
"Raros autores suscitaram sentimentos tão desencontrados como José Agostinho de Macedo, polemista terrível, escritor prolixo, considerado como um dos mestres da contra-revolução (miguelista).
É um homem conflituoso, colérico - daí o epíteto de 'padre Lagosta' com que ficou conhecido. Em 1802 é nomeado pregador régio, afirmando-se como um escritor persistente e diversificado; cultiva géneros e temas de vastidão ilimitada, produzindo centenas de obras impossíveis de enumerar em breves páginas: poesia épica, didáctica e lírica; teatro; eloquência sagrada e profana;filosofia; opúsculos e escritos periódicos políticos; filologia, crítica literária e moral; miscelâneas históricas e outras avulsas, restando ainda todo um universo de inéditos."
(Fonte: António Ventura, in História de Portugal, dirigida por João Medina)
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