(continuação)Álvaro veio lá de dentro com cara de poucos amigos. Era a vez de Mário. Este recusou-se, porém. Não consigo, que queres?... Sei que não consigo. Vamos embora. Samba Jau não entendia bem o que se estava a passar. Então o outro não ia? Quando percebeu, foi lá dentro outra vez. Provavelmente receber a sua comissão de proxeneta de ocasião. A organização do ramo era igual em todo o mundo, em todos os tempos. Regressaram à cidade. Ao despedirem-se, Mário pediu a Samba Jau que o procurasse no quartel no dia seguinte.
A conversa só retomou a sua anterior normalidade quando voltaram a ficar sós, na esplanada do Bento. Manuel voltou a ser jocoso. O diabo da mulher devia estar habituada a comer o milho directamente da espiga. Devia ter sido assim que perdera aqueles dois dentes da frente. Álvaro não se riu. Não tinha conseguido nada. Murcho como um figo no Natal. Uma repugnância com algo de racista fora mais forte. A noite descera já e ainda não haviam jantado. Foram comer um frango ao Asdrúbal, àquela hora cheio de militares. Manuel acabou o serão, já com meia dúzia de cervejas no bucho, a gozar com os colegas.
(continua)
Magalhães Pinto
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