
Depois da férrea certeza sobre a existência de alternativas à OTA, a mudança de atitude do Governo (obviamente para salvar de dificuldades o seu candidato à Presidência da Câmara de Lisboa)só pode ter uma consequência. este Governo não dispõe mais nem de uma centelha de credibilidade para decidir sobre um novo aeroporto. Crença reforçada pelo facto de o Ministro respectivo ter afirmado aos autarcas da Região Oeste que a melhor alternativa continuava a ser a OTA, escassas vinte e quatro horas depois de ter mudado a sua atitude na Assembleia da República.
Pelo que sobram apenas duas alternativas éticamente viáveis:
- ou a decisão é produzida pela Assembleia da República, assessorada por uma comissão técnica independente (solução mais frágil porque o Partido que apoia o incapaz governo tem ali maioria absoluta);
- ou a solução adoptada é a de manter o actual aeroporto com o apoio de outro mais pequeno, para onde seriam desviados os voos regionais.
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