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7.1.08

OS HERÓIS E O MEDO - 139º. fascículo

(continua)

Soveral tinha o vago pressentimento de que os problemas não iam acabar por aqui. Conhecia Rafaela bastante bem, o seu temperamento rebelde. Quanto mais era controlada, mais se revoltava. Ainda se ele estivesse em Lisboa, próximo dela... Talvez conseguisse vigiá-la um pouco. Mas assim... Este era um dos males desta guerra, pensou ele. Para aqueles que já eram pais. Essencialmente, os oficiais do quadro permanente. E, dentro destes, os operacionais. Estava fora de causa trazerem a família para o mato. Bastante preocupação era já, para um oficial, a segurança dos seus homens. Quanto mais ter a preocupação adicional da família. E, particularmente aqui na Guiné, o aprovisionamento dos bens essenciais, a começar pela comida, era difícil. Até quando iria durar a guerra? Os filhos estavam a crescer, dois anos era muito tempo e as comissões de serviço seguiam-se umas atrás de outras. Alguns oficiais não tinham permanecido na Metrópole um ano seguido entre as duas comissões.

(continua)
Magalhães Pinto

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