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6.12.07

OS HERÓIS E O MEDO - 107º. fascículo

(continuação)

O clarim tocou. Era a hora de formatura, no cais, ao lado do navio. Para a revista da ordem. O amarelo dos fatos de caqui dos expedicionários contrastava violentamente com o cinzento do dia, nascido nublado. Ao som duma marcha militar plena de alegria - as marchas militares são sempre alegres, sabe-se lá porquê - o general passeou ao longo das filas alinhadas de soldados, acompanhado pela imponente figura de António Soveral. Não revistava nada. Era uma simples formalidade. A instituição militar está cheia de formalidades. Excepto na guerra. Acabada a formatura, postou-se em frente do pendão do batalhão e fez a continência. Pela primeira vez, Mário reparou no pendão. Bordejado a vermelho e preto, tinha ao centro, sob fundo branco, uma águia preta com três cabeças. Inscrito numa banda ondulante, a divisa do batalhão: Bravos, Leais e Fiéis.

(continua)
Magalhães Pinto

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