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5.3.11

OS PORTUGUESES - XXVIII


A armada, composta por três naus - São Gabriel, São Rafael e Bérrio, e ainda uma barca de apoio com mantimentos, parte do Restelo em 8 de Julho de 1497, comandada por Vasco da Gama, possivelmente uma escolha já feita ao tempo de D. João II. À saída, a frota incluía ainda uma caravela comandada por Bartolomeu Dias, tendo por destino a Mina, que das demais se viria a separar em Cabo Verde. Segue para sul por uma rota diferente da de Bartolomeu Dias, quando este foi até ao Cabo das Tormentas. Uma rota bem mais ao largo do continente africano, só possível graças ao domínio já perfeito da navegação astronómica detido pelos portugueses. Depois de arpoar, para descanso e reabastecimentos na baía de Santa Helena, Angra de S. Braz, Terra do Natal, Inharrime e Rio dos Bons Sinais (Zambeze), a armada segue para Norte, tocando ainda a Ilha de Moçambique e Mombaça (actual Quénia), onde encontram um ambiente hostil, escapando de uma cilada que os aniquilaria quase por acaso. Chegam finalmente a Melinde, onde Vasco da Gama consegue que o rei local lhe ceda um piloto que ajude a armada portuguesa a fazer a travessia do oceano Índico, desde Melinde a Calecute, chegando a esta última cidade indiana a 20 de Maio de 1498. Quase um ano para uma odisseia que ficaria gravada a letras e ouro na história da Humanidade. Estava descoberto um caminho marítimo da Europa até à Índia.

As negociações do capitão da armada com o Samorim foram difíceis. E tudo que Vasco da Gama conseguiu foi trazer um primeiro carregamento de especiarias. A viagem de regresso é penosa, morrendo grande parte da tripulação. A nau comandante - S. Gabriel - chegou ao estuário do Tejo provavelmente a 9 de Setembro de 1499.

(Fonte: História de Portugal, coordenada por Rui Ramos)

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