Pesquisar neste blogue

7.8.07

CRONICA DA SEMANA


Américo Amorim foi o fundador do BCP. Jardim Gonçalves foi apenas o executivo que ele e os seus parceiros, industriais também, escolheram para gerir o projecto. Chamar a Jardim Gonçalves, agora, o fundador do BCP ou é falta de memória ou adulação.

Banco Comercial Português. Candidato à substituição dos Açores como epicentro dos mais violentos terramotos verificados no nosso país.

Chantagem. Nome apropriado para a determinação do Governo em quebrar o sigilo bancário sempre que um contribuinte reclamar. Crime, desde que não seja cometida pelo Governo da Nação. Despudoradamente veiculado pelo Ministério das Finanças.

Diploma. Quadro de estimação pendurado no gabinete do Senhor Primeiro-Ministro. Afinal, límpido como a água. Consta mesmo – pelo menos do relatório da Procuradoria-Geral da República que analisou os factos – que ele foi prejudicado relativamente aos colegas de estudo.

Euro. Moeda que temos desde 2001. A qual, apesar de se ter valorizado, relativamente ao dólar (moeda na qual são feitos os negócios do petróleo), cerca de 65%, não impediu que o preço da nossa gasolina crescesse ao ritmo do crescimento do preços do crude. Os ganhos da valorização escoaram-se, assim e neste domínio, para o Estado, constituindo um imposto oculto a juntar aos bem visíveis.

Filipe Meneses. O “nortista” que acredita ter uma missão a cumprir: colocar os “sulistas e elitistas” na ordem. Pelo menos, os que gostam da cor laranja. Se ele ganha, os ditos até vão ficar “azuis”. Para gáudio do Pinto da Costa.

Grande líder, nosso. Também conhecido por Alberto João Jardim. Padrinho: Marques Mendes. Ou a gaffe do ano devida ao entusiasmo de ter, finalmente, um banho de multidão.

Henrique Granadeiro. Um contador de histórias. A multa de trinta e oito milhões de euros que a “sua” empresa (PT) acaba de sofrer mostra como a SONAE tinha razão ao falar de falta de concorrência e do abuso de posição dominante no mercado pela PT perpetrado. O que Granadeiro disse durante a OPA da SONAECOM foi só conversa.

IDT. Instituto da Droga e da Toxicodependência. Entidade que financiava o programa “Porto Feliz” – que praticamente eliminou a legião de “arrumadores” ecistente no Porto, recuperando muitos – mas que não mandava no programa. Quem mandava era a Câmara Municipal do Porto. O IDT deve ter entendido – mesmo em tempo de aborto livre - que isso de “fazer filhos em mulher alheia” era muito feio. E, vai daí, acabou com o financiamento do programa.

Jornalistas. O alvo preferido de Augusto Santos Silva. De quem alguém disse já ser candidato a Goebbels II. Uma aleivosia. Como ele tem insistentemente repetido, apenas quer dar mais protecção aos homens da informação. O “malandro” do Senhor Presidente da República é que não deixou.

Leite. Produção portuguesa sucessivamente objecto de pagamento de multas, impostas pelos “génios” de Bruxelas, devido ao excesso de produção. Leite, cujo preço vai aumentar, agora, cerca de 10%, por escassez de produção em toda a Europa, incluindo Portugal.

Maddie. Quase juro que não há ninguém no mundo que não conheça a sua história. Uma prova de que maus procedimentos – o sensacionalismo da comunicação social, sobretudo dos tablóides – pode conduzir a bons fins.

Noventa anos. O prazo pelo qual o Governo se pretende financiar na construção das autoestradas, via empreiteiros. Já não estamos a hipotecar a geração que se nos segue. Também a seguinte. E a seguinte. E a seguinte.

Ota. Projecto de um novo aeroporto que o Ministro Mário Lino afirma agora não ter escolhido, mas que vimos defender com todas as suas forças. O melhor mesmo, no seu entendimento.

Paulo Macedo. O brilhante ex-Director das Contribuições e Impostos. Com a eficiência com que geriu os impostos, falou da hipocrisia dos políticos e da falta de capacidade de análise de todos os que se atreveram a criticar o salário que auferiu enquanto ocupou o cargo. Os Portugueses nunca saberão avaliar o que ele, com a sua eficácia, nos poupou de sacrifícios futuros.

Quentinhas. As bolas de Berlim. Com as condições estabelecidas por lei, trnu-se impossível a venda ambulante. Mais do que em nome da Saúde, em nome dos interesses dos concessionários de bares nas praias, objectivamente protegidos. E o prezado Leitor, se é veraneante de praia, lá vai ter que fazer a caminhada até ao bar. Ninguém lhe trará a “bolinha” até ao guarda-sol.

Reciclagem económica. O nome apropriado para a reutilização, por parte de alguns hospitais, de materiais médicos descartáveis. Depois de convenientemente esterilizados, tiveram o cuidado de nos explicar. De pobres que estamos, voltamos ao tempo de “ferver as seringas”.

Surpresa. Sentimento que afectou profundamente o Senhor Presidente da República, face à demissão compulsiva de Dalila Rodrigues, directora do Museu Nacional de Arte Antiga. Nunca se engana, raramente tem dúvidas, mas surpreende-se quando já ninguém, em Portugal, se surpreende com estes gestos do Governo determinados por “conveniência do serviço”.

Tolice. A afirmação de Mariano Gago de que Portugal não deixa fugir cientistas lá para fora. Como se houvesse, em Portugal, outras condições para a investigação científica para além de distribuir computadores de trezentos euros e banda larga gratuita.

Ultraje. É a Directora Regional de Educação da Região Norte continuar nas suas funções, depois de desautorizada no caso “Charrua”. A natureza política do seu cargo – como foi publicamente admitido – exige consequências políticas.

Vilamoura. Se for à praia da Falésia, muna-se de um guarda-sol. Paga mais pelo arrendamento de uma sombra naquela praia do que por um apartamento no Parque das Nações. E já agora uma dica: se é daqueles que só vai à praia umas duas ou três horas por dia, não alugue à semana ou à quinzena; pague à tarde ou à manhã; fica mais barato e não paga os dias em que não vai.

Xeque-mate. O lance preferido de Jardim Gonçalves. Prepara-se para o aplicar, mais uma vez. Desta, ao seu “filho” dilecto Teixeira Pinto. O qual, pelos vistos – e com todo o respeito, usando figuradamente o ditado popular – é cão que não conhece o dono.

Zé Sá Fernandes. Colocou uma providência cautelar permanente sobre a Câmara Municipal de Lisboa. Tornou-se vereador.

Crónica ABECEDÁRIO DE FÉRIAS - Magalhães Pinto

Sem comentários: