
Não é caso único em Portugal, infelizmente. Há autarcas provincianos, sem cultura cívica, que procuram dar nas vistas, em lugar de tentarem ser efectivamente úteis aos seus concidadãos. E não só por palavras. Gastam mundos e fundos para poderem dizer, depois, que deixaram obra. Em alguns casos, no meio das muitas asneiras que cometem, até fica alguma coisa de útil. Mas é uma ilusão, na qual muitos dos meus concidadãos se deixam levar. Pensar só no que está feito. Não é isso que conta num administrador político. O que verdadeiramente deve contar não é o que ele faz, mas sim o que podia fazer com os meios que tem ao seu dispor, e não faz. Isso sim. Essa é que é a boa medida da capacidade de um administrador político. O desperdício que provoca. Como no caso da anémona da Praça S. Salvador em Matosinhos. Uma bacoquice que ficou bem cara aos matosinhense. Administradores assim deviam ser banidos da política. Deviam ser esconjurados à primeira asneira. Infelizmente, ainda não temos modo de sancionar quem assim age. Um dia teremos. Mas podemos iniciar o fazer as contas rejeitando que se sentem na cadeira do Poder.
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Excerto da crónica A DEFUNTA - Magalhães Pinto - "MATOSINHOS HOJE" - 19/11/2007
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