(continuação)O comandante da Companhia continuava a sua prelecção. Já sabiam. Se houvesse bagunça, saltavam imediatamente da viatura e procuravam o abrigo mais próximo na margem da picada. Os do lado direito para esse lado e os outros para o outro. Olhos bem abertos. Mas só disparariam quando ouvissem o comando respectivo. Iam passar por algumas aldeias indígenas. Chamavam-se tabancas. Quando chegassem a alguma, os grupos de combate um e dois formariam um cordão de segurança em redor da tabanca, enquanto o grupo três e o da 564, entrariam nela. Era absolutamente proibido familiarizarem-se com os indígenas. O seu comportamento deveria ser profissional. Deviam sorrir, mas sem familiariedade. Uma atitude urbana, educada, mas sem brincadeiras. Se tudo corresse bem, não seria muito diferente dos exercícios que tinham feito em Santa Margarida durante o tempo de permanência ali.
(continua)
Magalhães Pinto
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