu o resto do nome. Samba Jau fez-lhes sinal para esperarem. E dirigiu-se à casa. Afastou um cortinado de missanga a servir de porta e desapareceu no seu interior. Não demorou muito. Regressou e disse que podiam entrar, um de cada vez. Eram vinte pesos cada um. Os três companheiros olharam uns para os outros, como a interrogarem-se mutuamente quem avançava primeiro. Acabou por ser o Manuel o mais decidido. Abriu a porta do automóvel e quase correu para a casa. Mário e Álvaro ficaram silenciosos. O motorista saiu do carro também e desapareceu num canto da rua. Provavelmente fora urinar. O tempo foi-se escoando. Muito lentamente, parecia a Mário. Mas não foram mais de dez minutos. E o Manuel regressou. Já mais afoito, seguiu-se o Álvaro. E nova espera.

(continua)
Magalhães Pinto

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